2.03.2026

Banco Master: CPI QUER OUVIR O governador IBANEIS ROCHA , do DF

Ele não compareceu à reunião de hoje da comissão.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou nesta terça-feira (3), em Brasília, que vai pedir a convocação do governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (foto). Se aprovado pelo colegiado, Ibaneis será obrigado a comparecer.

Convidado a ir à sessão da CPI de hoje, Ibaneis enviou um ofício informando que mandaria o secretário de Segurança, Sandro Avelar, para representar o governo do DF. Porém, quem compareceu foi o número 2 da secretaria, o secretário-executivo Alexandre Patury.

Por esse motivo, a sessão desta terça-feira (3) da CPI está cancelada. O presidente da CPI irá apresentar requerimento para convocação do governador Ibaneis Rocha à comissão”, informou a assessoria do senador Fabiano Contarato.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu o convite feito a Ibaneis argumentando que, embora o DF apresente uma taxa de homicídio “controlada”, a capital é sede do poder político e econômico.

Seus gestores poderão detalhar as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, descapitalização das facções e infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado”, disse Vieira no requerimento que pediu a oitiva de Ibaneis.

Agência Brasil procurou a assessoria do Governo do Distrito Federal (GDF) para comentar o tema, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

BANCO MASTER

O governador do DF está relacionado ao escândalo do Banco Master e enfrenta na Câmara Legislativa pedidos para abertura de CPI e de impeachment. O Banco de Brasília (BRB), o banco público do DF, é investigado por tentar comprar o Banco Master, que teria emitido créditos falsos para arrecadar recursos no mercado financeiro.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. Diante dos indícios de fraude, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.

Ibaneis nega qualquer irregularidade e diz estar tranquilo quanto à investigação envolvendo o BRB.

OUTROS GOVERNADORES

A CPI do Crime Organizado escolheu esta semana para ouvir governadores sobre a atuação do crime organizado e facções em seus estados. Na quarta-feira (4), está previsto o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Porém, a sessão também foi cancelada. O governador do Rio informou à CPI que está em agenda oficial na Europa e não poderá comparecer.  

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

2.02.2026

Maioria é contra isenção de impostos para as igrejas e CRITICA OSTENTAÇÃO DE PASTORES

Parcela considerável dos entrevistados diz que igrejas deveriam ser mais fiscalizadas pelo governo.

Os brasileiros são majoritariamente contrários à isenção de impostos conferida a igrejas, templos e pastores. Mais do que isso: também entendem que a ostentação derivada do acúmulo de recursos por líderes religiosos é “absurda”. Mesmo com variações entre os recortes da pesquisa, a opinião contra a isenção se sustenta de forma ampla. Entre todos os grupos analisados, 60% defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos (e, dentro deste grupo, 35% dizem que “não só devem pagar impostos, como deveriam ser mais fiscalizadas”).

Esse é um dos resultados da pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL e realizada pela Ágora Consultores, que ouviu quase 10 mil pessoas das diferentes classes sociais. O levantamento foi realizado entre 17 e 23 de novembro de 2025 para conhecer o pensamento do brasileiro. As conclusões do trabalho estão sendo publicadas em primeira mão pela Revista Liberta.

O número daqueles que têm abertura a taxar instituições religiosas sobe para 71% dos pesquisados quando se incluem aqueles que são favoráveis a algum tipo de cobrança, desde que seja observada uma isenção em casos específicos – para pequenas igrejas e templos.

Quando o brasileiro se depara com a questão sobre a sensação despertada por um líder religioso “viajando de helicóptero, avião ou iate”, a proporção dos que consideram a situação “absurda” é quase idêntica à de quem deseja cobrança de impostos em qualquer cenário: 62%. Outros 28% têm opinião neutra, argumentando que, se o dinheiro vem de outras atividades, os líderes religiosos até “têm direito” a luxos desse tipo. Apenas 8% dos consultados acham a situação “normal”.Sem surpresas, os brasileiros que dizem não acreditar em Deus são aqueles com menor abertura à isenção de impostos para igrejas: 83% desejam cobrança para todos os tipos de templos, independentemente do tamanho, sendo que 72% deles apoiam uma maior fiscalização das finanças das instituições religiosas.

