9.21.2026

O bolsonarismo agora é mais silencioso, MAS TÃO NOCIVO QUANTO FOI UMA VEZ

Por Julián Fuks Colunista de Eco

Em política, como em todo assunto que vale a pena, há sempre algo que permanece incompreendido. Tudo agora é quase idêntico ao que já vimos no cenário brasileiro, estamos diante da mesma eleição travada outras vezes, a mesma eleição que nos incendiou há oito e há quatro anos, que exigiu de nós a máxima verve e o máximo empenho. E, no entanto, há algo de diferente, uma mudez maior espalhada por toda parte, uma apatia que não se confunde com indiferença, a entrega a um desfecho que parece além do nosso alcance, que nos transcende. E assim a data fatal se aproxima e tudo segue com alguma discrição, imprevisível e incerto.

Quando a realidade é tão conhecida e ainda assim provoca estranhamento, parece que a razão estremece, a linguagem costumeira já não explica o que os olhos veem. Penso isso a cada vez que volto a ler as profusas explicações sobre o bolsonarismo, esse movimento que tomou de assalto o país e lhe deu uma face irreconhecível, face em que se acentuam seus traços mais sinistros. Por alguns anos essas explicações foram reveladoras, elucidaram algo do horror do país ao passo que o associaram a horrores mais vastos, ao crescimento da extrema direita que tem se dado no mundo inteiro. Agora não sei, é possível que tais ideias continuem tão precisas quanto antes, mas ainda assim se mostram insuficientes.

Que o bolsonarismo é uma forma de fanatismo, a busca de uma certeza equívoca num mundo que se fez complexo, a recusa da razão em nome de uma mentira mais simples. Que é a expressão política do ressentimento, da frustração de uns homens que queriam um futuro mais próspero para si mesmos, e que tudo tumultuam quando não o obtêm. Que é a manifestação de um ódio também, ódio por tudo aquilo que o sujeito não reconhece, ódio por transformações sociais e culturais que o excedem e o amedrontam. Ou que é em alguma medida a sublimação disso, a conversão do ódio num tipo estranho de encantamento, de pertencimento, recuperação da fantasia no universo político, mesmo que para isso precise se valer da mentira como método.

Cada uma dessas hipóteses continua válida, sim, e seu conjunto é ainda bastante expressivo, mas sinto que não condiz por completo com o cenário que hoje vemos. Esse bolsonarismo que os teóricos descreveram era eufórico, intenso, raivoso, festivo. Levava multidões em furor às ruas e às redes, perseguia com afinco seus inimigos — e me lembro bem disso porque há exatos quatro anos estava eu sendo ameaçado de morte pelo que escrevia, eu como tantos outros jornalistas. Hoje é tudo mais sutil, mais ameno em aparência, hoje as ruas estão vazias e são mais suaves os embates nas redes. E ainda assim as pesquisas apontam uma horda impressionante de eleitores dispostos a votar naquele mesmo projeto destrutivo e caótico.

O bolsonarismo já não tem o mesmo poder de engajar e insuflar os seus apoiadores, e no entanto parece ter se consolidado como força eleitoral perene, resistindo até à condenação e aos vexames sucessivos de seus líderes. Ao que parece, seu eleitor comum agora não é um sujeito inflamado, e sim desiludido, sempre em posse de seu vago inconformismo pelos rumos da política, sem saber direcionar aquilo que sente. Já não vota convicto, mas vota impreterivelmente nesse projeto que não admira, vota apesar de si mesmo, apesar de seu próprio descontentamento.

Alguém poderá trazer aqui a explicação que faltou ali em cima, alegar que o bolsonarismo não é mais que a feição extrema que assumiu no Brasil o conservadorismo, essa sim uma força política arraigada em muitos recantos do país. Mas, numa definição das mais elementares, o conservadorismo deveria ser o simples desejo de manter as coisas como estão, de impedir que elas se transformem rapidamente. E, convenhamos, agora que bem a conhecemos na oposição e no poder, quem de fato veria qualquer ímpeto de conservação nessa família disruptiva, essa família que tem feito da política um caos absoluto, um tumulto sem fim?

Há uma contradição aí, alguma dissonância, e talvez por isso estejamos um pouco perdidos também os opositores desse projeto que já sabemos terrível. Por um momento pareceu que queríamos todos uma eleição silenciosa, que o processo passasse quase despercebido, para que as forças brutais não despertassem e tomassem as ruas como há alguns anos. Não tem adiantado: mesmo dormentes tais forças podem vir a assumir o poder no país, e hão de ser tão nocivas quanto foram uma vez, como têm sido desde sempre. Será preciso decifrar esse mistério tão logo quanto possível. "Observar cuidadosamente significa desmontar", já disse Herta Muller, e já sabemos nós que é preciso desmontar essa bomba com urgência.

