5.07.2026

Conheça países da AMÉRICA LATINA que reduziram as JORNADAS DE TRABALHO

Colômbia reduziu para 42 horas, Chile e México para 40 horas.

A proposta de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x 1 pode fazer o Brasil se juntar à Colômbia, ao Chile e ao México na lista dos países da América Latina que, na atual década, reduziram o tempo dedicado ao trabalho.

Com exceção da Argentina, governada por Javier Milei, que recentemente permitiu jornadas de até 12 horas diárias de trabalho, países importantes da região vêm reduzindo as jornadas a favor dos trabalhadores. 

Na Colômbia, a redução da jornada de 48 para 42 horas semanais foi promulgada em julho de 2021 pelo presidente Iván Duque, um governo de direita. O projeto foi apresentado pelo então senador - e ex-presidente do país – Álvaro Uribe, uma das figuras mais proeminentes da direita latino-americana.

A lei prevê a redução gradual da jornada sem redução de salário. A primeira redução foi em 2023, quando caiu para 47 horas semanais. Apenas agora, em julho de 2026, é que a jornada semanal de trabalho na Colômbia deve chegar as 42 horas semanais, cinco anos após a promulgação da lei.

O professor de direito e relações internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o colombiano Sebastián Granda Henao, explica que a direita colombiana tentava dar uma resposta à revolta social que estourou no país em 2019, com protestos em massa.

Foi um processo, de certa maneira, para apaziguar os ânimos, sendo uma resposta à revolta social de 2019, aos anseios populares, evitando uma reforma maior”, explicou.

Henao lembrou ainda que a redução da jornada para 42 horas contou com aval do empresariado, apesar de ter recebido algumas críticas, passando no congresso colombiano sem grandes reações.

Justamente porque foi proposta pela direita, acabou que não houve tanta oposição. Mas eu digo que essa reforma é conservadora. Era também para acompanhar as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, completa.

OIT recomenda a redução das jornadas para 40 horas semanais e tempo máximo de trabalho de até 48 horas na semana, desde que mediante pagamento de horas-extras.

O professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Dari Krein, destaca que a Colômbia era um ponto “fora da curva” por ainda permitir jornadas de 48 horas semanais. No Brasil, a redução da jornada de 48 para 44 horas foi realizada em 1988, durante a Constituinte, mais de 30 anos antes da Colômbia.

Era um contexto em que a direita estava muito fragilizada politicamente. Foi uma forma de buscar apoio na sociedade com a discussão do processo eleitoral já iniciado, com possibilidade mesmo do [esquerdista Gustavo] Petro ganhar a eleição, pois ele já era favorito nas pesquisas eleitorais”, explica Krein.

Em abril de 2021, meses antes da promulgação da nova lei, outra onda de manifestações, ainda mais intensa que a primeira mobilizou a Colômbia, abalando as estruturas políticas do país. Para analistas, foram esses protestos que permitiram a chegada do primeiro governo de esquerda da história colombiana, com Gustavo Petro.

Eleito em junho de 2022, Petro ainda aprovou uma reforma trabalhista em junho 2025, com novos direitos, como pagamento de adicional noturno a partir das 19h, e não das 21h, como era antes. Foi instituído ainda pagamento de hora extra, valendo até 100% do valor da hora normal, para trabalho em domingos e feriados e limitação de 8 horas de trabalho por dia. 

MÉXICO

No México, a redução da jornada de trabalho das atuais 48 horas semanais para 40 horas foi promulgada em março deste ano, em um contexto bastante diferente da Colômbia, por meio do popular governo da esquerdista Claudia Sheinbaum. Ela sucedeu Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), também do partido Morena, que rompeu um ciclo de décadas de governos de direitas no México.

O professor de ciência política da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Daniel Enrico Martuscelli, especialista em política mexicana, explica que o Morena herda uma crise de representação dos partidos de direita.

Esses governos de esquerda se constituíram como governos de reformas. Atualmente, Sheinbaum tem entre 70% e 80% de aprovação, e sua coalizão tem dois terços do Parlamento, com o Morena com maioria simples. Isso dá uma grande capacidade para realizar reformas no México”, explica.

A redução da jornada começa a ser aplicada, sem redução de salário, em janeiro de 2027, de forma gradual, até chegar às 40 horas semanais em 2030.

Martuscelli acrescentou que a popularidade do governo permitiu avançar na reforma com uma limitada reação dos setores empresariais, que criticaram a redução da jornada semanal.

A extrema-direita e a direita tradicional ocupam um papel muito residual na política mexicana, com dificuldade de se apresentar como uma força significativa, se comparado ao Brasil. Portanto, qualquer enfrentamento às iniciativas do governo tem alguma dificuldade”, avalia o especialista da UFU.

