9.11.2026

REMÉDIO ANTIGO para enfermidade atual

A vida nos submete a grandes aflições, mas Deus providenciou um remédio para aliviar a tensão que elas causam. A experiência de Leonard Mulcahy ilustra bem isso. Ele trabalhava no Centro de Reabilitação Psiquiátrica da Universidade de Boston, em Massachusetts, onde ministrava cursos de aptidão física, bem-estar e recuperação. Em um artigo, Leonard contou sobre os dias felizes de sua infância e sobre sua família carinhosa. Relatou que era mentalmente saudável, praticava esportes e mantinha ótimas relações com seus amigos e familiares.

Enquanto estudava na universidade, porém, começou a experimentar sintomas de depressão. Passou por momentos de solidão, com ideias suicidas e até paranoia. Nesse período, a oração foi o ponto de apoio de sua vida. Ao contar sua história, ele diz: “Dediquei muito tempo a orar. Orei pelas pessoas que tinham necessidades especiais e por aquelas que estavam na rua, sem um lar. A oração foi a salvação de minha vida e me ajudou a encontrar um lugar para mim neste mundo.”

Quando os sintomas da depressão começaram a aparecer, Leonard disse à sua terapeuta que estava muito doente para orar. Ela, porém, o incentivou a alimentar sua vida espiritual. Leonard trabalhou como voluntário em um restaurante beneficente e participou regularmente de grupos de oração. Ele conclui seu testemunho dizendo: “Ao longo de minha experiência, a oração me sustentou, guiando-me pelo caminho correto de integridade espiritual, em vez da autodestruição e da morte. A oração me permitiu estar plenamente vivo e espiritualmente desperto, e isso foi o principal.”

A antiga enfermidade da dor e tristeza humana se modernizou e agora é chamada “depressão”, com suas manifestações físicas e espirituais. Mas Deus tem o mesmo remédio que sempre prescreveu para essa doença: a ajuda divina por meio da oração. O que você está esperando? Reserve tempo para um encontro com Deus. Conhecê-Lo mais profundamente pode provocar uma grande mudança em sua vida.

Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todas as pessoas. Orem em favor dos reis e de todos os que exercem autoridade, para que vivamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e respeito. 1 Timóteo 2:1, 2

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/remedio-antigo-para-enfermidade-atual/

9.10.2026

VITÍMA relata transmissão intencional de HIV por dentista

Jean José Dunga foi condenado a cinco anos de prisão e R$ 50 mil de indenização; MP afirma que ao menos quatro mulheres foram infectadas.

Maria*, nome fictício usado para preservar sua identidade, mantinha uma rotina ativa de exercícios quando começou a sofrer com febres, dores, infecções persistentes e cansaço. Após realizar exames, descobriu que havia contraído HIV e, posteriormente, que teria sido infectada intencionalmente pelo então namorado, o dentista Jean José Dunga, de 41 anos.

Com certeza posso afirmar que foi o momento mais triste e mais difícil da minha vida”, relata. O caso foi revelado pelo site G1.

Jean foi condenado em agosto a cinco anos de prisão e ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima. Nesta quarta-feira (9), a Justiça determinou uma nova prisão preventiva após pedido do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apontou risco de novas vítimas. Ele ainda responde a outros processos.

Segundo o MP-RO, o dentista é acusado de transmitir HIV intencionalmente a pelo menos quatro mulheres. A denúncia afirma que ele sabia do diagnóstico havia cerca de dez anos e teria optado por não aderir ao tratamento antirretroviral. O tratamento correto pode tornar a carga viral indetectável e impedir a transmissão sexual do HIV.

Maria conheceu Jean em um site de relacionamentos. Durante o namoro, com o agravamento dos sintomas, decidiu investigar possíveis infecções sexualmente transmissíveis e recebeu o diagnóstico positivo. Ao procurar atendimento médico, descobriu que Jean já era investigado e que outras mulheres relatavam situações semelhantes.

Eu era mais uma vítima do Jean”, afirma. “Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira.”

A vítima procurou o Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), do MP-RO, em 28 de maio. Jean foi preso em 10 de junho. Em 24 de agosto, acabou condenado a cinco anos em regime semiaberto pelo caso de Maria.

