4.07.2026

Cantor AMADO BATISTA e BYD entram na lista suja do TRABALHO ESCRAVO

Ministério do Trabalho divulgou a atualização do cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho escravo.

O cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD estão entre os 169 novos nomes incluídos na atualização da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, do governo federal.

Divulgada na segunda-feira (6) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a nova versão do cadastro torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias.

Uma vez incluídos, os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ter seus nomes retirados antes desse prazo, caso assinem um acordo de regularização com o MTE e passem a integrar uma lista de observação. Com a atualização, a lista chega a 613 empregadores. Confira aqui a relação.

Criada em novembro de 2003, a Lista Suja é atualizada semestralmente pelo governo federal. O cadastro não gera punições aos empregadores, mas é usado por empresas e setor financeiro para gerenciamento de riscos — na aprovação de financiamentos, por exemplo. A relação é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) um dos mais relevantes instrumentos de combate ao trabalho escravo no mundo.

AMADO BATISTA FOI ATUADO EM DUAS OPERAÇÕES EM GOIÁS

O cantor Amado Batista foi autuado em duas fiscalizações distintas, em atividades relacionadas ao cultivo de milho, conforme os dados divulgados na Lista Suja. Ambas operações foram realizadas em 2024, no estado de Goiás.

A Repórter Brasil apurou que as autuações ocorreram em uma propriedade rural do cantor e em outra arrendada por ele. Ao todo 14 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão nas duas autuações.

Em um dos casos apurados pela reportagem, a infração identificada foi a de jornada exaustiva, já que os lavradores começariam a trabalhar de madrugada e continuariam até o período noturno. A Consolidação das Leis do Trabalho determina, no artigo 66, o descanso mínimo obrigatório de 11 horas entre duas jornadas.

A jornada exaustiva (esgotamento físico ou mental do trabalhador, dado à intensidade da exploração) é uma das quatro situações que configuram trabalho escravo no Brasil, segundo o artigo 149 do Código Penal. Os outros três elementos são: trabalho forçado (cerceamento do direito de ir e vir); servidão por dívida (cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas); e condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida).

A Repórter Brasil buscou na segunda-feira a assessoria de imprensa do cantor e aguarda um posicionamento.

BDY FOI RESPONSABILIZADA APÓS REGASTE DE 163 TRABALHADORES EM FÁBRICA DA MONTADORA NA BAHIA

A BYD foi incluída na Lista Suja por ser considerada diretamente responsável pela submissão de 163 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. O número foi identificado na primeira operação de fiscalização, realizada por uma força-tarefa em dezembro de 2024. Posteriormente, com o avanço das apurações, o total de trabalhadores resgatados chegou a 224.

Os auditores-fiscais do MTE não acataram a alegação da empresa de que os trabalhadores eram de uma terceirizada e, portanto, não estavam sob sua responsabilidade. Também apontaram a montadora chinesa como a empregadora dos trabalhadores resgatados e afirma que a companhia estabeleceu vínculo empregatício direto com eles.

Contratos analisados pela fiscalização previam jornada de dez horas por dia, seis dias por semana, com possibilidade de extensão — o que levaria a uma jornada semanal de 60 a 70 horas, muito maior do que o limite legal no Brasil de 44 horas.

Também foram constatadas condições degradantes nos alojamentos. Um deles contava com um único vaso sanitário para 31 trabalhadores. Segundo a fiscalização, muitos dormiam sem colchões. Também não havia armários: os alimentos se misturavam a roupas e pertences pessoais, criando um ambiente insalubre.

A BYD foi procurada nesta segunda-feira pela Repórter Brasil, mas não respondeu até o fechamento deste texto. O posicionamento da empresa será incluído assim que for recebido. Anteriormente, a montadora declarou, em nota, manter “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas, pautando suas atividades pelo respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de proteção ao trabalho”.

O QUE É A LISTA SUJA?

A Lista Suja é o cadastro oficial do governo federal que reúne os nomes de empregadores flagrados mantendo pessoas em condições análogas à escravidão. O cadastro é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e funciona como uma forma de dar transparência à sociedade sobre quem já foi responsabilizado por esse tipo de violação. A cada atualização, empresas e pessoas físicas que tiveram decisões administrativas concluídas aparecem na relação.

