4.19.2026

MULHER perdeu casas por VÍCIO em APOSTAS ONLINE

Mulher que perdeu casas por vício em apostas online se separou do marido devido às dívidas. Assíria Macêdo relatou o caso nas redes sociais.

A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, moradora da cidade de Fortaleza, que perdeu duas casas por conta do vício em jogos de aposta online, se separou do marido devido à dívida de R$ 50 mil com plataformas como o “Jogo do Tigrinho“. Assíria relatou o caso nas redes sociais. O vídeo já alcançou mais de 200 mil visualizações.

Hoje em dia, a gente está separado por conta das dívidas. Ele não aguenta mais (o relacionamento) e eu entendo, porque ele foi a pessoa que mais lutou por mim”, falou Assíria Macêdo em um vídeo publicado nas redes.

No vídeo, Assíria afirma que o ex-marido  que é pai de sua filha caçula, tentou ajudá-la a quitar os débitos, mas acabou se prejudicando por conta do vício dela. Os pais da extensionista eram donos dos imóveis que a família precisou vender para pagar as dívidas da filha.

Meu esposo fez de tudo para ajudar e pagar as dívidas, mas acabou se afundando também, pois eu não falava a verdade e acabava jogando de novo”, narrou a jovem.

Eu estou muito arrependida de todas as escolhas que eu fiz. O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje eu reconheço que estou doente, mas antes eu não reconheci, nunca assumi, nunca aceitei ser viciada ou ser doente. […] Só eu sei o que eu faço para poder ficar bem e não consigo. Esse é meu último pedido de socorro e eu espero ser ajudada”, falou a mulher.

Assíria, as filhas e os pais idosos estão morando de favor. “A gente realmente está sobrevivendo com a ajuda de pessoas mais próximas que conhecem a situação”, disse.

Após a repercussão do vídeo, Assíria conseguiu um acompanhamento psicológico gratuito e segue em busca de juntar a quantia necessária para quitar o que deve. Ela foi afastada das redes sociais e do acesso ao celular por conta do abalo emocional ocasionado pelas dívidas.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/mulher-que-perdeu-casas-por-vicio-aposta/

4.18.2026

PULE o ANÚNCIO

"Pular ou não pular esse anúncio?" Essa é a "dúvida cruel" de muita gente ao tentar assistir a um vídeo no YouTube. O que parecia ser uma batalha perdi­da para os anunciantes virou páreo duro, pois os publicitários resolveram caprichar.

"A propaganda é a alma do negócio." Essa frase antiga revela o valor que o ser humano dá às aparências. Para muitos, o que está em jogo não é o produto, mas a embalagem e a forma como a coisa é apresentada.

Em certo sentido, as propagandas criam necessidades que não existem. Quem disse que você precisa trocar de celular o tempo todo? Onde está escrito que um homem, para ser feliz, tem que tomar o refrigerante do comercial da TV?

Sedução. Essa é a palavra. "Você não pode deixar de ter esse produto revolucionário! Sua vida nunca mais será a mesma. E toda essa abundância de felicidade, em suaves prestações de..." Porém, o empolgado e estridente ator da propaganda não menciona os juros, que podem até triplicar o valor, se o produto for comprado a prazo; e, o que é pior, não revela a completa inutilidade real daquilo que ele tenta convencer você a comprar.

O diabo usou uma estratégia publicitária para tentar desviar Jesus da cruz. "Você já parou para pensar no tamanho do sofrimento pelo qual passará? Essa gente não merece, eles vão rejeitar você e, no fim, ainda vão matá-lo. Não vale a pena. Ofereço todos os reinos do mundo pelo 'precinho' de se ajoelhar diante de mim e me adorar!"

Além da ousadia de tentar o Senhor, ele omitiu a realidade, caso acontecesse o que propunha: a humanidade ficaria para sempre perdida e sem esperança. Essa apresentação tem todos os ingredientes de uma peça publicitária viral: rápida, persuasiva e sedutora. O inimigo oferece o que não pode dar. Aqueles reinos nunca foram dele. E a história se repete todo o dia. Ao tentar "vender" felicidade por meio do consumismo, por exemplo, ele mente. A gente só pode ser feliz ao adorar o ver­dadeiro Deus. A resposta de Jesus foi nessa linha: "Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a Ele" (Lucas 4:8).

Por isso, a melhor coisa a fazer hoje e sempre é "pular" todas as "propagandas" do inimigo e seguir assistindo ao "vídeo" de salvação que Deus nos oferece de gra­ça no canal da vida. Não se esqueça de curtir e compartilhar.

O Diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. Lucas 4:5, NVI

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/ 

4.17.2026

ENCONTRO em um campo de CONCENTRAÇÃO

Simon Wiesenthal relata em seu livro The Sunflower [O Girassol] um episódio ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial em um campo de concentração nazista. Um jovem oficial da SS, gravemente ferido, pediu para falar com um judeu. A SS (Schutzstaffel, ou Tropa de Proteção), um das organizações mais poderosas da Alemanha nazista, era responsável por atrocidades imensuráveis contra os judeus, como a administração dos campos de extermínio, onde milhões de pessoas morreram. Wiesenthal foi escolhido para comparecer diante do oficial moribundo, que confessou seus crimes contra os judeus e, em seguida, pediu perdão. O que você teria feito? Teria perdoado?

Simon se recusou a perdoar o oficial, talvez com razão. Somente a vítima pode perdoar uma ofensa, e como Simon não havia sido alvo dos crimes daquele oficial, não podia perdoá-lo. O perdão exige uma confissão honesta à vítima. O que acontece, porém, quando a pessoa ofendida não pode perdoar, como no caso de alguém que já faleceu? A Bíblia nos ensina que Deus é o único capaz de conceder o perdão, pois toda ofensa contra outra pessoa é, em última instância, uma ofensa contra Ele, o Criador e Redentor.

Embora seja Deus quem concede o perdão, isso não nos livra da responsabilidade de perdoar aqueles que nos prejudicaram. O Senhor nos ensinou que é dever do cristão perdoar aqueles que o ofendem. Do ponto de vista bíblico, o perdão aos outros não é opcional. A reconciliação depende de confissão e restituição, mas o perdão é incondicional. O próprio Cristo exemplificou isso quando perdoou Seus algozes enquanto morria na cruz. Essa talvez seja uma das responsabilidades mais difíceis que o cristão deve cumprir. Ao refletir sobre isso, chego à conclusão de que somente Deus, por meio de Seu Espírito, pode nos ajudar a cumpri-la. Quando perdoamos, nos tornamos mais semelhantes a Ele e somos transformados para participar da restauração de outras pessoas.

Hoje, convido você a perdoar aqueles que o machucaram, independentemente de quem sejam. Mesmo que estejam distantes, reproduza em sua vida a oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

Porque isto é o Meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. Mateus 26:28

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/encontro-em-um-campo-de-concentracao/

4.16.2026

CIRO GOMES para PRESIDENTE DO BRASIL, será?

Aécio Neves convida Ciro Gomes a disputar a Presidência pelo PSDB.

O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, convidou na quarta-feira (14) Ciro Gomes (PSDB-CE) a ser candidato a presidente pelo partido em outubro.

O QUE ACONTECEU

Convite aconteceu em Brasília. Na abertura da reunião nacional do PSDB, realizada na Câmara dos Deputados, Aécio fez a proposta a Ciro, que está no PSDB desde outubro de 2025. Trinta e seis anos atrás, Ciro foi o primeiro governador eleito pelo então recém-criado partido, no Ceará. O PSDB é de 1988.

Para Aécio, eleição está "longe" de estar definida. Para ele, o país talvez precise "quase que de um novo Plano Real" para se atualizar em relação às mudanças nas áreas do trabalho, economia e desenvolvimento — entre outras. A situação o levou a convidar Ciro, após conversa com Marconi Perillo e outros tucanos.

Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tanta contribuição a dar ao Brasil”. (Aécio Neves, deputado federal e presidente nacional do PSDB, sobre Ciro Gomes).

Após convite, Ciro prometeu amadurecer a ideia "com muito respeito". "Minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente [a candidatura à Presidência], e o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio", explicou ele.

Questionado, Ciro não deu prazo para decidir em relação ao convite. Como não ocupa nenhum cargo público no momento, ele não precisa se desincompatibilizar para concorrer ao cargo. Para isso, basta que o PSDB registre seu nome junto à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/04/14/aecio-neves-convida-ciro-gomes-a-disputar-a-presidencia-pelo-psdb-em-2026.htm?cmpid=copiaecola

4.15.2026

RENATURALIZAÇÃO de RIOS é estratégia contra ENCHENTES NAS CIDADES

Especialistas defendem soluções na natureza para adaptação climática.

Chuvas extremas e enchentes têm sido fenômenos cada vez mais frequentes nas cidades brasileiras. Nesse contexto, a renaturalização de rios urbanos é uma das estratégias defendidas por especialistas para adaptar cidades aos impactos das mudanças climáticas. Recuperar e reabrir cursos d’água pode tornar os territórios mais resilientes.

