3.02.2026

Resultado das eleições suplementares em POTIRETAMA, CHORÓ E SENADOR SÁ

Eleitorados de três municípios do Ceará escolheram ocupantes das prefeituras ontem, domingo 1° de março, as eleitoras e eleitores dos municípios de Potiretama, Choró e Senador Sá, foram às urnas para eleger ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito em eleições suplementares. Os candidatos eleitos exercerão os mandatos até 31 de dezembro de 2028. As eleições foram convocadas pela Justiça Eleitoral devido aos afastamentos dos eleitos no pleito de 2024.  

RESULTADOS

Potiretama

Em Potiretama, Solange Campelo (PT) foi eleita prefeita, com 52% dos votos válidos (2.681).  Já Cleverlandio Pereira (PP) obteve 48% dos votos (2.474). Os votos nulos representaram 0,78% (41) e, em branco, 0,57% (30).  

Choró  

O eleitorado de Choró escolheu Paulinho (PSB) para a prefeitura. Ele foi eleito com 62,8% dos votos válidos (5.900). Professor Antônio Delmiro (PT) recebeu 32% dos votos (2.802). Os votos nulos representaram 3% (281) e, em branco, 1,3% (121).  

Senador Sá 

Em Senador Sá, apenas uma chapa concorreu aos cargos de prefeito e vice-prefeito. Sabrina do Bel (PP) foi eleita prefeita, com 100% dos votos válidos (3.891). A vice na chapa é a Professora Maria (PP). Os votos nulos equivaleram a 6,2% (295) e, em branco, 11,5% (544).  

JUSTIFICATIVA

As eleitoras e eleitores que não apresentaram justificativa no dia da eleição suplementar deste domingo devem justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou apresentar um requerimento de justificativa, no prazo de 60 dias após o pleito, pelo sistema Justifica ou no cartório eleitoral. 

ELEIÇÕES SUPLEMENTARES

As eleições suplementares são reguladas pela Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral). Elas ocorrem quando há nulidade de votos que atinja mais da metade da votação para os cargos majoritários de presidente da República, governador e prefeito. 

Também poderão ser convocadas novas eleições quando decisão da Justiça Eleitoral resultar em indeferimento do registro, cassação do diploma ou perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário, independentemente do número de votos anulados. Nesta última hipótese, o pleito será direto, exceto se a vacância ocorrer a menos de seis meses do fim do mandato. 

Fonte: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026

3.01.2026

Brasil registra 88 casos de MPOX EM 2026; saiba com evitar a doença

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

O QUE É MPOX E QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

COMO A MPOX É TRANSMITIDA?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo; contato boca com boca; ou contato boca e pele, ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

ENQUANTO TEMPO A DOENÇA SE MANIFESTA?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

QUAL É O TRATAMENTO?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

MPOX PODE MATAR?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

Fonte: Agência Brasil

2.28.2026

Período chuvoso leva CEARENSES A CAÇAR E COMER FORMIGAS ricas em proteínas

Inseto, consumido há décadas em cidades como Tianguá e Ubajara, é mais comum entre janeiro e março.

Comer insetos pode parecer incomum, mas não é um hábito distante. No Ceará, em cidades como Tianguá e Ubajara, por exemplo, caçar e comer formigas do gênero tanajura, também chamadas de saúvas, virou tradição entre gerações. 

Lembro de começar a procurar tanajura com meu avô, desde pequeno, eu tinha uns 6, 7 anos de idade. Ia com ele na bicicleta e a gente ia passando nos sítios”, conta o jovem tianguaense Douglas Santos, um entre os muitos que saem para caçar o inseto nesta época de chuvas mais frequentes no Estado.

Comum na Serra da Ibiapaba, o hábito não é encontrado apenas em solo cearense. Ele se mantém nas regiões interioranas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. No estado vizinho, o pernambucano João Gomes compartilhou a experiência de provar a formiga pela primeira vez. Incentivados, ele e a esposa, Ary Mirelle, comeram uma farofa de tanajuras.

Por aqui, a gente come com farinha, como tira-gosto”, explica Douglas, lembrando do preparo semelhante ao provado pelo artista. Sem temperos, com cuscuz, salgada ou em pratos elaborados, a formiga foi incorporada, com o passar do tempo, aos hábitos culturais das regiões e resiste até hoje.

Não à toa, é exatamente entre janeiro e março, período de chuvas no Ceará, que a caça por elas se torna mais ativa. Nessa época do ano, elas saem dos formigueiros após as precipitações em busca de espaços mais secos, criando, assim, a oportunidade ideal.

Toda vez que chovia, todo mundo já se reunia e ia atrás dos formigueiros para caçar tanajura. A gente pegava para assar mesmo em casa. Geralmente, pegamos elas nos formigueiros, e fica muita gente procurando. E aí, quando elas vão saindo, vamos pegando”, descreve o cearense.

O inseto, então, vira complemento de diversos pratos típicos, como no caso da farofa experimentada por João Gomes. Na serra, elas chegam a ser vendidas para turistas e moradores. 

