9.24.2026

Na nova fase da OPERAÇÃO CARBONO OCULTO em SP os órgãos de segurança investigam FRAUDE NA COMPRA DE DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEIS

Polícia e MP deflagram nova fase da Operação Carbono Oculto em SP

Órgãos investigam fraude na compra de distribuidora de combustíveis.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal fazem nesta manhã de quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto.

Os órgãos investigam, com apoio da Polícia Federal e Receita Federal, estrutura complexa de lavagem de dinheiro para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

A suspeita é de estrutura criminosa montada busca ocultar o controle de usina sucroalcooleira. Fintechs foram utilizadas para fazer movimentação financeira da organização criminosa.

As autoridades conseguiram identificar uma operação ligada à usina no valor aproximado de R$ 370 milhões. Toda a movimentação do montante foi feita através da estrutura criada pelos criminosos para conferir uma aparência de legitimidade à operação, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, como a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior (o Mineiro), que tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.

"A Entre é uma administradora de recursos que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina, que já era de organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem, de fato, passou a comprar essas distribuidora de combustível que já está fechada por determinação da Justiça e de órgãos competentes", disse o ministro da Fazenda Dario Durigan nesta manhã.

Durigan disse ainda que, após as investigações da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, foi identificado que a Entre "recebe dinheiro do crime organizado, ajuda na ocultação de patrimônio de forma que, não só uma usina de etanol mas também uma distribuidora de combustível passassem a atuar no mercado numa concorrência bastante desleal com o setor formal".

De acordo com o ministro, esta terceira fase da Carbono Oculto identificou uma movimentação de R$ 11 bilhões "por essas várias camadas da 'lavanderia' que virou parte do nosso sistema financeiro".

Fonte: Agência Brasil

9.23.2026

ELEIÇÕES 2026: ELEITORES de todo o país irão às urnas em HORÁRIO UNIFICADO

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas.

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

"Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas", explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

"Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação", acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

"Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição", explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

"A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada", afirma Bruno Andrade.

"Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar", conclui.

Fonte: Agência Câmara de Notícias 

9.22.2026

"O BRASIL NÃO CABE NO QUINTAL DE NINGUÉM", diz Lula em discurso na ONU

Presidente defendeu a soberania dos países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando especificamente os cenários da América Latina e do Brasil, onde, segundo o presidente, há tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais.

Lula disse que a região da América Latina e do Caribe convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou durante discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22) em Nova York.

“Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos.

"Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular", disse.

Democracia em xeque

Lula também alertou para o que classificou como retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. "A democracia está novamente em xeque", afirmou. Em seguida, acrescentou que o mundo voltou a assistir à "ingerência externa em processos eleitorais", à divisão de países em zonas de influência e a "investidas neocoloniais" em busca de recursos estratégicos.

Ao citar países da região, o presidente afirmou que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

Redes de desinformação

Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência.

"Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha", afirmou.

Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país.

"Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho", declarou.

Negacionismo

Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

“Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

“Até pouco tempo, a reposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

Segurança pública

Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

"Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo", afirmou.

O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas.

"Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado", disse.

Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

Fonte: Agência Brasil

9.21.2026

O bolsonarismo agora é mais silencioso, MAS TÃO NOCIVO QUANTO FOI UMA VEZ

Por Julián Fuks Colunista de Eco

Em política, como em todo assunto que vale a pena, há sempre algo que permanece incompreendido. Tudo agora é quase idêntico ao que já vimos no cenário brasileiro, estamos diante da mesma eleição travada outras vezes, a mesma eleição que nos incendiou há oito e há quatro anos, que exigiu de nós a máxima verve e o máximo empenho. E, no entanto, há algo de diferente, uma mudez maior espalhada por toda parte, uma apatia que não se confunde com indiferença, a entrega a um desfecho que parece além do nosso alcance, que nos transcende. E assim a data fatal se aproxima e tudo segue com alguma discrição, imprevisível e incerto.

Quando a realidade é tão conhecida e ainda assim provoca estranhamento, parece que a razão estremece, a linguagem costumeira já não explica o que os olhos veem. Penso isso a cada vez que volto a ler as profusas explicações sobre o bolsonarismo, esse movimento que tomou de assalto o país e lhe deu uma face irreconhecível, face em que se acentuam seus traços mais sinistros. Por alguns anos essas explicações foram reveladoras, elucidaram algo do horror do país ao passo que o associaram a horrores mais vastos, ao crescimento da extrema direita que tem se dado no mundo inteiro. Agora não sei, é possível que tais ideias continuem tão precisas quanto antes, mas ainda assim se mostram insuficientes.