A paisagista urbana Cecília Herzog, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), afirma que a requalificação de rios é uma medida urgente diante do cenário climático atual.

Segundo ela, o modelo de desenvolvimento que canalizou rios e impermeabilizou o solo com asfalto e concreto tem agravado os efeitos das chuvas.

É importante lembrar que a água não desaparece. Com a chuva, ela sempre vai correr para os pontos mais baixos e, em algum momento, pode inundar essas áreas, principalmente nas regiões mais planas ou de baixada”, diz Cecília.

Com menos áreas permeáveis, a água escoa mais rapidamente, aumentando o risco de alagamentos. A recuperação de rios, nesse contexto, precisa vir acompanhada de uma requalificação mais ampla da paisagem urbana, com ampliação de áreas verdes e sistemas naturais de drenagem. O solo permeável ajuda a desacelerar o escoamento.

A água infiltra no solo, fica retida por algum tempo e depois segue seu curso de forma mais equilibrada. Em rios abertos, com seu curso natural e vegetação ciliar, o impacto da chuva é muito menor”, explica a paisagista.

NOVOS PADRÕES

A arquiteta e urbanista Juliana Baladelli Ribeiro, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, destaca que a renaturalização faz parte de um novo paradigma de desenvolvimento urbano.

Também fazem parte desse conceito a implementação de telhados verdes, jardins de chuva, valetas vegetadas, pequenas bacias de retenção, ampla arborização e outras estruturas que permitam reter temporariamente a água, favorecer a sua infiltração no solo e a evapotranspiração pelas plantas”, explica.

Além de reduzir enchentes, essas soluções ajudam a amenizar ondas de calor, cada vez mais frequentes nas cidades.

As especialistas destacam que medidas isoladas não serão suficientes diante da intensificação dos eventos extremos. A adaptação climática exige ações integradas e planejadas de acordo com a realidade de cada território.

Será necessário compor um sistema de requalificação da paisagem urbana. A ideia é devolver à cidade áreas com solo vivo e vegetação nativa, capazes de desempenhar funções ecológicas importantes que hoje estão prejudicadas”, diz Juliana.

Isso pode incluir áreas rebaixadas que acomodem a água da chuva e diferentes tipos de infraestrutura verde, desde intervenções de pequena escala até obras maiores, dependendo das características de cada cidade. A adaptação às mudanças climáticas é sempre um desafio local, que precisa ser enfrentado em cada território”, complementa Cecília.

Fonte: Agência Brasil 

4.14.2026

Relator da CPI pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

Relatório de 221 páginas foi apresentado na terça-feira (14).

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas apresentada na terça-feira (14) ainda precisa ser aprovado pela Comissão. Um pedido de vista pode adiar a votação do texto.

É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão.

O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”.

A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. Já a assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.

Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-04

4.13.2026

COMO ULTRAPROCESSADOS estão tomando lugar do tradicional PRATO SAUDÁVEL brasileiro

Mais de 40% dos jovens relataram o consumo diário desses produtos enquanto menos de um terço consome verduras.

Foi divulgada recentemente a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), que traz, entre outros dados, números sobre o consumo alimentar das crianças e adolescentes nas instituições de ensino. As informações levantadas acendem um alerta, já que apontam para altos índices de ingestão de sobremesas industrializadas e ultraprocessados em geral.

Mais de 40% dos jovens relataram o consumo diário desses produtos. Também foi identificado alto nível de consumo de alimentos ricos em milho e carboidratos. Em contraposição, apenas um terço dos estudantes relataram comer verduras e legumes com frequência.

Pense é muito interessante, porque não fala apenas do que é ofertado dentro da escola, mas também do acesso que os adolescentes têm ao sair dela. As escolas públicas também têm acesso a ultraprocessados no entorno dos ambientes escolares, às vezes até mais do que as escolas particulares. Ao mesmo tempo, observa-se que tanto na escola pública quanto na privada existe uma oferta bastante expressiva de ultraprocessados”, explica, ao Conversa no Bem Viver, Marília Albiero, gerente de inovação e estratégia da ACT Promoção da Saúde.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato: O que os dados encontrados com a pesquisa mostram? Qual é o panorama?

Marília Albiero: Eu acho que é importante tentarmos lembrar a função da escola. Esses inquéritos populacionais são muito importantes para pautar a política pública e esse olhar para a escola. A escola é onde passamos boa parte da nossa infância e adolescência. São muitas horas do dia, longos anos, onde, mais do que absorver conteúdo, você molda hábitos alimentares e forma cidadãos.

