3.28.2026

RESPEITO AO FRACO, RESPEITO A DEUS

Não é segredo para ninguém. A lei do mais forte impera nos mais diversos contextos sociais. Desde o início da escolarização, as crianças mais altas e mais fortes costumam usar o tamanho para intimidar as menores. Conse­guem os melhores lugares na fila, tomam o lanche dos colegas, obrigam um aluno mais inteligente a fazer o dever de casa delas e assim por diante.

Na aula de educação física, então, as diferenças ficam ainda mais eviden­tes. Ninguém quer ser escolhido por último. Mas também ninguém quer o "pior" jogador no time. Assim, desde cedo, os tipos menos atléticos são alvo de zombaria e piadas. É a natureza humana mostrando que o pecado contami­nou a todos, crianças e idosos, ricos e pobres.

O desrespeito a quem tem necessidades especiais se tornou uma epidemia na sociedade. É só olhar para o estacionamento de supermercados e shoppings. Ali, nas vagas reservadas a cadeirantes ou idosos, vemos pessoas jovens e sem qualquer problema de mobilidade parando o carro sem um pingo de vergonha.

Entretanto, esse tipo de comportamento não passa despercebido aos olhos de Deus. No início da Bíblia, ele já orienta contra o desrespeito e a zombaria. Manda seus filhos não amaldiçoarem o surdo, que não poderia ouvir para se defender, nem colocar pedra de tropeço para o cego, só para vê-lo cair. E o mais interessante é a declaração que vem em seguida: o Senhor diz que, ao seguir esses conselhos, estamos demonstrando respeito por ele. (Não amaldiçoe um surdo, nem ponha na frente de um cego alguma coisa que o faça tropeçar. Tenha respeito para comigo, o seu Deus. Eu sou o SENHOR. Levítico 19:14) É isso mes­mo! Quando ignoramos ou tratamos mal alguém mais frágil ou com necessi­dades especiais, estamos ignorando e maltratando o próprio Deus, faltando com o respeito a ele.

Às vezes, temos dificuldade de entender o conceito de respeitar a Deus. Achamos que se resume a ficar em silêncio na igreja, durante os cultos. Em­bora a reverência no templo seja uma demonstração de respeito excelente e válida, não se resume a isso. Respeitar a Deus é tratar com amor cada um de seus filhos, principalmente aqueles que são mais frágeis.

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/

3.27.2026

Fenômenos EDITORIAIS

O escritor Dan Brown é um dos autores com maior número de exemplares vendidos das últimas décadas. Seus livros costumam ser verdadeiros fenômenos editoriais. Somente O Código Da Vinci vendeu 100 milhões de cópias, foi adaptado para o cinema e arrecadou milhões de dólares nas bilheteiras.

Ross Douthat, colunista do New York Times, afirma que, para entender esse fenômeno, é preciso compreender o estado da religião nos Estados Unidos. Ele diz que não se trata apenas de Dan Brown saber como manter os leitores virando as páginas de seus livros – isso é necessário para vender 1 milhão de exemplares. Mas, para vender 100 milhões, é preciso mais do que entreter. É preciso pregar. Ou seja, apresentar uma ficção que seja lida como fato, ao mesmo tempo em que promete revelar os segredos da história, do Universo e de Deus.

Brown expressa essa missão de forma clara. Ele diz que os emocionantes argumentos e o suspense de suas tramas têm o propósito de fazer com que a didática do livro cumpra seu objetivo com facilidade. Assim, o leitor não percebe até o final que aprendeu algo desde o início.

Dan Brown segue a linha de ideólogos como Ayn Rand e o guru religioso Deepak Chopra. Embora escreva romances, o que ele realmente vende é teologia. Sua mensagem, em muitas de suas obras, é de que as religiões são uma farsa e nenhuma delas pode reivindicar a posse da verdade. O que ele ensina é uma espiritualidade pós-moderna, desconectada de qualquer religião tradicional.

