6.17.2026

Enquanto isso na COPA DO MUNDO e no SENADO FEDERAL...

Romário mantém mandato e salário de até R$ 46 mil enquanto comenta Copa nos EUA

Medida adotado esta semana pelo Senado beneficia o ex-jogador que pode votar online e manter presença

Enquanto comenta diversos jogos direto dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo, o senador Romário (PL-RJ) continua exercendo seu mandato, podendo receber até R$ 46 mil mensais, valor do seu salário integral.

Essa possibilidade acontece por causa do regime semipresencial de votação que os senadores implementaram para esta semana e que pode se estender pelo período junino, medida que está sendo considerada por Alcolumbre e algumas lideranças.

Nesta semana, os parlamentares podem votar remotamente por meio do aplicativo Infoleg, que permite ao ex-jogador permanecer no exterior sem precisar se afastar formalmente do cargo e votar em um projeto de lei ou uma proposta de emenda parlamentar, nos intervalos dos seus comentários futebolísticos.

Nas sessões em que não puder registrar presença ou votar, Romário tomará falta, o que pode impactar no salário. Para sua atividade privada, Romário fechou parceria com Cazé TV, dividindo seus comentários com propagandas de casas de apostas. O valor do cachê do ex-jogador não foi divulgado.

Nas redes sociais, os internautas têm criticado a medida. Para a Folha de S.Paulo, o gabinete de Romário respondeu que “o senador continuará acompanhando as pautas do Congresso Nacional, exercendo suas funções parlamentares em defesa da população do estado do Rio de Janeiro”.

A ausência física do senador ocorre justamente quando o Congresso começa a discutir uma das principais pautas trabalhistas em debate no país: o fim da escala 6×1. Ele só poderá aderir às votações quando a sessão for semipresencial, o que talvez não seja o caso da PEC.

Romário deve permanecer nos Estados Unidos até a final da Copa do Mundo, marcada para 19 de julho, e o recesso parlamentar começa dia 18 do mesmo mês.

Enquanto milhões de brasileiros enfrentam jornadas exaustivas e aguardam mudanças nas regras de trabalho, Romário acompanhará à distância as primeiras movimentações sobre o tema.

Por Isegun Oliveira – Brasil de Fato

Fonte: iclnoticias.com.br 

6.16.2026

Operação da Polícia Federal sobre FRAUDE EM ESCALAS DE PLANTÃO DO SAMU

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16/6), a Operação Escala Paralela, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraude em escalas de plantão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Macapá. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na capital amapaense, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações apontam a existência de um sistema fraudulento baseado na elaboração de duas escalas distintas de plantão: uma contendo os profissionais que efetivamente cumpriam as jornadas de trabalho e outra adulterada e encaminhada para fins de pagamento indevido de servidores.

Durante a apuração, também foram identificados indícios de pagamentos a servidores que se encontravam fora do estado no período dos supostos plantões, além da inclusão fraudulenta de profissionais em escalas de eventos sem a correspondente prestação do serviço.

Segundo as investigações, para dificultar a fiscalização e o controle administrativo, os envolvidos utilizavam documentos físicos, grupos de mensagens instantâneas e outros meios informais de comunicação, evitando a utilização dos sistemas oficiais de tramitação e de registro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de peculato e de inserção de dados falsos em sistema de informações.

Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br: 

6.15.2026

COLISÃO DE HELICÓPTEROS deixam mortos Rio

Dois helicópteros se chocam e deixam seis mortos no Rio. Aeronaves caíram sobre carros elétricos e provocaram incêndio.

Pelo menos seis pessoas morreram na manhã do domingo (14) após a colisão no ar de dois helicópteros que caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Os mortos são tripulantes das aeronaves.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59. Cerca de 45 militares do Recreio dos Bandeirantes, com o apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram deslocados para o local. 

Segundo os bombeiros, os helicópteros caíram no estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos. 

Fonte: Agência Brasil

6.14.2026

PREFEITO de Nova York exalta Sócrates e MOBILIZAÇÃO SOCIAL no futebol

 Mamdani citou Democracia Corinthiana em pronunciamento sobre Copa.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, defendeu neste fim de semana o futebol como espaço de mobilização social e exaltou o ex-jogador brasileiro Sócrates e a Democracia Corinthiana, movimento contra ditadura militar no Brasil que envolveu membros do clube paulista.

