A quantidade de participantes prevista por ora é a menor desde a eleição de 2010, quando Dilma Rousseff (PT) concorreu com apoio de Lula no auge de sua popularidade e enfrentou José Serra (PSDB), Marina Silva (então no PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).
O maior número recente foi em 2018, quando Lula estava preso e foi impedido de participar de debate, que contou com outros oito candidatos. Ele foi posteriormente substituído por Fernando Haddad na disputa.
A legislação determina que é obrigatório o convite para os candidatos cujos partidos tenham mais de cinco representantes no Congresso Nacional.
O grupo dos que terão direito agora não inclui o folclórico ex-deputado federal Cabo Daciolo, que se filiou ao Mobiliza (antigo PMN, Partido da Mobilização Nacional) para concorrer à Presidência novamente, mas que admite a possibilidade de recuar e disputar o Governo do Amazonas ou uma vaga de senador.
Daciolo ficou famoso em 2018 ao virar meme com declarações polêmicas e engraçadas durante os debates, além de faltar a dois confrontos contra outros candidatos na TV para jejuar e rezar num monte. Apesar do tom pitoresco, políticos ligados a algumas campanhas afirmam que sua participação não seria negativa, já que poderia atrair espectadores que usualmente não assistem a esses programas.
Também não precisarão ser chamados para os debates outros pré-candidatos de partidos nanicos, como Aldo Rebelo (DC), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Renan Santos (Missão), um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), também só participará se for convidado pelas emissoras (o que pode ensejar protestos de outros candidatos). No Datafolha mais recente, que ouviu 2.004 eleitores de 3 a 5 de março, Renan pontuou 3% na pesquisa estimulada, em empate técnico com Zema (5%) e Caiado (4%). Todos bem atrás de Lula (39%) e Flávio Bolsonaro (33%).
A aferição sobre o número de deputados federais e senadores ocorrerá a partir de 20 de julho, início das convenções partidárias para escolha dos candidatos, mas o prazo para que os congressistas que disputarão a eleição estejam filiados se encerrou no sábado (4).
Cinco partidos que superaram esse critério lançaram pré-candidatos até o momento: PT, PL, PSD, Novo e Avante. O Novo possui cinco deputados e um senador. Já o Avante perdeu quatro deputados na janela partidária, mas filiou um no último dia e agora conta com exatos cinco representantes, o que garantirá a Cury o direito de participar dos debates, caso seja confirmada a sua candidatura.
Em
2022, o partido lançou o deputado André Janones (MG) para a
Presidência, mas recuou meses antes da campanha e decidiu apoiar
Lula.
No domingo (5), o Avante anunciou nas redes sociais a
pré-candidatura presidencial de Cury, que é autor de livros de
autoajuda como a série “O Vendedor de Sonhos”. Ele pretende
concorrer com o discurso de “furar a polarização” do país e
centrado “100% em projetos e 0% em ataques pessoais”.
Os debates na TV e rádio são ferramentas vistas pelas campanhas como importantes para conquistar o voto dos eleitores, principalmente por possibilitarem cortes para redes sociais ou para que candidatos menos conhecidos popularizem suas imagens em embates com os líderes das pesquisas.
Por outro lado, costumam ser olhados com cautela pelos líderes das pesquisas pela falta de controle sobre o conteúdo, com possibilidade de constrangimento causado por outros candidatos ou desgastes pela abordagem de temas polêmicos, como casos de corrupção.
Fonte:https://iclnoticias.com.br/5-candidatos-presidencia-participacao-debate-tv/






