7.02.2026

PF é acionada após reportagens do ICL SOBRE MANSÃO LIGADA a Flávio Bolsonaro

Deputado Lindbergh Farias pede apuração sobre imóvel de R$ 14,5 milhões financiado pelo BRB e utilizado em articulações políticas do senador.

As reportagens do ICL Notícias assinada por Juliana Dal Piva, Alice Maciel e Heloisa Villela sobre a compra de uma mansão de R$ 14,5 milhões pelo coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a utilização do imóvel pelo senador em reuniões políticas motivaram uma representação apresentada à Polícia Federal (PF) pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

O parlamentar pede a abertura de investigação sobre a origem dos recursos, as condições do financiamento concedido pelo Banco de Brasília (BRB) e o uso político do imóvel localizado no Lago Sul, em Brasília.

A notícia de fato encaminhada ao diretor-geral da Polícia Federal cita expressamente as reportagens do ICL Notícias que revelaram tanto a aquisição da mansão por José Vicente Santini, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, quanto a utilização do imóvel pelo senador para reuniões e articulações políticas.

Segundo a representação, o imóvel foi adquirido por R$ 14,5 milhões, mediante pagamento de R$ 4 milhões de entrada e financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo BRB. O banco público do Distrito Federal também financiou a compra da mansão do próprio Flávio Bolsonaro em Brasília.

Lindbergh pede que a Polícia Federal apure a origem dos recursos empregados na compra, a capacidade financeira dos compradores, a regularidade da operação de crédito e a eventual existência de benefício político ou eleitoral decorrente do uso do imóvel.

Reuniões da pré-campanha

O documento destaca que a residência passou a ser utilizada por Flávio Bolsonaro em reuniões e articulações de sua pré-campanha presidencial.

De acordo com a notícia de fato, as parcelas iniciais do financiamento seriam de aproximadamente R$ 128 mil mensais, valor que pressuporia renda estimada em cerca de R$ 429 mil por mês. O deputado afirma que esses números precisam ser confrontados com a renda efetivamente declarada, os vínculos profissionais e a capacidade econômica de José Vicente Santini.

A pergunta investigativa é simples: quem pagou, com que dinheiro, por qual caminho financeiro e em benefício de quem?”, afirma Lindbergh na representação. Segundo o parlamentar, é necessário esclarecer se a mansão utilizada nas articulações políticas de Flávio Bolsonaro foi custeada exclusivamente com recursos próprios de Santini ou se houve participação de terceiros.

A peça também pede que a Polícia Federal investigue eventual conexão entre a operação imobiliária, o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento sustenta que o contexto das investigações da Operação Compliance Zero e a participação do BRB em operações relacionadas ao caso justificam a ampliação das apurações.

Entre as medidas solicitadas estão a requisição dos contratos de financiamento, análises de crédito, documentos cartorários, informações sobre a origem dos R$ 4 milhões utilizados na entrada do imóvel, além da eventual produção de relatórios de inteligência financeira e da apuração da utilização política da residência.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/mansao-flavio-bolsonaro-pf-icl-investigacao/

7.01.2026

Noruega e Brasil: DOIS NAVIOS, UM SÓ OCEANO DE ESQUECIMENTO

A remada norueguesa é, no fim das contas, um espelho. Ela nos convida a questionar quais histórias escolhemos contar sobre nós mesmos.

Há um fascínio quase hipnótico na sincronia de uma multidão, e os movimentos de massa do século XX o comprovam. Não à toa a Copa do Mundo nasceu durante a ascensão do fascismo italiano em 1930. Em todo caso, quando os torcedores noruegueses — liderados pelo meio-campista Martin Ødegaard desde o gramado — e inspirados no “Senhor Row Row” (“Senhor Remada”, Ole Frøystad), sentam-se nas arquibancadas e simulam uma remada coletiva, o estádio deixa de ser um mero palco esportivo para se transformar no convés de um drakkar (navio de guerra viking) imaginário. A “remada viking” é plástica, contagiante e inegavelmente épica. Mas o que exatamente estamos aplaudindo quando celebramos o compasso desses remos invisíveis?

