9.01.2026

Jogador David Corrêa é INVESTIGADO POR TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS

O atleta, atualmente no Vasco, é alvo de operação da Polícia Civil.

O atacante David Corrêa, ex-Fortaleza e atualmente no Vasco, é alvo de investigação por tráfico interestadual de drogas e armas. Agentes da 14ª Delegacia de Polícia (DP) do Rio de Janeiro estiveram na casa do atleta, na manhã da segunda-feira (31/08), com mandado de busca e apreensão.

A movimentação de segurança, intitulada de “Operação A Tropa”, é conduzida por agentes do Espírito Santo e apura o envolvimento de jogadores profissionais com as organizações criminosas.

Segundo o ge, um atleta do Santos foi preso - o nome não foi revelado. Ao todo, três mandados foram expedidos, com o CT do Vasco sendo um local para essa investigação.

Aos 30 anos, David é natural de Serra, no Espírito Santo. Revelado pelo Rio Branco-ES, acumula passagens por equipes como Vitória-BA, Cruzeiro, Internacional e São Paulo.  

Passagem pelo futebol cearense

Conhecido pela torcida do Fortaleza como “DVD”, o atleta atuou pelo clube cearense entre 2020 e 2021. Ao todo, teve 112 jogos, com 25 gols e 12 assistências, sendo titular na Série A do Brasileiro.

A chegada ocorreu após investimento de R$ 5 milhões junto ao Cruzeiro, sendo a maior compra da história do futebol cearense na época. Na saída, foi negociado por R$ 10,8 milhões ao Internacional.

No recorte, foi bicampeão cearense (2020 e 2021). No Vasco desde 2024, tem 36 partidas em 2026.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada

8.31.2026

Pauta da CCJ reúne ESCALA 6X1, SEGURANÇA E REGRA DE TRÂNSITO

 O fim da escala de trabalho 6x1 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). O colegiado reúne-se às 9h, em semana de esforço concentrado, para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A proposta tem parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM).

De acordo com a proposta, a jornada máxima de trabalho semanal cai de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.

O relator rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.

Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública é outra matéria de peso pautada para deliberação da CCJ. O relator da PEC 18/2025, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto da Câmara, rejeitando as primeiras quatro emendas. O projeto recebeu outras 42 sugestões de mudança que aguardam análise.

A proposta insere o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e cria o Sistema de Políticas Penais. A PEC também cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias.

Para financiar as ações, o texto destina 30% da arrecadação líquida das "bets" e 10% da sobra financeira (superávit) anual do Fundo Social do pré-sal para a segurança pública, com transição gradual entre 2027 e 2029.

Trânsito

Também estão na pauta dois projetos que alteram o Código de Trânsito Brasileiro. O primeiro aumenta as penas para quem causar morte ou lesão grave ao dirigir sob efeito de álcool ou drogas.

O PL 4.668/2020, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), tem parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e facilita a prisão preventiva nesses casos.

Já o segundo torna obrigatório o teste do bafômetro ou exame clínico para motoristas envolvidos em acidentes ou parados em blitz.

O PL 1.229/2024, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), conta com parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Como tramita em caráter terminativo na comissão, se for aprovada na CCJ, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário do Senado.

Fonte: Agência Senado

8.30.2026

Quatro DEPUTADOS FEDERAIS CEARENSES não estarão na Câmara em 2027

A bancada do Ceará na Câmara dos Deputados terá pelo menos quatro mudanças na próxima legislatura. Luizianne Lins (Rede), Júnior Mano (PSB), Eunício Oliveira (MDB) e José Guimarães (PT) não estão entre os deputados que tentarão renovar o mandato na Câmara.

Os quatro chegam ao fim desta legislatura depois de movimentos diferentes, mas que se cruzaram durante a montagem da chapa governista para as eleições deste ano. Em momentos distintos, Luizianne, Eunício, Guimarães e Júnior Mano estiveram envolvidos nas articulações pelas duas vagas ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT).

No fim, Luizianne conseguiu uma delas. Júnior Mano entrou na chapa como primeiro suplente de Cid Gomes (PSB). Eunício ficou fora da disputa após meses de articulação para viabilizar a candidatura e enfrentar problemas de saúde. Guimarães, que também pretendia concorrer ao Senado, mudou os planos após aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a articulação política do Governo Federal.