Mamdani publicou vídeo nas redes sociais, no último sábado (13), antes do jogo Brasil e Marrocos, pela Copa do Mundo nos Estados Unidos.

O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores e, por 90 minutos, não só nos permitiu esquecer nossos problemas, como também encontrar maneiras de superá-los. Que jogo lindo”, ressaltou o prefeito.

Enquanto nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos criando e comemorando algo muito maior do que gols marcados e desarmes realizados. Estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas, em todo o mundo, tantas delas pobres e esquecidas, um senso de pertencimento, uma conexão com o próximo, um sentimento de solidariedade”, disse Mamdani.

Democracia Corinthiana

A Democracia Corinthiana foi um movimento que fez história no futebol brasileiro e visava a maior participação dos jogadores e demais empregados nas decisões do clube. Por voto, eles ganharam o direito de escolher coisas como horário dos treinos e detalhes da concentração. Em 1982, Waldemar Pires foi eleito presidente do Corinthians e passou a fazer esse diálogo com os jogadores do elenco profissional.

Entre esses atletas, estavam Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon, lideranças politizadas que ganharam espaço como vozes do grupo. A influência da equipe não se restringiu ao futebol e, naquele período, o Corinthians estampou em suas camisas frases de cunho político como "Diretas Já", em uma época em que movimentos sociais se articulavam para lutar pela volta da democracia ao país.

A Democracia Corinthiana durou alguns anos e começou a perder força em 1984, quando Casagrande foi para o São Paulo e Sócrates se transferiu para a Fiorentina. No período, o time venceu o Campeonato Paulista três vezes (1982, 1983 e 1988) e, em 1990, venceria o Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história.

No vídeo, o prefeito Zohran Mamdani, lembrou da atuação de Sócrates como meio-campo brasileiro nas décadas de 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, quando foi capitão da equipe.

Foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que todo brasileiro comum sonhava: democracia. Eles iniciaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corintiana. Independentemente de ser o craque do ataque ou o funcionário da lavanderia, todos tinham o mesmo voto”, exaltou.

E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderava os jogadores em campo, vestindo jaquetas com os dizeres ‘Quero votar no meu presidente’”, lembrou Mamdani.

O Brasil estreou contra o Marrocos na Copa do Mundo, no sábado, em jogo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, cidade que é uma das sedes do campeonato junto com Nova York. A partida pelo Grupo C terminou em empate, em 1 a 1.

O democrata Zohran Mamdani, de 34 anos, tomou posse em janeiro deste ano como prefeito de umas das cidades mais importantes dos Estados Unidos. Ele é o primeiro muçulmano a comandar a cidade e o mais jovem a ocupar o posto desde 1892.

O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes, se considera socialista, é crítico ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump e é favorável à causa palestina.

Fonte: Agência Brasil

6.13.2026

Sucesso com HUMILDADE

Um dos maiores desafios da vida é saber combinar sucesso com humildade. Um homem que pareceu ter conseguido compreender esse equilíbrio foi o piloto de automobilismo Juan Manuel Fangio, nascido no dia 24 de junho de 1911 em Balcarce, Argentina. Durante a década de 1950, ele foi pentacampeão mundial de Fórmula 1. Em grande medida, sua carreira foi moldada por seu lema: “Deves sempre lutar para ser o melhor, porém jamais deves pensar que já tens alcançado.”

Lionel Messi, um dos jogadores de futebol mais bem-sucedidos de todos os tempos, nasceu em 24 de junho de 1987, em Rosário, Argentina. Extremamente habilidoso e muito bem remunerado, ele é o atleta que mais ganhou a Bola de Ouro – a mais importante premiação do futebol – na história. Messi afirmou à revista MoneyWeek: “O dinheiro não é um fator motivacional para mim. Dinheiro não me empolga nem me faz jogar melhor por saber que há benefícios em ser rico. Simplesmente sou feliz quando estou com a bola nos pés. Minha motivação vem de jogar o esporte que amo. Caso não fosse pago para ser jogador profissional, jogaria voluntariamente a troco de nada.”