Por trás disso, percebe-se a intenção de minar os fundamentos da fé cristã e promover inspirações enganosas e doutrinas diabólicas, anunciadas para os últimos dias. Livros como os de Brown, aliados à série Harry Potter e muitas outras, doutrinam o mundo. Sem perceber, as pessoas aprendem, por meio de técnicas didáticas muito envolventes e eficazes, as doutrinas antigas – “o vinho de Babilônia” que embriagará novamente o mundo. Diante disso, devemos prestar atenção ao conselho do apóstolo Paulo: “Cuide de você mesmo e da doutrina” (1Tm 4:16).

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/fenomenos-editoriais/

MEGAOPERAÇÃO DE COMBATE a preços ABUSIVOS em POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Polícia Federal atua na fiscalização de postos de combustíveis em 11 estados e no DF. Objetivo é coibir eventuais práticas abusivas de mercado que possam acarretar prejuízos ao consumidores referentes ao aumento de preços.

A Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis, composta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pela Polícia Federal, em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou, nesta sexta-feira (27/3), a Operação Vem Diesel, com foco na fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional.

Estão sendo realizadas ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no DF por equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons e da PF.

As medidas visam identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais condutas abusivas que possam acarretar prejuízos ao consumidor.

Possíveis irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização, que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo, serão encaminhadas à Polícia Federal para a devida apuração de autoria e de materialidade delitiva. (Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/03)

Ação busca combater reajustes indevidos nos preços dos combustíveis, em meio à guerra no Oriente Médio. As irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.

Estão sendo realizadas ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.

PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

Nos últimos dias, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

O governo, nas últimas semanas, anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

Fonte: iclnoticias.com.br

3.26.2026

Aprovado pelo Senado, NOVO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO

O Senado aprovou na quarta-feira (25) o novo Plano Nacional de Educação. O texto, do Poder Executivo, traz diretrizes, metas e estratégias que devem orientar a política educacional brasileira pelos próximos dez anos. Aprovado com mudanças de redação, o projeto (PL 2.614/2024 segue para a sanção presidencial.

Enviado pelo Poder Executivo ao Congresso em 2024, o texto foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2025. No Senado, foi analisado e aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (CE) na manhã da quarta-feira (25) e enviado com urgência para o Plenário.

PLANO

O texto do novo PNE contém 19 objetivos, com acompanhamento das metas a cada dois anos nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

O plano foi elaborado pelo Ministério da Educação, com contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação, além de sugestões feitas durante a Conferência Nacional de Educação (em janeiro de 2024).

Antes mesmo da chegada do texto ao Senado, a CE fez 23 audiências públicas para discutir o conteúdo do plano, em 2024 e 2025. Outras audiências haviam sido feitas pela comissão antes da apresentação do plano pelo governo.

Uma das inovações do texto aprovado pelo  Congresso foi a ampliação dos investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do produto interno bruto (PIB), para 7,5% em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio.

PRAZO

O prazo do PNE que está em vigor se encerraria no final de 2024. O texto encaminhado pelo Executivo determinava que o período do próximo plano seria 2024-2034, mas o começo da vigência teve de ser adiado, até que o projeto fosse aprovado pelo Congresso. Com isso, o novo PNE deverá valer por 10 anos a partir da publicação da lei.

MUDANÇAS

Entre as mudanças de redação feitas pelo Senado no projeto estão ajustes para preservar os prazos previstos no texto aprovado pela Câmara, adequando esses prazos ao tempo que foi necessário para aprovar o projeto no Senado e evitando incongruências no calendário do PNE, que abrange planos dos estados e os planos de ação bianuais.

Também foram feitos ajustes para adequar o texto a dispositivos já existentes nas leis, correções em termos e em técnica legislativa e ajustes gramaticais. 

(Fonte: Agência Senado)

VEJA PRINCIPAIS OBJETIVOS

Acesso à Educação Infantil: ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola.