O que começamos a observar? A grande motivação da pergunta é esta: a escola está servindo mais para ser um local de proteção da criança e do adolescente ou um lugar onde se potencializam todos os fatores de risco? A Pense aborda vários pontos, não só a questão da alimentação, mas observamos que a escola poderia ser um local de transformações, principalmente falando de educação alimentar e nutricional, tendo também o lugar de prática para isso.

O importante da Pense é que ela traz dois tipos de cenários: a escola pública e a escola privada. Pode ser que a maioria dos ouvintes não saiba, mas o Brasil tem um Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que tem mais de 50 anos e é responsável pela alimentação de mais de 40 milhões de estudantes.

Só que a escola pública também acaba tendo a possibilidade de colocar cantinas, lugares onde o estudante possa ter acesso a alimentos. Já na escola privada, há mais acesso às cantinas. Por isso é importante, na hora de falar da regulação e de olhar para esse ambiente alimentar, entender esse perfil do público e do privado.

Ao mesmo tempo que a escola pública poderia ter uma proteção maior por causa desse programa muito bem estruturado, que tem regulamentações que restringem o consumo de ultraprocessados, começa-se a observar também que não basta estar só inserido na escola. Existe todo um entorno escolar.

A Pense é muito interessante, porque não fala apenas do que é ofertado dentro da escola, mas também do acesso que os adolescentes têm ao sair dela. Esse é um dado que chama muito a atenção: as escolas públicas também têm acesso a ultraprocessados no entorno dos ambientes escolares, às vezes até mais do que as escolas particulares.

Ao mesmo tempo, observa-se que tanto na escola pública quanto na privada, quando há esse acesso à alimentação dentro da instituição, existe uma oferta bastante expressiva de ultraprocessados. E há outro dado importante que a Pense traz: ela não olha apenas o que é ofertado ou o acesso, mas também pergunta o que os adolescentes consumiram no dia anterior. Esses dados chamam a atenção porque mostram uma modulação dos hábitos alimentares. Realmente é marcante essa persistência dos ultraprocessados.

Você vê talvez uma certa migração de alguns produtos. A questão das sobremesas — leia-se sorvetes, chocolates e guloseimas — ganha protagonismo. Vê-se ainda muito refrigerante. Estou falando desses elementos porque vamos entender como isso se dá com a regulação. E chama muito a atenção o baixo consumo: mais de 50% dos adolescentes, no dia anterior, não fizeram a ingestão nem de frutas, nem de legumes.

Para isso, existem várias explicações. Uma é a disponibilidade física, que regula o ambiente escolar, e a outra questão, tão importante quanto, é o preço dos alimentos, que é outra rota em discussão, por exemplo, na reforma tributária. Você percebe que são duas variáveis — o acesso físico e o preço — que, combinadas à promoção e publicidade muitas vezes presente no ambiente escolar, formam esse combo que torna a alimentação não saudável mais acessível e presente na vida dos adolescentes.

O que são os ultraprocessados? Podemos colocá-los como um problema da sociedade moderna, dos últimos anos?

Primeiro, é uma vitória para a sociedade que essa nomenclatura “ultraprocessado” venha ganhando peso no debate público. É um termo que foi cunhado com a nova classificação em 2009, que classificou os alimentos não só pelos nutrientes, mas pelo grau de processamento. À medida que você vai processando o alimento, acaba distorcendo a matriz alimentar. Daqui a pouco, você não tem o alimento de origem, mas sim uma formulação química.

Isso vai muito além de usar aditivos para conservar o alimento. É justamente para mascarar aroma, sabor, textura e cor, para que se torne um produto mais barato e acessível, pois utiliza ingredientes como sal, açúcar e sódio em grande quantidade, além dessa combinação de aditivos. Então, perde-se a característica do alimento.

Às vezes temos dificuldade de explicar tecnicamente, mas sabemos reconhecer: são os biscoitos, bolachas, salgadinhos, refrigerantes, guloseimas e os industrializados de maneira geral, como os congelados. Por isso, ler o rótulo é importante para conhecer a composição.

O que é mais importante é que hoje temos uma literatura muito forte e consolidada; não existe mais dúvida da correlação dos desfechos negativos dos ultraprocessados com a saúde.

Vou citar dois pontos importantes. Saiu há uns dois anos na British Medical Journal um estudo associando o consumo de ultraprocessados a 32 tipos de doenças.

