4.02.2026

PRESIDENTE quer anular leilão da Petrobras por VENDER GÁS ACIMA DA TABELA

Presidente diz que certame foi feito contra a vontade da estatal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que vai anular o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, da Petrobras, que vendeu o produto às distribuidoras com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da estatal. 

Em entrevista à TV Record Bahia, Lula disse ainda que o certame foi feito contra a vontade da direção da Petrobras.

Foi feito um leilão, eu diria que uma cretinice, bandidagem, que fizeram. As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não vamos aumentar GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, disse Lula. 

Nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, afirmou.

Embora o Brasil seja produtor, o mercado brasileiro é influenciado pelos preços internacionais, atualmente impactados pelo conflito no Oriente Médio. 

A estratégia de leilões com alto ágio é vista como uma forma de reajustar o preço nacional ao mercado internacional, sem a necessidade de anunciar um aumento na tabela de preços.

Em sua página na internet, a Petrobras informa os preços de venda dos produtos às distribuidoras à vista, sem tributos, por local e modalidade de venda. Os valores do GLP são os mesmos desde novembro de 2024.

O presidente Lula é crítico do alto preço do botijão de gás de cozinha cobrado do consumidor final e, em resposta, o governo federal lançou o programa Gás do Povo que substituiu o antigo Auxílio Gás e visa garantir o botijão gratuito para famílias de baixa renda. 

Para Lula, o que encarece o produto é a distribuição.

Quando a Petrobras vende um botijão de gás a R$ 37, ele não pode chegar a R$ 160 na casa do povo. Alguém está roubando. [Dizem:] ‘Ah, mas a pessoa está gastando dinheiro [tendo custo] para entregar’. Tudo bem, mas é muita diferença entre R$ 37 para R$ 140, para R$ 150. E agora fizemos um leilão que teve ágio de 100%”, disparou Lula.

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

O presidente voltou a criticar a guerra no Irã e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que vem encarecendo o combustível, especialmente o óleo diesel, no caso brasileiro. O país importa cerca de 30% do que consome no mercado interno.

Segundo Lula, o governo está tomando medidas possíveis e adotará todas as providências para evitar uma escalada do preço do diesel, que impacta diretaente a inflação. 

Além da redução de impostos já adotada, a expectativa é que o governo publique, ainda esTa semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

Pode ficar certo, o povo não vai pagar. Nós não vamos aumentar o óleo diesel, [mas] tem gente [postos] aumentando sem nenhuma necessidade. Qual é a lógica de aumentar o preço do álcool? Qual é a lógica de aumentar o preço da gasolina se nós ainda não temos necessidade disso? É pura bandidagem de algumas pessoas”, afirmou Lula.

O presidente ainda criticou a privatização, em 2019, da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, que, segundo Lula, hoje poderia atuar para frear o aumento nos preços aos consumidores.

Privatizaram a BR [Distribuidora] e nós só podemos recomprá-la a partir de 2029. Ou seja, nós não temos hoje distribuidora. Até uma empresa de gás que eu comprei em 2004, eles venderam. A empresa de gás, que a gente faz a distribuição, era uma empresa para a gente fazer a regulação do preço”, disse Lula.

No mesmo sentido, o presidente afirmou que está em estudo da recompra da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Bahia, e privatizada pela Petrobras em 2021.

Não é justo o que fizeram, a refinaria produz [hoje] menos da metade daquilo que deveria produzir. E nós precisamos da refinaria produzindo muito mais porque nós [o Brasil] produzimos 70% do nosso óleo diesel e a gente compra 30% do óleo diesel. Esse importado, ele não tem jeito, ele vem com o preço de mercado internacional e você é obrigado a fazer o reajuste”, explicou.

Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras para esclarecer as condições do leilão e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: Agência Brasil

4.01.2026

Novos prazos para LICENÇA-PATERNIDADE valem a partir de 2027

Ampliação será gradual e alcançará 20 dias em 2029.

A lei que amplia os prazos da licença-paternidade entra em vigor em 2027 e concederá inicialmente mais cinco dias aos homens, a partir do nascimento do filho. Para 2026, o benefício permanece em cinco dias.

Publicada na edição desta quarta-feira (1°/4) do Diário Oficial da União, a Lei n° 15.371 prevê aumento gradual do benefício, que alcançará 20 dias de afastamento em 2029, sem prejuízo do emprego ou salário, assim como descrito a seguir:

  • 10 dias em 2027;

  • 15 dias em 2028;

  • 20 dias a partir de 2029.