Fonte: uol.com.br

9.20.2026

MPT contabiliza 463 denúncias de ASSÉDIO ELEITORAL em todo país

Por Agência Brasil

Suspeitas encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho em setembro supera o número registrado no mesmo mês em 2022; veja como denunciar casos de assédio eleitoral.

O Brasil já contabiliza 463 denúncias de assédio eleitoral no ambiente laboral neste ano, de acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho). São Paulo (59), Rio de Janeiro (50) e Minas Gerais (47) são os estados com mais casos neste ano eleitoral.

Assédio eleitoral no trabalho é toda prática ligada ao processo eleitoral que tenta influenciar ou constranger a orientação política, a manifestação eleitoral ou o voto de trabalhadores. Pode envolver ameaças, promessas de benefícios, discriminação ou pressão por apoio a determinada candidatura, inclusive em ambientes virtuais relacionados ao trabalho, como e-mail e intranet.

O ambiente de trabalho não é um espaço para a prática de propaganda eleitoral”, diz o procurador Igor Souza Gonçalves, procurador do Ministério Público do Trabalho. Ele é coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT. 

Um dos casos ocorreu em Brasília, onde vigilantes e empregados da empresa 5 Estrelas Sistemas de Segurança teriam sido convocados para comparecer a eventos fora da jornada regular de trabalho em que candidatos pediram votos. Após denúncia do MPT, a Justiça do Trabalho proibiu a companhia de praticar assédio eleitoral

Pela decisão, a empresa não pode convocar ou promover eventos que sejam usados para manifestações político-partidárias, nem distribuir material de propaganda eleitoral ou adotar “práticas voltadas a influenciar, direcionar, induzir ou interferir na orientação política ou no voto dos empregados e trabalhadores”.

Procurada, a 5 Estrelas afirmou que “pauta sua atuação pelo estrito cumprimento da legislação e pelo respeito à liberdade de escolha e de manifestação de seus colaboradores” e que a empresa não adota como prática institucional “qualquer forma de orientação político-eleitoral de seus empregados, tampouco autoriza o uso de suas estruturas e atividades para tal”. Também disse que está à disposição das autoridades competentes.

Salto de denúncias em setembro

Das 463 denúncias recebidas pelo MPT em 2026, 199 ocorreram em setembro (38% do total), mês que ainda não acabou. Em 2022, o órgão tinha recebido 68 reclamações em todo o mês. 

A expectativa do MPT é que o número de denúncias aumente entre o primeiro e o segundo turno, já que esse foi o período com mais casos registrados em 2022, segundo Gonçalves.


O aumento de denúncias próximo ao pleito pode ser explicado pela maior conscientização da população e das empresas sobre o que é assédio eleitoral, diz o procurador. 

Algumas práticas que hoje chamamos de assédio eleitoral já eram conhecidas por toda a sociedade brasileira antes desse fenômeno. Mas foi em 2022 que começamos a construir esse conceito, a partir de uma enxurrada de denúncias que chegavam ao Ministério Público do Trabalho”, explica. 

É importante destacar a grande participação dos sindicatos, a assinatura de TACs [Termos de Ajustamento de Conduta] e de recomendações do MPT, além de cartilhas que foram amplamente reproduzidas naquele contexto”, continua Gonçalves. O total de denúncias em 2022 chegou a 3.500.

Saiba identificar e denunciar

O assédio eleitoral pode ocorrer quando há promessas de benefícios ou vantagens oferecidas a trabalhadores relacionadas à escolha do voto ou à posição política. 

Também pode acontecer em situações que envolvem ameaças de prejuízo ao emprego ou às condições de trabalho associadas ao voto ou à posição política, além de constrangimentos e humilhações. 

Entre as situações que são investigadas por assédio eleitoral estão:

  • a exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou outros símbolos associados a uma candidatura; 

  • a realização de reuniões no trabalho para apresentação de candidatos ou orientação política; 

  • a convocação de trabalhadores para campanhas, postagens ou abaixo-assinados eleitorais; 

  • a definição de escala e local de trabalho no dia da eleição que favoreça o voto apenas de trabalhadores que afirmem apoiar determinado candidato; 

  • a realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção de voto no ambiente de trabalho. 