Que o bolsonarismo é uma forma de fanatismo, a busca de uma certeza equívoca num mundo que se fez complexo, a recusa da razão em nome de uma mentira mais simples. Que é a expressão política do ressentimento, da frustração de uns homens que queriam um futuro mais próspero para si mesmos, e que tudo tumultuam quando não o obtêm. Que é a manifestação de um ódio também, ódio por tudo aquilo que o sujeito não reconhece, ódio por transformações sociais e culturais que o excedem e o amedrontam. Ou que é em alguma medida a sublimação disso, a conversão do ódio num tipo estranho de encantamento, de pertencimento, recuperação da fantasia no universo político, mesmo que para isso precise se valer da mentira como método.

Cada uma dessas hipóteses continua válida, sim, e seu conjunto é ainda bastante expressivo, mas sinto que não condiz por completo com o cenário que hoje vemos. Esse bolsonarismo que os teóricos descreveram era eufórico, intenso, raivoso, festivo. Levava multidões em furor às ruas e às redes, perseguia com afinco seus inimigos — e me lembro bem disso porque há exatos quatro anos estava eu sendo ameaçado de morte pelo que escrevia, eu como tantos outros jornalistas. Hoje é tudo mais sutil, mais ameno em aparência, hoje as ruas estão vazias e são mais suaves os embates nas redes. E ainda assim as pesquisas apontam uma horda impressionante de eleitores dispostos a votar naquele mesmo projeto destrutivo e caótico.

O bolsonarismo já não tem o mesmo poder de engajar e insuflar os seus apoiadores, e no entanto parece ter se consolidado como força eleitoral perene, resistindo até à condenação e aos vexames sucessivos de seus líderes. Ao que parece, seu eleitor comum agora não é um sujeito inflamado, e sim desiludido, sempre em posse de seu vago inconformismo pelos rumos da política, sem saber direcionar aquilo que sente. Já não vota convicto, mas vota impreterivelmente nesse projeto que não admira, vota apesar de si mesmo, apesar de seu próprio descontentamento.

Alguém poderá trazer aqui a explicação que faltou ali em cima, alegar que o bolsonarismo não é mais que a feição extrema que assumiu no Brasil o conservadorismo, essa sim uma força política arraigada em muitos recantos do país. Mas, numa definição das mais elementares, o conservadorismo deveria ser o simples desejo de manter as coisas como estão, de impedir que elas se transformem rapidamente. E, convenhamos, agora que bem a conhecemos na oposição e no poder, quem de fato veria qualquer ímpeto de conservação nessa família disruptiva, essa família que tem feito da política um caos absoluto, um tumulto sem fim?

Há uma contradição aí, alguma dissonância, e talvez por isso estejamos um pouco perdidos também os opositores desse projeto que já sabemos terrível. Por um momento pareceu que queríamos todos uma eleição silenciosa, que o processo passasse quase despercebido, para que as forças brutais não despertassem e tomassem as ruas como há alguns anos. Não tem adiantado: mesmo dormentes tais forças podem vir a assumir o poder no país, e hão de ser tão nocivas quanto foram uma vez, como têm sido desde sempre. Será preciso decifrar esse mistério tão logo quanto possível. "Observar cuidadosamente significa desmontar", já disse Herta Muller, e já sabemos nós que é preciso desmontar essa bomba com urgência.

Fonte: uol.com.br

9.20.2026

MPT contabiliza 463 denúncias de ASSÉDIO ELEITORAL em todo país

Por Agência Brasil

Suspeitas encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho em setembro supera o número registrado no mesmo mês em 2022; veja como denunciar casos de assédio eleitoral.

O Brasil já contabiliza 463 denúncias de assédio eleitoral no ambiente laboral neste ano, de acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho). São Paulo (59), Rio de Janeiro (50) e Minas Gerais (47) são os estados com mais casos neste ano eleitoral.

Assédio eleitoral no trabalho é toda prática ligada ao processo eleitoral que tenta influenciar ou constranger a orientação política, a manifestação eleitoral ou o voto de trabalhadores. Pode envolver ameaças, promessas de benefícios, discriminação ou pressão por apoio a determinada candidatura, inclusive em ambientes virtuais relacionados ao trabalho, como e-mail e intranet.

“O ambiente de trabalho não é um espaço para a prática de propaganda eleitoral”, diz o procurador Igor Souza Gonçalves, procurador do Ministério Público do Trabalho. Ele é coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT. 