Maioria fica no jogo

Enquanto os quatro parlamentares seguiram outros caminhos, os demais 18 deputados federais em exercício pelo Ceará registraram candidatura à reeleição. Isso significa que 81,82% da atual bancada tentam permanecer na Câmara.

Os dados foram conferidos pelo PontoPoder a partir dos registros de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 292 registros de candidatura foram apresentados para as 22 vagas do Ceará na Câmara. O número final de registros deferidos, porém, ainda pode mudar, já que os pedidos passam pelo julgamento da Justiça Eleitoral.

Por trás das quatro saídas já definidas, houve meses de negociações. A formação da chapa governista para o Senado passou por mudanças, disputas internas e rearranjos que só foram fechados perto das convenções.

Planos mudaram

José Guimarães passou boa parte do período pré-eleitoral com o nome colocado para o Senado. O agora ministro defendia a candidatura e trabalhava para ocupar uma das duas vagas na chapa majoritária de Elmano de Freitas.

Os planos mudaram em abril deste ano, quando o presidente Lula chamou Guimarães para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do Palácio do Planalto com o Congresso. Para aceitar o convite, o cearense precisou deixar de lado o projeto eleitoral.

Na época, ao falar sobre a decisão, Guimarães admitiu que a mudança envolveu um sacrifício político. O petista vinha construindo o caminho para disputar o Senado, mas disse ter atendido a um apelo de Lula para assumir a função no Governo Federal.

A ida para o ministério também fechou a possibilidade de Guimarães tentar mais um mandato na Câmara. Ele assumiu a SRI em abril, quando já havia passado o prazo de desincompatibilização para que ministros pudessem concorrer nas eleições deste ano.

Mesmo fora das urnas, Guimarães continuou participando das articulações eleitorais no Ceará. Na reta final da montagem da chapa governista, o ministro esteve em parte das conversas com Lula sobre a definição dos nomes para o Senado que definiu a indicação de Luizianne para a chapa do governador.

Virada com Cid

Júnior Mano também passou boa parte do período pré-eleitoral olhando para o Senado. Durante as articulações, Cid Gomes trabalhou para que o deputado fosse o nome do PSB para uma das duas vagas.

Naquele momento, Cid dizia que não pretendia disputar um novo mandato e defendia Júnior Mano para ocupar o espaço do partido na chapa. O deputado, então, passou a trabalhar para entrar na disputa majoritária em vez de buscar mais quatro anos na Câmara.

O cenário mudou perto do fechamento das alianças. Cid, que até então resistia a concorrer novamente, acabou entrando na disputa pela reeleição ao Senado.

A mudança também alterou os planos de Júnior Mano. Em vez de ser o candidato do PSB ao Senado, o deputado passou a integrar a chapa como primeiro suplente de Cid.
O próprio senador relatou que Lula participou dessa costura e fez um apelo para que Júnior Mano aceitasse a suplência.

O arranjo foi fechado na reta final das articulações e manteve os dois na disputa: Cid como candidato ao Senado e Júnior Mano como suplente. Depois dessa articulação só restava mais uma vaga na chapa e muita gente na disputa por ela.

Eunício tentou até o fim

Eunício Oliveira foi um dos que passaram meses trabalhando para voltar ao Senado. O deputado colocou o nome à disposição, buscou apoio político e tentou garantir ao MDB uma das vagas da chapa de Elmano.

A movimentação ganhou força ao longo do primeiro semestre. Eunício reuniu manifestações de apoio de prefeitos e lideranças municipais e manteve publicamente a intenção de disputar o cargo que ocupou entre 2011 e 2019.

O projeto continuou mesmo depois de o parlamentar precisar se afastar temporariamente das atividades políticas. Em junho, Eunício informou que havia sido diagnosticado com anemia profunda e que passaria por tratamento. Naquele momento, ainda reafirmou a intenção de concorrer ao Senado.

Durante o afastamento, aliados continuaram movimentando as redes sociais em defesa da candidatura. Após receber alta, o deputado voltou às atividades políticas e permaneceu nas negociações por espaço na chapa governista.

