3.07.2026

Palavras de INCENTIVO

O menino Osmar morava em um sítio no interior de São Paulo. Quando a mãe lhe pedia que fosse comprar algo na loja mais próxima, a três quilô­metros de distância, ia correndo. Voltava tão rápido que ela sempre pergun­tava se ele havia conseguido carona. Ele conta que, cada vez, tentava ir ainda mais depressa para receber um elogio da mãe. As palavras de afirmação dessa mãe levaram o menino longe do campo, filho de um lavrador.

Quando Osmar Barbosa dos Santos tinha 25 anos, o técnico Rogério Viei­ra o viu disputando uma prova de rua, ficou impressionado com sua agilidade e o chamou para um teste. Rogério pediu que Osmar desse um tiro. "Tiro?" - assustou-se ele. - "O que é isso?" É claro que o técnico não queria que o jo­vem fizesse um disparo com uma arma de fogo. Tiro é um termo do atletismo que significa corrida rápida de curta distância. Osmar deu uma volta na pista de 400 metros em 53 segundos. Rogério ficou impressionado! Era um tem­po excepcional para quem nunca recebera treinamento como atleta. Assim começou a carreira esportiva de Osmar. Saindo da roça, chegou a competir em uma edição das Olimpíadas, conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos e de bronze no campeonato mundial.

Aquilo que falamos tem muito poder. Para agradar a mãe, Osmar se tor­nou um corredor cada vez melhor, ainda criança. Com nossas palavras, po­demos ajudar ou atrapalhar, incentivar ou desestimular, edificar ou destruir. As palavras afetam não só as outras pessoas, mas também a nós mesmos. Dentre as palavras mais poderosas do mundo, estão aquelas que falamos dentro da cabeça, só no pensamento. Aquilo que dizemos sobre nós, sem ninguém ouvir, molda nossa relação conosco e com o mundo ao redor.

Quais são as palavras que você diz para si mesmo? Você é seu principal encorajador? Acredita em suas capacidades? Ou está sempre se destruin­do por dentro, dizendo coisas como: "Mas também, para que você foi ten­tar fazer isso? Nunca consegue nada mesmo." Muito antes da comprovação científica da relação entre saúde física e mental, Provérbios já afirmava que as palavras agradáveis dão cura para os ossos. Elas são como favos de mel, doces à alma. Ao falar aos outros e a você mesmo, que as suas palavras sejam usadas para curar.

As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos. Provérbios 16:24, NVI.

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com

3.06.2026

CEARÁ CONTRA O FEMINICÍDIO: o Parlamento como escudo e a urgência da mudança cultural

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e se reforça a luta por direitos e igualdade, a Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) apresenta um especial com quatro reportagens sobre o enfrentamento ao feminicídio no Ceará. Diante das diversas violências sofridas diariamente pelas cearenses, o especial evidencia que o combate à violência contra a mulher exige mais do que leis, demanda fiscalização, articulação institucional, fortalecimento da rede de proteção e mudança cultural.

As reportagens mostram a produção legislativa e a atuação da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) e da Comissão de Defesa e Direitos da Mulher, o trabalho da Frente Parlamentar de Combate à Violência Política de Gênero, a importância do engajamento masculino no enfrentamento ao problema e a integração entre Parlamento e órgãos como forças de segurança, sistema de Justiça, rede de saúde e equipamentos especializados de atendimento, reforçando que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade coletiva.

CENÁRIO DESAFIADOR

Em 2025, o estado do Ceará registrou o maior número anual de casos de feminicídio na série histórica iniciada em 2018. Entre janeiro e dezembro, foram 47 ocorrências - em média, uma mulher foi assassinada a cada oito dias. Os dados foram compilados e divulgados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública do Estado do Ceará (Supesp-CE). No ano anterior, 41 mulheres foram mortas no Estado. Ou seja, em um ano, os casos de feminicídio aumentaram quase 15%.