A imagem popular do viking — o homem loiro, destemido, adornado por capacetes de chifres (um equívoco arqueológico já desmentido) — é uma construção higienizada de um passado complexo. A Noruega, ao abraçar essa estética como marketing e orgulho nacional, escolhe a dedo qual parte da história deseja lembrar. Exalta-se a tecnologia naval incomparável que permitiu a expansão pelo Atlântico Norte, a coragem dos exploradores e a força dos guerreiros. Esquece-se, porém, que a mesma proa que desbravava mares também aportava para o saque, a pilhagem, o estupro e, de forma central, a escravização.

O ataque ao mosteiro de Lindisfarne (norte da Inglaterra medieval) em 793, marco simbólico da Era Viking, além de uma batalha por território, foi um ato de terror que resultou em mortes e na captura de pessoas que se tornariam thralls, os escravizados da Escandinávia medieval. A remada que hoje embala a festa nos estádios era a mesma que impulsionava o comércio humano nas Ilhas Britânicas e na Europa Oriental.

É aqui que a história da Noruega, congelada nos fiordes do norte, encontra um eco incômodo nas águas quentes do Atlântico Sul. Quando pensamos em Brasil e Noruega — que vão se enfrentar no próximo domingo —, imaginamos antípodas culturais. De um lado, o mito do homem cordial e a miscigenação; do outro, o Estado de bem-estar social e a suposta homogeneidade nórdica. No entanto, se despirmos essas nações de seus mitos fundadores, encontraremos um denominador comum brutal: a violência, o navio e a escravidão.

No Brasil, o navio não é o drakkar heroico, mas o tumbeiro sombrio. A nossa “remada” não é celebrada em estádios, mas agoniza no fundo do mar, onde repousam os ossos daqueles que não sobreviveram à Travessia do Atlântico. Enquanto a Noruega folcloriza seu passado marítimo violento, transformando escravizadores em mascotes de pelúcia e campanhas publicitárias, o Brasil ainda lida com as cicatrizes abertas de um sistema escravista que moldou nossa estrutura social.

O incômodo que a remada norueguesa gera em vizinhos como a Suécia e a Dinamarca é revelador. Os suecos, que preferem tratar os vikings como parte de uma história comercial e não como um épico fundacional, entendem o perigo de romantizar a barbárie. Mais ainda, reconhecem que a apropriação desses símbolos por grupos supremacistas brancos não é um acidente, mas uma consequência direta da exaltação de uma masculinidade guerreira e de uma suposta pureza racial.

Quando o Brasil e a Noruega se encontram — seja em um campo de futebol, seja na reflexão histórica —, o contraste é pedagógico. A torcida norueguesa não está, obviamente, celebrando abusos ou massacres ao remar nas arquibancadas. Trata-se de uma memória seletiva, um recorte nostálgico que serve à coesão nacional. Mas a memória é um campo de disputa. Ao romantizar o navio viking, a Noruega apaga os thralls (escravos) que remavam nos porões. Ao esquecer os navios negreiros, o Brasil tenta apagar o racismo estrutural que ainda dita quem vive e quem morre em nossas periferias.

A remada norueguesa é, no fim das contas, um espelho. Ela nos convida a questionar quais histórias escolhemos contar sobre nós mesmos. Se a Noruega precisa lidar com o peso do machado viking que ainda reverbera em discursos de extrema-direita, o Brasil precisa encarar o chicote que nunca foi totalmente abolido. Duas nações, mares diferentes, duas histórias distintas, mas unidas pela constatação de que, no fundo de cada mito nacional glorioso, há sempre um porão sombrio onde a história dos escravizados foi silenciada ou romantizada. Cedo ou tarde, a maré sempre volta, trazendo à tona vozes que cantam em uníssono nos porões de todos os navios dos tempos do mundo: liberdade!

Por: Lindener Pareto Jr.