Em casa, a gente limpa ela, tira as asas, o ferrão e coloca para assar. O modo é com água e sal. E aí você coloca ela na frigideira e vai esperando aquela água secar com a tanajura e o sal. Meu vô geralmente também bota farinha e aí serve como tira-gosto, e é muito comum aqui na minha cidade”, comenta Douglas.

ATENÇÃO NA HORA DO PREPARO

Antes de preparar qualquer prato com tanajura, como a farofa, é preciso ficar atento a algumas orientações. Segundo Marina Araujo, diretora do Mercado AlimentaCE, é necessário separar a cabeça e as asas do inseto antes do cozimento.

"A parte usada nas receitas é apenas a parte mais conhecida como 'bumbum', que na verdade é o abdômen da tanajura. Depois desse processo, a melhor forma de preparar é fritar em manteiga ou óleo para ressaltar o sabor terroso e gorduroso da iguaria", explica.

Para a receita da famosa farofa de tanajura, Marina afirma que são utilizados os seguintes ingredientes: alho, cebola, farinha de mandioca e sal. "Os temperos trazem um acompanhamento perfeito para a crocância e sabor do insumo”.

"A tanajura é um excelente tira-gosto. Quando mordida, a tanajura revela um sabor completamente particular: é terroso e gorduroso, além de ser rica em proteína e lipídio", destaca a diretora da instituição.

COMER TANAJURA É SAUDÁVEL?

Mesmo com o consumo presente nas tradições alimentares de determinadas regiões cearenses, há quem tenha dúvidas se a tanajura faz bem ou não ao corpo.

Segundo Yves Patric Quinet, professor do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e especialista em formigas, ingeri-la não só é saudável, como também é recomendável para a preservação do meio ambiente.

A tanajura é uma fonte de proteína altamente recomendada, que até poderia substituir a proteína de mamíferos, como as vacas, que têm muitos danos como consequência”, afirma. 

Cem gramas do inseto têm cerca de 356 calorias, com 45% da composição corporal de água e 20% de proteínas.

Segundo o pesquisador, a prática de consumir insetos também é incentivada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO): "Quando comemos insetos, estamos salvando o planeta do desmatamento, do gasto de água e da emissão de gases poluentes. Não há perigo algum em consumir esses animais, além de que esse é um hábito comum e muito antigo", diz.

O professor ainda destaca que a estrutura corporal da formiga é um dos grandes responsáveis pela popularidade da iguaria.

Durante a época da revoada, quando as tanajuras deixam suas colônias em busca de outros ambientes, o corpo delas se enche de reservas de energia essenciais para a sobrevivência no novo habitat.

Essas tanajuras são cheias de proteínas de alto valor, além de gorduras insaturadas e vitamina B12. Elas acumulam reservas durante a revoada. Primeiro, os músculos do tórax ficam muito mais potentes para ela poder voar. Depois vêm as gorduras, porque quando ela vai começar a fundar uma colônia, ela vai sozinha, então precisa sobreviver até surgirem as outras formigas”

Yves Patric Quinet

Professor de Ciências Biológicas na Uec

PRÁTICA DE COMER TANAJURA VEM DOS INDÍGENAS

Engana-se quem pensa que o hábito de comer tanajuras se popularizou nas últimas décadas. Pesquisas indicam a prática recorrente no Brasil ainda no século 17, entre tribos indígenas.

No Ceará, o surgimento teria ocorrido na tribo Tabajara, que até hoje habita a Serra da Ibiapaba, e está descrito no livro "Lendas, contos e mitos da Ibiapaba", do escritor João Bosco Gaspar. 

Por Paulo Roberto Maciel* e Mylena Gadelhaproducaodiario@svm.com.br

Fonte:https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

Quando não DÁ PARA ESCONDER

Há coisas que é bem difícil esconder. Uma gravidez, por exemplo. Embo­ra haja algumas raras histórias de mulheres que conseguiram esconder a gravidez até o nascimento do bebê; em geral, depois que a barriga aponta, não tem jeito - todos ficam sabendo. O desempenho ruim na escola também não permanece oculto por muito tempo. Dá até para enrolar os pais por um período, dizendo que está tudo bem, mas se a situação não mudar, chegará o fim do ano e a reprovação será conhecida.

No entanto, existem algumas pessoas de quem não queremos ou não conseguimos esconder as coisas. Quando temos um amigo de verdade, não sentimos vontade de esconder o que vivemos. Ficamos até meio culpados se precisamos, por algum motivo, guardar segredo. Para essas pessoas especiais e íntimas, abrimos o coração e contamos nossos problemas. Elas sabem quando estamos bem ou mal, animados ou desanima­dos. Não sentimos vergonha de ser exatamente quem somos ao lado delas. Como é bom ter um amigo assim!

A Bíblia conta a história de uma amizade como essa: a amizade entre Deus e Abraão. Os dois eram tão amigos que Deus foi fazer uma visita à casa do patriarca, com dois outros seres celestiais. Deu uma passadinha lá, parou para fazer uma refeição e continuar o propósito de sua vinda à Terra. Enquanto comiam, o Senhor reforçou a promessa de um filho por meio de Sara e disse que no ano seguinte, em sua próxima visita, o bebê já estaria por ali. Sara, incrédula, até riu.