Os novos prazos valem também para os casos de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou de adolescente. Veja aqui o que muda com a publicação da lei.
DISPENSA E FÉRIAS

É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado no período entre o início da licença-paternidade até um mês após o término do benefício.

Além disso, a norma autoriza o empregado a usufruir férias no período subsequente ao término da licença, desde que comunique tal necessidade com antecedência de 30 dias da data esperada para o parto ou emissão de termo judicial.

INTERNAÇÃO

Em caso de internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido, que tenha relação com o parto, a licença-paternidade será prorrogada pelo período equivalente ao da internação, e voltará a contar a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido; o que ocorrer por último.

SALÁRIO-PATERNIDADE

O salário-paternidade será concedido aos empregados segurados pela Previdência Social, nos mesmos moldes já aplicados ao salário-maternidade. 

O benefício está condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho, do termo de adoção ou do termo de guarda judicial para fins de adoção, nos termos de regulamento.

Fonte: Agência Brasil

3.31.2026

HISTÓRIA - Golpe Militar de 1964

Golpe Militar de 1964 redesenhou o panorama político, social, econômico e cultural brasileiros pelas duas décadas seguintes. Executado no dia 31 de março daquele ano, o golpe levou à deposição de João Goulart e fez se instalar no país uma ditadura militar que durou até o ano de 1985.

Apesar de ter ocorrido no ano de 1964, o golpe passou a ser desenhado desde as primeiras medidas de João Goulart, conhecido como Jango. O cenário de sua posse em 07 de setembro de 1961 já era conturbado: desestabilidade política, inflação, esgotamento do ciclo de investimentos do governo Juscelino Kubitschek, grande desigualdade social e intensas movimentações em torno da questão agrária. Diante desse cenário e de acordo com suas tendências políticas, declaradamente de esquerda, Jango apostou nas Reformas de Base para enfrentar os desafios lançados a seu governo.

As Reformas de Base propunham diversas reformas: urbana, bancária, eleitoral, universitária e do estatuto do capital estrangeiro. Dentre elas, três incomodavam de forma especial à direita. A reforma eleitoral colocaria novamente no jogo político o Partido Comunista e permitiria que analfabetos votassem, o que correspondia a 60% da população brasileira. Essas medidas poderiam provocar grandes mudanças no equilíbrio dos partidos políticos dominantes naquele contexto. A reforma do estatuto do capital estrangeiro também provocou polêmica ao propor nova regulamentação para a remessa de lucros para fora do Brasil e propunha a estatização da indústria estratégica. Mas nenhuma delas foi alvo de tantas especulações e mitos quanto a proposta de implementação da reforma agrária. Essa reforma mexeria com a histórica estrutura latifundiária brasileira que, em muitos casos, remontavam aos séculos de colonização.

Para os grupos economicamente hegemônicos, tais propostas eram alarmantes não apenas por serem defendidas pelo Presidente da República, mas porque naquele momento a esquerda encontrava-se unida e organizada, movimentando-se em todo o território nacional e mostrando sua cara e seus objetivos em passeatas, publicações e através de forte presença no meio político. Longe do imaginário do século XIX, a esquerda daquele momento era formada por uma grande diversidade de grupos, tais como comunistas, católicos, militares de diferentes ordens, estudantes, sindicalistas entre outros. Todos eles voltados para a aprovação das Reformas de Base e estendendo suas influências por diversos campos da vida pública.

Diante desse abismo entre os grupos de direita e de esquerda durante o Governo de Jango, o golpe começou a ser elaborado pelos grupos conservadores e pelas Forças Armadas em diálogo com os EUA (Estados Unidos da América) através da CIA (Central Intelligence Agency) pensando nas eleições de 1962 para o Congresso Nacional e para o governo dos estados da União. A composição que assumiria no ano seguinte seria de vital importância para os avanços das propostas da esquerda e, por isso, interessados na queda de Jango financiaram de forma ilegal campanhas de candidatos de oposição ao governo. Esse financiamento foi realizado pelo empresariado nacional e estrangeiro através do IBAD (Instituto Brasileiro da Ação Democrática). Os EUA também investiram nessa campanha através de fontes governamentais, como provam documentos e áudios da Casa Branca. Nesse contexto o diplomata Lincoln Gordon participou ativamente da conspiração, trabalhando juntamente ao IBAD e ao IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), responsáveis por diversas propagandas anticomunistas que contribuíram para a desestabilização de um governo que já enfrentava diversos desafios.