Fonte: iclnoticias.com.br 

Polícia Civil prende membros de torcida organizada por ATENTADO CONTRA FILHA do presidente do Ceará

PCCE elucida tentativa de atentado contra filha de presidente de clube esportivo e prende suspeitos envolvidos na ação.

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio do Núcleo Operacional do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP), elucidou a tentativa de atentado praticado contra a filha do presidente do Ceará Sporting Club, ocorrido no dia 25 de junho deste ano, por meio do envio de um artefato explosivo, dissimulado em uma caixa de chocolates. Durante diligências realizadas na terça-feira (30), dois homens, de 19 e 22 anos, foram presos e materiais de interesse para a investigação foram apreendidos em Fortaleza.

As investigações apontaram que o crime foi praticado por integrantes de uma torcida organizada, que atuavam de forma coordenada e com divisão de tarefas. Conforme apurado pela Polícia Civil, os envolvidos utilizaram motocicletas com placas adulteradas e encobertas, com o objetivo de dificultar a identificação dos autores. A ação criminosa está inserida em um contexto de violência protagonizada por torcidas organizadas no Estado do Ceará. Durante o cumprimento das diligências relacionadas ao caso, equipes da Draco prenderam ainda um homem em posse de aproximadamente nove quilos de skunk e um quilo de cocaína, além de apetrechos utilizados para o tráfico de drogas e vestimentas ligadas à torcida organizada.

Os conduzidos foram autuados pelos crimes de ameaça, explosão, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Um dos suspeitos também foi autuado por tráfico de drogas. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar todos os envolvidos na ação criminosa e esclarecer integralmente os fatos.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.
As denúncias também podem ser encaminhadas para o telefone (85) 3101-7591, número da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O sigilo e o anonimato são garantidos.

Fonte: https://www.ce.gov.br/sspds/2026/07/01/

6.30.2026

Veja lista de CARROS QUE TAXISTAS E MOTORISTAS DE APP podem financiar no MOVE BRASIL

Programa começou na sexta (19/06) e profissional com cadastro aprovado já pode pedir crédito.

Motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar carros novos com juros menores desde sexta-feira (19/06) pelo programa Move Brasil, do governo federal. Motoristas de aplicativo e taxistas com cadastro aprovado já podem procurar a concessionária do veículo escolhido para dar início à análise de crédito.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou a lista de carros que podem participar do programa. Podem ser financiados veículos de até R$ 150 mil flex, elétricos e movidos exclusivamente a etanol. Ficam de fora os movidos a gasolina ou diesel.

Taxistas registrados e motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses podem pedir o crédito. Os últimos devem comprovar a realização de, no mínimo, cem corridas no período. O cadastro para verificação da elegibilidade já está disponível na plataforma oficial do programa.

Veja lista de carros que entram no financiamento

Carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Modelos movidos apenas a gasolina ou diesel ficarão de fora. O valor máximo do automóvel será de R$ 150 mil:   BYD Dolphin; BYD Dolphin Mini;

  • Chevrolet Montana; Chevrolet Onix; Chevrolet Onix Plus; Chevrolet Sonic; Chevrolet Spark EUV; Chevrolet Spin; Chevrolet Tracker; GWM Ora 03

  • Honda City Hatchback; Honda City Sedan; Honda HR-V; Honda WR-V

  • Hyundai Creta; Hyundai HB20; Hyundai HB20S

  • Nissan Kait; Nissan Kicks; Nissan Versa

  • Geely EX2

  • Renault Duster; Renault Kardian; Renault Kwid

  • Citroën Aircross; Citroën Basalt; Citroën C3

  • Fiat Argo; Fiat Cronos; Fiat Fastback; Fiat Mobi; Fiat Pulse

  • Jeep Compass; Jeep Renegade

  • Peugeot 208; Peugeot 2008

  • Toyota Yaris Cross

  • Volkswagen Nivus; Volkswagen Polo; Volkswagen Saveiro; Volkswagen T-Cross; Volkswagen Tera; Volkswagen Virtus.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o financiamento para seguro não entra na composição do preço do carro, e não conta para o valor máximo de R$ 150 mil. No caso das mulheres, acessórios de segurança também não contam.