No entanto, quando estava para ir embora, Deus não conseguiu esconder de Abraão o real motivo de estar ali. As cidades de Sodoma e Gomorra estavam prestes a ser destruídas. O Senhor se questionou: "Esconderei de Abraão o que estou para fazer?" E decidiu revelar esse juízo a seu servo. Foi então que Abraão intercedeu pelo livramento das cidades, caso houvesse pelo menos dez justos ali.

Essa mesma amizade profunda que Abraão tinha com Deus está disponível para cada um de nós. O Senhor também deseja nos revelar cada detalhe de sua vontade. Precisamos buscá-lo e permitir que essa intimidade se desen­volva em nossa vida.

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com

2.27.2026

O MAIOR livro

Os livros, como quase todas as coisas, têm um período de vida: nascem, crescem, envelhecem e morrem. Na história da humanidade, existem livros surpreendentemente longevos e influentes. Um dos mais extraordinários é o Almagesto.

Cláudio Ptolomeu de Alexandria (astrônomo, matemático e geógrafo) terminou de escrevê-lo no ano 150 d.C. Como manual astronômico, serviu de guia de observações para pesquisadores árabes e europeus até o século 17. Você consegue imaginar? O Almagesto permaneceu relevante por quase 15 séculos! Seu título original, em grego, é Mathematike Syntaxis [Composição Matemática], pois estabelece a trigonometria necessária que permitiu a Ptolomeu explicar e prever os movimentos do Sol, da Lua, dos planetas e de 1.022 estrelas. O nome Almagesto é uma adaptação do seu nome árabe, que significa “o maior”.

Almagesto tinha um defeito. Ele argumentava que a Terra estava no centro do Universo e que o Sol girava ao redor dela. Quando Nicolau Copérnico demonstrou exatamente o contrário em sua obra Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes, escrita entre 1507 e 1532, o Almagesto recebeu a ferida fatal.

Há um livro ainda maior. A Bíblia foi concluída um pouco antes do ano 100 d.C. Também é um manual, mas não para nos ensinar a observar e entender os movimentos das estrelas, e sim para viajar além delas. Deus é o seu autor final. Portanto, a Bíblia nunca será superada.

Nenhum livro foi tão publicado ou lido. De acordo com o site oficial da Sociedade Bíblica do Brasil, somente em 2023 foram distribuídos 152 milhões de textos bíblicos impressos, incluindo Bíblias completas, Novos Testamentos, Porções e Escrituras para crianças. Certamente, você tem alguns exemplares em sua casa.

A Bíblia é um livro extraordinário. Leia-a, estude-a e guarde-a em seu coração. Ela é o seu guia para uma jornada que vai além das estrelas! Permita que ela transforme sua vida, preparando-o para uma viagem além do Sol e das galáxias. Comece hoje seu preparo.

Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, é luz para os meus caminhos. Salmo 119:105.

Fonte:https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-maior-livro/

2.26.2026

Juiz de Fora: DESASTRE REFLETE negligência com AQUECIMENTO GLOBAL

Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.

Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tem sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses."

Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas e os eventos extremos tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.

A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.

Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF  sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o Poder Público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.

O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.

Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir.”

O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais, verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.

Levantamento realizado pelo jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que os recursos para a Defesa Civil estadual caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.

As políticas de resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.

A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a Agência Brasil relatou um resgate.

COMBINAÇÃO DE RISCOS

A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque o município é um dos que mais recebem alertas do Cemaden.  A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.

De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou.

Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.

Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou.

Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.

O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”, analisou. Como conter inundações e deslizamentos é mais difícil, ele considera que o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.

Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.

RESILIÊNCIA NAS CIDADES

Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.

Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do Vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.

Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.  

Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.

Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções.”  

Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.

No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado,  é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.

A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.

As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.

Fonte: Agência Brasil

2.25.2026

Operação Vassalo da PF mira EX-SENADOR DA REPÚBLICA E FILHOS

PF deflagra operação para combater crimes licitatórios, corrupção e lavagem de dinheiro

Operação Vassalos cumpre 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, de Goiás e no Distrito Federal.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Vassalos, com o objetivo de apurar a prática de crimes licitatórios diversos, como a frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e a fraude em licitação e contrato, além de peculato, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, de Goiás e no Distrito Federal.

A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e na ocultação de patrimônio. (Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/02)

PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre desvio de emendas.

Grupo investigado pode ter movimentado bilhões de reais em recursos públicos.

Entre os alvos, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus filhos: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União-PE).

Segundo a PF, a organização criminosa teria direcionado processos licitatórios para empresas vinculadas ao grupo, utilizando verbas oriundas de emendas parlamentares. Parte dos recursos obtidos com os contratos, ainda segundo a investigação, seria desviada para pagamento de propina e para ocultação de bens e valores. (Fonte: https://iclnoticias.com.br/pf-ex-senador-fernando-bezerra-desvio-emendas/)

Resultado das eleições suplementares em POTIRETAMA, CHORÓ E SENADOR SÁ

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