  • Qualidade da Educação Infantil: garantir a qualidade da oferta de educação infantil.

  • Alfabetização: assegurar a alfabetização e nível adequado de aprendizagem em matemática, ao final do segundo ano do ensino fundamental, a todas as crianças, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Acesso, Trajetória e Conclusão no Ensino Fundamental e no Ensino Médio: assegurar que crianças, adolescentes e jovens em idade escolar obrigatória concluam o ensino fundamental e o ensino médio na idade regular, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Aprendizagem no Ensino Fundamental e no Ensino Médio: garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e no ensino médio, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Educação Integral em Tempo Integral: ampliar a oferta de educação integral em tempo integral para a rede pública, assegurando sua qualidade e a intencionalidade pedagógica das atividades.

  • Conectividade, educação digital e integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) à educação: promover a educação digital com a garantia de conectividade de alta velocidade para fins pedagógicos, inclusive com redes internas wi-fi, e dos conteúdos das três dimensões estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — pensamento computacional, mundo digital e cultura digital —, para aprendizagem das suas competências e habilidades de forma segura, responsável, ética, crítica e criativa, e a integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) à educação, para melhoria da aprendizagem, equidade e inclusão.

  • Sustentabilidade socioambiental na Educação: promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças do clima em todos os estabelecimentos de ensino.

  • Educação Escolar Indígena, Educação do Campo e Educação Escolar Quilombola: garantir o acesso, a oferta e a permanência em todos os níveis, as etapas e as modalidades na educação escolar indígena, na educação do campo e na educação escolar quilombola, observados os padrões nacionais de qualidade, com redução das desigualdades regionais.

  • Educação Especial Inclusiva e Educação Bilíngue de Surdos: garantir, ao longo da vida, o acesso e a permanência na Educação Especial, assegurando a oferta de Atendimento Educacional Especializado de qualidade e a aprendizagem dos estudantes que são o público da educação especial e o público da educação bilíngue de surdos, em todos os níveis, as etapas e as modalidades.

  •  (Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/)

3.25.2026

CEARÁ CELEBRA a Data MAGNA em reconhecimento ao pioneirismo na ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO

O Ceará celebra, nesta quarta-feira (25/03), a Data Magna do Estado, marco histórico que rememora a abolição da escravidão em território cearense, oficializada em 25 de março de 1884, quatro anos antes da promulgação da Lei Áurea, que extinguiu legalmente a escravidão no Brasil, em 1888.

Instituída como feriado estadual por meio da emenda constitucional n.º 73, de 2011, e sancionada pelo então governador Cid Gomes (PSB), a data simboliza o protagonismo do Ceará no processo abolicionista brasileiro. A iniciativa de transformar o 25 de março em feriado partiu do então deputado Lula Morais (PCdoB), por meio do projeto de lei n.º 53/2007, apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).

Historicamente, o movimento abolicionista no Ceará foi marcado pela articulação entre diferentes segmentos da sociedade. De acordo com o historiador, educador e pesquisador Mateus Django, que atua na mediação cultural do Memorial da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará Deputado Pontes Neto (Malce), esse processo não pode ser explicado por único fator.

Temos uma série de elementos que criam essa efervescência da luta abolicionista no Ceará, envolvendo fatores sociais, econômicos e políticos. É um contexto plural, que vai desde a base popular até setores das elites que também se posicionaram para formar alianças contra a escravidão”, explica.

Entre os principais marcos está a Greve dos Jangadeiros, em 1881, quando trabalhadores do porto de Fortaleza se recusaram a transportar pessoas escravizadas para outras províncias. O movimento teve como uma de suas principais lideranças Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar, e contou também com a atuação de nomes como José Napoleão e Tia Simoa.