Seja no esporte ou em qualquer outra iniciativa humana, sempre devemos nos perguntar: “Do fundo do coração, o que motiva meu comportamento? Por que estou tentando ser melhor que os outros?” De acordo com Jeremias 9:23, não há nada de errado em ser “sábio”, “forte” ou até mesmo “rico”, contanto que isso não se torne uma obsessão e fonte de exaltação pessoal. De acordo com Ellen White, “os homens não devem ser exaltados como grandes e maravilhosos. É Deus quem deve ser engrandecido” (Medicina e Salvação, p. 168). “A entrega do próprio eu é a essência dos ensinos de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 523).

Crescer em Cristo significa se tornar cada vez menos egocêntrico e cada vez mais cristocêntrico. Isso quer dizer que nunca devemos nos considerar estrelas com luz própria, mas planetas que refletem a maravilhosa luz de Jesus, o Sol da justiça (Malaquias 4:2). Todas as nossas habilidades e conquistas devem levar glória e honra ao Senhor, o Criador e Mantenedor de nossa vida. O apóstolo Paulo nos aconselha: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10:31).

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/sucesso-com-humildade/

6.12.2026

O laboratório do AMOR

Perto do campus da Universidade de Washington, encontra-se o “Laboratório do Amor”, um centro de alta tecnologia fundado por John Gottman na década de 1980 para investigar as relações entre casais. Gottman entrevistou mais de três mil casais e conseguiu prever com 95% de precisão se um casal permaneceria casado 15 anos após o casamento.

Quando soube da existência do laboratório, imediatamente quis saber quais conclusões ele havia alcançado. Estou convencido de que uma pessoa pode ter muito sucesso em diversos aspectos de sua vida, mas, se não tiver um casamento feliz, todo o resto perde o sentido. Qual, então, é a chave para um casamento duradouro?

Os casais são analisados em uma sala, sentados a menos de 2 metros de distância, com eletrodos e sensores nos dedos e nas orelhas para monitorar o ritmo cardíaco, sudorese e temperatura da pele. Um sensor embaixo das cadeiras registra os movimentos de cada um, enquanto uma câmera foca em ambos. Eles são instruídos a discutir qualquer assunto que tenha se tornado um motivo de conflito em seu casamento. Durante 15 minutos, cada expressão, palavra, reação e movimento são gravados.

Depois, cada segundo da sessão é cuidadosamente analisado, e cada reação é atribuída a uma emoção, classificando-a em uma das vinte categorias. Por exemplo, repulsa é 1, desprezo é 2, raiva é 7, tristeza é 12, e assim por diante. Esses números fornecem informações valiosas que, com a interpretação adequada, podem prever se um casal permanecerá unido 15 anos após o casamento.

Não é interessante? O que o laboratório analisa, na verdade, são as palavras, assim como as motivações e os efeitos que elas geram. As palavras são uma ferramenta poderosa. Podem ser tão afiadas quanto uma espada de dois gumes ou tão refrescantes quanto um bálsamo. Além disso, as palavras revelam o que há em nosso coração. Acredito que, se você está pensando em se casar, é muito importante que, desde agora, aprenda a ciência da cortesia e do bom trato com os outros, especialmente com o sexo oposto. Cuide hoje do seu coração e também de suas palavras.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-laboratorio-do-amor/

Revolução do Haiti: A HISTÓRIA VETADA PELA FIFA EM CAMISA DA COPA

Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência.

Quando estrear na Copa do Mundo de futebol no sábado (13), o Haiti não exibirá mais na camisa a ilustração de um episódio emblemático da história moderna: a revolução que levou à abolição da escravidão e à independência do país (1791–1804). 

A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.

O desenho mostrava um grupo de pessoas segurando uma bandeira vermelha e branca. Em entrevista ao The Athletic, jornal dos Estados Unidos ligado ao The New York Times, um representante do Haiti disse que era uma referência à Batalha de Vertières. Ocorrida em 1803, a rebelião foi decisiva para a derrota francesa no território.

A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.

O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana. 

Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.

"São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.” 

Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.

Entenda a seguir o que foi Revolução do Haiti e a Batalha de Vertières:

Colonização 

Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola. 

A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.

Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).

A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.

A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.

Revolução 

No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L'ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.

A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de "jacobinos negros", pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.

Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.

Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.

Batalha de Vertières

O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.

Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.

Independência e impacto

Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.

O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.

Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.

"O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência."

O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.

Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços."

Fonte: Agência Brasil

Enquanto isso na COPA DO MUNDO e no SENADO FEDERAL...

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