9.30.2026

E quem ganhou no DEBATE?

Desde a redemocratização política no Brasil os debates de candidatos têm se consolidado em nosso país em períodos de campanhas eleitorais. Por isso são debates de candidatos e não de propostas e ideias políticas públicas governamentais. Então, o que é um debate? É discussão de ideias diferentes, de colocação de argumentos para sustentar as ideias apresentadas com normas e regras preestabelecidas entre os envolvidos, isto é, quando o debate é formal, porque debate informal também acontece, mas não dá bons números na audiência.

Os debates, entre candidatos a cargos majoritários eletivos no Brasil, antes da internet e das redes sociais se consolidou nos canais de televisão abertos, mas com a popularização das redes sociais vários canais de youtube também promovem seus debates. O que acontece após a apresentação de um debate em canal aberto de TV ou na internet? São as especulações sobre quem ganhou, ou saiu vitorioso no debate findado. E o que se vê, ouve e assiste são comentários de partidários, eleitores e cientistas políticos profissionais e profissionais colocando suas opiniões sobre os candidatos participantes e defendo quem ganhou ou perdeu na discussão. Os partidários da direita não têm dúvidas em dizer “foi nosso candidato o vitorioso, pois temos o melhor”; os da esquerda usam praticamente os mesmos argumentos para cantar também vitória dos seus representes; os eleitores fanáticos brigam uns com os outros pessoalmente ou nas redes sociais “gritando” o melhor foi meu candidato, pois é da ideologia que defendo e isto ignorando erros e falhas do seu candidato preferido. Já os cientistas políticos, com poucas exceções, proclamam ninguém ganhou, para eles sempre quem perdeu foi o povo que assistiu um debate sem propostas governamentais e projetos sólidos de políticas públicas, pois alguns são remunerados para não falar das manipulações orquestradas nos debates. De certa forma as análises científicas tem seu valor e em muitas ocasiões estão no rumo certo da resposta sobre quem ganhou ou perdeu.

Entretanto, entendendo e compreendendo as manipulações dos veículos de comunicação que promovem e realizam os debates (só para não esquecer como os debates são manipulados, é só ver o que aconteceu entre os presidenciáveis de 1989 no segundo turno da eleição que foi manipulado pela TV favorecendo o candidato “caçador de marajás” naquela discussão) e que a guerra por audiência é de grande competição entre as grandes mídias e até entre as pequenas. Por exemplo a Band não esconde seu orgulho de ser a primeira TV a sair na frente dos debates e a TV Globo orgulhosamente vincula em sua grade o último grande debate como o mais esperado por todos seus telespectadores. É com olhar nesse cenário apresentado anteriormente que tive que amadurecer e entender que o grande vencedor, o grande ganhador, o vitorioso de qualquer debate de candidatos realizados em períodos eleitorais são os promoventes, ou seja, os realizadores dos debates que ganham exageradamente em audiência de público e enriquecem os cofres da empresa de comunicação que promoveu e realizou mais um “grande debate” manipulado ocultamente entre os seus para favorecer o seus candidatos preferidos e sem nenhum pudor agregar público da direita, do centro e da esquerda para depois causar divisão entre familiares, parentes, amigos e colegas de trabalho.

Portanto, o objetivo desta reflexão é que nossos leitores e amigos são eleitores sejam racionais o suficiente para não serem manipulados por qualquer debate programado pela mídia egoísta por lucros e dividendos que leva depois a divisão entre os brasileiros numa polarização em que a mídia sabe de que lado sempre está a elite econômica brasileira e que o debate mais vazio possível de propostas e projetos de políticas públicas e que tenham acusações levianas e cadeiras registram muitos comentários positivos e negativos cheios de agressividades entre irmãos e amigos e que dá também muito compartilhamentos, curtidas e etc. Fazendo o promotor e realizador do espetáculo debate com mais grana para promover o próximo capítulo da série “Debate dos Candidatos”.