Para Mateus Django, o episódio simboliza uma forma de resistência organizada, mas não isolada. “A Greve dos Jangadeiros é um marco importante, mas ela faz parte de um conjunto maior de estratégias de luta. A gente precisa entender que esse processo envolve também outras formas de resistência, tanto coletivas quanto individuais, protagonizadas pela população negra”, destaca.

O historiador ressalta ainda que, paralelamente às ações populares, havia organizações como as sociedades libertadoras, responsáveis por arrecadar recursos para alforrias, além da atuação de setores da elite e de lideranças políticas contrárias à escravidão. No campo econômico, fatores como a crise da produção algodoeira e os impactos das secas contribuíram para a mudança de cenário. O tráfico interprovincial de pessoas escravizadas, direcionado principalmente para regiões cafeeiras do Sudeste, também influenciou o enfraquecimento do sistema escravista no Ceará.

Um aspecto central para a realização da extinção do modelo escravocrata, segundo o pesquisador Mateus Django, foi o protagonismo da população negra nesse processo histórico. “A gente precisa compreender que a abolição não foi uma concessão. Ela foi resultado de lutas coletivas, protagonizadas por homens e mulheres negros, muitos deles apagados da história”, ressalta.

Além de lideranças conhecidas, como o Dragão do Mar, José Napoleão e Tia Simoa, já citados anteriormente, o pesquisador destaca a atuação de diversos outros sujeitos históricos. “Estamos falando de pescadores, trabalhadores, mulheres negras, pessoas que atuavam nas cidades e no interior, e que contribuíram de diferentes formas para esse processo”, acrescenta.

UM MARCO DE MEMÓRIA E CIDADANIA

Além do marco histórico, a Data Magna também cumpre um papel fundamental ao provocar reflexões sobre a sociedade contemporânea. “A abolição é um processo inacabado. Quando a gente pensa essa data, precisa olhar para o presente e perceber como o racismo estrutural ainda se manifesta no Brasil”, observa.

Ele comenta que a valorização da memória histórica está diretamente ligada ao fortalecimento da cidadania. “Essas datas são importantes não só pelo caráter simbólico, mas porque estimulam a consciência histórica e política da população. Elas nos fazem refletir sobre quem somos enquanto sociedade e sobre as desigualdades que ainda persistem”, avalia.

Nesse sentido, Mateus Django chama atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre a presença negra nos espaços sociais. “É um exercício de percepção. Olhar ao redor e entender quais são os lugares ocupados pela população negra, como ela é vista e como é tratada. Isso também faz parte do processo de construção da consciência histórica”, pontua.

Por Edição: Geimison Maia

Fonte: https://www.al.ce.gov.br/noticias/

3.24.2026

PESCADORES beneficiados pelo SEGURO-DEFESO recebem 6º lote nesta terça

Serão destinados R$ 179,7 milhões a mais de 110 mil pescadores.

O pagamento do sexto lote do seguro-defeso será feito nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A parcela, no valor de R$ 179,7 milhões, beneficiará 110.904 pescadores que estejam devidamente cadastrados e de acordo com os novos requisitos do programa.

O benefício garante uma renda fixa de R$ 1.621 durante a paralisação da pesca, chamada de defeso. Durante o período de reprodução de cada espécie, que pode durar até cinco meses, a atividade pesqueira é interrompida.

O seguro-defeso é empenhado nos estados da Bahia, do Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Têm direito ao programa os trabalhadores que têm a pesca como única fonte de renda, não recebem benefício previdenciário contínuo e residem nos municípios abrangidos pelo defeso.

Também é necessário comprovar o empenho da atividade por meio do Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), estar com registro de pesca regular e ter inscrição no CadÚnico.

As exigências para receber o benefício foram alteradas em novembro do ano passado para diminuir pagamentos indevidos e evitar fraudes. Também foi reformulada a gestão do defeso, que deixou de ser administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Apesar de o número de benefícios fraudados ser relativamente pequeno, as consequências das fraudes são significativas, pois o programa já alcançou mais de 2 milhões de cadastrados no seu auge.