Por outro lado, o maior bastião de resistência aos impostos vem dos brasileiros que se identificam como evangélicos: apenas 33% defendem a cobrança de impostos para todos os templos, enquanto 46% dizem que a isenção “é essencial para a liberdade religiosa”. Os evangélicos são, de longe, o grupo com maior número de defensores da isenção como um instrumento para garantir a liberdade, quase o dobro do visto entre os praticantes da outra grande religião organizada no país, como os católicos, para quem esse número fica em 24%.

Entre os seguidores do catolicismo, a abertura à cobrança de impostos para qualquer tipo de igreja é ligeiramente menor do que a média geral da população (57%, três pontos percentuais abaixo), mas ainda assim muito acima da vista no caso dos evangélicos.

A disposição a taxar igrejas também é marcada por um contraste ideológico. Enquanto 87% dos consultados que se dizem de esquerda defendem a cobrança de impostos em qualquer cenário (e só 8% veem a isenção como válida), essa proporção despenca para 34% entre brasileiros que se definem como de direita, grupo que tem 42% de apoio à isenção.

Apesar das divergências sobre os impostos, há uma constante que perpassa as mais diversas correntes religiosas e identificações ideológicas: são minoritários os brasileiros que encaram como “normais” as cenas de ostentação por parte de líderes religiosos. Só 8% dos evangélicos, 9% dos ateus, 11% dos espíritas e dos católicos, e apenas 2% dos seguidores de outras religiões ouvidos pela pesquisa concordam com a normalização de situações do tipo.

Essa proporção segue muito baixa independentemente do recorte, ainda que com variações: para os brasileiros que se identificam com a esquerda, apenas 5% consideram a ostentação “normal”; entre os de direita, o número até sobe de forma perceptível, mas ainda é uma clara minoria, não superando a marca de 13%.

A principal discordância ocorre entre aqueles que opinam pelo caminho do meio, entre o “absurdo” e o “normal”: são aqueles que responderam à questão dizendo que “depende” da origem dos recursos, mostrando disposição a aceitar a vida opulenta de líderes religiosos, desde que ela seja bancada por atividades não relacionadas à igreja.

Outra vez, quem está mais disposto a fazer esse tipo de concessão é a parcela da população que pratica alguma religião identificada no grupo dos evangélicos: no recorte por religião, são os únicos em que o entendimento de que um líder religioso viajando de helicóptero, avião ou iate é “absurdo” fica abaixo dos 50%. São 46% com esse ponto de vida (45% dizem que depende). Entre os católicos, o número sobe para 58%, chegando a 72% entre espíritas, 75% para os praticantes de outras religiões e 78% dos que não acreditam em Deus.

O estudo consiste em uma pesquisa de opinião pública cujo universo abrange pessoas com 16 anos ou mais na República Federativa do Brasil, realizada por meio do Painel on-line da Ágora Consultores. Foi adotado um desenho amostral estratificado por Unidade da Federação (UF/Estado), com cotas populacionais conforme dados censitários e aplicação de cotas cruzadas por sexo, faixa etária e zona/área, assegurando consistência e equilíbrio na composição amostral. A amostra totalizou 9.497 entrevistas efetivas, com nível de confiança de 95% e margem de erro amostral de ±1,0 p.p. para distribuições simétricas.

Como etapa adicional de robustez, a base foi ponderada e calibrada por sexo, idade, escolaridade e áreas, e submetida a procedimentos de controle de qualidade e consistência, incluindo validações de respostas, identificação de duplicidades, checagens de coerência interna e análise de tempo de resposta.

Fonte: iclnoticias.com.br

2.01.2026

IR zero para quem ganha até 5 MIL VALE NOS SALÁRIOS PAGOS neste mês

Medida deve beneficiar 16 milhões de pessoas.

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

- trabalhadores com carteira assinada;

- servidores públicos;

- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

DESCONHECIMENTO

Nas ruas, a reportagem da Agência Brasil também entrevistou vários trabalhadores formais que desconhecem a nova tabela do imposto de renda e as principais alterações de isenção e redução da cobrança do tributo.

O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos.

Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.”

COMUNICAÇÃO MAIS EFICAZ

Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores.

Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.”

DE ONDE VEM O DINHEIRO?

A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).

Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo.

Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.”

NA HORA DE DECLARAR O IR

De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. “Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.”

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

- dependentes: R$ 189,59 por mês;

- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Adriano Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens.

Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano.

Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.”

Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é “importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio”, lembra o contador.

Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

1.31.2026

Quem REALMENTE conquistou a EURO2016?

A final da Eurocopa, em sua edição do ano de 2016, aconteceu no país-sede, na ocasião, na França. A disputa pelo título ficou entre as seleções da França e a de Portugal.