Kaká Lopes

9.29.2026

CRÔNICA: Os dois lados da ponte: A POLARIZAÇÃO QUE DIVIDE E NOS DASAFIA

 

O Brasil sempre foi um país de contrastes. Mas nos últimos anos, o contraste que mais salta aos olhos não está nas paisagens, nem nas classes sociais, mas nas opiniões. Hoje, parece que tudo se partiu em dois: de um lado, os que veem o bem; do outro, os que só enxergam o mal. E o meio? O espaço onde a conversa acontece, onde o outro não é inimigo mas apenas diferente — esse meio está cada vez mais vazio. É a polarização política que, antes de dividir só as ruas, passou a dividir as mesas, as famílias e os corações.

Não é uma sensação apenas. É o que vemos todos os dias. Um simples post nas redes sociais sobre um aumento de preços ou uma medida de governo pode virar uma guerra de comentários. Alguém elogia uma política pública e logo aparece alguém acusando de ser "cúmplice de um regime". Outro critica um projeto e é chamado de "inimigo da pátria". O detalhe não importa mais: só importa de que lado você está.

Vimos isso claramente em momentos marcantes. Nas eleições de 2022, por exemplo, a divisão foi visível em todos os cantos. Famílias que sempre se reuniam no Natal deixaram de se encontrar. Amigos de infância pararam de se falar. Nas ruas, manifestações carregavam faixas e bandeiras, mas também carregavam ódio — e infelizmente, houve casos em que esse ódio virou violência, como ataques a cidadãos apenas por usarem uma camiseta de cor diferente. Em 8 de janeiro de 2023, assistimos, atônitos, à invasão e destruição dos Três Poderes em Brasília: um momento em que a divergência política se transformou em ataque à própria democracia.

A polarização também aparece em coisas que pareciam não ter nada a ver com política. Quando um artista faz uma apresentação, o público se divide entre aplausos calorosos e vaias altas, não pela qualidade do espetáculo, mas por quem o artista apoia. Até nas escolas, crianças e adolescentes repetem frases de ataque uns aos outros, aprendendo cedo que o outro é um adversário a ser derrotado, não um companheiro com quem se pode discordar.

O pior é que ninguém ganha com isso. Quando nos fechamos num lado só, deixamos de enxergar verdades que existem no outro. O governo passa a governar só para quem o elegeu, esquecendo que todos os cidadãos merecem atenção. A oposição passa a opor-se por sistema, sem reconhecer o que está certo. O debate desaparece; só sobra a disputa. E o país, que deveria avançar junto, fica parado, dividido como uma ponte partida ao meio.

Mas não é preciso ser assim. Polarização não é o mesmo que ter opiniões diferentes. É natural — e saudável — que pensemos de formas distintas sobre o rumo do nosso Brasil. O perigo está em achar que quem pensa diferente é menos brasileiro, menos honesto ou menos humano. A democracia não é feita por gente que concorda em tudo; é feita de gente que aprende a conviver apesar das diferenças.

Talvez o primeiro passo seja simples: voltar a olhar para o outro como pessoa, antes de qualquer rótulo. O vizinho que vota diferente também quer o bem dos seus filhos. O parente que discorda também sonha com um país melhor. O caminho não é apagar nossas crenças, mas entender que a verdade raramente está toda de um lado só. O Brasil é grande demais, diverso demais, para caber em apenas dois lados. Ele é feito por muitos, e é só falando com todos — e não contra todos — que conseguiremos reconstruir a ponte.

Fonte:https://www.facebook.com/emiliano.veras

9.28.2026

Chico Buarque vai à polícia após comentário com ameaça de morte em site

O cantor Chico Buarque decidiu procurar a polícia após ser alvo de uma ameaça de morte publicada na internet. O músico acionou a DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), no Rio de Janeiro, para que o responsável pelo comentário seja identificado e investigado.

Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a mensagem foi publicada na área destinada aos comentários dos leitores no site de um jornal de São Paulo. Em referência ao artista, o usuário escreveu: "Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!".