O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Até o momento, o MTE já destinou R$ 616,3 milhões para o pagamento do benefício. Entre 1º de novembro de 2025 e 14 de março de 2026, a gestão do programa recebeu 1.198.473 requerimentos. Os estados com maior número de solicitações são o Pará (351.502), Maranhão (336.803), Amazonas (106.632), a Bahia (81.765) e o Piauí (63.025).

Fonte: Agência Brasil

3.23.2026

Por que o Brasil não RENOVA SUA POLÍTICA: SOBRENOMES, HERANÇAS E O CUSTO DO VOTO

A política brasileira revela um padrão que o voto repete, mas raramente percebe: o poder não muda de mãos, muda de geração.

A cada eleição, o discurso é o mesmo. A população está cansada dos políticos de sempre. O eleitor quer mudança. As redes sociais transbordam de candidatos que se apresentam como “nova política”, distantes do establishment, sem compromisso com o passado. E, no entanto, quando a apuração termina e os eleitos tomam posse, algo chama atenção: os sobrenomes.

Não os rostos. Os sobrenomes.

Existe uma diferença fundamental entre trocar quem governa e renovar como se governa. O Brasil tem feito, com regularidade, a primeira operação. A segunda, raramente. E isso é consequência de um sistema que, na prática, recompensa a continuidade e penaliza quem tenta entrar no jogo sem herança acumulada.

O VOTO QUE NÃO RENOVA

Quando um eleitor deposita seu voto, ele está, na maioria das vezes, tomando uma decisão com base em informações limitadas. Reconhecimento de nome, lembrança de gestão anterior, influência de lideranças locais. Não por ignorância, mas porque o custo de se informar profundamente sobre cada candidato é alto demais para a maioria das pessoas.

Esse mecanismo tem uma consequência direta: candidatos conhecidos levam vantagem desproporcional sobre candidatos novos. E no Brasil, “conhecido” muitas vezes quer dizer “da família de alguém que já governou”.

O eleitor que vota em João porque o pai de João foi bom prefeito não está sendo irracional. Está usando um atalho cognitivo legítimo. O problema é que esse atalho, multiplicado por milhões de votos e décadas de eleições, produz um resultado sistêmico: o poder tende a permanecer dentro de um número reduzido de famílias, enquanto a renovação real fica represada.

FILHOTISMO: QUANDO A HERANÇA VIRA ESTRATÉGIA

Fenômeno nomeado inicialmente por Antônio Augusto de Queiroz, é a prática de transferir, dentro de uma mesma família, o capital político acumulado ao longo de gerações. Mandatos, bases eleitorais, redes de aliados, acesso a financiadores, influência sobre a máquina pública. Nada disso é formal. Nenhuma lei garante que o filho de um senador terá mais votos do que um candidato sem tradição familiar.

Construir uma base eleitoral do zero exige tempo, dinheiro, visibilidade e capilaridade em municípios pequenos. O filho de um político experiente começa com tudo isso já pronto. O nome é reconhecido. A rede de aliados está formada. Os financiadores já confiaram no pai. Os eleitores associam o sobrenome à ideia de governo. A vantagem competitiva é tão acentuada que candidatos sem herança raramente conseguem chegar aos cargos de maior relevância.

Quando uma família ocupa simultaneamente o governo estadual, o Senado e um ministério, ela está controlando fluxos de recursos, indicações de cargos, concessões e acesso à agenda federal. Qualquer candidato que tente disputar espaço dentro desse estado enfrentará uma estrutura de poder que atravessa todos os níveis da administração pública.

O resultado prático é que a renovação política no Brasil tende a ser superficial. Os rostos mudam. As agendas, não.

Por Jorge Mizael

Fonte: iclnoticias.com.br

RESPEITO AO FRACO, RESPEITO A DEUS

Não é segredo para ninguém. A lei do mais forte impera nos mais diversos contextos sociais. Desde o início da escolarização, as crianças mai...