O MP-RO afirma que mais de quatro mulheres foram acolhidas pelo Navit. Jean foi denunciado por lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave e, em relação a duas mulheres, também por estupro.

Após a condenação, o Ministério Público pediu uma nova prisão preventiva, alegando que havia risco de novas contaminações. A Justiça aceitou o pedido nesta quarta-feira e Jean voltou a ser preso.

Antes da sentença, a defesa afirmou que Jean fazia tratamento antirretroviral e acreditava não haver risco de transmissão sexual do HIV.

Fonte: iclnoticias.com.br

9.09.2026

Um em cada cinco ESTUDANTES já fez aposta online, mostra pesquisa

 Entre crianças de até 11 anos de idade, a proporção é de 9,5% .

Um total de 20,4% de alunos nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas online, as bets, informou, nesta quarta-feira (9), a Frente Parlamentar Mista da Educação. O levantamento apontou, inclusive, que a proporção chega a quase metade dos pesquisados (49,7%) no 3º ano do ensino médio.

O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.  

Meninos apostam mais

No Brasil, é proibido que menores de idade tenham acesso a plataformas de apostas online. Outra informação do levantamento é que os meninos apostam mais (27,8%) - contra 12,6% das meninas. 

No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram mais que o dobro do registrado entre os do fundamental II (19%).  O levantamento ocorreu nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados. 

Desafios

A Frente Parlamentar divulgou ainda considerações do coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand. Segundo ele, soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema. 

Lichand considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir lembretes sobre perdas passadas como intervenções promissoras para moderar a prática. 

O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.

Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destacou.

Caminhos

Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.

A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Entre as recomendações feitas pelos organizadores do levantamento estão a adoção de medidas de proteção, como maior tributação sobre transações nas plataformas, restrições à publicidade e medidas de proteção especialmente voltadas a menores de 18 anos.

Fonte: Agência Brasil

9.08.2026

TREZE MINISTROS APOSENTADOS do STF pedem a Fachin sessão pública para RESOLVER CRISE

Signatários dizem confiar que o atual presidente da Corte tomará as medidas necessárias para levar o assunto ao plenário.

Uma carta assinada por 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) cobra uma reação institucional da Corte diante dos episódios que vêm abalando a imagem do tribunal. O grupo quer que o presidente do STF, Edson Fachin, convoque uma sessão pública do plenário para que os ministros discutam os fatos e decidam pela abertura de uma apuração.

A manifestação foi tornada pública nesta segunda-feira (7). No documento, os ex-integrantes do Supremo afirmam que o tribunal atravessa a “mais aguda crise” de sua história e alertam para os efeitos que a sucessão de acontecimentos pode provocar sobre a credibilidade da instituição.

Na avaliação dos signatários, a situação já ultrapassou os limites internos do Judiciário e passou a atingir a relação de confiança entre o Supremo e a sociedade, além de representar um risco para a estabilidade das instituições democráticas.

Entre os nomes que subscrevem o documento estão cinco ex-presidentes do STF: Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber.

Apoio a Fachin

Os aposentados fazem questão de registrar apoio à condução de Fachin e dizem confiar que o atual presidente da Corte tomará as medidas necessárias para levar o assunto ao plenário.

Sr. Ministro Presidente, Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”, afirmam os ministros aposentados na carta enviada a Fachin.
Pedido é por investigação, não por afastamentos
O documento não aponta um episódio específico que deveria ser investigado. Também não identifica ministros do STF como responsáveis por eventuais irregularidades.

A iniciativa tampouco apresenta pedido de afastamento de integrantes da Corte. O objetivo declarado é fazer com que o próprio plenário delibere sobre uma apuração, seguindo os procedimentos legais e garantindo o direito de defesa e as demais regras aplicáveis.

Os signatários defendem que Fachin convoque a sessão o quanto antes para que a questão seja tratada de forma colegiada e transparente.

Celso de Mello diz que carta não trata de casos específicos

Um dos signatários, Celso de Mello, procurou deixar claro que sua participação na manifestação não representa uma tomada de posição sobre episódios ou pessoas determinadas. A informação é do G1.

Segundo ele, a carta foi elaborada com “equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF, sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade” da instituição.