A publicação fazia referência ao posicionamento político do artista. Chico Buarque participou de uma ação a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela presidência do Brasil.

Diante do teor da publicação, Chico resolveu levar o caso às autoridades. A notícia-crime foi apresentada por Maíra Fernandes, advogada responsável por representar o cantor no episódio.

A defesa pede que seja instaurado um inquérito para investigar a autoria da mensagem e apurar eventual responsabilidade criminal. A intenção é identificar quem estava por trás do perfil utilizado para fazer a publicação.

O jornal em que a mensagem apareceu retirou o comentário do ar. A publicação considerou que o conteúdo violava as regras estabelecidas para a participação dos leitores no espaço destinado às manifestações.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade do autor do comentário nem se ele teria feito outras publicações direcionadas a Chico. Também não há indicação de que a ameaça tenha avançado para além da mensagem publicada na internet.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/

9.27.2026

SAIBA como as BETS ADOECERAM E ENDIVIDARAM muitos brasileiros

Apenas em 2025, as famílias brasileiras perderam R$ 62 bi em apostas.

“Um grande alívio.” Foi assim que Kaio*, de 42 anos, definiu o sentimento ao ouvir a notícia, na última sexta (25), de que as operações das empresas de apostas on-line, as bets, foram proibidas no Brasil. Ele diz que tenta recomeçar a vida depois de perder o carro, a casa e o emprego por causa das dívidas de jogo.

Hoje, Kaio mora sozinho em um dormitório em uma cidade do interior de Goiás. No local, ele se abriga, todas as noites, no chão. Temendo pela segurança, em função de dívidas contraídas com agiotas, preferiu se afastar e ficar longe da família. Ele reconhece que, nos últimos seis anos, o vício em jogos fez a sua vida virar pelo avesso.

Por isso, resolveu procurar ajuda em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde começou, neste ano, a participar de grupos terapêuticos e consultas médicas. Ele toma três remédios por dia. 

Desde o início dos alertas sobre o empobrecimento da população e o aumento do vício das bets, a Agência Brasil tem produzido reportagens sobre o tema. Veja aqui todas as matérias publicadas. 

Aprovada em 2018

A Medida Provisória 1394  que proibiu as bets no país, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25), revogou o que estava previsto no capítulo 5 da Lei 13.756, de dezembro de 2018, aprovada no último mês do governo de Michel Temer.

Apesar de terem sido aprovadas em 2018, as bets só foram regulamentadas em dezembro de 2023. Ou seja, as plataformas de apostas funcionavam, mas praticamente sem nem tipo de regra por pelo menos cinco anos.

Foi apenas com a regulamentação que surgiram regras como a necessidade de avisos de desestímulo ao jogo e de advertência sobre seus malefícios que deveriam ser veiculadas pelos agentes operadores.

Vulnerabilidades

A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade representam o grupo mais suscetível ao vício em jogos e foram afetadas por desinformação e publicidade enganosa por todos os lados.

Segundo ela, as pessoas foram atacadas por anúncios que induziam a uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementação de renda. “São pessoas que querem retornos rápidos induzidas a acreditar que podem ter isso com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso.”

Perdas bilionárias

Apenas no ano passado, as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets (diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio). Isso equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, de outubro de 2024 a março de 2026.

As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.

Os dados foram divulgados no Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).

Regras não seguidas

A lei que regulamentava as bets determinava, por exemplo, que as empresas bloqueassem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Mas, segundo o advogado Júlio Leone, isso nunca ocorreu. Ao contrário, as empresas mandavam inúmeros bônus e anúncios aos jogadores, “É aí que ela perde todo o capital", disse o advogado à Agência Brasil em agosto.

Kaio* reforça que era exatamente isso o que ocorria. “O celular não parava de trazer mensagens.”

Pessoas de todas as idades passaram a ser vítimas das violações cometidas pelas plataformas, inclusive, adolescentes.

