6.02.2026

CEARÁ faz 112 anos em momento de crise, com poucos motivos para COMEMORAR

Cenário adverso se arrasta desde o rebaixamento inesperado do clube em 2025.

Do apito final do jogo Ceará x Palmeiras, em 2025, quando o clube foi rebaixado em plena Arena Castelão em um cenário completamente impensável durante todo o Campeonato até a presente data, os dias têm sido diferentes para os torcedores do Alvinegro. Uma clara quebra se estabeleceu ali, uma ferida que se abriu e não foi fechada até o momento. 

Seis meses depois, no dia do aniversário do Vovô, que completa 112 anos de fundação, o cenário ainda é o mesmo daquele apito final. Terra abalada de um time sem treinador, em crise política e financeira, com mais dúvidas que certezas.

O aniversário do Ceará acontece em um dos piores momentos que o clube atravessa em sua longa trajetória vencedora. E não é o momento futebolístico que mais preocupa, em que pese o vice-campeonato estadual contra o maior rival, a eliminação precoce na Copa do Nordeste e Copa do Brasil e a posição mais próxima da zona de rebaixamento do que da zona de classificação na Série B.

O que realmente preocupa no Vozão é a falta de perspectiva do clube para sair das situações de crise que o futebol impõe e também do cenário financeiro que foi estabelecido no último ano. O balanço apresentado no último mês, com déficit de R$ 85 milhões, é preocupante e exige da atual gestão alvinegra algum tipo de plano pra minimamente estancar a sangria.

No futebol, a saída de Mozart foi inevitável, mas fica claro o clube se encontra atualmente sem também um plano definido com relação à gestão de futebol. Treinador, contratações. São grandes incógnitas para o torcedor.

O único alento é que a história do Ceará é grande demais e a torcida também é gigante ao ponto de suportar tamanha crise. Certo é que dela, em algum momento, o clube há de se reerguer. A receita sempre será a mesma. A força da torcida que empurra e que fará o clube voltar aos dias de glória.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada 

6.01.2026

FICCOs efetuaram 87 PRISÕES e apreenderam mais de 1,4 TONELADAS DE DROGAS pelo PAÍS

Entre 25 e 31/5, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), compostas pela Polícia Federal e por forças de segurança estaduais, realizaram ações de enfrentamento ao crime organizado em diferentes regiões do país. Confira o resumo das principais ações no período.

Combate ao tráfico de drogas
A FICCO/SP realizou, em Santa Cruz do Rio Pardo, a apreensão de mais de 1,4 tonelada de entorpecentes no âmbito da Operação Impacto. A droga estava em um caminhão abordado pelas forças policiais.

Já a FICCO/SE desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas e de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e de bloqueio de ativos financeiros. Além disso, foram apreendidos, aproximadamente, 5 kg de entorpecentes.

A FICCO/MG também atuou contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Na Operação Fake Rice, foram cumpridos 37 mandados de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além do sequestro patrimonial de até R$ 120 milhões. 

Já a FICCO/RR prendeu em flagrante dois suspeitos de tráfico de drogas. Com eles, foram apreendidas porções de cocaína, de crack e de skunk, parte delas já fracionadas para venda, além de dinheiro em espécie. 

Ainda no combate ao tráfico, a FICCO/PA cumpriu 11 mandados de prisão preventiva contra mulheres apontadas como integrantes de organização criminosa envolvida com tráfico de entorpecentes, extorsões e ataques contra agentes da segurança pública.

A FICCO/PI deflagrou a Operação Boca do Lobo, com o objetivo de desarticular organização criminosa atuante no litoral piauiense voltada ao tráfico de drogas. Foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão nos municípios piauienses de Parnaíba, de Luís Correia e de Piripiri.

Já a FICCO/ES prendeu em flagrante uma das principais lideranças do tráfico em Vila Velha. Outra prisão também foi efetuada, além da apreensão de drogas, material destinado ao embalo e à comercialização dos entorpecentes, aparelhos celulares, uma arma de fogo e munições.

Por fim no Ceará, a FICCO/CE participou de ações integradas que culminaram no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra investigadas por envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. 

Prisões e cumprimento de mandados
A FICCO/Ilhéus prendeu um suspeito de envolvimento em latrocínio contra um idoso no município baiano de Teolândia. Além de apreender aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo, os policiais recuperaram um aparelho celular identificado como um dos bens subtraídos da residência da vítima.