CHILE

No Chile, a redução da jornada de trabalho foi levada a cabo pelo governo de centro-esquerda de Gabriel Boric. Sancionada em abril de 2023, a lei prevê a redução gradual da jornada das atuais 45 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário.

Em 2024, a jornada foi para 44 horas. Em abril de 2026, baixou para 42, devendo chegar às 40 horas somente em 2028. 

O professor da Unicamp José Dari Krein, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (CESIT), destacou que, assim como na Colômbia, a redução da jornada de trabalho no Chile é um dos efeitos da revolta social chilena que estourou em 2019.

O ponto de virada é o ‘estalido’ social de 2019, que foi um momento de grande mobilização na sociedade chilena, especialmente da juventude, com uma crítica bastante intensa ao projeto neoliberal chileno”, explica.

O especialista acrescentou que a eleição do Boric, em dezembro de 2021, foi um resultado dessa revolta social que sacudiu o país dois anos antes.

Ela passou no Congresso por causa da coalizão mais progressista, assim como tinha grande adesão popular e teve pressão dos movimentos sociais e sindicais”, afirma.

José Dari Krein diz ainda que houve certa pressão do empresariado contra a medida, com discurso de que isso inviabilizaria a economia do país. Ao mesmo tempo, o projeto acolheu demandas do setor produtivo, como a flexibilidade para distribuição das horas de trabalho ao longo dos dias.

Os setores empresariais, como em qualquer lugar, se mobilizaram contra, sempre fazendo contas de que isso traria custos. O discurso é muito parecido sempre em todos os contextos e lugares”, concluiu.

No Brasil, a redução da jornada atual de 44 horas para 40 ou 36 horas semanais, com o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), sofre oposição de setores empresariais, com pesquisas divergindo sobre os efeitos da mudança no Produto Interno Bruto (PIB) e inflação. 

Fonte: Agência Brasil

Anvisa SUSPENDE FABRICAÇÃO e determina RECOLHIMENTO de produtos da MARCA YPÊ

Medida foi adotada após avaliação de risco sanitário identificar falhas graves na produção.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7/5), o recolhimento de produtos lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1. Os itens foram fabricados pela empresa Química Amparo (CNPJ 43.461.789/0001-90), na unidade localizada em Amparo (SP). 

A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos. 

A decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após inspeção conjunta realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) na última semana. 

Durante a inspeção, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica (presença indesejada de microrganismos patogênicos). 

A atuação da Agência está fundamentada no princípio da proteção da saúde da população, por meio da identificação, avaliação e gerenciamento de riscos sanitários, adotando medidas proporcionais à gravidade das falhas identificadas. 

ORIENTAÇÃO AOS CONSUMIDORES

De acordo com a Anvisa, quem tem em casa lotes dos produtos especificados na Resolução 1.834/2026 devem suspender imediatamente o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para informações sobre o procedimento de recolhimento. 

As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar as medidas necessárias para evitar a circulação dos lotes envolvidos, em articulação com as ações coordenadas do SNVS. 

PRODUTOS

A íntegra da Resolução 1.834/2026 com a relação dos produtos e lotes pode ser consultada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (7/5). 

Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados. 

·       LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE   

·       LAVA LOUÇAS COM ENZIMAS ATIVAS YPÊ   

·       LAVA LOUÇAS YPÊ   

·       LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE   

·       LAVA LOUÇAS YPÊ TOQUE SUAVE   

·       LAVA-LOUÇAS CONCENTRADO YPÊ GREEN  

·       LAVA-LOUÇAS YPÊ CLEAR  

·       LAVA-LOUÇAS YPÊ GREEN  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ COMBATE MAU ODOR  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO  

·       TIXAN YPÊ CUIDA DAS ROUPAS  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ ANTIBAC  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ COCO E BAUNILHA  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ GREEN  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ EXPRESS   

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ POWER ACT  

·       LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ PREMIUM  

·       LAVA ROUPAS TIXAN MACIEZ   

·       LAVA ROUPAS TIXAN PRIMAVERA   

·       DESINFETANTE BAK YPÊ  

·       DESINFETANTE DE USO GERAL ATOL  

·       DESINFETANTE PERFUMADO ATOL   

·       DESINFETANTE PINHO YPE   

·       LAVA ROUPAS TIXAN POWER ACT  

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/

5.06.2026

Advogado AMEAÇA deputado na Câmara

A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados da terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: Sua sorte é ser idoso”.

A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia.

A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente.

Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político.

Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou.

Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas.

SESSÃO JULGAVA DEPUTADOS ENVOLVIDOS EM MOTIM BOLSONARISTA

O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025.

O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura.

Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa.

O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos.

Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado.

Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4.

SUSPENSÃO AINDA PASSARÁ PELA CCJ E PLENÁRIO

A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis.

Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/

MEC LIVROS aumenta acervo para 25 mil OBRAS

 Anúncio foi feito em abril, durante celebração do Dia Mundial do Livro, com presença do presidente Lula e do ministro Barchini. MEC e MinC também instituíram Plano Nacional do Livro e Leitura.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou na quinta-feira, 23 de abril, a expansão do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais, durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro. A ampliação do acervo eleva de 8 mil para 25 mil as obras disponíveis, já a partir da sexta-feira (24). Junto ao Ministério da Cultura (MinC), a pasta também assinou, na ocasião, portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036.  

O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do ministro da Educação, Leonardo Barchini; e da ministra da Cultura, Margareth Menezes; que também entregaram o Prêmio VivaLeitura aos ganhadores da 9ª edição. 

Precisamos fomentar a leitura no Brasil, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre a história do país. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”, apontou Barchini. 

Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar com um novo mecanismo de empréstimo e devolução. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo. Atualmente, a devolução só podia ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF. 

O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro. 

Segundo o presidente Lula, o aplicativo cumpre o dever do Estado de garantir a produção e o acesso à cultura. “Este é o papel do Estado: dar condições para que vocês que produzam cultura, para que vocês que escrevam livros, e para que vocês, que querem ler, tenham acesso. Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro para o básico. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo quando não podem comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente para isso”, afirmou.  

PNLL
O Plano Nacional do Livro e Leitura estabelece metas para ampliar o número de leitores no país até 2036. Entre os principais objetivos, está aumentar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer as políticas públicas voltadas a leitura.

O instrumento estratégico é decenal e busca organizar e fomentar iniciativas de promoção ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas no Brasil, fortalecendo a articulação entre ações educacionais e culturais. A primeira versão do PNLL foi instituída em 2006. 

O Plano segue a premissa do governo Lula de que construímos políticas públicas tendo como elemento central a participação da sociedade civil. Nesse momento em que o Brasil passa por tantas disputas, a gente sabe que investir em cultura e em educação, é investir no ser humano, é investir na esperança e no futuro desta nação”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

Elaborado de forma conjunta pelo MEC e pelo MinC, o novo plano estabelece metas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), regulamentada por decreto em 2025. Entre os principais objetivos estão ampliar o acesso ao livro em todo o país, incentivar a produção literária nacional e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, bem como apoiar espaços de leitura, em especial bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.  

Para isso, o texto integra diversas políticas já desenvolvidas pelo Governo do Brasil, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo MEC, responsável pela aquisição e distribuição de obras didáticas, literárias e pedagógicas para estudantes e professores da educação básica da rede pública. 

Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026

5.05.2026

ENTENDA o novo DESENROLA BRASIL, lançado pelo governo federal

Nova fase terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%.

O governo federal lançou na segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

Formalizada com a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia visa promover a reorganização financeira de milhões de brasileiros e ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis.

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula afirmou que a iniciativa busca aliviar o peso das dívidas e permitir que as pessoas voltem a respirar financeiramente, destacando que não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor.

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a ideia do governo é criar mecanismos estruturantes para melhores condições de pagamentos a novas dívidas que venham a ser contraídas. “A gente precisa recuperar a qualidade do crédito que essa pessoa toma”, disse.

O mais importante para as famílias é que a pessoa que está endividada e precisa dessa ajuda contará com um fundo garantidor do Poder Público”, acrescentou.

NOVO DESENROLA

Mobilização nacional com duração de 90 dias

  • Foco na renegociação de dívidas de famílias; estudantes; agricultores familiares; aposentados e pensionistas; micro e pequenas empresas

  • Previsão de grandes descontos, juros menores e uso de garantias públicas

  • Objetivo de reduzir a inadimplência e estimular o uso consciente do crédito

PRINCIPAIS FRENTES

1) Desenrola Famílias

  • Voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas

  • Podem participar pessoas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105)

  • Dívidas podem ser renegociadas: contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, nas modalidades cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado

Condições da renegociação

  • Descontos entre 30% e 90%, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses

  • Início do pagamento em até 30 dias

  • Parcelas mínimas de R$ 50

  • Limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira

Novidades

  • Possibilidade de uso de 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, após a renegociação

Contrapartidas

  • Bloqueio do CPF por 12 meses para apostas online

  • Bancos devem investir 1% das garantias do programa em educação financeira

  • Continuidade da proibição de envio de recursos para apostas por meio de crédito

Principais alterações no crédito consignado:

  • Fim da reserva obrigatória de 10% para cartão consignado e de benefícios

  • Margem total cai de 45% para 40%

  • Limite de até 5% para cartões consignados

  • Prazo máximo será de 108 meses no caso dos beneficiários do INSS; e de até 120 meses para servidores federais

  • Carência de até 3 meses

  • Redução gradual das margens a partir de 2027

2) Desenrola Fies

Renegociação de dívidas estudantis, com condições conforme o atraso e o perfil do estudante.