Um em cada cinco alunos (20,4%) dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio disse, no último ano, já ter feito apostas online. O levantamento foi feito a pedido da Frente Parlamentar Mista da Educação pela Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas). O estudo ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. 

Um dos dados de maior impacto mostrava que as apostas começavam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes nessa faixa etária disseram já ter feito apostas.

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o jovem é mais vulnerável a apelos desse tipo porque o cérebro dele ainda está em construção. 

Os especialistas explicam que o núcleo ligado à sensação de prazer e à dopamina funciona em ritmo acelerado, as regiões que controlam os impulsos e avaliam riscos só terminam de amadurecer aos 20 e poucos anos.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, diz.

Riscos de suicídio

Os profissionais de saúde constataram que apostadores de todas as faixas etárias apresentaram sinais de desesperança, sensação de estar sem saída, afastamento das pessoas, aumento do uso de álcool ou mudanças importantes de comportamento. 

Segundo a psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno de controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, falas relacionadas à morte ou a não querer mais viver devem ser motivo de atenção e procura de ajuda. 

“A ideação suicida deve ser tratada de forma mais aberta tanto no consultório quanto nos grupos terapêuticos. Com manejo adequado, podemos reduzir o risco e tentar ajudar os pacientes”, afirma a psiquiatra.

Ainda de acordo com a especialista, os pacientes mostravam-se extremamente ansiosos em virtude dos prejuízos caudados pelos jogos. “Há quem tenha pensamentos de morte e, no caso, os mais graves já com a ideação suicida em virtude dos prejuízos financeiros que têm”, explica.

Ajuda necessária

O neurocirurgião Orlando Maia afirma que pessoas com essa dependência têm a sensação de que a aposta faz parte do dia a dia, já que buscam um mecanismo de recompensa.  Ele explica que, muitas vezes, as pessoas não reconhecem o problema por si mesmas. “Precisam de pessoas da família ou de amigos que possam ajudar”.

A psicóloga Claudia Feres, que atua em um Centro de Apoio Psicossocial (Caps) no Distrito Federal, recomenda que pacientes dependentes e suas famílias procurem ajuda profissional. “Eu trabalho em Caps. Chegam para nós pessoas que tiveram pensamentos e fizeram, por exemplo, tentativa de autoextermínio. É um pedido de socorro desesperado, como se falasse que precisa se ausentar da vida naquele momento”.

Um dos problemas, segundo os especialistas, é que as apostas online estavam facilmente acessíveis e disponíveis praticamente 24 horas por dia.

"É um cassino dentro do seu bolso", afirmou Luiz Carlos*, 71 anos, integrante do Jogadores Anônimos. ”Graças a Deus eu não jogo hoje, porque, se eu jogasse, estava perdido. Na minha época, a gente tinha que sair de casa para jogar. Hoje não precisa mais", afirmou em entrevista à Rádio Nacional, dias antes de o governo proibir as plataformas de bets por problema de saúde pública.

Em agosto, com o aumento dos problemas de saúde ligados ao vício em jogos, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a apostas online.

Com o anúncio de proibição das bets, na sexta-feira (25), o Ministério da Saúde anunciou que aumentará os esforços para contatar apostadores contumazes, oferecendo acompanhamento e tratamento nos casos necessários. Segundo o ministro Alexandre Padilha, haverá políticas de busca ativa, a partir de dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança e pela Receita Federal. 

*Nomes fictícios a pedido dos entrevistados

Por Agência Brasil

9.25.2026

EVITE o perigo

Por razões que os cientistas ainda não conseguem explicar, algumas pessoas sofrem convulsões repentinas ao ouvir certas notas ou temas musicais. Um acorde de sol menor, por exemplo, pode desencadear crises em alguns indivíduos. Pesquisadores descreveram o caso de um homem de 62 anos que perdia a consciência repetidamente enquanto ouvia rádio, sempre às 20h59. Posteriormente, descobriu-se que os ataques eram provocados pelo som dos sinos da igreja Bow Church, transmitidos pela BBC pouco antes das notícias das nove.