Fortaleza (8 casos), Sobral (4), Juazeiro do Norte (3) e Maracanaú (3) estão entre os municípios cearenses com maior incidência no ano passado. No Brasil, o estado de São Paulo é o recordista, com 266 casos - em média, uma mulher foi assassinada a cada 33 horas.

Feminicídio é a expressão mais extrema da violência de gênero: um crime motivado pelo ódio, pelo sentimento de posse e pela incapacidade de aceitar a autonomia da mulher, seja por não admitir o fim de uma relação, seja por não suportar vê-la seguir em frente.

Os números evidenciam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação contínua, integrada e firme do poder público e da sociedade. É nesse contexto que a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) tem ampliado sua atuação, aprovando um conjunto de leis voltadas à prevenção, à proteção e à autonomia feminina.

A estratégia combina produção legislativa, fortalecimento institucional e ações de conscientização, com o objetivo de transformar o Parlamento em um escudo permanente de proteção às mulheres e, ao mesmo tempo, impulsionar a mudança cultural necessária para romper o ciclo da violência antes que ele termine na perda da vida de mais uma mulher.

VIGILÂNCIA COLETIVA E SEGURANÇA NOS ESPAÇOS PÚBLICOS

A legislação aprovada também reforça que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade coletiva, ao convocar cada cidadão e cidadã a assumir um papel ativo na prevenção, na vigilância e na denúncia. Exemplo disso é a proposta da deputada Juliana Lucena (PT), procuradora Especial da Mulher na Alece, transformada na Lei n.º 19.195/2023, que reforça a obrigatoriedade de os condomínios comunicarem às autoridades indícios ou ocorrências desse tipo de crime. Na prática, o antigo ditado “Em briga de marido e mulher não se mete a colher” cede espaço a um dever legal de agir para salvar vidas. Além disso, a proteção passou a alcançar outras frentes ainda pouco visíveis no debate público.

A Lei n.º 18.951/2023, de iniciativa do deputado Agenor Neto (MDB), prioriza a emissão de segunda via de documentos para mulheres vítimas de violência doméstica, medida essencial para quem precisa sair de casa às pressas. Por sua vez, a Lei n.º 18.990/2023, proposta pelos parlamentares Romeu Aldigueri e Lia Gomes, determina a publicação de guia informativo da rede de atendimento à mulher nos sites oficiais, ampliando o acesso à informação e aos serviços de proteção. 

Na Casa do Povo, também foram aprovadas iniciativas como o Cadastro Estadual de Informações para o Combate à Violência contra a Mulher (PL 530/23), de autoria do deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas), e o Programa Estadual de Equiparação Salarial (PL 154/24), proposto pela deputada Emília Pessoa (PSDB). As medidas reforçam o monitoramento dos casos e a promoção da autonomia econômica das mulheres, ampliando o escudo de proteção para além da resposta imediata à violência.

ACOLHIMENTO NO PARLAMENTO

Além da produção legislativa, a Alece também conta com um órgão específico voltado à proteção e defesa dos direitos das mulheres: a Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). 

Criada oficialmente pela Resolução n.º 765/2023, por iniciativa da então deputada Rachel Marques, a Procuradoria completou 13 anos de atuação em 2025. Ao longo desse período, passou a ser referência no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

Em 2025, a estrutura foi ampliada por meio da Resolução n.º 770/2025, que fortaleceu o funcionamento interno do órgão e instituiu o Observatório da Mulher Cearense, responsável por reunir dados e monitorar indicadores que ajudam na formulação de políticas públicas mais eficazes.

No ano passado, a PEM realizou mais de mil atendimentos em todo o Ceará. Desse total, 686 ocorreram por meio do Zap Delas, canal virtual de acolhimento. Também foram registrados 213 acompanhamentos jurídicos e 486 atendimentos psicossociais. O órgão ainda promoveu 67 formações técnicas para qualificar profissionais e fortalecer a rede de proteção.