A desistência veio apenas na reta final. Na convenção estadual do MDB, em agosto, Eunício anunciou que não disputaria as eleições e relacionou a decisão às condições de saúde após o tratamento.

Com a decisão, Eunício ficou fora da disputa pelo Senado e não tentou renovar o mandato na Câmara.

Luizianne na chapa

Foi nesse cenário de mudanças que a candidatura de Luizianne Lins ao Senado acabou se consolidando. A movimentação da ex-prefeita, porém, havia começado meses antes e ainda dentro do PT.

Em abril, depois de 37 anos de filiação, Luizianne deixou o PT e se filiou ao partido Rede. A mudança de partido, no entanto, não significou um rompimento com o grupo governista no Ceará. A deputada manteve o apoio a Elmano e continuou trabalhando para levar sua candidatura ao Senado para dentro da chapa.

As definições vieram na reta final. Com Guimarães fora das urnas, Cid de volta à disputa pelo Senado, Júnior Mano acomodado como suplente e Eunício fora da eleição, Luizianne foi enfim confirmada como o segundo nome da chapa governista para o Senado após interferências do presidente Lula na montagem da chapa no Ceará.

A confirmação encerrou uma movimentação que passou pela saída do PT, a filiação à Rede e meses de negociação para permanecer no mesmo campo político, mas agora na disputa por uma vaga na Casa Alta.

Com os quatro movimentos, as cadeiras hoje ocupadas por Luizianne, Júnior Mano, Eunício e Guimarães necessariamente terão novos titulares em 2027. Nas outras 18, porém, estar na cadeira hoje não significa estar nela em 2027, afinal, a composição final dependerá do resultado das urnas.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/pontopoder

8.29.2026

O dia em que eu CHOREI

Eu não chorei quando o médico disse para mim e para o meu marido que Kristi, nossa filha de dois anos, tinha – como suspeitávamos – uma deficiência mental.

Vamos, chore”, aconselhou gentilmente o médico. “Chorar ajuda a prevenir dificuldades emocionais sérias”.

Apesar de a imensa dor que eu sentia, não consegui chorar naquele momento, nem durante os muitos meses que se seguiam. Quando Kristi já tinha idade para ir à escola, nós a matriculamos no jardim de infância do colégio do nosso bairro. Ela estava com sete anos.

Eu achei que fosse chorar no dia em que a deixei naquela sala cheia de crianças de cinco anos. Fiquei na escola, vendo Kristi passar horas e horas brincando sozinha, uma criança “diferente” no meio de outras 20. Senti um aperto enorme no coração, mas nenhuma lágrima saiu de meus olhos.

Com o passar do tempo, coisas positivas começaram a acontecer com Kristi e seus colegas de classe. Quando se vangloriavam de suas proezas, os colegas de Kristi sempre tinham o cuidado de elogiá-la: “Kristi escreveu todas as palavras certas hoje.” Ninguém acrescentava que os exercícios dela eram mais fáceis do que os dos outros. Os avanços de Kristi eram registrados com alegria pela turma.

Foi no segundo ano de Kristi na escola que ela enfrentou sua experiência mais desafiante.O grande evento do final de ano era uma competição, o ponto culminante das atividades de educação física. Kristi estava muito atrás da turma em coordenação motora. Meu marido e eu temíamos aquele dia.

No dia do evento, Kristi fingiu que estava doente. Eu fiquei extremamente dividida, tentada por um lado a deixá-la em casa, mas também consciente de que seria importante para ela vencer o medo. Com um nó na garganta, levei uma Kristi pálida e relutante até o ônibus da escola e me preparei para assistir à competição.

Sentada no meio dos outros pais, sentia meu coração bater forte. Quando chegou a vez de Kristi, eu entendi o que a preocupava. Sua classe estava dividida em times de revezamento. Com suas reações desengonçadas, hesitantes e lentas, ela, com certeza, iria prejudicar o seu time.

No entanto, a apresentação foi correndo bem, até a hora da corrida de sacos. Cada criança tinha que entrar em um saco na linha de partida, pular até a linha de chegada, e fazer o caminho de volta sem sair do saco. Observei minha filhinha em pé, perto do fim da sua fila de companheiros, com uma aparência assustada.

