11.06.2026

Enem: 90 itens, redação e 5h30 DE DURAÇÃO; conheça estrutura da prova

Mais de 5 milhões de candidatos estão inscritos no exame.

Os mais de 5 milhões de candidatos que participarão no domingo (8) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 enfrentarão uma verdadeira maratona, com cinco horas e meia de duração. Conhecer o tempo de prova e a estrutura do exame ajuda o candidato a se programar melhor para não deixar itens em branco.

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação. Os conteúdos cobrados no primeiro dia de provas englobam as seguintes disciplinas:

  • Português

  • Literatura

  • Inglês/Espanhol

  • Artes

  • Tecnologia da informação e comunicação

  • Educação física

  • História

  • Geografia

  • Filosofia

  • Sociologia

Já o texto da redação deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo e ter, no máximo, 30 linhas. O candidato deve elaborar a redação a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos próprios conhecimentos sobre o assunto.

Não há um limite pré-estabelecido de quanto tempo o candidato deve gastar em cada item. Por isso, é importante realizar simulados e treinar com antecedência. Dessa forma, é possível estabelecer uma média para cada questão, dentro de um "orçamento de tempo".

Se você travar em uma questão, a recomendação é marcá-la, avançar e voltar para respondê-la depois. Lembre-se de reservar o tempo para escrever a redação com caneta preta na Folha de Redação e para preencher o Cartão-Resposta.

Teoria da Resposta ao Item

No Enem, diferentemente de outras seleções, não são utilizados pesos de cada questão para o cálculo das notas. Ou, tampouco, a regra de que uma questão errada anula uma certa, adotada por algumas bancas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O modelo matemático considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante. Ou seja: ele identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.

A metodologia pontua os acertos dos candidatos considerando as características de cada questões, ou parâmetros.

Cada item leva em conta três variáveis, chamadas parâmetros, no cálculo total da nota:

  • parâmetro de discriminação: poder que cada questão possui de diferenciar participantes que dominam a habilidade avaliada daqueles que não dominam;

  • parâmetro de dificuldade: quanto mais difícil a questão, maior seu valor;

  • parâmetro de acerto casual: probabilidade de um participante acertar a questão no "chute", sem necessariamente ter domínio do tema.

Dessa forma, na atribuição de pontos, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

E a redação?

Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas. São elas:

  • demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;

  • compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema;

  • selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;

  • demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;

  • elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:

  • fuga ao tema;

  • textos menores do que oito linhas;

  • inclusão de trecho deliberadamente desconectado do tema proposto;

  • desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa;

  • desrespeito à seriedade do exame.

Fonte: Agência Brasil 

11.05.2026

Gordura no fígado: conheça a fruta que pode contribuir para SAÚDE do órgão

Rica em fibras, potássio e antioxidantes, fruta tropical reúne nutrientes importantes para a digestão e a saúde cardiovascular.

O tamarindo, fruta tropical de origem africana, tem despertado interesse por suas propriedades nutricionais e possíveis benefícios à saúde. Rico em fibras, minerais e compostos antioxidantes, o alimento pode contribuir para o funcionamento do intestino e para a manutenção da saúde metabólica.

Produzido pela árvore Tamarindus indica, o fruto apresenta sabor ácido quando ainda está verde e adquire uma consistência mais pastosa e agridoce ao amadurecer. Sua polpa é utilizada no preparo de sucos, molhos, sopas e sobremesas, especialmente em países da Ásia, África e América Latina.

Entre os nutrientes encontrados no tamarindo estão potássio, cálcio, fósforo e vitaminas do complexo B. A fruta também contém compostos vegetais, como polifenóis e flavonoides, conhecidos por sua ação antioxidante.

Possíveis benefícios para o fígado

Pesquisas científicas investigam os efeitos dos antioxidantes presentes no tamarindo sobre o metabolismo das gorduras e a saúde do fígado.

Essas substâncias ajudam a combater o estresse oxidativo, processo associado a diferentes doenças metabólicas. Estudos preliminares também apontam possíveis efeitos sobre os níveis de colesterol e o acúmulo de gordura no organismo.

Entretanto, ainda não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que o consumo da fruta, isoladamente, previne ou trata a gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática.

Tamarindo pode reduzir a retenção de líquidos?

Outro componente importante do tamarindo é o potássio, mineral que participa do equilíbrio de líquidos no organismo e ajuda a regular a pressão arterial.