Quando começou a partida decisiva, a seleção francesa era a favorita ao título, pois pesava em seu favor alguns fatores, tais como: estava decidindo o campeonato dentro de casa, pois era a anfitriã; de acordo com os entendidos do esporte, a seleção francesa era superior à de Portugal; já havia quarenta anos que Portugal não ganhava uma partida oficial conta os franceses. Enquanto isso, a seleção portuguesa tinha um time sem muita expressividade, contando apenas com um jogador de fama mundial, pois é considerado por prêmios recebidos durante sua carreira e pela mídia mundial um dos melhores jogadores do mundo. Todavia, um jogador sozinho não é um time, nem tão pouco uma seleção de uma nação.

Entretanto, quando se ouviu o silvo do apito final da partida que daria o título da Eurocopa daquele ano. O selecionado português foi consagrado campeão da Euro2016. Vejamos alguns detalhes que aconteceu na história da partida de futebol que levou Portugal a ganhar um título inédito para eles até então.

O assim, considerado o melhor jogador do mundo não jogou quase nada na partida decisiva, pois foi contundido por um jogador adversário ocasionando sua saída precocemente do jogo; Portugal e França terminaram o tempo normal de jogo empatados, levando a partida para uma prorrogação de tempo; na prorrogação, aconteceu o gol que deu a vitória a seleção portuguesa do pé de um jogador reserva não tão conhecido da mídia mundial futebolística.

Em resumo, o melhor jogador de Portugal não completou a partida, a França foi derrotada dentro de casa e de quebra o jogador reserva da seleção portuguesa que fez o gol da vitória era de origem africana, naturalizado português. Portanto, a Euro2016 foi decidida por um africano, com outro detalhe de que seu país era uma ex-colônia de Portugal. Fica a lição ou não de que, de quem menos se espera, os rumos da história são modificados para melhor ou pior. Pense nisso!

Por Kaká Lopes

1.30.2026

"Você quer tomar ALGO COMIGO?"

O justo cuida dos seus animais, mas o coração dos ímpios é cruel. Provérbios 12:10

Pouco antes de publicar seu artigo “Inside the Minds of Animals” (“Por Dentro da Mente dos Animais”), na revista Time, de agosto de 2010, Jeffrey Kluger recebeu de Kanzi, um bonobo de 29 anos, um convite para tomar café. Os bonobos, primatas parentes dos chimpanzés, vivem ao sul do rio Congo, na África. Kanzi, no entanto, residia em um centro de pesquisas em Iowa, Estados Unidos, onde aprendeu a se comunicar por meio da linguagem desde o nascimento.

Kanzi conhecia formalmente 384 palavras, embora tivesse provavelmente criado outras por conta própria. Durante a maior parte do dia, ele mantinha perto de si três folhas com centenas de símbolos coloridos que representavam as palavras que os pesquisadores lhe ensinaram ou que ele criou. Seu vocabulário incluía termos como “bola”, “gelatina”, “coceira” e “correr”. Quando queria se comunicar, ele apontava os símbolos com o dedo.

Na manhã em que Jeffrey e Kanzi se encontraram, o macaco apontou o símbolo para café e depois para Jeffrey, convidando-o a compartilhar a bebida. Quando Jeffrey se recuperou da surpresa, foi buscar duas xícaras de café quente. Depois de tomar o café, Kanzi apontou o símbolo “bola”. Era hora de brincar.

Os cientistas têm percebido que a inteligência dos animais é maior do que se imaginava anteriormente. Por exemplo, os corvos conseguem dobrar arames e criar ganchos para pegar comida. Lontras abrem moluscos com pedras, e as hienas planejam caçadas, decidindo antecipadamente quantos membros da matilha serão necessários. Esse conhecimento acerca da inteligência animal levou alguns cientistas a questionar o quanto os animais sofrem, já que a inteligência e o autoconhecimento podem aumentar a capacidade de sofrer ou de ser feliz.

A Bíblia afirma que toda a criação “geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:22) por causa das escolhas humanas. Como cristãos somos chamados a amar as pessoas, mas também devemos demonstrar compaixão pelas criaturas de Deus.

Fonte: mais.cpb.com.br/meditacao/voce-quer-tomar-algo-comigo/

1.29.2026

Deputado do Partido UNIÃO BRASIL é alvo da OPRERAÇÃO GRACO DA POLÍCIA FEDERAL

PF e CGU deflagram operação para apurar desvio de recursos públicos no Acre. Os crimes investigados podem ter causado prejuízo de R$ 912 mil aos cofres públicos, de recursos oriundos de emenda parlamentar.