Mas, quando se aproximou o momento de Kristi participar da corrida, ocorreu uma troca de lugares em seu time. O menino mais alto da fila foi para trás de Kristi e segurou-a pela cintura. Dois outros meninos ficaram um pouco à frente dela. Quando chegou a vez de Kristi, aqueles dois meninos pegaram o saco vazio e o abriram. O menino mais alto suspendeu Kristi e a colocou suavemente dentro do saco. Uma menina à frente de nossa filha pegou-a pela mão e a sustentou brevemente, enquanto Kristi recuperava o equilíbrio. E então lá foi ela, pulando, sorridente e orgulhosa.

Em meio às aclamações dos professores, colegas e pais de alunos, eu me afastei lentamente, agradecendo a Deus por aquelas pessoas calorosas e compreensivas que tinham tornado possível para a minha filha deficiente agir como seus semelhantes.

E então, finalmente, eu chorei.

Meg Hill

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com/

8.28.2026

Uma definição do AMOR

 No livro O Homem em Busca de um Sentido, o psiquiatra austríaco Viktor Frankl relata sua experiência em um campo de concentração nazista. Em um momento de dor extrema, ele se lembrou de sua esposa, cruelmente separada dele. Enquanto caminhava com outros prisioneiros no frio intenso do inverno, quase sem roupas e a caminho do trabalho forçado, a dor era insuportável. Mesmo nessa situação, Frankl se lembrou de sua amada e isso o ajudou a entender mais profundamente o amor de Deus. Ele disse:

É a primeira vez na vida que experimento a verdade daquilo que tantos pensadores ressaltaram como a quintessência da sabedoria, por tantos poetas cantada: a verdade de que o amor é, de certa forma, o bem último e supremo que pode ser alcançado pela existência humana. Compreendo agora o sentido das coisas últimas e extremas que podem ser expressas em pensamento, poesia – e em fé humana: a redenção pelo amor e no amor! Passo a compreender que a pessoa, mesmo que nada mais lhe reste nesse mundo, pode tornar-se bem-aventurada – ainda que por alguns momentos – entregando-se interiormente à imagem da pessoa amada. Na pior situação exterior que se possa imaginar, numa situação em que a pessoa não pode se realizar através de alguma conquista, em que sua conquista pode consistir unicamente num sofrimento, com a cabeça erguida, nesta situação a pessoa pode se realizar na contemplação amorosa da imagem espiritual da pessoa amada que ela traz dentro de si. Pela primeira vez na vida entendo o que quer dizer: ‘Os anjos são bem-aventurados na perpétua contemplação, em amor, de uma glória infinita.’”

Talvez seja esse amor que tenha capacitado os mártires a cantar durante o martírio e morrer louvando a Deus. Esse é o amor que devemos buscar para amar a Deus com todo o nosso coração, nossa alma e nossa mente. Acredito que esse amor vem de Deus, mas também deve ser cultivado e praticado na vida cristã. Ele é o amor dos cristãos maduros, que conhecem a Deus profundamente. Busquemos mais esse amor hoje.

Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu. 1 João 3:1

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/uma-definicao-do-amor/

8.27.2026

Alece assegura direitos e incentiva AÇÕES DE APOIO À AMAMENTAÇÃO NO CEARÁ

 

Nutrição, proteção e vínculo estão entre os benefícios que o aleitamento materno proporciona desde os primeiros momentos de vida. Essencial para o desenvolvimento saudável dos bebês, o leite materno reúne nutrientes e fatores de proteção importantes para o crescimento e a saúde da criança, além de contribuir para a saúde da mulher.

Durante o Agosto Dourado, o tema ganha ainda mais visibilidade em uma mobilização dedicada ao incentivo à amamentação e à importância da informação, do acolhimento e da rede de apoio às mães.
 

No Ceará, esse cuidado também encontra respaldo em iniciativas aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), que, ao longo dos anos, estabeleceu medidas de incentivo ao aleitamento e à doação de leite humano, além de assegurar direitos às mulheres que amamentam.