A interiorização é uma das principais frentes de atuação do órgão. Atualmente, o Ceará conta com 145 procuradorias municipais da Mulher ativas, 26 em fase de implantação e 19 inauguradas em 2025, ampliando o acesso aos serviços em diversas regiões do Estado. 

Para a deputada Juliana Lucena (PT), titular da PEM, o trabalho vai além do encaminhamento formal das denúncias. “Nosso papel é ouvir, acolher e agir, articulando soluções junto aos órgãos competentes para proteger a vida das mulheres”, afirma.

A parlamentar destaca ainda a importância de expandir a atuação para o Interior. “Temos nos dedicado a fortalecer e ampliar a criação de procuradorias da Mulher nos municípios cearenses, oferecendo capacitação, orientação técnica e articulação institucional. Eu acredito que a proteção precisa chegar a cada cidade, a cada território, porque defender as mulheres é defender vidas”, ressalta.

Os serviços são oferecidos de forma presencial e virtual. A atuação da Procuradoria se baseia em três frentes: acolhimento humanizado, articulação com os órgãos da rede de proteção e expansão das unidades nos municípios.

Fonte: https://www.al.ce.gov.br/noticias

3.05.2026

Senado aprova AUMENTO GRADUAL da LICENÇA-PATERNIDADE de autoria de EX-SENADORA CEARENSE

Aumento gradual da licença-paternidade vai à sanção presidencial.

O Plenário aprovou na quarta-feira (4), em regime de urgência, o projeto de lei que aumenta de forma gradual o período de afastamento do trabalho para pais segurados da Previdência Social. Aprovado em votação simbólica, o texto será encaminhado à sanção presidencial.

O texto assegura garantia de remuneração integral, estabilidade no emprego e novas regras para adoção e famílias em situação de vulnerabilidade. Regulamenta um direito social previsto na Constituição de 1988, mas que permaneceu restrito desde então ao prazo transitório de cinco dias. 

De acordo com o PL 5.811/2025, a licença-paternidade e o salário-paternidade, considerados isoladamente, terão a duração total de:

. 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;

. 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;

. 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

De autoria da ex-senadora Patrícia Saboya, o texto foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

O projeto já havia sido aprovado na Câmara com alterações, voltou para o Senado e seguiu para apreciação do Plenário, após ter sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em dezembro de 2025.

LICENÇA-PATERNIDADE

De acordo com o projeto, a licença-paternidade será concedida ao empregado, sem prejuízo do emprego e do salário, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou de adolescente.

O benefício será suspenso, cessado ou indeferido quando houver elementos concretos que indiquem a prática, pelo pai, de violência doméstica ou familiar ou de abandono material em relação à criança ou ao adolescente sob sua responsabilidade.

SALÁRIO-PATERNIDADE

O salário-paternidade para o segurado empregado ou o trabalhador avulso consistirá em renda mensal igual à sua remuneração integral, proporcional à duração do benefício.

Cabe à empresa pagar o salário-paternidade devido ao respectivo empregado, podendo obter reembolso, observado o limite máximo dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

As microempresas e pequenas empresas poderão receber reembolso do salário-paternidade pago aos empregados que lhes prestem serviço.

DISCUSSÃO

Após a leitura de seu relatório em Plenário, Ana Paula Lobato destacou a importância do projeto e da presença do pai no acompanhamento dos primeiros dias de vida das crianças.

Por sua vez, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que o projeto “faz justiça” e que a aprovação o texto “uniu direita e esquerda, com apoio da sociedade civil”.

A aprovação do projeto foi saudada ainda pela senadora Augusta Brito (PT-CE) e pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Fonte: Agência Senado

3.04.2026

Defensoria vai apurar ATUAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS NA SEGURANÇA PÚBLICA em Florianópolis

A lei em Florianópolis que permite a participação de voluntários em serviços de apoio à Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública entrou na mira da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina. A instituição vai apurar se está ocorrendo alguma violação à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que “veda qualquer prática, direta ou indireta, voltada à remoção compulsória de pessoas em situação de rua dos espaços públicos”.