  • Dívidas entre 90 e 360 dias terão desconto de 100% dos juros e multas; pagamento à vista inclui desconto adicional de 12% do principal; possibilidade de parcelamento em até 150 vezes

  • Dívidas acima de 360 dias: desconto de até 77% para estudantes fora do CadÚnico; descontos de até 99% para estudantes do CadÚnico

  • Expectativa de beneficiar mais de 1 milhão de estudantes

3) Desenrola Empresas

  • Voltado a micro e pequenas empresas, com foco na substituição de dívidas caras por crédito com melhores condições. A expectativa é a de alcançar mais de 2 milhões de empresas, com melhoria das linhas do ProCred e do Pronampe

  • Microempresas (até R$ 360 mil/ano) terão a carência sendo ampliada de 12 para 24 meses. O prazo total passou de 72 para 96 meses; e a tolerância à inadimplência passou de 14 para 90 dias

  • Crédito de até 50% do faturamento, chegando a 60% para empresas lideradas por mulheres

  • Empresas com receitas de até R$ 4,8 milhões/ano terão carência de até 24 meses; prazo de até 96 meses; e limite de crédito sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil

4) Desenrola Rural

  • Relançado para atender agricultores familiares, visando a regularização de dívidas antigas; a ampliação do prazo para renegociação até 20 de dezembro de 2026; e a facilitação do acesso ao crédito rural e retomada da capacidade produtiva

  • Expectativa de que o programa atenda cerca de 1,3 milhão de agricultores familiares

Duração do programa

  • O Novo Desenrola Brasil terá validade de 90 dias

  • Dívidas de até R$ 100, quitadas nos moldes do programa, resultarão em nome limpo imediato

Fonte: Agência Brasil

Pré-candidato à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA acumula R$ 1,1 MILHÃO EM DÍVIDAS

Pré-candidato do MBL à Presidência da República, Renan Santos acumula R$ 1,1 milhão em dívidas com a União e a Previdência. Maior fatia de débitos do fundador do movimento está concentrada na esfera previdenciária.

Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência pelo partido Missão, acumula R$ 1,1 milhão em dívidas tributárias com a União e a Previdência, de acordo com levantamento feito pelo Brasil de Fato.

O montante da dívida de Renan Santos o coloca na relação de inscritos na Dívida Ativa da União, que consta na Lista de Devedores da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) do governo federal.

A maior fatia do débito está concentrada na esfera previdenciária: R$ 1.034.386,11. Além disso, Santos deve R$ 62.345,04 em multas trabalhistas, divididas em três infrações. Outros R$ 56.027,47 são débitos diversos com tributos da União.

QUEM É?

Renan Antônio Ferreira Santos fundou e assumiu a liderança do MBL em 2014. Com atuação mais nos bastidores do movimento, ele disputará seu primeiro cargo público nas eleições de 2026, já ambicionando a Presidência da República.

Antes do MBL, seu fundador trabalhava com seu pai em um escritório especializado em recuperar empresas em dificuldades financeiras. Após fundar o movimento, abandonou o curso de Direito que cursava na Universidade de São Paulo (USP) para se tornar empresário.

No final de 2025, Renan Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Missão, partido fundado pelo MBL no ano passado, pelo qual ele disputará sua primeira eleição. Entre os nomes mais conhecidos do movimento estão o deputado federal Kim Kataguiri, que tentará a reeleição, e o 
deputado estadual Guto Zacarias (SP), que responde a um processo em que é acusado de ter coagido sua ex-companheira a abortar.

POR OUTRO LADO

A reportagem do Brasil de Fato conversou algumas vezes com a assessoria de Renan Santos. Apesar da ciência da denúncia, o fundador do MBL preferiu não se manifestar; caso o faça, o texto será atualizado.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2026 

5.04.2026

MAIO AMARELO - 2026

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas

O Observatório anuncia o tema oficial da 13ª edição do Movimento Maio Amarelo: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.” A campanha de 2026 chega em um momento em que o Brasil enfrenta um cenário crítico no trânsito, especialmente pela alta vulnerabilidade dos motociclistas, que hoje representam uma parcela crescente dos deslocamentos urbanos e das vítimas de sinistros.

Segundo o Observatório, a escolha do tema reflete uma necessidade urgente: tornar visível aquilo que grande parte dos condutores não enxerga no dia a dia. A campanha 2026 nasce exatamente desse desafio: mostrar que enxergar o outro, em especial aqueles mais vulneráveis, é um gesto simples, mas que salva vidas.

Fonte: https://www.onsv.org.br/maioamarelo/maio-amarelo-2026

Conheça países da AMÉRICA LATINA que reduziram as JORNADAS DE TRABALHO

C olômbia reduziu para 42 horas, Chile e México para 40 horas. A proposta de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x 1 pode faze...