Em 1963, a votação favorável ao retorno do presidencialismo deu novos ânimos ao governo de Jango que, apesar das ações contrárias, ainda se mostrava com grande popularidade. Mesmo assim, o ano de 1963 foi marcado por intensa atuação da direita e da esquerda e esse embate começou a ser favorável a direita a partir da derrota da emenda constitucional que buscava viabilizar a reforma agrária. Outro fato que abalou Brasília em 1963 foi a Rebelião dos Sargentos na qual sargentos da Aeronáutica e da Marinha invadiram o Supremo Tribunal Federal em protesto contra a declaração de inelegibilidade dos sargentos eleitos em 1962.

O cenário ficou ainda mais conturbado após a entrevista concedida por Carlos Lacerda a um jornal norte-americano, no qual declarou que o cenário político brasileiro sob o governo de Jango era de incertezas, ato que foi visto com maus olhos pelo presidente e o levou a solicitar ao Congresso a instalação do estado de sítio. Sua atitude foi vista de forma negativa pelos governadores dos estados que lhe recusaram apoio. Uma nova coligação entre PTB, UDN e PSD mostrou ter a mesma posição, o estado de sítio não seria aprovado pelo Congresso. Desse embate, Jango saiu com seu poder abalado.

Com inflação anual na casa de 79,9%, um crescimento econômico tímido (1,5%) o Brasil passou a sofrer restrições dos credores internacionais. Nesse contexto, os EUA passaram a financiar o golpe através dos governos dos estados de São Paulo, Guanabara (atual Rio de Janeiro) e Minas Gerais. Frente às pressões sofridas nos meses que se seguiram, Jango articulou o Comício da Central do Brasil. Ocorrido em uma sexta-feira, 13 de março de 1964, o evento esteve cercado de simbologias que o ligavam a figura de Getúlio Vargas e mobilizou entre 150 e 200 mil pessoas por mais de 4 horas de duração. Como havia se comprometido em seu discurso, Jango encaminhou ao Congresso o pedido de convocação de um plebiscito para a aprovação das reformas sugeridas e a delegação de prerrogativas do Legislativo para o Executivo, o que foi visto como uma tentativa de centralização do poder nas mãos do presidente.

Em reação às ações de Jango, o Congresso passou a suspeitar de suas intenções e essa posição repercutiu nos meios de comunicação em um tom que indicava que o presidente poderia a qualquer momento dissolver o Congresso para colocar em prática as reformas na base da força. A partir desse clima de desconfianças e alardes, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, preparada pelo IPES sob a figura da União Cívica Feminina com o apoio de setores de direita. A Marcha reuniu cerca de 500 mil pessoas na Praça da República, na capital paulista, em protesto contra o governo de Jango e suas pretensões, classificadas como comunistas. Sendo um movimento prioritariamente de classe média, a Marcha foi menosprezada pela esquerda, mas demonstrou seu poder em converter a opinião pública a respeito de João Goulart em diversas capitais, alastrando-se pelos estados com a contribuição dos meios de comunicação.

Ainda faltava a unificação das forças militares em favor do golpe, o que foi provocado pelas atitudes tomadas por Jango em relação aos marinheiros que participaram da Revolta dos Marinheiros, realizada em 25 de março. Ao anistiar os revoltosos e passar por cima das autoridades militares responsáveis, Jango deu o último elemento necessário à realização do golpe de 1964: o apoio das Forças Armadas. Os EUA já estavam a postos para colocar em prática a Operação Brother Sam e, em 31 de março de 1964, o pontapé foi dado pelos mineiros, sob a liderança do general Olympio Mourão Filho, que marchou com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro e iniciou o processo de deposição do presidente João Goulart com o apoio dos EUA e das Forças Armadas. O Golpe foi concluído na madrugada de 02 de abril de 1964, quando o Congresso, em sessão secreta realizada de madrugada, declarou a Presidência da República vaga.

Fonte: https://www.infoescola.com/historia/golpe-militar-de-1964/ 

3.30.2026

Em ano eleitoral, DEPUTADOS ACELERAM GASTOS COM AUTOPROMOÇÃO

O primeiro bimestre de 2026 já apresenta o maior gasto nominal com divulgação da atividade parlamentar de deputados federais desde 2008, quando essa informação começou a ser registrada.

Dados parciais indicam R$ 15,7 milhões pagos, contra R$ 14,9 milhões no mesmo período de 2025. Considerando os dados corrigidos pela inflação, o maior valor foi o de 2024, com R$ 16,2 milhões.
O valor de 2026, no entanto, deve aumentar e caminha para bater o recorde, já que os parlamentares têm até 90 dias para comunicar as despesas à Câmara dos Deputados.