Para a enfermeira Odete Silva, especialista em Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano, falar sobre amamentação passa também por compreender as diferentes experiências vividas pelas mulheres durante a maternidade. Segundo ela, orientação e apoio são fundamentais para que esse período seja vivenciado de forma mais acolhedora.

“A amamentação é, sem nenhuma dúvida, muito importante. Os benefícios do leite materno são incontestáveis, mas eu também falo todos os dias para as minhas pacientes que, para cuidar de um bebê, a mãe também precisa estar bem e a amamentação não precisa ser vivida como uma prova de resistência”, ressaltou.

Nesse contexto, a rede de cuidado e apoio que envolve a amamentação pode também ultrapassar os limites de uma família e alcançar outros bebês. Uma das formas de ampliar esse cuidado é por meio da doação de leite humano.

Existe algo muito bonito no processo de doação de leite. Uma mãe que, muitas vezes, nem conhece aquele bebê decide compartilhar o próprio leite para ajudá-lo. É uma rede de cuidado que se forma entre mulheres e que chega até um bebê que está precisando”, assinalou.

REDE DE CUIDADO: O QUE SÃO BANCOS DE LEITE?

Os bancos de leite humano têm papel fundamental. Além de receberem doações de leite materno, os serviços promovem, protegem e apoiam o aleitamento e oferecem orientação às mulheres. O leite doado passa por etapas de seleção, controle de qualidade e pasteurização antes de ser destinado principalmente a recém-nascidos prematuros, de baixo peso ou internados, que, por alguma condição clínica, não conseguem receber o leite da própria mãe.

No Brasil, os serviços integram a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH), coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Ceará conta com bancos de leite humano em Fortaleza e no Interior, oferecendo suporte à amamentação e realizando a coleta de leite. 

O incentivo à doação e ao aleitamento também está presente na legislação estadual. Entre as normas aprovadas na Alece, a doação de leite humano ganhou um instrumento específico de incentivo com a Lei 14.006/07, responsável por instituir uma campanha estadual dedicada à prática. Já a Lei 18.496/23 instituiu o Agosto Dourado no Ceará, fortalecendo as ações de conscientização e incentivo ao aleitamento materno durante o mês de agosto.

Na prática, o incentivo à amamentação e ao fortalecimento das redes de apoio acompanha diferentes experiências vividas por mães e bebês desde os primeiros momentos após o nascimento.

HORA DOURADA” EM DIFERENTES REALIDADES

A “hora dourada” corresponde aos primeiros 60 minutos de vida do recém-nascido logo após o parto. Nesse período, é estimulado o contato pele a pele imediato com a mãe, que ajuda a regular a temperatura corporal, os batimentos cardíacos e a respiração do recém-nascido. Esses primeiros minutos também favorecem a liberação de ocitocina na mãe, reduzindo o estresse e o choro do bebê, facilitando a primeira amamentação e estimulando a produção de leite materno.

No cenário de um parto sem complicações, o bebê vai logo ao encontro da mãe, como foi no caso da farmacêutica Ticiana Meneses, mãe de primeira viagem. Segundo Ticiana, logo nos primeiros momentos, o bebê foi colocado em seus braços e pôde mamar pela primeira vez. 

“Acredito que o apoio e o incentivo das enfermeiras foram muito importantes para que esse primeiro contato acontecesse de forma tranquila e especial. Foi marcante para mim e, desde então, a amamentação se tornou uma experiência muito importante na nossa rotina”, declarou.

Por meio da sua consultora de amamentação, a farmacêutica, agora mãe de um bebê de quatro meses, tornou-se doadora de leite materno. “Desde o início, tive uma produção de leite muito boa e, como era superior ao necessário, fui orientada sobre a possibilidade de doar meu leite e ajudar outro bebê. Motivada em poder fazer a diferença, comecei a fazer a doação do leite materno”, disse.

Já para a auxiliar de sala de aula Luiza Daiane, o cenário foi diferente. Também mãe de primeira viagem, ela teve uma ruptura prematura da bolsa, e os gêmeos nasceram com 27 semanas. Os bebês precisaram ser encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), impossibilitando o contato prolongado com a mãe após o nascimento.