Como pedir o financiamento?

  • Cadastro:
Motoristas devem acessar a plataforma https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/move-brasil e autorizar o uso de dados para o sistema verificar se têm direito.

  • Confirmação:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br
    Escolha do veículo:
Os motoristas que tiveram o cadastro aceito poderão escolher um dos veículos que se enquadram no programa Mover. Os profissionais com o cadastro aprovado já podem procurar uma concessionária

  • Contratação:
O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

Quem pode participar?

Taxistas registrados e em atividade, cooperativas de táxi e motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses que tenham realizado ao menos cem corridas nesse período na mesma plataforma.

A validação dos motoristas de aplicativo será feita pelas próprias plataformas. No caso dos taxistas, a confirmação ocorrerá via Receita Federal e gov.br.

Como saber se me enquadro nas regras?

Para motoristas de aplicativo, segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha.

No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio Gov.br. Em até cinco dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do site, resposta sobre se ela atende às condições.

Qual será o valor dos juros?

O governo anunciou juros finais de até 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% ao ano para homens. As mulheres também poderão financiar itens extras de segurança, limitados a 10% do valor total da operação.

O financiamento terá entrada?

As regras publicadas até agora não estabelecem entrada mínima obrigatória. No entanto, os bancos poderão exigir condições próprias durante a análise de crédito, incluindo valor de entrada, garantias e comprovação de renda. Em financiamentos, o valor da prestação e do crédito liberado dependem, por exemplo, da renda do motorista.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/economia/veja-lista-de-carros-motoristas-app/

6.29.2026

Ministério da Saúde iniciou PROJETO-PILOTO COM SEMAGLUTINA

Ao longo de dois anos, 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a comorbidades serão acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O estudo avaliará a efetividade, a segurança e o custo do tratamento no âmbito do SUS.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, na sexta-feira (26/06), o início do uso da semaglutida, princípio ativo de um dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. Durante a cerimônia, um paciente recebeu a primeira aplicação do medicamento, marcando o início da oferta dessa terapia em um hospital federal. A iniciativa integra um projeto-piloto que avaliará a efetividade, o impacto clínico e o custo do uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade no SUS.

O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro Padilha.

Para o estudo, denominado Real-Bari, foi implementado o protocolo de pesquisa para uso da semaglutida em pacientes com obesidade, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC, com o objetivo de garantir maior segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo com médicos especialistas da unidade. No total, serão contemplados 250 pacientes do SUS já acompanhados pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, além de indicação para cirurgia bariátrica.    

Esse público reflete o perfil assistencial da unidade, na qual 91% dos pacientes com obesidade apresentam a forma mórbida da doença. Dentre esses, apenas 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. A comorbidade mais prevalente nesse grupo é a hipertensão arterial.

Ao longo de dois anos de estudo, serão avaliados indicadores essenciais para compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, como o percentual de perda de peso, a evolução da qualidade de vida, resultados de exames clínicos, condições pós-operatórias e os custos dos processos. Dessa forma, a pesquisa gerará evidências nacionais aplicáveis à prática clínica, contribuindo para orientar decisões assistenciais e subsidiar futuras estratégias de organização da atenção à obesidade grave.

A pesquisa será realizada com recursos transferidos ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da produtora do medicamento.

Seleção dos pacientes para o estudo

Além de já realizarem acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição, os pacientes selecionados precisam ter diagnóstico de obesidade estabelecido há pelo menos 12 meses e apresentar falha documentada no tratamento clínico convencional, como dietas estruturadas e prática regular de atividade física por pelo menos dois meses. Outro requisito é ter capacidade de compreender e realizar a autoaplicação da medicação ou contar com um cuidador para esse procedimento.