Um dos casos mais impressionantes foi o do crítico musical Nikonov, que sofreu sua primeira convulsão ao ouvir a ópera O Profeta, de Meyerbeer. Com o tempo, tornou-se tão sensível, que qualquer melodia, mesmo suave, desencadeava novas crises. A música de fundo de Wagner, por exemplo, provocava espasmos incontroláveis. Apreciador da arte musical e músico por profissão, Nikonov teve que abandonar sua carreira. Se ouvisse uma banda na rua, tapava os ouvidos e fugia. Sua fobia se tornou tão intensa que escreveu um panfleto intitulado Medo da Música.

Assim como aconteceu com Nikonov, certas situações podem causar sérios danos à nossa saúde espiritual. Assuntos aparentemente inofensivos podem desencadear crises em nossa caminhada cristã. Alguns não toleram uma simples brincadeira e reagem com raiva ou ressentimento. Outros dependem tanto da aprovação alheia que uma crítica, por menor ou bem-intencionada que seja, pode gerar uma crise espiritual. Há quem busque refúgio no álcool ou em outras drogas, com consequências devastadoras. Até mesmo nossa profissão ou algo que apreciamos pode estar afetando nossa relação com Deus.

Por isso, é essencial refletir e identificar os gatilhos que enfraquecem nossa vida espiritual. Não importa o quanto certas práticas sejam recomendadas ou aceitas, o melhor é se afastar antes que seja tarde demais. Lembre-se do conselho bíblico: “O prudente vê o mal e se esconde; mas os ingênuos seguem em frente e sofrem as consequências” (Provérbios 22:3). Seja protagonista de sua caminhada espiritual, escolhendo com sabedoria o que fortalecerá sua fé.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/evite-o-perigo/

9.24.2026

Na nova fase da OPERAÇÃO CARBONO OCULTO em SP os órgãos de segurança investigam FRAUDE NA COMPRA DE DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEIS

Polícia e MP deflagram nova fase da Operação Carbono Oculto em SP

Órgãos investigam fraude na compra de distribuidora de combustíveis.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal fazem nesta manhã de quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto.

Os órgãos investigam, com apoio da Polícia Federal e Receita Federal, estrutura complexa de lavagem de dinheiro para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

A suspeita é de estrutura criminosa montada busca ocultar o controle de usina sucroalcooleira. Fintechs foram utilizadas para fazer movimentação financeira da organização criminosa.

As autoridades conseguiram identificar uma operação ligada à usina no valor aproximado de R$ 370 milhões. Toda a movimentação do montante foi feita através da estrutura criada pelos criminosos para conferir uma aparência de legitimidade à operação, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, como a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior (o Mineiro), que tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.

"A Entre é uma administradora de recursos que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina, que já era de organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem, de fato, passou a comprar essas distribuidora de combustível que já está fechada por determinação da Justiça e de órgãos competentes", disse o ministro da Fazenda Dario Durigan nesta manhã.

Durigan disse ainda que, após as investigações da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, foi identificado que a Entre "recebe dinheiro do crime organizado, ajuda na ocultação de patrimônio de forma que, não só uma usina de etanol mas também uma distribuidora de combustível passassem a atuar no mercado numa concorrência bastante desleal com o setor formal".

De acordo com o ministro, esta terceira fase da Carbono Oculto identificou uma movimentação de R$ 11 bilhões "por essas várias camadas da 'lavanderia' que virou parte do nosso sistema financeiro".

Fonte: Agência Brasil

9.23.2026

ELEIÇÕES 2026: ELEITORES de todo o país irão às urnas em HORÁRIO UNIFICADO

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas.

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

"Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas", explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

"Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação", acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

"Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição", explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

"A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada", afirma Bruno Andrade.

"Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar", conclui.

Fonte: Agência Câmara de Notícias 

E quem ganhou no DEBATE?

D esde a redemocratização política no Brasil os debates de candidatos têm se consolidado em nosso país em períodos de campanhas eleitorais. ...