Natural de Itapipoca, Luiza Daiane contou que os bebês ainda estão sendo acompanhados no hospital. “Estou aqui há quase dois meses, e é uma mistura de sentimentos. Fico triste por estarmos longe de casa, mas, ao mesmo tempo, feliz por saber que meus filhos estão sendo bem cuidados e que vão sair daqui saudáveis”, explicou.

Preocupada com a alimentação das crianças, a auxiliar de sala pesquisou sobre as doações de leite materno pelo receio de não produzir a quantidade suficiente. “Procurei o banco de leite e fui bem orientada sobre a minha saúde, produção de leite e demais cuidados. Devido à doação de outras mães, meus bebês não ficaram sem leite e seguem se alimentando”, afirmou.

Ela conta que já teve a oportunidade de amamentar os filhos, que continuam recebendo leite do banco de doação do hospital como complemento para o fortalecimento. Luiza acrescenta que também pôde doar o próprio leite materno ao banco, contribuindo para que outras mães e seus filhos tenham a mesma segurança e o cuidado que ela vivenciou.

O ATO DE DOAR

A doação de leite materno é um ato voluntário e fundamental para a alimentação de bebês prematuros ou internados em UTIs neonatais. Para ser doadora, a mulher precisa estar saudável, amamentando e produzir um volume maior que o necessário para o próprio filho. O processo exige cuidados rigorosos de higiene na extração e também no armazenamento.

Para o armazenamento, é necessário utilizar frascos de vidro estéreis, com tampa plástica e boa vedação. Também é preciso deixar um espaço de aproximadamente dois dedos entre a boca do recipiente e o leite, para evitar que o frasco trinque durante o congelamento, além de identificá-lo com a data e o horário da coleta.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) incentiva a doação de leite humano, alimento fundamental para diminuir o tempo de internação e fortalecer o desenvolvimento de bebês internados nas unidades de saúde ou que possuem alergia ao leite de vaca. Os cuidados de coleta e armazenamento podem ser conferidos no site do órgão, assim como endereço, contato e horário de funcionamento de todas as unidades de saúde com banco de leite no Estado.

INCENTIVO E PROTEÇÃO

Fortalecendo as ações de incentivo ao aleitamento materno e de proteção às lactantes, a Alece também tem iniciativas aprovadas voltadas à promoção da amamentação e à garantia de direitos.

Entre elas, a Lei 12.142/93 trata da instalação e do funcionamento de Centros de Incentivo ao Aleitamento Materno em maternidades e postos de saúde da rede estadual. Outras normas passaram a incorporar o tema ao calendário de mobilizações do Estado, como a Lei 13.591/05, que instituiu a Semana Estadual do Aleitamento Materno, celebrada anualmente de 1º a 7 de agosto, e a Lei 18.969/24, que criou o Dia Estadual do Aleitamento Materno, celebrado em 23 de março.

Além das ações de incentivo, a legislação estadual também assegura o exercício da amamentação. A Lei 16.835/19 garante o direito ao aleitamento materno em estabelecimentos no Ceará, independentemente da existência de espaços específicos destinados a essa finalidade.

O BANCO DE LEITE DO HUC

Hospital Universitário do Ceará (HUC) reforça a necessidade de doações de leite humano, alimento essencial para o desenvolvimento e a recuperação dos bebês acompanhados na instituição. As pessoas interessadas em doar podem entrar em contato com o Banco de Leite Humano pelo telefone (85) 99421-9941.

Por meio do contato, a equipe orienta sobre os cuidados necessários para a doação e também oferece informações sobre amamentação. O serviço funciona 24 horas por dia e precisa de aproximadamente 573 litros de leite por mês para atender à demanda dos recém-nascidos.

Atualmente, a média de doações é de 214 litros mensais, volume 62,7% abaixo da necessidade. Além do leite humano, o HUC também recebe potes de vidro utilizados para armazenar o alimento. 

Edição: Vandecy Dourado

Fonte: https://www.al.ce.gov.br/

8.26.2026

Renegociação de dívidas do FIES POR SER FEITA ATÉ 16 DE SETEMBRO

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato.

A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

Fonte: Agência Brasil

Jogador David Corrêa é INVESTIGADO POR TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS

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