Já a FICCO/MT desarticulou um grupo criminoso infiltrado em uma associação de moradores situada em Poxoréu/MT. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis/MT.

A força mato-grossense também apurou fraudes no cumprimento de penas de condenados vinculados a uma organização criminosa. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

No Ceará, a FICCO/CE, por sua vez, cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra integrantes de organização criminosa com atuação no estado. A investigação busca responsabilizar envolvidos em atividades de organização criminosa e em um homicídio ocorrido em 2025.

Em Roraima, a FICCO/RR prendeu em flagrante três pessoas investigadas por prática de golpes financeiros contra idosos, em Rorainópolis. A Justiça Estadual converteu prisões em flagrante em prisões preventivas.

Por fim, a FICCO/AL localizou um foragido que respondia a processos judiciais em diversos estados da Federação, com registros de envolvimento em crimes contra patrimônio, roubo a instituições financeiras e transporte de valores. Ele também era investigado por organização criminosa, uso de explosivos, porte de arma de fogo de uso restrito e possuía histórico de evasão do sistema prisional. Em confronto com as equipes, o foragido foi atingido e não resistiu aos ferimentos.    

Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias 

Conselho decide PUNIR CIRO NOGUEIRA por propina INVESTIGADA NA Lava Jato

Ciro Nogueira foi acusado de corrupção em diferentes ocasiões após investigações da Lava Jato e seus desdobramentos.

Acuado por investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tem uma outra pendência jurídica de peso, relativa ainda aos tempos da Operação Lava Jato.

Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu manter multa e cobrança de imposto a ele em decorrência de propina que teria sido recebida em esquema na Petrobras e do grupo J&F, na década passada.

O senador nega as acusações e afirma que vai apresentar recursos tanto no conselho quanto na Justiça comum.

Ciro Nogueira, que preside o PP desde 2013, foi acusado de corrupção em diferentes ocasiões após investigações da Lava Jato e seus desdobramentos. Entre as suspeitas estavam o recebimento de dinheiro de empreiteiras e também da J&F, dos irmãos Batista, de modo ilegal.

Na esfera penal, a defesa conseguiu a rejeição de quatro denúncias que tinham sido apresentadas no STF (Supremo Tribunal Federal), de 2016 a 2020.

Na seara administrativa, porém, a Receita Federal analisou a movimentação financeira do parlamentar daquela época e concluiu que ele recebeu quantias que nunca tinham sido declaradas às autoridades.

Para isso, se baseou em depoimentos de delatores, cruzou informações e fez diligências.

Segundo a Receita, o parlamentar recebeu ilegalmente R$ 1,4 milhão da empreiteira UTC, que tinha negócios na Petrobras, e outros R$ 5 milhões da J&F. A maior parte desse valor teria sido entregue em espécie.

A multa e o imposto devido foram estimados em 2018 em R$ 6,3 milhões.

O parlamentar recorreu e apresentou contestação no Carf, órgão do Ministério da Fazenda que funciona como uma “tribunal” que recebe recursos contra autuações.

A defesa dele contestou as acusações. Disse que não havia provas de corroboração dos depoimentos dos delatores e que, mesmo que tivesse sido recebida alguma doação eleitoral, os valores se destinariam ao partido, não para ele.

Também argumentou que as denúncias foram rejeitadas na esfera criminal e que o processo administrativo, dessa maneira, não deveria seguir adiante.

O teor das denúncias já foi alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, que arquivou todas as acusações”, disse Ciro Nogueira à reportagem, por meio de sua assessoria.

Segundo consta na movimentação processual, o caso foi a julgamento no Carf no dia 10 de dezembro, e os seis conselheiros decidiram, por unanimidade, manter as penalidades.

O acórdão (resumo da decisão no julgamento) foi publicado no último dia 4 de maio.

O parlamentar, porém, teve uma vitória parcial na ocasião ao conseguir mudar o cálculo da multa a seu favor, com base em uma lei que foi assinada em 2023, após o início do processo. O valor atualizado a ser cobrado não consta nos documentos públicos.

Em voto, a conselheira relatora, Lílian Cláudia de Souza, disse que o processo se pautou por “todo o conjunto probatório dos autos, e não apenas nas delações”, mencionando indícios “veementes, graves, precisos e convergentes”.

Também rechaçou o argumento de nulidade devido ao desfecho dos processos criminais,
citando “a independência entre as esferas penal e administrativa”.

Aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira voltou a ser alvo da Polícia Federal no último dia 7, quando sofreu buscas em fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Master. A suspeita é de que ele tenha recebido mesada de R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro. Pesa contra o senador do Piauí o fato de ele ter apresentado uma proposta legislativa de interesse do Master, ampliando a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Na Lava Jato e nas investigações sobre a J&F, o parlamentar também foi alvo de buscas. Em 2018, a polícia apreendeu em dois endereços dele R$ 217 mil em dinheiro vivo.

Como ele já tinha foro especial, os processos não tramitaram em Curitiba, mas foram conduzidos pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e no STF.

No último dia 12, o senador usou o histórico de vitórias contra a Lava Jato para se defender das acusações sobre o caso Master, lembrando que foi alvo de operação policial dias antes da eleição de 2018. “Passaram dias repetindo matérias repercutidas sem parar pela imprensa. A investigação correu, quebraram sigilos, buscaram provas e a conclusão do inquérito foi essa: a PGR não viu elementos suficientes para sustentar a acusação”, afirmou ele em vídeo nas redes sociais.

Ao analisar a movimentação do senador, a fiscalização da Receita afirmou que encontrou “confusão patrimonial” entre firmas dele e de parentes, como a mãe, Eliane, que é sua suplente e assumiu cadeira no Senado na época em que ele foi ministro de Jair Bolsonaro. Ela também foi autuada, em mais de R$ 1 milhão, em procedimento paralelo ainda em tramitação.

Em relação aos valores da J&F, os auditores citaram envolvimento de um supermercado do Piauí.

Segundo a apuração, mercadoria da J&F foi comprada pelo estabelecimento em espécie e o dinheiro foi repassado pelo estabelecimento a uma pessoa indicada pelo senador.

Ciro Nogueira sempre negou todas essas acusações. Executivos da J&F prestaram depoimentos que embasaram as denúncias contra ele, mas a empresa posteriormente passou a pleitear a revisão do acordo de leniência assinado. Integrantes da UTC fizeram acusações contra Ciro Nogueira também na esfera criminal, e a Receita aproveitou isso para a autuação administrativa.

O Ministério da Fazenda, a quem o Carf é subordinado, informou que a unidade de origem da Receita é a responsável por notificar as partes e, caso não ocorram mais recursos, iniciar a fase de cobrança com os cálculos atualizados dos valores.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/conselho-decide-punir-ciro-nogueira/

5.31.2026

GOVERNO DE SANTA CATARINA contraria LEI ao empregar esposa de PROCURADOR-GERAL em cargo de mais de R$ 15 MIL

Práticas de nepotismo são proibidas, e documento negando relações de parentesco é obrigatório para posse no cargo.

A esposa de Marcelo Mendes, procurador-geral de Santa Catarina que representa o governo diretamente em pautas polêmicas como a da suspensão das ações afirmativas no ensino superior, está desde o final do ano passado exercendo o cargo de assessora especial da Secretaria de Administração. A nomeação contraria normas estaduais que vedam a indicação de parentes para cargos comissionados na mesma gestão.

Letícia Gomes Pereira da Costa é arquiteta e foi nomeada em outubro de 2025, dois meses depois de o marido assumir como procurador-geral. Para assumir, como todo servidor indicado que não passou por concurso público, ela precisou assinar um formulário atestando não ter relação com pessoas do primeiro escalão do governo.

O formulário é um dos mecanismos de controle da gestão pública para evitar o nepotismo, vedado pela súmula vinculante n. 13, do Supremo Tribunal Federal, que trata a nomeação de parentes de agentes políticos como inconstitucional. O documento ainda alerta que há crime de falsidade ideológica quando a pessoa omite a informação do poder público.

A certidão de nascimento e de casamento é outro documento obrigatório para a posse em cargo público. Marcelo e Letícia não escondem a relação nas redes sociais, em que têm postagens juntos. Desde a posse, entretanto, ele não publica imagens junto da esposa, que tem o perfil fechado no Instagram e se apresenta na biografia como arquiteta e urbanista e tecnóloga em serviços jurídicos e notariais, sem mencionar o cargo público.

No caso de Santa Catarina, há outros mecanismos que vedam o nepotismo. Um decreto assinado em 2008 delimita o que é a prática e traz anexo o formulário que deve ser preenchido por todos os servidores antes da posse. Além disso, o Manual de Conduta Ética da secretaria onde Letícia atua expõe como proibida a prática do nepotismo ou favorecimento pessoal a parentes.