Um dos casos ocorreu em Brasília, onde vigilantes e empregados da empresa 5 Estrelas Sistemas de Segurança teriam sido convocados para comparecer a eventos fora da jornada regular de trabalho em que candidatos pediram votos. Após denúncia do MPT, a Justiça do Trabalho proibiu a companhia de praticar assédio eleitoral. 

Pela decisão, a empresa não pode convocar ou promover eventos que sejam usados para manifestações político-partidárias, nem distribuir material de propaganda eleitoral ou adotar “práticas voltadas a influenciar, direcionar, induzir ou interferir na orientação política ou no voto dos empregados e trabalhadores”.

Procurada, a 5 Estrelas afirmou que “pauta sua atuação pelo estrito cumprimento da legislação e pelo respeito à liberdade de escolha e de manifestação de seus colaboradores” e que a empresa não adota como prática institucional “qualquer forma de orientação político-eleitoral de seus empregados, tampouco autoriza o uso de suas estruturas e atividades para tal”. Também disse que está à disposição das autoridades competentes.

Salto de denúncias em setembro

Das 463 denúncias recebidas pelo MPT em 2026, 199 ocorreram em setembro (38% do total), mês que ainda não acabou. Em 2022, o órgão tinha recebido 68 reclamações em todo o mês. 

A expectativa do MPT é que o número de denúncias aumente entre o primeiro e o segundo turno, já que esse foi o período com mais casos registrados em 2022, segundo Gonçalves.


O aumento de denúncias próximo ao pleito pode ser explicado pela maior conscientização da população e das empresas sobre o que é assédio eleitoral, diz o procurador. 

“Algumas práticas que hoje chamamos de assédio eleitoral já eram conhecidas por toda a sociedade brasileira antes desse fenômeno. Mas foi em 2022 que começamos a construir esse conceito, a partir de uma enxurrada de denúncias que chegavam ao Ministério Público do Trabalho”, explica. 

“É importante destacar a grande participação dos sindicatos, a assinatura de TACs [Termos de Ajustamento de Conduta] e de recomendações do MPT, além de cartilhas que foram amplamente reproduzidas naquele contexto”, continua Gonçalves. O total de denúncias em 2022 chegou a 3.500.

Saiba identificar e denunciar

O assédio eleitoral pode ocorrer quando há promessas de benefícios ou vantagens oferecidas a trabalhadores relacionadas à escolha do voto ou à posição política. 

Também pode acontecer em situações que envolvem ameaças de prejuízo ao emprego ou às condições de trabalho associadas ao voto ou à posição política, além de constrangimentos e humilhações. 

Entre as situações que são investigadas por assédio eleitoral estão:

  • a exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou outros símbolos associados a uma candidatura; 

  • a realização de reuniões no trabalho para apresentação de candidatos ou orientação política; 

  • a convocação de trabalhadores para campanhas, postagens ou abaixo-assinados eleitorais; 

  • a definição de escala e local de trabalho no dia da eleição que favoreça o voto apenas de trabalhadores que afirmem apoiar determinado candidato; 

  • a realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção de voto no ambiente de trabalho. 

Qualquer pessoa pode apresentar denúncias ao MPT. O órgão recebe reclamações pelo site, por telefone, por e-mail ou presencialmente em suas unidades. Podem ser apresentados como evidências da denúncia: mensagens, e-mails, publicações em redes sociais, documentos, imagens, áudios, vídeos, registros em canais internos e informações de testemunhas.

“Além da simples captura de tela, é importante que o trabalhador tente fazer também, caso ele consiga, a gravação da tela [do celular ou do computador], porque isso ajuda a preservação daquela prova digital”, orienta Gonçalves, do MPT.

Segundo o procurador, a simples captura de tela tem mais chance de ser impugnada judicialmente. “[Gravar] tem maior chance de que aquela prova consiga ser aproveitada, sem a discussão de que se está escolhendo o que está postando e, de algum modo, tentando manipular aquela imagem.”

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/2026/09/mpt-contabiliza-denuncias-assedio-eleitoral-brasil/


9.19.2026

CONECTADA

Por Kathy Pepper

E nós, irmãos, estando separados de vocês por breve tempo, ficando longe dos olhos, mas perto do coração, com muito mais empenho e com grande desejo procuramos ir vê-los pessoalmente. 1 Tessalonicenses 2:17

Quando eu era criança, tinha uma amiga por correspondência. Não sei o nome dela, mas lembro que trocamos algumas cartas e que ela me enviou uma pequena boneca de tricô, que ainda guardo. Quando fiquei mais velha, minha família se mudou para longe dos meus avós, mas minha avó continuou me escrevendo com frequência. Ao ir para a faculdade, as cartas dela e de outros parentes continuaram chegando. Embora ocupada, eu tentava manter contato. Fui mais constante nas ligações e telefonava para minha mãe com frequência. Também me lembro de meu pai ligando religiosamente todo domingo às 8h, desde a adolescência até a minha fase adulta.