Qualquer pessoa pode apresentar denúncias ao MPT. O órgão recebe reclamações pelo site, por telefone, por e-mail ou presencialmente em suas unidades. Podem ser apresentados como evidências da denúncia: mensagens, e-mails, publicações em redes sociais, documentos, imagens, áudios, vídeos, registros em canais internos e informações de testemunhas.

“Além da simples captura de tela, é importante que o trabalhador tente fazer também, caso ele consiga, a gravação da tela [do celular ou do computador], porque isso ajuda a preservação daquela prova digital”, orienta Gonçalves, do MPT.

Segundo o procurador, a simples captura de tela tem mais chance de ser impugnada judicialmente. “[Gravar] tem maior chance de que aquela prova consiga ser aproveitada, sem a discussão de que se está escolhendo o que está postando e, de algum modo, tentando manipular aquela imagem.”

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/2026/09/mpt-contabiliza-denuncias-assedio-eleitoral-brasil/


9.19.2026

CONECTADA

Por Kathy Pepper

E nós, irmãos, estando separados de vocês por breve tempo, ficando longe dos olhos, mas perto do coração, com muito mais empenho e com grande desejo procuramos ir vê-los pessoalmente. 1 Tessalonicenses 2:17

Quando eu era criança, tinha uma amiga por correspondência. Não sei o nome dela, mas lembro que trocamos algumas cartas e que ela me enviou uma pequena boneca de tricô, que ainda guardo. Quando fiquei mais velha, minha família se mudou para longe dos meus avós, mas minha avó continuou me escrevendo com frequência. Ao ir para a faculdade, as cartas dela e de outros parentes continuaram chegando. Embora ocupada, eu tentava manter contato. Fui mais constante nas ligações e telefonava para minha mãe com frequência. Também me lembro de meu pai ligando religiosamente todo domingo às 8h, desde a adolescência até a minha fase adulta.

Quando o Facebook surgiu, fiquei animada em poder me reconectar com parentes distantes e amigos antigos. Navegar pela rede social era muito mais fácil do que escrever uma longa carta e menos invasivo do que fazer uma ligação. Dessa forma, eu me sentia mais próxima deles.

Hoje, existem ainda mais formas de manter contato com as pessoas. Frequentemente troco mensagens com meus filhos, participo de reuniões de vídeo on-line e faço videochamadas principalmente com meu pai, minhas filhas e minha neta. Durante a pandemia, fiquei feliz por meu marido, que é pastor, conseguir realizar cultos on-line para que os membros pudessem se sentir mais próximos.

No entanto, quanto mais envelheço, mais percebo que a melhor forma de se manter ligada a alguém é estar realmente presente. Conversar face a face, ver expressões, poder abraçar. Foi para isso que Deus nos criou. Ele criou Adão e Eva e depois passou o dia com eles no jardim do Éden. Videochamadas, mensagens, ligações e cartas são boas, mas ocupam um lugar secundário; nada supera estar presente. Dois braços me envolvendo em um abraço apertado, isso sim é o melhor!

Vejo minha vida espiritual da mesma forma. Diários, orações e leitura da Bíblia são ótimas maneiras de me conectar com Deus, mas estou realmente ansiosa pelo dia em que poderei sentir Seus braços fortes ao meu redor e ouvi-Lo dizer: – Bem-vinda ao lar!

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/conectada-3/

9.18.2026

MULHERES como ela não devem MORRER

Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha, desde o princípio da colheita até que caiu água do céu sobre os corpos. E não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite. 2 Samuel 21:10. 

Não podemos compreender a magnitude da tragédia que ocorreu com Rispa e Merabe. No mesmo dia, dois filhos de Rispa e cinco de Merabe foram executados. Somente Deus pôde entender a profundidade da dor dessas mulheres. Para nós, resta o espanto, a compaixão e a lição de um amor maternal tão grandioso.

O Comentário Bíblico Adventista menciona que, por regra geral, os corpos dos enforcados deviam ser sepultados no mesmo dia em que eram pendurados (Deuteronômio 21:22, 23). Porém, nesse caso, eles haviam sido enforcados por uma dívida de sangue inocente, uma situação que, no Antigo Testamento, era extremamente grave e deveria ser paga com sangue.

Rispa evitou que os abutres e as feras devorassem os corpos de seus filhos e sobrinhos. Se sua odisseia começou “no início da colheita” e terminou “até que choveu no princípio do outono”, quer dizer que cuidou dos cadáveres por cerca de quatro meses. Durante todo esse tempo, viveu sobre um penhasco.