No Rio Branco/AC a Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (29/01), a Operação Graco para investigar possíveis irregularidades na contratação de empresa responsável por shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira/AC, em setembro de 2024.

As investigações apuram suspeita de desvio de recursos na ordem de R$ 912 mil, provenientes de emendas parlamentares, popularmente conhecidas como “Emenda Pix”, modalidade que permite repasses diretos da União, sem convênios ou prestação de contas prévia.

Policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Acre e no Distrito Federal.

Estão sendo investigados os crimes de associação para organização criminosa, de fraude em licitação, de corrupção, de lavagem de dinheiro e outros delitos acessórios. (Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br)

Segundo o ICL Notícias “um dos principais alvos é o deputado federal Eduardo Velloso (União-AC)”. “Deputado Eduardo Velloso é alvo da PF em operação para apurar desvio de emendas as investigações que apontam possíveis irregularidades na contratação de uma empresa responsável pela realização de shows musicais”. (Fonte: iclnoticias.com.br)

1.28.2026

Quase metade do ORÇAMENTO DA DEFESA foi para inativos e pensões MILITARES EM 2025

Gastos com aposentadorias e pensões consumiram 42% de toda a receita da pasta, enquanto áreas finalísticas ficaram com parcela residual do orçamento.

O orçamento do Ministério da Defesa em 2025 escancarou uma distorção estrutural que há anos condiciona o funcionamento da pasta. Dos R$ 133,65 bilhões autorizados para o exercício, R$ 118,66 bilhões foram efetivamente executados.

A maior parte desses recursos não foi destinada a ações operacionais, investimentos estratégicos ou políticas de prevenção, mas ao pagamento de despesas obrigatórias ligadas à manutenção da própria máquina administrativa e, sobretudo, à folha militar.

Dados do Portal da Transparência mostram que o programa classificado como “Gestão e Manutenção do Poder Executivo” concentrou R$ 103,43 bilhões em despesas executadas em 2025, o equivalente a 87% de todo o gasto da pasta no ano. Trata-se do programa que abriga despesas com pessoal ativo, inativos, pensões e outros custos correntes, funcionando, na prática, como o eixo central do orçamento do ministério.

Dentro desse bloco, os gastos com militares aposentados e pensionistas se destacam. As despesas com inativos militares somaram R$ 31,08 bilhões, enquanto o pagamento de pensões militares alcançou R$ 25,01 bilhões. Juntos, esses dois itens consumiram R$ 56,09 bilhões em 2025.

Quando comparado ao total da receita orçamentária da pasta — R$ 133,65 bilhões —, o valor destinado apenas a inativos e pensões representa aproximadamente 42% de todo o orçamento do Ministério da Defesa no ano.

O dado evidencia que quase metade dos recursos disponíveis foi direcionada exclusivamente ao pagamento de compromissos previdenciários militares, sem relação direta com atividades operacionais ou políticas públicas finalísticas.

Além das despesas com inativos e pensões, os gastos com militares da ativa também tiveram peso relevante. Em 2025, o pagamento de ativos militares alcançou R$ 31,68 bilhões. Somados, ativos, inativos e pensões militares consumiram cerca de R$ 87,78 bilhões, o que corresponde a aproximadamente 74% de toda a despesa executada pela pasta no período.

PROGRAMAS DE GESTÃO DE RISCO E DESASTRES

O contraste com outras áreas é expressivo. Programas voltados à gestão de risco e desastres, por exemplo, tiveram execução de apenas R$ 498,1 milhões ao longo de 2025 — menos de meio bilhão de reais em um país marcado por enchentes, secas e eventos climáticos extremos recorrentes. O valor representa cerca de 0,4% do total executado pelo ministério.

Mesmo áreas tradicionalmente associadas à atuação finalística da Defesa tiveram participação secundária no orçamento. A função classificada como Defesa Nacional registrou execução de R$ 11,5 bilhões, bem abaixo do montante direcionado ao pagamento de despesas previdenciárias militares.

O desenho orçamentário de 2025 reforça um padrão já identificado em exercícios anteriores: a crescente rigidez do orçamento da Defesa, fortemente comprometido com despesas obrigatórias, limita a capacidade do ministério de ampliar investimentos, modernizar estruturas ou responder a novas demandas estratégicas. Na prática, a pasta opera com margem reduzida para políticas públicas, enquanto a maior parte dos recursos segue comprometida com o custeio de passivos acumulados ao longo do tempo.