A ingestão adequada desse nutriente contribui para o funcionamento dos músculos, nervos e rins. No entanto, não há comprovação de que o consumo de tamarindo seja capaz de eliminar edemas ou tratar diretamente o inchaço nas pernas, pés e tornozelos.

A retenção de líquidos pode ter diferentes causas, incluindo alterações circulatórias, problemas renais e doenças cardíacas, e deve ser investigada quando persistente.

Benefícios para a digestão

O teor de fibras é uma das principais características nutricionais do tamarindo. Essas substâncias auxiliam o trânsito intestinal e podem contribuir para a prevenção da prisão de ventre.

Uma revisão publicada no periódico científico Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine também descreveu propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas associadas a compostos presentes na fruta.

Apesar dos possíveis benefícios, o consumo excessivo pode provocar desconfortos gastrointestinais, incluindo náuseas e diarreia.

Assim como outros alimentos nutritivos, o tamarindo pode fazer parte de uma dieta equilibrada, mas não deve ser considerado um tratamento para doenças do fígado, problemas circulatórios ou retenção de líquidos. Em caso de sintomas persistentes, a orientação é procurar avaliação médica.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/

11.04.2026

SOFREU ASSÉDIO ELEITORAL? SAIBA COMO E ONDE DENUNCIAR

Se você foi vítima ou presenciou demissões, ameaças ou qualquer tipo de discriminação ideológica no ambiente de trabalho, não se cale!

O TRT-CE e o Ministério Público do Trabalho (MPT) investigam todas as denúncias de forma estritamente sigilosa para proteger a sua identidade.

Passo principal: Guarde provas!

Antes de registrar sua denúncia, reúna o máximo de evidências possíveis. Isso ajuda a fortalecer as investigações e a responsabilizar os infratores:

  • Guarde tudo: Mensagens de texto (WhatsApp, Telegram), áudios, e-mails, vídeos, fotos ou documentos corporativos.

  • Anote os detalhes: Datas, horários, locais e nomes de possíveis testemunhas que presenciaram os abusos.

  •  Proteja-se: Não responda a provocações ou ameaças sob pressão.

Canais Oficiais para Denúncia:

TRT da 7ª Região (Ceará)

Ministério Público do Trabalho (MPT)

  • Portal Nacional: Clique Aqui para acessar 

  • Presencialmente: Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região (Av. Almirante Barroso, 466, Praia de Iracema - Fortaleza/CE)

O sigilo é garantido por lei. 

Denuncie e ajude a preservar a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito no ambiente de trabalho!

Fonte: https://www.trt7.jus.br/

11.03.2026

Denúncias de violência política quadruplicam em outubro no DISQUE 100

Comunicações foram encaminhadas ao Ministério da Justiça.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) recebeu 189 denúncias de violência política, no período eleitoral deste ano. Está é a soma de comunicações feitas ao Disque 100, e diretamente à pasta ou a outros ministérios.

Todos os casos foram formalmente encaminhados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), à Polícia Federal (PF), à Defensoria Pública da União (DPU), ao Ministério Público (MP), ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

Somente o Disque 100 recebeu, entre os dias 1° e 25 de outubro, 90 denúncias do tipo. O número é mais de quatro vezes superior às 20 comunicações feitas ao longo de todo o mês de setembro. 

Destaca-se a quantidade significativa de registros feitos nos dois dias de eleição. Foram 19 no dia 4 de outubro, data do primeiro turno, e 8 no dia 25, quando ocorreu a votação do segundo turno. A soma dessas duas datas representa 30% das denúncias do período analisado.

O MDHC ainda recebeu 38 denúncias feitas por outros canais ou repassadas por ministérios parceiros. Além disso, 41 denúncias foram entregues por parlamentares e representantes de partidos diretamente para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, em uma reunião na semana passada.

“Os dados evidenciam uma elevação significativa dos registros de violência política, abrangendo violações relacionadas à violência política de gênero, à violência política étnico-racial e ao direito de votar e ser votado”, avaliou a pasta em nota. 

O Ministério destacou ainda que a livre expressão política é “direito constitucional fundamental para o exercício da cidadania e da democracia”, é que os números reforçam a importância de instrumentos de denúncia como o Disque 100.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

11.02.2026

Economistas propõem TAXAR RICOS em vez de cortar gastos sociais

 MANIFESTO DENUNCIA PRESSÃO DA FARIA LIMA POR CORTES EM DESPESAS.

Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, na sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.

O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.

Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima – avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país – quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado.

“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.

Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.

O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil, que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC.

“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.

O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.

Tributação de Altas Rendas

No lugar de um corte de gastos públicos, o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.

Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.

“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.

No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).

Selic e meta de inflação

O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.

Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.

“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.

Nova regra fiscal

Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.

“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.

O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Críticas ao ajuste fiscal

Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.

Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.

“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.

Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno

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Fonte: iclnoticias.com.br

11.01.2026

CONSUMO de arroz e óleo sobe em supermercados do Ceará após fim das bets, diz setor

 As bets foram proibidas no último dia 25 de setembro.

Após o fim das bets, o consumo de itens como arroz, óleo, macarrão e café cresceu nos supermercados do Ceará, segundo a Associação Cearense de Supermercados (Acesu). A tendência de alta foi percebida pelas empresas filiadas após o bloqueio das plataformas de apostas online, oficializada no último dia 25 de setembro. 

Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que o consumo no varejo alimentar subiu em todo o País depois da proibição. O estudo considera que a medida causou esse o aumento. O Nordeste registrou a terceira maior alta, de 6,5%. 

O secretário executivo da Acesu, Antônio Sales, reconhece os dados divulgados. Segundo ele, as pesquisas mostram que há uma clara tendência no aumento do consumo em supermercados após a proibição das bets.

De acordo com o relatório da Abras, entre os dias 5 e 11 de outubro, o setor apresentou alta de 6,5% no Brasil em relação ao mesmo período do ano anterior. O maior índice, de 10,6%, foi apresentado pelo Sul e pela região formada por Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro.

A tendência se manteve na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro. No Brasil, a alta foi de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, e o índice nordestino foi de 4,5%.

A Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe as plataformas de apostas online em todo o território nacional, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de setembro

A partir da publicação do texto, as plataformas ficaram proibidas de receber recursos dos apostadores. Além disso, os bancos que processam pagamentos para as bets foram obrigados a devolver os valores investidos até o dia 14 de outubro.

Setor vê aumento atípico e generalizado

De acordo com a Abras, o crescimento no consumo em supermercados após a proibição das bets pode ser observado, especialmente, na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.

Durante coletiva de imprensa da Associação veiculada no YouTube na quinta-feira (29), o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, classificou os dados como um aumento atípico e generalizado.

Segundo ele, o crescimento foi observado em todas as regiões brasileiras e formatos de lojas do segmento, como supermercados, atacarejos e mercearias.

Além disso, Milan destacou que o estudo levou em consideração as sazonalidades, comportamentos e resultados dos períodos analisados e de anos anteriores.

“Esse movimento reforça a possibilidade de que parte dos recursos antes destinados a apostas esteja sendo direcionada para o consumo das famílias. Esse aumento não esteve localizado numa região e nem em segmentos de supermercados que muitas vezes fazem grandes ofertas. Todo o histórico do consumo das famílias que divulgamos mensalmente tem indicadores consolidados que nos permite ter uma contextualização de fatores que contribuem ou interferem nessa dinâmica” Marcio Milan, Vice-presidente da Abras

Para o relatório, explica Milan, foram utilizados dados fornecidos pelas próprias empresas do setor de supermercados. A Abras seguirá acompanhando a tendência e pretende divulgar novas análises e estudos em breve.

Para o economista e professor do mestrado profissional em Administração e Controladoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), Erico Veras, é viável relacionar o fim das bets com o aumento do consumo em supermercados no Brasil.

“Essa relação tem certo sentido, porque nesse estrato da população que estava endividado com as bets, a maior parte do dinheiro vai para o consumo, e essa parte do consumo vai para alimentação. Além de não gastarem com apostas, essas pessoas receberam o dinheiro que estava nas bets. Tanto que o crescimento foi maior num primeiro momento”, salienta.

Sobre a continuação da tendência nas próximas semanas, o especialista pondera que os meses de novembro e dezembro já são períodos em que o setor de alimentos registra, tradicionalmente, crescimento, devido a fatores como o pagamento do 13º salário.

Juntando isso com a questão de que, como há recurso escasso nesse estrato social, qualquer recurso que deixa de ser utilizado para uma determinada coisa vai ser alocado em outro lugar, fazendo com que se possa dizer que teremos uma melhora no varejo. Mas não dá para dizer o quanto vai ser isso” Erico Veras, Economista.