GASTOS COM DIVULGAÇÃO PARLAMENTAR NO 1º BIMESTRE

A cada quatro anos, parlamentares que buscam a reeleição concentram esses gastos no primeiro semestre, em uma estratégia de visibilidade pré-eleitoral.

De acordo com as normas da cota para parlamentar, os deputados são proibidos de utilizar a verba para divulgação do mandato nos 120 dias anteriores ao primeiro turno —ou seja, têm até o início de junho para gastar promovendo suas ações.

Pela regra, nenhum dos gastos da cota pode ser feito com "caráter eleitoral".

Na prática, no entanto, os gastos são feitos principalmente para enaltecer os feitos dos deputados em suas redes sociais, o que acaba por configurar uma vantagem adicional para os parlamentares em relação aos concorrentes.

TENDÊNCIA DE MAIS GASTOS

Na prática, no entanto, os gastos são feitos principalmente para enaltecer os feitos dos deputados em suas redes sociais, o que acaba por configurar uma vantagem adicional para os parlamentares em relação aos concorrentes.

Em 2025, o valor atingiu R$ 101 milhões, representando 42% do total da cota utilizada no ano passado —o maior percentual já registrado.

AUTOPROMOÇÃO JÁ É 42% DA COTA PARLAMENTAR

O único ano atípico recente foi 2022, quando a alta nos preços das passagens aéreas pós-pandemia deslocou temporariamente a "divulgação de atividade" do topo do ranking de despesas. Contudo, a autopromoção retomou a liderança logo em seguida.

O histórico das despesas revela uma mudança de padrões na Câmara: em 2008, os maiores gastos eram de telefonia (29%) e consultorias e trabalhos técnicos (18,6%).

Hoje, a telefonia é gasto residual, e as consultorias são majoritariamente realizadas pelo corpo técnico da Casa ou por secretários parlamentares, cujos salários são custeados pela verba de gabinete, e não pela cota.

EM QUE O DINHEIRO É GASTO

Desde o início da legislatura, em fevereiro de 2023, os deputados já gastaram R$ 310 milhões na divulgação do mandato.

Individualmente, a Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, foi a companhia que mais recebeu recursos (R$ 7,7 milhões), mas os valores estão pulverizados em mais de 6 mil empresas.

Os cinco deputados com maiores despesas em 2025 foram os seguintes:

MOSES RODRIGUES (UNIÃO-CE),

ALBUQUERQUE (REPUBLICANOS-PR),

SILVA CRISTINA (PP-RO),

ANTÔNIA LÚCIA (REPUBLICANOS-AC) e

CLEBER VERDE (MDB-MA).

Em resposta à reportagem, os parlamentares disseram que os recursos são aplicados de forma regular, de forma a dar transparência e informar a população da ação dos deputados. A única que não respondeu à reportagem foi a deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC). Leia aqui a íntegra das manifestações.

O UOL analisou um conjunto de 372 notas fiscais apresentadas por esses cinco deputados em 2025.

A transparência sobre os serviços prestados é limitada. A maioria das notas não tem descrição pormenorizada. É possível verificar a partir das notas, no entanto, pagamentos relacionados aos seguintes serviços:

redes sociais: 41% do valor foi para notas fiscais que citam as mídias sociais;
conteúdo para rádio: 30% do valor;
conteúdo para blogs ou jornais digitais: 23%;
vídeo: 20%;
assessoria de imprensa: 19%;
peças gráficas e impressos (folders, panfletos, etc): 19%

A soma supera 100% porque uma única nota fiscal pode listar múltiplos serviços sem o devido detalhamento de custos individuais. Alguns registros mais detalhados especificam com mais clareza o material pago com os recursos da cota parlamentar.

Um exemplo é uma publicação de maio de 2025 no Instagram, em que o deputado Albuquerque (Republicanos-RR) anuncia R$ 8 milhões de emendas para o município de Mucajaí (RR).

A divulgação, diz o deputado, é prestação de contas para o eleitor do estado.

Em outro post financiado pela cota parlamentar, o deputado Robinson Faria (PP-RN) comemora recursos de emenda destinados a uma associação voltada ao atendimento de pessoas com autismo. Faria diz que a divulgação da destinação de emendas é uma ferramenta de transparência essencial.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/tiago-mali

3.29.2026

Festa em Recife celebra 30 MIL ALFABETIZADOS EM PROGRAMA SOCIAL

Educandos assistiram ao lançamento do Cadastro Único da EJA.

Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde do sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.

Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.

É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.

A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.

Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.

Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Fonte: Agência Brasil

3.28.2026

RESPEITO AO FRACO, RESPEITO A DEUS

Não é segredo para ninguém. A lei do mais forte impera nos mais diversos contextos sociais. Desde o início da escolarização, as crianças mais altas e mais fortes costumam usar o tamanho para intimidar as menores. Conse­guem os melhores lugares na fila, tomam o lanche dos colegas, obrigam um aluno mais inteligente a fazer o dever de casa delas e assim por diante.

Na aula de educação física, então, as diferenças ficam ainda mais eviden­tes. Ninguém quer ser escolhido por último. Mas também ninguém quer o "pior" jogador no time. Assim, desde cedo, os tipos menos atléticos são alvo de zombaria e piadas. É a natureza humana mostrando que o pecado contami­nou a todos, crianças e idosos, ricos e pobres.

O desrespeito a quem tem necessidades especiais se tornou uma epidemia na sociedade. É só olhar para o estacionamento de supermercados e shoppings. Ali, nas vagas reservadas a cadeirantes ou idosos, vemos pessoas jovens e sem qualquer problema de mobilidade parando o carro sem um pingo de vergonha.

Entretanto, esse tipo de comportamento não passa despercebido aos olhos de Deus. No início da Bíblia, ele já orienta contra o desrespeito e a zombaria. Manda seus filhos não amaldiçoarem o surdo, que não poderia ouvir para se defender, nem colocar pedra de tropeço para o cego, só para vê-lo cair. E o mais interessante é a declaração que vem em seguida: o Senhor diz que, ao seguir esses conselhos, estamos demonstrando respeito por ele. (Não amaldiçoe um surdo, nem ponha na frente de um cego alguma coisa que o faça tropeçar. Tenha respeito para comigo, o seu Deus. Eu sou o SENHOR. Levítico 19:14) É isso mes­mo! Quando ignoramos ou tratamos mal alguém mais frágil ou com necessi­dades especiais, estamos ignorando e maltratando o próprio Deus, faltando com o respeito a ele.

Às vezes, temos dificuldade de entender o conceito de respeitar a Deus. Achamos que se resume a ficar em silêncio na igreja, durante os cultos. Em­bora a reverência no templo seja uma demonstração de respeito excelente e válida, não se resume a isso. Respeitar a Deus é tratar com amor cada um de seus filhos, principalmente aqueles que são mais frágeis.

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/

3.27.2026

Fenômenos EDITORIAIS

O escritor Dan Brown é um dos autores com maior número de exemplares vendidos das últimas décadas. Seus livros costumam ser verdadeiros fenômenos editoriais. Somente O Código Da Vinci vendeu 100 milhões de cópias, foi adaptado para o cinema e arrecadou milhões de dólares nas bilheteiras.

Ross Douthat, colunista do New York Times, afirma que, para entender esse fenômeno, é preciso compreender o estado da religião nos Estados Unidos. Ele diz que não se trata apenas de Dan Brown saber como manter os leitores virando as páginas de seus livros – isso é necessário para vender 1 milhão de exemplares. Mas, para vender 100 milhões, é preciso mais do que entreter. É preciso pregar. Ou seja, apresentar uma ficção que seja lida como fato, ao mesmo tempo em que promete revelar os segredos da história, do Universo e de Deus.

Brown expressa essa missão de forma clara. Ele diz que os emocionantes argumentos e o suspense de suas tramas têm o propósito de fazer com que a didática do livro cumpra seu objetivo com facilidade. Assim, o leitor não percebe até o final que aprendeu algo desde o início.

Dan Brown segue a linha de ideólogos como Ayn Rand e o guru religioso Deepak Chopra. Embora escreva romances, o que ele realmente vende é teologia. Sua mensagem, em muitas de suas obras, é de que as religiões são uma farsa e nenhuma delas pode reivindicar a posse da verdade. O que ele ensina é uma espiritualidade pós-moderna, desconectada de qualquer religião tradicional.

Por trás disso, percebe-se a intenção de minar os fundamentos da fé cristã e promover inspirações enganosas e doutrinas diabólicas, anunciadas para os últimos dias. Livros como os de Brown, aliados à série Harry Potter e muitas outras, doutrinam o mundo. Sem perceber, as pessoas aprendem, por meio de técnicas didáticas muito envolventes e eficazes, as doutrinas antigas – “o vinho de Babilônia” que embriagará novamente o mundo. Diante disso, devemos prestar atenção ao conselho do apóstolo Paulo: “Cuide de você mesmo e da doutrina” (1Tm 4:16).

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/fenomenos-editoriais/

PRESIDENTE quer anular leilão da Petrobras por VENDER GÁS ACIMA DA TABELA

P residente diz que certame foi feito contra a vontade da estatal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2),...