Para que um nome entre na lista, é preciso que fiscais do trabalho tenham realizado uma operação, lavrado autos de infração e concluído o processo administrativo, assegurando o direito de defesa do empregador. Só depois desse trâmite é que o caso se torna público. O nome fica na lista por, no mínimo, dois anos, período em que a empresa ou a pessoa precisa cumprir todas as obrigações determinadas pelo governo, como pagamento de multas e indenizações aos trabalhadores resgatados.

A publicação da lista tem efeitos diretos no mercado. Bancos públicos e privados, além de grandes compradores de commodities, usam o cadastro como critério para restringir crédito e romper contratos com empregadores que aparecem na relação. Assim, além de informar a sociedade sobre casos de trabalho escravo, a lista também funciona como um instrumento de pressão econômica para que empresas e produtores adotem melhores práticas e respeitem a legislação trabalhista.

* Colaboraram Daniela Penha, Paula Bianchi, Hélen Freitas, André Campos, Igor Ojeda e Leonardo Sakamoto

Por Carlos Juliano Barros e Diego Junqueira* – Repórter Brasil

Fonte: https://iclnoticias.com.br/cantor-amado-batista-e-byd-trabalho-escravo/

4.06.2026

DITADURA como NEGÓCIO: podcast REVELA QUEM LUCROU COM O REGIME 1964

Nova série da Radioagência Nacional aponta financiadores de militares.

Uma investigação jornalística feita pelas repórteres da Radioagência Nacional Eliane Gonçalves e Sumaia Villela joga luz sobre a face econômica da ditadura militar brasileira (1964-1985), revelando como o regime operou como uma plataforma de lucro para empresas nacionais, multinacionais e governos estrangeiros. A segunda temporada, Passado Leiloado, do podcast Golpe de 1964: Perdas e Danos, destrincha em cinco episódios semanais os mecanismos de "captura do Estado" por entes privados e o rastro financeiro que sustentou o período de exceção.

O trabalho é um produto original da Radioagência Nacional, que celebra a memória do Brasil, que há 62 anos, no dia 1 de abril, enfrentou um golpe militar que depôs o então presidente João Goulart e mudou os rumos do país. Agora este trabalho mostra quem se beneficiou financeiramente com a ditadura militar, que além de retirar direitos civis, censurar, torturar e perseguir, também lucrou e endividou o país. Os episódios serão publicados todas as quartas, no site da Radioagência Nacional e nas principais plataformas de áudio.

PROJETO

Diferentemente das abordagens tradicionais, a série "segue o dinheiro" para identificar quem foram os beneficiários do projeto econômico implantado sem debate com a sociedade.

O podcast também mostra como uma iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) e de pesquisadores acadêmicos tem criado um caminho para buscar responsabilização e preservar memória a respeito das violações de direitos humanos no período.

O ponto de partida da temporada revela uma face pouco conhecida da diplomacia europeia. Documentos inéditos mostram que a Suíça, apesar da histórica imagem de neutralidade, foi um dos maiores investidores no Brasil durante a ditadura - ou o maior, considerando o valor per capita em relação à população suíça.

A investigação detalha como empresários suíços admiravam a "paz social" do regime — com arrocho salarial e proibição de greves.

O episódio de estreia descortina uma trama que vai do sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher, em 1970, aos interesses dos credores suíços em manter o regime de exceção no Brasil.

No segundo episódio, a série avança sobre o papel de empresas multinacionais e o elo dessas corporações com o executivo Osvaldo Ballarin. O empresário era uma espécie de embaixador do capital estrangeiro junto aos militares.

A investigação segue indícios de contratos de obras superfaturadas e a engrenagem de endividamento externo, como a construção da Hidrelétrica de Itaipu. Também mostra a proximidade de altos executivos com a arrecadação de recursos para a Operação Bandeirantes (OBAN), que era o centro de tortura do regime ditatorial em São Paulo.