Setor de apostas contesta relação de causa e efeito 

O presidente executivo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Carlos Lima, contesta a relação de causa e efeito. Para ele, a Abras não comprovou que o aumento tenha sido provocado pelo fim das apostas online.

Lima cita outros fatores que podem ter ampliado o orçamento das famílias no período, como o programa Desenrola Adimplentes, o pagamento do abono salarial, a redução de tributos sobre combustíveis e a bandeira tarifária verde na conta de luz em outubro.

Lima também  que o peso das apostas na economia é pequeno diante do consumo das famílias e do faturamento dos supermercados, mas ressalva que isso não elimina os impactos sobre determinadas famílias.

“O consumo no Brasil já vinha crescendo antes mesmo da proibição. Observar apenas a proibição não significa que ela seja a única explicação. É necessário demonstrar que o dinheiro deixou de ser gasto em apostas e efetivamente passou para a compra de alimentos” Carlos Lima, Presidente executivo do IBJR.

Segundo Lima, acabar com o setor de apostas reguladas deixa o consumidor exposto ao mercado ilegal. De acordo com o IBJR, os jogos clandestinos de bets cresceram 101% após medida provisória.

Nesta na terça-feira (3), o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza as audiências públicas convocadas pelo ministro Luiz Fux para debater o setor de bets. 

Defesa do consumidor quer ser ouvida no STF

Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON), o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC) reclamam que não foram chamados para a audiência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a proibição das bets, marcada para terça-feira.

Das 28 entidades convidadas, nenhuma representa o consumidor.
As quatro pediram para participar, mas os pedidos ainda não foram analisados. 

Em nota conjunta, lembram que o relator do caso, ministro Luiz Fux, já afirmou que as bets são o principal fator de endividamento das famílias brasileiras. 

Pedem que sejam ouvidas, mesmo que de forma remota, ou que o STF marque nova data para a audiência.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios

10.31.2026

MOTIVADO pelo AMOR

Portanto, Eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama. Lucas 7:47, 48.

O perdão é a atitude mais importante para o bom funcionamento das relações humanas. Quem é casado sabe disso, porque praticamente não passa um dia ou semana em que não tenham que pedir ou oferecer perdão. Todo relacionamento saudável é coroado por um espírito perdoador. Quando o milagre do perdão floresce, até mesmo os relacionamentos rompidos são restaurados.

Há duas formas básicas de perdão: ativo e passivo. A primeira ocorre quando perdoamos alguém que nos fez mal. Em minha experiência, por exemplo, resolvi perdoar meu pai por ter abandonado minha família quando eu e meus irmãos éramos crianças. Entendi que essa era a melhor coisa a fazer para ter paz com Deus e comigo mesmo.
A decisão de perdoar quem nos feriu é um ato de coragem, motivado pela dádiva do perdão recebido. Não deixe que a falta de perdão tire sua paz por nem mais um segundo. Escolha ser feliz!

O perdão passivo, por sua vez, é receber o perdão de alguém a quem magoamos ou ferimos, quando já pedimos o perdão e fizemos a reparação de nossas ofensas. Muitas pessoas não conseguem se perdoar e, consequentemente, não conseguem experimentar a graça e o amor perdoadores de Deus. Vivem em permanente penitência diante de Deus e dos outros. Associam cada problema ou dificuldade que enfrentam à culpa passada.

A história da mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus com lágrimas e perfume é linda. Com ela, podemos aprender uma lição muito importante sobre o perdão. Jesus foi convidado para comer na casa de Simão, que era um fariseu arrogante. Quando a mulher entrou em cena, Simão sentenciou: “É uma pecadora!” Ela não falou nada, não pediu nada, mas recebeu tudo. Seu coração estava derretendo de amor e gratidão a Jesus. Todo perdão gera amor-próprio, por Deus e pelos outros. Experimente isso em sua vida. Posso dizer para você com propriedade que viver isso plenamente é libertador e gera felicidade real.

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com/ 

Enem: 90 itens, redação e 5h30 DE DURAÇÃO; conheça estrutura da prova

M ais de 5 milhões de candidatos estão inscritos no exame. Os mais de 5 milhões de candidatos que participarão no domingo (8) do Exame Na...