De maneira semelhante, uma mulher chamada Altagracia Mercado fez um sacrifício imenso por sua pátria. No México, ela é conhecida como a “heroína de Huichapan”. Quando a luta pela independência do país começou, ela armou um pequeno exército com seus próprios recursos e se uniu à causa da liberdade. Além disso, foi a líder de suas tropas e enfrentou as forças monarquistas em batalhas. Em um combate infeliz, percebeu que era a única que ainda estava em pé. Sem demonstrar medo, lutou até ser capturada pelo inimigo. Sua atitude impressionou tanto as autoridades espanholas que, embora a ordem fosse fuzilar os prisioneiros, o coronel ordenou sua libertação, dizendo: “Mulheres como ela não devem morrer.”

Assim como Rispa e Altagracia, lute por amor. Seja leal àqueles que você ama e que merecem sua lealdade. Lute também com coragem para se libertar das práticas que o escravizam e o afastam do reino celestial. Peça a Deus que o liberte daquilo que tem dominado sua vida. Hoje pode ser o dia do seu milagre.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mulheres-como-ela-nao-devem-morrer/

9.16.2026

Justiça condena REDE DE SUPERMERCADOS por aplicar ESCALA 9X1 .e SERVIR COMIDA ESTRAGADA

 Além do regime ilegal, trabalhador relatou falta de higiene, constrangimentos e comida estragada.

A Justiça do Trabalho condenou em julho a rede de supermercados Baratão da Carne, em Manaus, por submeter um operador de caixa a uma escala de nove dias trabalhados com apenas um de descanso.

A empresa, segundo a decisão, obrigou o funcionário a trabalhar por nove dias seguidos sem descanso, serviu comida estragada, criou situações constrangedoras e um ambiente de trabalho pouco higiênico.

A Folha procurou os advogados responsáveis pela defesa do supermercado, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Nos autos, o Baratão da Carne negou a prática da escala de 9×1 e afirmou que horas excedentes eram pagas em contracheque. Também negou qualquer conduta ilícita capaz de justificar a indenização por dano moral. Cabe recurso da decisão.

O juiz Diego Enrique Linares Troncoso, da 9.ª Vara do Trabalho de Manaus, do TRT-11 (Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região), assina a decisão.

Segundo o processo, o trabalhador foi contratado em julho de 2021 para atuar na escala 6×1 como operador de caixa e empacotador. Entre janeiro e outubro de 2025, trabalhou por até nove dias seguidos sem descanso. Os cartões de ponto juntados aos autos, segundo a decisão, mostram outras escalas próprias do supermercado, como a de oito dias de trabalho e sete dias de trabalho para um de descanso.

Marcel Cordeiro, especialista em direito trabalhista e sócio do escritório Miguel Neto Advogados, explica que a legislação veda escalas com mais de seis dias trabalhados em sequência, mesmo com a concordância do trabalhador.

Existe uma série de coisas que os trabalhadores não podem alterar, principalmente, em relação ao descanso. O funcionário não pode concordar em trabalhar mais de seis dias ou de abrir mão das férias, por exemplo”, explica o especialista.

A Justiça condenou a empresa ao pagamento de horas extras com adicional de 100% referentes ao sétimo, oitavo e nono dia de cada ciclo de trabalho. O cálculo chegou a 594 horas extras devidas, com impactos sobre os outros direitos que serão pagos ao funcionário (como o aviso-prévio, 13º salário, férias, FGTS e multa).

O trabalhador também fez um pedido de rescisão indireta. Essa medida permite ao funcionário romper o contrato por culpa do empregador e obrigá-lo a pagar os direitos devidos. O juiz concluiu que a reiteração da escala 9×1 configurou descumprimento contratual grave o suficiente para justificar o fim do vínculo.

Reconhecida a rescisão indireta, a empresa deverá pagar as verbas equivalentes a uma demissão sem justa causa: aviso prévio de 42 dias, 13º salário e férias proporcionais, recolhimento de 8% do FGTS, indenização de 40% sobre meses não depositados e verbas rescisórias definidas pelo processo.

O funcionário também relatou ter trabalhado em uma cafeteria dentro do estabelecimento e pleiteou ter as gorjetas integradas ao salário, além do reconhecimento de vínculo trabalhista em período anterior à contratação. O juiz, porém, negou esses pedidos por ausência de provas documentais.