Cuidado para obesidade no SUS

No ano passado, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade, um crescimento de 57% em relação a 2022. Esse aumento comprova a ampliação progressiva do acesso aos serviços de saúde. O cuidado à pessoa com obesidade começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com orientação nutricional, incentivo à atividade física, suporte psicológico e acompanhamento das equipes multiprofissionais (eMulti). 

O Ministério da Saúde investe em ações preventivas, como a estratégia Viva Mais Brasil, com investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões neste ano. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano. O Guia Alimentar para a População Brasileira fornece orientações baseadas em evidências científicas para promover uma alimentação saudável, considerando particularidades regionais, etárias, culturais, sociais e biológicas.

Os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida não estão incorporadas no sistema público de saúde. A eventual incorporação de qualquer tecnologia ao SUS segue os critérios técnicos, científicos e orçamentários estabelecidos, com análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026 

6.28.2026

BRASIL iniciou OPERAÇÃO DE BUSCA E RESGATE na VENEZUELA

Cenário é de destruição e falta de serviços básicos.

Equipes brasileiras iniciaram no sábado (27) a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

Buscas

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

Cargas

No final da tarde do sábado (27), mais uma aeronave brasileiro decolou com destino à Venezuela.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a carga desse terceiro voo inclui purificadores de ar e um módulo complementar para a instalação de Hospital de Campanha. 

Fonte: Agência Brasil

6.27.2026

SEMENTES

Não faz muito tempo, entrei em um mercado e vi uma exposição de pacotes de sementes. Pensei em plantar algo que não desse muito trabalho. Assim, escolhi um envelope de sementes de melancia e uma variedade de papoulas. Conheci pessoas que haviam enterrado restos de cozinha e depois encontraram plantas crescendo no lugar. Algumas dessas plantas produziram uma colheita tão boa quanto a de sementes plantadas em um canteiro apropriado. Então, embora não tivesse mão boa para plantar, semeei as sementes – de acordo com as instruções – esperando o mesmo milagre. Eu as regava e observava. Por fim me cansei, me esqueci delas e nunca colhi as melancias.

Quanto às papoulas, plantei-as num vaso grande para colorir aquela área. Elas desabrocharão em todas as cores, pensei, lembrando-me da figura no envelope. Passei a regá-las com mais frequência do que havia feito com as sementes de melancia. Um dia, notei, com desgosto, que as formigas haviam construído uma colina em forma de vulcão no centro do meu “jardim” de papoulas. Enquanto despejava o veneno sobre o montinho, concluí que as formigas já haviam devorado as sementes – mas continuei regando o vaso diante da eventualidade de haver permanecido alguma semente.

Um dia, vi que duas folhinhas verdes haviam aparecido no vaso. Algumas horas mais tarde, notei um pontinho roxo. Seria alguma das papoulas que eu havia plantado? Será que eu realmente teria flores? Sim! O tempo revelou que eram as flores! Mas não papoulas. Em lugar delas, petúnias. Em pouco tempo, as petúnias roxas caíam em cascata pelas laterais do vaso, abrilhantando o jardim. Que resultado inesperado das sementes que eu plantara!

Ao seguirmos vida afora, estamos sempre plantando sementes. Temos expectativas quanto a elas. Muitas vezes cremos que aquilo que plantamos emergirá exatamente como imaginamos. Contudo, a colheita daquilo que foi plantado no coração dos outros poderá nos surpreender. Os resultados podem nos desapontar ou surpreender, mas nossa responsabilidade é simplesmente plantar. Quero continuar semeando – não apenas sementes no meu jardim, mas também amor no coração de outras pessoas. Posso deixar os resultados com Deus. “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio ceifaremos, se não desanimarmos” (Gálatas 6:9).

Leni Uría de Zamorano

Fonte: esperancadoadvento.blogspot.com

PF é acionada após reportagens do ICL SOBRE MANSÃO LIGADA a Flávio Bolsonaro

D eputado Lindbergh Farias pede apuração sobre imóvel de R$ 14,5 milhões financiado pelo BRB e utilizado em articulações políticas do senado...