Em declaração posterior, o ex-ministro defendeu que qualquer suspeita de irregularidade seja submetida aos mecanismos institucionais de controle. Para ele, é necessário evitar que “eventuais condutas ilícitas” ou “comportamentos eticamente censuráveis” coloquem sobre o Supremo “a sombra corrosiva da suspeita”.

Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público”, escreveu.

Celso de Mello também argumentou que assuntos capazes de afetar o interesse coletivo e a própria credibilidade das instituições precisam ser examinados de maneira aberta. Segundo ele, “quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”.

O ex-presidente do STF reforçou ainda sua defesa da publicidade dos atos da Corte ao afirmar que “a Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo”. Na mesma linha, disse que o “segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário”.

Ao comentar especificamente a proposta apresentada pelos aposentados, Celso de Mello resumiu a ideia como um “julgamento colegiado pelo Plenário do STF, em ambiente e caráter públicos”.

Os 13 signatários

A carta encaminhada ao presidente do Supremo foi assinada pelos seguintes ministros aposentados:

Néri da Silveira
Francisco Rezek
Sydney Sanches
Celso de Mello
Carlos Velloso
Ilmar Galvão
Nelson Jobim
Ellen Gracie
Cezar Peluso
Ayres Britto
Joaquim Barbosa
Eros Grau
Rosa Weber

Leia a íntegra do comentário do ministro Celso de Mello:

Não nos referimos, na moção em causa, a qualquer episódio específico. O texto em questão guarda equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF , sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade de uma das mais importantes e históricas instituições da República!

Ministros, quaisquer que sejam, devem impedir que eventuais condutas ilícitas — ou mesmo comportamentos eticamente censuráveis — projetem sobre o Supremo Tribunal Federal a sombra corrosiva da suspeita.

Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público.

Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição.

O STF é maior do que todos e cada um de seus Ministros — e não pode ser convertido em escudo protetor de desvios individuais.

A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder.

Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos.

A Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo, pois o segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário.

A luz da publicidade não constrange a magistratura: protege-a, dignifica-a e recorda-lhe que, em uma democracia, nenhum poder é absoluto nem pode furtar-se à prestação pública de contas.

Daí a moção dos ex-Presidentes da Corte haver sugerido julgamento colegiado pelo Plenário do STF, em ambiente e caráter públicos !”

Celso de Mello, ex-Presidente do STF (biênio 1997-1999)

Fonte: https://iclnoticias.com.br/ministros-aposentados-do-stf-pedem-a-fachin/

9.07.2026

Sete de Setembro: SOBERANIA NACIONAL, COPA DO MUNDO FEMININA E FEMINICÍDIO

Desfile na Esplanada dos Ministérios aconteceu na manhã desta segunda-feira.

Começou às 9h, o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília. Para este ano, o governo federal definiu três eixos temáticos: a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O desfile teve duração de duas horas e contou com a tradicional programação militar, com a participação de tropas do Exército, Marinha e Força Aérea. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo estiveram presentes.

Temas

O combate à violência contra as mulheres têm sido um assunto recorrente neste ano. Em fevereiro, por exemplo, os Três Poderes lançaram um pacto nacional contra o feminicídio. O acordo reconhece que a violência contra as mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

Este ano marcou a criação de leis pensadas para fortalecer a proteção às mulheres. Entre elas está a criação de um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Contra a Mulher. O cadastro facilita a localização de criminosos foragidos. Isso previne crimes, reduz riscos de reincidência, inclusive quando os agressores mudarem de estado.

A soberania nacional é outro tema que tem sido recorrente após as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para lá. Mesmo após o Brasil argumentar que o país norte-americano tem superávit na relação entre ambos, as tarifas foram aplicadas.

Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil sobre o tarifaço.

Mesmo sem deixar a mesa de negociação e reiterar sua boa relação com Donald Trump, Lula falou diversas vezes que os EUA não podem usar tarifas para interferir na política brasileira ou nos interesses do país.

As críticas do governo daquele país ao PIX, sistema eletrônico e gratuito de pagamentos usado no Brasil, acenderam ainda mais o sentimento de proteção ao mercado nacional.

O terceiro eixo temático será a Copa do Mundo feminina de futebol 2027, que será realizada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho.