Por outro lado, o magistrado concedeu indenização por danos morais. Entre os relatos do processo, está o reaproveitamento de panos sujos de sangue para a limpeza dos caixas.

O trabalhador relata, ainda, ter sido obrigado a ficar em pé mesmo com cadeiras no local. O motivo seria não desagradar aos patrões. Os supervisores afirmavam que sentar “não pega bem aos olhos dos donos e dos clientes”, segundo a ação.

Nos domingos, o operador de caixa não podia acessar o refeitório da empresa, sendo obrigado a fazer refeições sentado no chão de corredores. A comida fornecida nessas ocasiões era pão com ovo ou queijo que “vinha com aspecto estragado ou cheiro estranho”, segundo uma das testemunhas ouvidas.

O fornecimento de alimentos impróprios para o consumo, sem as mínimas condições de higiene, caracteriza dano moral na medida que a empresa, além de ofender a dignidade da pessoa humana, põe em risco a saúde do trabalhador, revelando menosprezo aos direitos da personalidade dos empregados”, afirma o juiz na sentença.

Na avaliação de Marcel Cordeiro, casos como esse, apesar de excepcionais, são consequência da pouca fiscalização.

Comparando a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego [MTE] com a da Receita Federal, por exemplo, a diferença é perceptível. A Receita é muito mais atuante e estruturada. Não se vê, hoje em dia quase nenhuma empresa sendo fiscalizada neste aspecto”, afirma.

Para Marcel, porém, é improvável que a sentença seja reformada. “As irregularidades estão muito claras. É possível reverter uma decisão destas questionando um detalhe de prova, uma mensuração de dano, mas neste caso isso não parece que irá ocorrer. Se extrapolou o razoável”, afirma.

Fonte: iclnoticias.com.br

9.15.2026

SUS alcança mais de 1 milhão de CRIANÇAS VACINADAS contra doenças pneumocócicas

 Incorporada ao SUS em junho, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e amplia a prevenção de pneumonia, meningite e outras doenças.

Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.

A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.

A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

Como fica o esquema vacinal

Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.

A vacinação será realizada da seguinte forma:

  • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

  • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.

  • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br

9.14.2026

FUTEBOL - Renato retorna ao GRÊMIO com metas no contrato

Treinador acerta volta ao Imortal após demissão de Luís Castro.

Horas depois de anunciar a demissão de Luís Castro, o Grêmio acertou a contratação do técnico Renato Gaúcho que retorna ao Imortal após quase dois anos. O anuncio oficial deve acontecer nas próximas horas e o Band.com.br teve acesso aos detalhes do novo contrato do ídolo tricolor.

Para esta passagem, Renato Gaúcho e sua comissão técnica receberão cerca de R$ 1,5 milhão por 4 meses de contrato, já que o vínculo atual é apenas até o final desta temporada, e os valores podem aumentar caso as metas previstas em contrato sejam cumpridas.

Para esta passagem, Renato Gaúcho e sua comissão técnica receberão cerca de R$ 1,5 milhão por 4 meses de contrato, já que o vínculo atual é apenas até o final desta temporada, e os valores podem aumentar caso as metas previstas em contrato sejam cumpridas.

A reportagem apurou que ainda existem alguns ajustes a serem feitos em relação a comissão técnica que virá com o treinador. Em sua equipe são dois auxiliares, porém apenas um teve sua confirmação até o momento.

QUAIS SÃO AS METAS CONTRATUAIS:

Permanecer na Série A;

Chegar à final da Copa do Brasil;

Vencer a Copa do Brasil.

Renato Gaúcho deve fazer a sua estreia na competição nesta quarta-feira (16), contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, às 19h30 (horário de Brasília), no Nilton Santos. É nesta competição, inclusive, que o Imortal vive a situação mais delicada já que está na 16ª colocação, com 28 pontos, e é o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Renato Gaúcho é considerado um dos maiores ídolos da história do clube tanto pelo que fez dentro de campo quanto à beira dele.

Como treinador, soma cerca de 552 partidas em quatro passagens pelo Grêmio. Entre suas principais conquistas estão a Copa do Brasil de 2016, a Libertadores de 2017 e a Recopa Sul-Americana de 2018, além de títulos estaduais.

Fonte: https://www.band.com.br/esportes/futebol/times/gremio

O bolsonarismo agora é mais silencioso, MAS TÃO NOCIVO QUANTO FOI UMA VEZ

Por Julián Fuks Colunista de Eco E m política, como em todo assunto que vale a pena, há sempre algo que permanece incompreendido. Tudo ago...