O podcast também vai revelar como a ditadura moldou o cenário atual da educação brasileira. O caso da escola que cresceu vertiginosamente após contratos privilegiados em Foz do Iguaçu serve de exemplo para explicar a política estatal de estímulo ao ensino privado em detrimento do público.

Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa histórica é a linha direta entre a elite escravocrata do século XIX e os financiadores da ditadura no século XX. 

RESPONSABILIZAÇÃO

A série encerra discutindo o futuro da justiça de transição no Brasil. Como a Lei da Anistia protege apenas pessoas físicas, a estratégia do MPF foca, agora, nas pessoas jurídicas. O objetivo é que empresas que colaboraram com o regime sejam responsabilizadas civilmente.

ONDE OUVIR

Na Radioagência Nacional e nas principais plataformas de áudio.

Fonte: Agência Brasil

4.05.2026

O poder da RESSURREIÇÃO representa LIBERTAÇÃO

Homens de todos os tempos podem nos ensinar a morrer com dignidade, mas apenas Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, nos ensina a morrer com esperança. A morte pereceu naquela sexta-feira quando Ele levou sobre Si as nossas iniquidades sobre Seu corpo, lá no calvário, o atestado de óbito da morte foi emitido, já no primeiro dia da semana após ter repousado no sábado na sepultura Ele partiu os grilhões da morte. Afinal, o coro de milhões de vozes entoará um cântico que encherá o Universo com uma nota de desafio: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (1Co 15:55). Tragada para sempre terá sido a morte pela vitória.

A ressurreição de Cristo é o fundamento da esperança cristã. Mais ainda, ela é confortadora; os que dormem nEle não estão esquecidos pelo Altíssimo Criador e Redentor. Além disso, a ressurreição constitui um desafio. Ela nos deixa com a tarefa de "contar a história". Essa foi a primeira missão das mulheres que ouviram da ressurreição de Cristo. Esse magnífico evento deve criar em nós o desejo de partilhar com os outros o seu poder, que subverte os poderes da morte. A certeza de que Cristo ressuscitou deve operar em nós uma ressurreição espiritual, trazendo nova esperança e poder transformador.

Finalmente, as boas-novas da ressurreição significam poder. Tal poder levou a Igreja Cristã primitiva a sair de seu esconderijo, abandonando o medo e a perplexidade. Paulo em Filipenses 3:10 mencionou “o poder da Sua ressurreição” e passou a viver no poder da ressurreição de seu salvador. Jesus havia voltado da morte. Para nós, como para aqueles primeiros cristãos, há poder para viver com confiança na ressurreição de Cristo.

Aleluia, glória ao Cordeiro que foi morto e vive! Há poder para vivermos livres das dúvidas, do medo e das forças que nos oprimem. O poder da ressurreição representa libertação, certeza da vida eterna, triunfo sobre a solidão.

"...e eles cantavam um cântico novo:  “Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação”." Apocalipse 5:9

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com/ 

4.04.2026

A pequena loucura de CIRO

Ciro, o Grande, entrou para a história como o protótipo do monarca sábio. Porém, uma pequena tolice, um simples ato de arrogância, manchou seu histórico e lhe custou a vida.

Em 550 a.C., Ciro reuniu um enorme exército e marchou contra seu avô Astíages, rei dos medos. Ele o derrotou facilmente e se proclamou rei da Média e da Pérsia. Em rápida sucessão, conquistou vitória após vitória: derrotou Creso, rei da Lídia, e marchou contra Babilônia, esmagando-a em 539 a.C. Então tornou-se Ciro, o Grande, governante do mundo.

Depois de se apoderar das riquezas de Babilônia, Ciro voltou sua atenção para o leste, para as tribos bárbaras. Os masságetas, uma tribo feroz e guerreira, eram governados pela rainha Tômiris. Embora não tivessem riquezas, Ciro decidiu atacá-los, acreditando ser invencível.

Quando Ciro chegou na fronteira dos masságetas, recebeu uma carta da rainha Tômiris, que dizia: “Rei dos medos, aconselho-o a abandonar seu empreendimento, pois você não sabe se terá lucro. Governe seu povo e aceite que eu governe o meu. Mas suponho que você rejeitará minha advertência, pois a última coisa que deseja é viver em paz.”