Quando o Facebook surgiu, fiquei animada em poder me reconectar com parentes distantes e amigos antigos. Navegar pela rede social era muito mais fácil do que escrever uma longa carta e menos invasivo do que fazer uma ligação. Dessa forma, eu me sentia mais próxima deles.

Hoje, existem ainda mais formas de manter contato com as pessoas. Frequentemente troco mensagens com meus filhos, participo de reuniões de vídeo on-line e faço videochamadas principalmente com meu pai, minhas filhas e minha neta. Durante a pandemia, fiquei feliz por meu marido, que é pastor, conseguir realizar cultos on-line para que os membros pudessem se sentir mais próximos.

No entanto, quanto mais envelheço, mais percebo que a melhor forma de se manter ligada a alguém é estar realmente presente. Conversar face a face, ver expressões, poder abraçar. Foi para isso que Deus nos criou. Ele criou Adão e Eva e depois passou o dia com eles no jardim do Éden. Videochamadas, mensagens, ligações e cartas são boas, mas ocupam um lugar secundário; nada supera estar presente. Dois braços me envolvendo em um abraço apertado, isso sim é o melhor!

Vejo minha vida espiritual da mesma forma. Diários, orações e leitura da Bíblia são ótimas maneiras de me conectar com Deus, mas estou realmente ansiosa pelo dia em que poderei sentir Seus braços fortes ao meu redor e ouvi-Lo dizer: – Bem-vinda ao lar!

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/conectada-3/

9.18.2026

MULHERES como ela não devem MORRER

Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha, desde o princípio da colheita até que caiu água do céu sobre os corpos. E não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite. 2 Samuel 21:10. 

Não podemos compreender a magnitude da tragédia que ocorreu com Rispa e Merabe. No mesmo dia, dois filhos de Rispa e cinco de Merabe foram executados. Somente Deus pôde entender a profundidade da dor dessas mulheres. Para nós, resta o espanto, a compaixão e a lição de um amor maternal tão grandioso.

O Comentário Bíblico Adventista menciona que, por regra geral, os corpos dos enforcados deviam ser sepultados no mesmo dia em que eram pendurados (Deuteronômio 21:22, 23). Porém, nesse caso, eles haviam sido enforcados por uma dívida de sangue inocente, uma situação que, no Antigo Testamento, era extremamente grave e deveria ser paga com sangue.

Rispa evitou que os abutres e as feras devorassem os corpos de seus filhos e sobrinhos. Se sua odisseia começou “no início da colheita” e terminou “até que choveu no princípio do outono”, quer dizer que cuidou dos cadáveres por cerca de quatro meses. Durante todo esse tempo, viveu sobre um penhasco.

De maneira semelhante, uma mulher chamada Altagracia Mercado fez um sacrifício imenso por sua pátria. No México, ela é conhecida como a “heroína de Huichapan”. Quando a luta pela independência do país começou, ela armou um pequeno exército com seus próprios recursos e se uniu à causa da liberdade. Além disso, foi a líder de suas tropas e enfrentou as forças monarquistas em batalhas. Em um combate infeliz, percebeu que era a única que ainda estava em pé. Sem demonstrar medo, lutou até ser capturada pelo inimigo. Sua atitude impressionou tanto as autoridades espanholas que, embora a ordem fosse fuzilar os prisioneiros, o coronel ordenou sua libertação, dizendo: “Mulheres como ela não devem morrer.”

Assim como Rispa e Altagracia, lute por amor. Seja leal àqueles que você ama e que merecem sua lealdade. Lute também com coragem para se libertar das práticas que o escravizam e o afastam do reino celestial. Peça a Deus que o liberte daquilo que tem dominado sua vida. Hoje pode ser o dia do seu milagre.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mulheres-como-ela-nao-devem-morrer/

Na nova fase da OPERAÇÃO CARBONO OCULTO em SP os órgãos de segurança investigam FRAUDE NA COMPRA DE DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEIS

P olícia e MP deflagram nova fase da Operação Carbono Oculto em SP Órgãos investigam fraude na compra de distribuidora de combustíveis. O...