O evento terá 64 jogos em oito municípios. A cidade que receberá mais partidas é São Paulo, com dez, seguida por Rio de Janeiro e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre e Recife (sete).

anúncio da escolha do Brasil como sede ocorreu em maio de 2024, em um congresso da Fifa em Bangkok, na Tailândia. O Brasil obteve 119 votos e venceu a disputa com a aliança formada por Alemanha, Holanda e Bélgica, que conseguiu 78 votos.

Fonte: Agência Brasil

9.05.2026

O CICLISTA italiano que SALVOU centenas de JUDEUS DO HOLOCAUSTO

 Gino Bartali foi um dos grandes campeões do esporte – mas poucos sabiam das arriscadas missões que cumpria durante os treinamentos.

"Quero ser lembrado por minhas conquistas esportivas. Heróis de verdade são outros, aqueles que sofreram na alma, no coração, no espírito, na mente, que sofreram por seus entes queridos. Esses são os verdadeiros heróis. Eu sou só um ciclista."

Há mais 20 anos, a lenda italiana do ciclismo Gino Bartali morria de ataque cardíaco, aos 80. Ele vencera três vezes o Giro d'Italia e duas vezes a Tour de France — duas das competições mais importantes do esporte.

Foi só após sua morte que veio à tona a informação de que ajudar a salvar as vidas de mais de 800 pessoas durante a Segunda Guerra.

Mas como isso aconteceu? Como um dos mais famosos atletas da Itália conseguiu essa façanha? E a resposta está no tempo livre — do mesmo tipo que muitos esportistas puderam dispor nos tempos da pandemia da covid-19 por causa da suspensão de competições — que teve quando as grandes provas do ciclismo foram interrompidas pela Segunda Guerra Mundial.

O Giro teve uma pausa de cinco anos. A Tour, de sete. A interrupção impediu Bartali de ser ainda mais vitorioso no ciclismo em seu ápice físico — mas permitiu que ele se engajasse em uma arriscada tarefa para salvar centenas de judeus das garras dos nazistas.

Bartali é visto, até hoje, como um dos mais heroicos entre os ciclistas. Quando venceu sua primeira Tour de France, em 1938, era tratado como o "o segundo italiano mais famoso" do mundo, atrás apenas de Benito Mussolini, líder do Partido Nacional Fascista.

Mas a Era Mussolini foi um período difícil para os ciclistas profissionais na Itália, especialmente para aqueles que não queriam se envolver em política.

No Giro d'Italia de 1940, o último realizado antes da interrupção causada pela guerra, Bartali foi apresentado ao homem que se tornaria seu rival mais feroz: Fausto Coppi, um competidor esguio de 20 anos oriundo de uma família de agricultores no norte da Itália.

A rivalidade começou quando Coppi foi alçado a líder de equipe após Bartali ter se machucado em um acidente com um cão na segunda etapa do Giro.

Coppi surpreendeu a todos quando conseguiu vestir a Maglia Rosa (camisa usada durante as etapas pelo competidor que está liderando a competição) em sua primeira participação em um Grand Tour. Mas as etapas mais difíceis ainda estavam por vir — como a subida das Dolomitas (uma cordilheira nos Alpes orientais).

Na décima-sexta etapa, Bartali viu Coppi à beira da estrada sofrendo com problemas estomacais.

Com humildade, Bartali o convenceu a subir novamente em sua bicicleta. Os dois subiram as Dolomitas e continuaram como parceiros pelo restante do Giro.

Bartali conseguiu vencer outras duas etapas. Coppi venceu na classificação geral com uma vantagem de dois minutos e quarenta segundos.

"Algumas medalhas são penduradas na alma, não na roupa", disse Bartali certa vez.

O que não se sabia na época, é que Gino Bartali arriscou sua vida para entregar documentos falsos durante seus treinamentos — e desafiar o Partido Fascista.

Fausto Coppi e outros ciclistas haviam sido convocados para servir às forças armadas, mas foram autorizados a competir nas poucas corridas que ainda foram realizadas durante a guerra.

Bartali, cristão devoto, continuou a realizar seus longos treinamentos no norte da Itália.

Até 1943, a Itália era território seguro para os judeus. Então, os nazistas começaram a ocupar o país e a enviar tanto judeus quanto quaisquer outros que combatessem o regime fascista para campos de concentração.