Ciro usou um ardil para derrotar o exército masságeta. Sabendo que eles não conheciam o luxo, organizou um banquete, deixou um pequeno destacamento para vigiá-lo e se retirou. Os masságetas derrotaram o destacamento e se fartaram com as delícias do banquete, adormecendo em seguida. Ciro então atacou, derrotou todo o exército e capturou o comandante, filho da rainha Tômiris.

A rainha escreveu a Ciro: “Devolva-me meu filho; caso contrário, juro pelo Sol que lhe darei mais sangue para beber do que você seja capaz de consumir.”

Ciro se recusou a libertar o jovem, que cometeu suicídio. Ao saber da morte de seu filho, Tômiris, cheia de ira, convocou seu povo para uma guerra sangrenta. Os masságetas venceram, e Ciro morreu. Tômiris cortou sua cabeça e a mergulhou em um barril de sangue humano para cumprir sua ameaça. Um ato de arrogância destruiu suas conquistas.

Tenha cuidado, não deixe que a arrogância ofusque tudo de bom que você fez até agora.

Assim como a mosca morta faz o óleo do perfumador exalar mau cheiro, assim também uma pequena tolice pode ter mais peso do que a sabedoria e a honra. Eclesiastes 10:1.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-pequena-loucura-de-ciro/

4.03.2026

Tratamento HERÓICO

Em medicina, existe um conceito chamado "tratamento heroico". Menos comum hoje do que no passado, talvez próprio do tempo em que a medicina fazia mais mal do que bem, ele se aplica a situações extremas. Por exemplo, se o médico faz uma intervenção radical, inova numa emergência, usa aparelhos ou remédios não convencionais, tenta solucionar um caso desesperador, opera sem anestesia, arrisca uma traqueostomia com um canivete para inserir um tubo de ar, ousa ir além dos parâmetros da ciência na tentativa de salvar o paciente, tudo isso é con­siderado um tratamento heroico.

Não sei quem inventou o termo, nem quem é o herói (se é o médico ou o paciente), mas sei que o procedimento, às vezes, pode funcionar. Quando eu era menino e quase decepei o polegar com um facão, meu pai, que era um excelente farmacêutico prático, fez um tratamento heroico, e o dedo ficou perfeito. Com seu toque de ousadia e risco, o tratamento heroico tem grande apelo, pois o herói atua nos limites da vida para resgatar alguém das garras da morte.

O maior tratamento heroico do universo foi feito por Cristo, que derramou o sangue para salvar a humanidade. Alguém pode argumentar que o procedimento já estava previsto desde a eternidade, ou, nas palavras de Pedro, era "conhecido antes da criação do mundo" (1Pe 1:20), e, portanto, não foi heroico. Mas foi heroico, sim, pois nunca tinha sido feito antes, era uma solução radical, o risco de não dar certo era real e, no processo, o "médico" teve que entregar a própria vida.

Infeccionados pelo pecado da cabeça aos pés, coração batendo irregularmente, cérebro dando sinais estranhos, todos nós estávamos condenados à morte certa. Tensão no ar, o universo inteiro observava para ver se a humanidade seria deixada a morrer sem esperança ou se haveria uma tentativa de salvação. Valeria a pena arriscar?

Com seu heroísmo inigualável, Cristo assumiu o risco e nos devolveu a vida. Coroa de espinhos na cabeça, o sangue escorrendo gota a gota, mãos crava­das no madeiro, lábios trêmulos, coração partido, ele suportou tudo por você. Experimentou a dor para que você tivesse prazer, encarou a morte para que você ganhasse a vida, enfrentou a vergonha para que você recebesse honra.

Esse tratamento heroico - ousado, único, singular, irrepetível, eficaz - merece demorados aplausos e entusiasmadas expressões de gratidão. Nenhum outro médico poderia ter conseguido o que o Médico dos médicos conseguiu. Por causa dele, você está salvo.

Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos [...], mas pelo precioso sangue de Cristo. 1 Pedro 1:18, 19

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/2016/11/tratamento-heroico.html 

O PIX é do BRASIL, do POVO BRASILEIRO

Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos EUA. Presidente afirmou em Salvador que o sistema do Banco Central (BC) deve ser aprimorado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, na quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.