Em abril deste ano, a mulher do procurador-geral foi exonerada para regularização funcional e nomeada para a função de Coordenador de Projetos e Orçamentos, no mesmo nível remuneratório. Em abril de 2026 ela recebeu o salário de R$15.100, conforme o portal da transparência. O do procurador foi de R$ 46.161.

Entre as pautas nas quais Marcelo atuou está a da conhecida “lei anti-cotas”, na qual foi derrotado no Supremo Tribunal Federal. Na causa, defendeu, entre outras coisas, o argumento do mérito em detrimento da reparação, justificando que a Constituição exige que a porta de entrada para instituições públicas seja regida por “igualdade, impessoalidade e justificabilidade racional”.

Ele também usou o argumento da impessoalidade para defender a lei anti-cotas, já que, segundo sua defesa, as ações afirmativas não traduzem, isoladamente, a aptidão acadêmica ou profissional necessária para o acesso. A defesa da meritocracia também foi sustentada ao recorrer a termos como “caminho facilitatório” para se referir às cotas.

Governo de Santa Catarina já foi alvo de ação

A prática do nepotismo já havia sido alvo de uma briga judicial logo no primeiro ano de mandato do governador de Santa Catarina Jorginho Mello. Isso porque ele indicou o próprio filho, Filipe Mello, para ser secretário da Casa Civil, principal órgão de articulação política do governo. Na época, uma ação do PSOL conseguiu barrar a decisão e forçou Jorginho a um recuo.

Nestes casos, o entendimento do STF é diferente daquele originalmente previsto pela súmula 13, ao prever que cargos de natureza política seriam uma exceção à regra desde que comprovada a qualificação técnica da pessoa indicada.

Por outro lado, o Tribunal de Contas de Santa Catarina já se manifestou inúmeras vezes sobre o tema reforçando a proibição do nepotismo. Em fevereiro deste ano, decidiu que a qualificação profissional também não é capaz de afastar a configuração de nepotismo em nomeações para cargos comissionados ou funções de confiança na administração pública.

O entendimento foi fixado após consulta da Controladoria Interna do Município de Penha, que questionou o Tribunal sobre a possibilidade de nomeação de parente por afinidade de servidora comissionada lotada em outra secretaria.

“A qualificação profissional é somente um dos vários critérios que devem ser observados nas nomeações para o exercício de cargos em comissão, sendo incapaz de afastar a situação de nepotismo quando houver mácula aos demais”, determinou o órgão.

Transparência

Casos de nepotismo deveriam ser alvo da Controladoria-Geral do Estado, que hoje está sob a liderança do Coronel Freibergue Nascimento, casado com a deputada federal Daniela Reinerh (PL-SC), apoiadora e aliada de Jorginho Mello.

Além disso, a ouvidoria do Estado, órgão capaz de receber denúncias, recentemente foi alvo de uma reforma administrativa, ficando sob o guarda-chuva do gabinete da Casa Civil, órgão político para o qual Jorginho Mello tentou indicar o próprio filho.

A secretaria de administração mantém um site de serviços nos quais é possível consultar a documentação necessária para a posse de um funcionário comissionado, mas a página está fora do ar e a assessoria de comunicação não informou o motivo.

Um desses documentos, o formulário de “declaração de relação de parentesco” também não está disponível ao público, embora esteja no formato de anexo do decreto que veda o nepotismo no Estado. O documento, se assinado de forma a ocultar a prática do nepotismo, pode gerar pena de reclusão e multa.

A Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria de Administração foram procuradas para comentar o assunto, mas não retornaram até o fechamento da coluna, que segue com o espaço aberto.

Por Amanda Miranda

Fonte: iclnoticias

5.30.2026

TELA BRASIL: streaming público estreia com mais 550 OBRAS

Plataforma disponibiliza filmes nacionais clássicos e contemporâneos.

O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br. 

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?"

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira", lamentou Lula.

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura."

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.  

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

"O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

·         267 curtas-metragens;

·         139 longas-metragens;

·         85 médias-metragens ou telefilmes;

·         64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

"Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência", disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Fonte: Por Agência Brasil 

CEARÁ faz 112 anos em momento de crise, com poucos motivos para COMEMORAR

C enário adverso se arrasta desde o rebaixamento inesperado do clube em 2025. Do apito final do jogo Ceará x Palmeiras , em 2025, quando ...