Foi quando Bartali se juntou à organização clandestina Rede Assisi, operada por um setor da Igreja Católica, para proteger quem estivesse sob ameaça.

Fazendo treinos de longa distância, ele levava, escondidos na estrutura da bicicleta, documentos de identidade falsificados.

Os documentos, fabricados por uma rede clandestina na Itália, eram levados dentro dos tubos do guidão e do canote do selim. Bartali passava por pontos de controle sem grandes explicações, já que era apenas um campeão em treinamento.

Em uma ocasião, foi parado e interrogado pela polícia secreta fascista.

Ele pediu para não ser incomodado e explicou que mexer em sua bicicleta significaria atrapalhar o delicado ajuste aerodinâmico feito para um campeão do esporte.

Os policiais, então, não se atreviam a revistá-lo ou a mexer em sua bicicleta.

As famílias recebiam os documentos e conseguiam, assim, fugir da perseguição nazista.

Além de ajudar no transporte clandestino de documentos para facilitar a fuga de judeus, Bartali também escondeu seu amigo Giacomo Goldenberg e sua família em casa.

Era arriscado — quem fosse pego fazendo isso poderia ser morto.

O italiano foi reconhecido como Justo Entre As Nações — título concedido aos que atuaram salvando vidas de judeus durante a perseguição nazista — pelo Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém. O filho de Bartali, Andrea, visitou o memorial em 2013.

No fim da vida, Bartali contou a seu filho, em detalhes, o que fez durante a guerra. Pediu, ainda a Andrea que mantivesse a informação entre eles.

Bartali queria ser lembrado por sua carreira esportiva. Mas, quando perguntado sobre suas façanhas durante a guerra, dizia: "Fiz a única coisa que sabia fazer: pedalei". Às vezes, é o suficiente.

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/2020/09/

9.04.2026

Aprender a APRENDER

 A vida de uma jovem estudante me ensinou profundas lições. Quando ainda era pequena, seus pais perceberam que ela manifestava uma limitação. Enquanto outras crianças da mesma idade podiam se comunicar facilmente, seu vocabulário se resumia a oito palavras. Depois de avaliá-la cuidadosamente, um grupo de especialistas recomendou que os pais não a matriculassem no programa regular da educação básica, pois ela não conseguiria terminá-lo. Em vez disso, sugeriram que fosse matriculada em um programa de educação especial, com expectativas reduzidas. Os pais, depois de muito pensar e orar, decidiram matriculá-la no curso regular. Mas os especialistas estavam certos. Depois de dois anos, os pais viram que, apesar de seu esforço e do empenho de seus professores, a confiança de sua filha havia despencado. Um dia, ela disse à mãe: “Não sirvo para a escola.”

Depois de orar muito, a mãe decidiu educá-la em casa. Ali aconteceu um milagre. No início, a menina levava de oito a dez horas para terminar seus trabalhos escolares todos os dias. Mas a atmosfera do lar a favoreceu. Sem pressa, competição ou distrações, ela encontrou um método para estudar. Três meses depois, disse à mãe: “Estou ficando cada vez mais esperta.” A menina estudou assim por vários anos até que foi diretamente para a universidade. Em 2020, ela se formou com louvor nos programas de Arqueologia e Francês da Universidade Andrews e recebeu uma bolsa integral para o programa de mestrado na Universidade Cornell, uma das 20 melhores dos Estados Unidos. Hoje ela é estudante bolsista integral com doutorado na Universidade de Nova York e é fluente em inglês, espanhol e francês. Também lê hebraico bíblico, hebraico moderno, grego, latim e acadiano, e está aprendendo alemão!

Às vezes, enfrentamos dificuldades que impedem nosso crescimento. Nessas circunstâncias, precisamos ser perseverantes, aprender a aprender e saber que, para Deus, nada é impossível.

Davi cingiu a espada sobre a armadura e tentou andar, pois jamais a havia usado. Então Davi disse a Saul: “Não posso andar com isto, porque nunca o usei.” E Davi tirou aquilo de sobre si. 1 Samuel 17:39.

Por Félix Cortez

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/aprendendo-a-aprender/

REMÉDIO ANTIGO para enfermidade atual

A vida nos submete a grandes aflições, mas Deus providenciou um remédio para aliviar a tensão que elas causam. A experiência de Leonard Mul...