O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).

De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.

O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.

INVESTIGAÇÃO

No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.

O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.

Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.

Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.

Fonte: Agência Brasil

4.02.2026

PRESIDENTE quer anular leilão da Petrobras por VENDER GÁS ACIMA DA TABELA

Presidente diz que certame foi feito contra a vontade da estatal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que vai anular o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, da Petrobras, que vendeu o produto às distribuidoras com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da estatal. 

Em entrevista à TV Record Bahia, Lula disse ainda que o certame foi feito contra a vontade da direção da Petrobras.

Foi feito um leilão, eu diria que uma cretinice, bandidagem, que fizeram. As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não vamos aumentar GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, disse Lula. 

Nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, afirmou.

Embora o Brasil seja produtor, o mercado brasileiro é influenciado pelos preços internacionais, atualmente impactados pelo conflito no Oriente Médio. 

A estratégia de leilões com alto ágio é vista como uma forma de reajustar o preço nacional ao mercado internacional, sem a necessidade de anunciar um aumento na tabela de preços.

Em sua página na internet, a Petrobras informa os preços de venda dos produtos às distribuidoras à vista, sem tributos, por local e modalidade de venda. Os valores do GLP são os mesmos desde novembro de 2024.

O presidente Lula é crítico do alto preço do botijão de gás de cozinha cobrado do consumidor final e, em resposta, o governo federal lançou o programa Gás do Povo que substituiu o antigo Auxílio Gás e visa garantir o botijão gratuito para famílias de baixa renda. 

Para Lula, o que encarece o produto é a distribuição.

Quando a Petrobras vende um botijão de gás a R$ 37, ele não pode chegar a R$ 160 na casa do povo. Alguém está roubando. [Dizem:] ‘Ah, mas a pessoa está gastando dinheiro [tendo custo] para entregar’. Tudo bem, mas é muita diferença entre R$ 37 para R$ 140, para R$ 150. E agora fizemos um leilão que teve ágio de 100%”, disparou Lula.

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

O presidente voltou a criticar a guerra no Irã e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que vem encarecendo o combustível, especialmente o óleo diesel, no caso brasileiro. O país importa cerca de 30% do que consome no mercado interno.

Segundo Lula, o governo está tomando medidas possíveis e adotará todas as providências para evitar uma escalada do preço do diesel, que impacta diretaente a inflação. 

Além da redução de impostos já adotada, a expectativa é que o governo publique, ainda esTa semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

Pode ficar certo, o povo não vai pagar. Nós não vamos aumentar o óleo diesel, [mas] tem gente [postos] aumentando sem nenhuma necessidade. Qual é a lógica de aumentar o preço do álcool? Qual é a lógica de aumentar o preço da gasolina se nós ainda não temos necessidade disso? É pura bandidagem de algumas pessoas”, afirmou Lula.

O presidente ainda criticou a privatização, em 2019, da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, que, segundo Lula, hoje poderia atuar para frear o aumento nos preços aos consumidores.

Privatizaram a BR [Distribuidora] e nós só podemos recomprá-la a partir de 2029. Ou seja, nós não temos hoje distribuidora. Até uma empresa de gás que eu comprei em 2004, eles venderam. A empresa de gás, que a gente faz a distribuição, era uma empresa para a gente fazer a regulação do preço”, disse Lula.

No mesmo sentido, o presidente afirmou que está em estudo da recompra da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Bahia, e privatizada pela Petrobras em 2021.

Não é justo o que fizeram, a refinaria produz [hoje] menos da metade daquilo que deveria produzir. E nós precisamos da refinaria produzindo muito mais porque nós [o Brasil] produzimos 70% do nosso óleo diesel e a gente compra 30% do óleo diesel. Esse importado, ele não tem jeito, ele vem com o preço de mercado internacional e você é obrigado a fazer o reajuste”, explicou.

Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras para esclarecer as condições do leilão e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: Agência Brasil

Cantor AMADO BATISTA e BYD entram na lista suja do TRABALHO ESCRAVO

M inistério do Trabalho divulgou a atualização do cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho escravo. O cantor Amado Batista ...