Essa distorção também é apontada por especialistas em defesa e orçamento militar. Para Ananias Oliveira, pesquisador da área de estudos militares, o debate recorrente sobre a necessidade de ampliar o orçamento da Defesa — frequentemente ancorado na comparação com os parâmetros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — ignora a composição interna desse gasto no Brasil.

Segundo ele, enquanto militares brasileiros citam com frequência a meta de destinar cerca de 3% do PIB à Defesa, percentual adotado como referência pela OTAN e recentemente ampliado por alguns países para até 5%, o perfil de gastos das Forças Armadas brasileiras destoa de forma significativa do padrão internacional. “Esse é um perfil de gasto em que cerca de 75% do orçamento vai para pessoal, ou seja, salários, aposentadorias e pensões. Isso destoa muito do padrão da OTAN”, afirma.

Oliveira destaca que, em 2023, a situação foi ainda mais aguda. Naquele ano, segundo ele, os gastos com pessoal chegaram a representar cerca de 85% do orçamento das Forças Armadas brasileiras, enquanto o investimento ficou em torno de 5%. “Dos 29 países que compõem a OTAN, apenas nove consomem 50% ou mais do orçamento com pessoal. E apenas três desses países chegam a esse nível de concentração. É um dado muito discrepante”, ressalta.

O especialista chama atenção ainda para a contradição entre a pressão por orçamentos cada vez maiores e a ausência de compromissos claros com a eficiência do gasto. “Há uma demanda constante por mais orçamento, mas sem nenhum comprometimento com o perfil desse gasto, com investimento efetivo em melhoria do sistema de defesa brasileiro”, avalia.

CUSTO ATÉ 13 VEZES MAIOR’

Nesse contexto, o peso das pensões militares aparece como um fator estrutural relevante. Oliveira lembra que estudos indicam que um pensionista militar pode representar um custo até 13 vezes maior do que o de um pensionista civil, o que amplia a pressão sobre o orçamento e reduz ainda mais o espaço para investimentos. “O gasto existe, é válido, mas é preciso discutir para quem se gasta e com que impacto. Sem isso, o aumento do orçamento não se traduz em fortalecimento real da capacidade de defesa”, afirma.

A leitura é reforçada por Piero Leirner, antropólogo e pesquisador das relações civis-militares, que aponta uma lógica institucional fechada na forma como as Forças Armadas organizam suas prioridades orçamentárias. Segundo ele, há uma cultura militar historicamente reproduzida no Brasil que privilegia a preservação do próprio grupo e de seus valores, mesmo em detrimento de mudanças estruturais.

Existe uma cultura militar que se fecha em si mesma, em que a reprodução do grupo e dos seus valores é vista como a coisa mais importante. Não há disposição, por exemplo, para realocar recursos que hoje vão para pessoal em direção a grandes reestruturações, seja em equipamentos, seja no próprio desenho da força”, afirma.

Leirner avalia que essa lógica dificulta qualquer debate sobre reorganização profunda das Forças Armadas, inclusive sobre a própria hierarquia e o número de oficiais-generais. “Comparativamente com outras forças, inclusive da OTAN, a quantidade de generais no Brasil [396 em 2025] é absolutamente inacreditável. Isso está ligado a um desenho que nunca foi repensado de forma estrutural”, diz.

Na avaliação do pesquisador, a rigidez orçamentária também impede uma reflexão estratégica mais ampla sobre as reais vulnerabilidades do país. Ele defende que o foco quase exclusivo na força terrestre não dialoga com os desafios contemporâneos da defesa brasileira. “Talvez fosse prioritário repensar o papel da Marinha. A grande vulnerabilidade do país hoje está na projeção geopolítica da costa, e isso raramente aparece como prioridade quando se discute orçamento”, afirma.

Para Leirner, enquanto essa cultura institucional não for enfrentada, a tendência é que o debate público continue restrito à ampliação de recursos, sem questionar o modelo de gasto. “O problema não é apenas quanto se gasta, mas como se gasta e para manter qual desenho de força”, conclui.

Por Cleber Lourenço

Fonte: https://iclnoticias.com.br/quase-metade-orcamento-defesa-inativos-pensoes/

Banco Master: CPI QUER OUVIR O governador IBANEIS ROCHA , do DF

Ele não compareceu à reunião de hoje da comissão. O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fab...