Então, não é mais apenas a questão da obesidade, sobre a qual por muito tempo se falou: “ah, basta aumentar a atividade física, o problema é o sedentarismo”. Infelizmente, não estamos falando apenas da obesidade, que além de doença é um fator de risco. Temos diabetes, doenças cardiovasculares, transtornos mentais e déficits cognitivos, que, na época escolar, são muito importantes.

Recentemente, saiu uma série na The Lancet, uma das revistas científicas mais importantes do mundo, sobre a questão dos ultraprocessados. Ela não fala apenas dos desfechos negativos na saúde, mas diz que a maneira de resolvê-los é com política pública. Traz também um elemento do porquê não conseguimos avançar: existe todo um setor que será regulado que, de certa forma, impede esses avanços, porque soluções existem. O que existe também é um grande conjunto de interesses nessas arenas, dos municípios ao Congresso Nacional, impedindo o avanço dessa regulação.

Quais vitórias já tivemos e, ao mesmo tempo, quais batalhas perdemos? 

Muito do histórico das políticas regulatórias é inspirado no controle do tabaco. Essa é sempre a primeira resposta que damos quando dizem que não precisa de regulação: o tabaco está aí. Só avançou porque conscientização e sensibilização tinham um limite; entrou o papel da política pública.

São quatro grandes políticas regulatórias. A primeira é a da rotulagem. Ela foi a primeira que conseguimos trazer à tona depois de muito tempo. Temos a lupa reconhecendo três ingredientes críticos: sal, açúcar e gordura. Nossos vizinhos na América Latina conseguiram ir um pouco além. Países como a Argentina indicam, por exemplo, se existem edulcorantes (adoçantes), porque essa foi uma estratégia usada pelo setor: tiraram o açúcar, mas colocaram outro elemento para substituir sem avisar o consumidor.

Além disso, tudo que tem selo de advertência não deveria ter publicidade. Cereais que têm desenhos e ícones infantis não poderiam utilizá-los. Esse é um processo importante da sociedade civil. Existem modelos de aprimoramento regulatório na Anvisa, então temos que estar lá pressionando e produzindo evidências.

Mas posso dizer que o ambiente é muito interessante. Primeiro, como falei no início, temos o Programa Nacional de Alimentação Escolar [Pnae], que é referência no mundo. Imagine um país de dimensão continental que consegue fornecer um grande volume de refeições e aprimorar isso ao longo do tempo. Tanto que a resolução do Pnae, a cada ciclo, está restringindo cada vez mais os ultraprocessados.

Estamos vendo também, em estados e municípios, e no que tramita agora no Congresso Nacional, avanços nas regulações dos ambientes alimentares nas escolas. Recentemente, Rio de Janeiro, Niterói e Ceará conseguiram regular não só a escola, mas o entorno. Estamos com a tramitação de um projeto de lei, o 4501 de 2020, justamente para tentar equalizar isso nacionalmente, assim como o tabaco fez. Trazer uma lei nacional para regular tanto a escola pública quanto a privada, controlando não só o que é ofertado, mas toda a publicidade e melhorando a qualidade. Temos a grande chance de dar uma celeridade maior ao país em termos de ambientes alimentares.

Fechando com a questão de preços: estamos com a reforma tributária em andamento. Uma parte do avanço foi conseguida porque, se não fosse o trabalho da sociedade civil, todos os ultraprocessados entrariam em uma área de desoneração, com alíquota quase zero. No final das contas, quem pagaria seria o consumidor, pois outros produtos custariam mais caro. A desoneração tem que ser dada com muita sabedoria.

Estamos em um momento complicado de definição da alíquota do imposto seletivo, que acabou ficando apenas para os refrigerantes. O lobby ainda é muito alto. Se não nos movimentarmos, eles manterão benefícios fiscais. A Pense revela isso: o consumo de refrigerante ainda é muito presente. Quando você pega um grupo tão importante, que vai formar hábitos para o futuro e definir se será um adulto saudável, vê um volume de refrigerante com muita presença nos inquéritos. Então, mais do que nunca, a política de preço com imposto seletivo é fundamental como inibidor. Preço, disponibilidade e restrição de propaganda: esse combo, se bem amarrado pelas políticas, permitiria a grande virada na alimentação do país.

Por Ana Carolina Vasconcelos e Lucas Salum – Brasil de Fato

Fonte:https://iclnoticias.com.br/ultraprocessados-tomando-lugar-prato-saudavel/

MULHER perdeu casas por VÍCIO em APOSTAS ONLINE

M ulher que perdeu casas por vício em apostas online se separou do marido devido às dívidas. Assíria Macêdo relatou o caso nas redes sociais...