A investigação tem como base um vídeo divulgado pelo vereador Leonel Camasão (PSOL) em que um grupo de voluntários cadastrados pela prefeitura aparece na calçada da rua Vidal Ramos falando de forma hostil com um homem em situação de rua para que ele deixasse de dormir em frente a um imóvel.

Todo dia eu vou passar aqui e te arrancar daqui, você vai ver. Vou te mostrar que o poder público manda aqui”, disse um deles. Outro voluntário chama o homem em situação de rua de “vacilão”. Não é possível ouvir todas as falas. O vídeo foi divulgado no início de fevereiro, cerca de dois meses após a regulamentação da lei.

A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública disse em nota que o homem que aparece no vídeo “estava importunando comerciantes e moradores da região e a equipe tentava oferecer acesso aos equipamentos de assistência social do município”. A pasta acrescentou que “verifica internamente se houve alguma conduta inadequada na abordagem”.

Ainda segundo a secretaria, os voluntários do vídeo estavam supervisionados por agentes da Ordem Pública e da Guarda Municipal e “foram capacitados pela Academia da Guarda Municipal e outros órgãos municipais”.

Sancionada em 24 de novembro de 2025 pelo prefeito Topázio Neto (PSD), a lei define os voluntários como “Agentes de Segurança e Ordem Pública Comunitários”. No texto, consta que eles devem executar atividades operacionais e em programas e projetos sociais em apoio à Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (Defesa Civil, Guarda Municipal, Fiscalização).

A secretaria informou à reportagem que eles contribuem na prática com atividades como “operacionalização das fiscalizações de praia, em vistorias no centro da cidade, orientação do trânsito, apoio à organização de grandes eventos”. Atualmente, são 150 voluntários, mas distribuídos em escalas.

O decreto que regulamenta a lei prevê apenas um ressarcimento de despesas com alimentação e transporte. O valor pago ao voluntário pode variar de R$ 125 a R$ 250, dependendo das horas de serviço.

Ao publicar o vídeo em uma rede social, o vereador disse que “os voluntários da segurança estão se tornando uma milícia privada do prefeito”. “Ao invés de tentar ajudar essas pessoas que estão numa situação muito vulnerável, a prefeitura oferece apenas violência e ameaças”, criticou Camasão.

PREFEITO DEFENDEU

O prefeito defendeu a iniciativa em suas redes sociais, ironizou o homem em situação de rua e afirmou que aqueles que criticam estão “totalmente afastados do que a sociedade pensa e exige do poder público”. “É ICE [Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos], milícia do Topázio, higienista, fascista, todo dia um nome diferente. O que eles não te contaram do vídeo é que este anjinho aí dorme todo dia na frente do comércio, atrapalha o trabalhador e o morador. Cria uma sensação de desordem e medo”, disse Topázio.

Quando foi pedido para ele se levantar, respondeu que também pagava imposto e tinha direito. Direito de quê? De dormir na frente de um comércio ou moradia de alguém mesmo tendo local para dormir em abrigo, local para capacitar e arrumar um emprego? O teu direito termina quando inicia o direito do outro”, continuou o prefeito.

Nós vamos continuar cuidando da cidade e das pessoas, mas sem abrir mão da ordem, até onde a lei nos permite”, afirmou Topázio.

Em nota, a Defensoria Pública disse que “vê com preocupação” a atuação dos voluntários da prefeitura e que, se necessário, irá atuar para “assegurar os direitos da população em situação de vulnerabilidade social”.

É preciso esclarecer qual é a base legal que autoriza esses agentes voluntários a realizarem esse tipo de intervenção, sobretudo porque o município já dispõe de serviço especializado de abordagem social, vinculado à Secretaria de Assistência Social, que é o órgão tecnicamente habilitado para atuar com dignidade, respeito e observância à Política Nacional para a População em Situação de Rua”, afirmou a instituição.

Já o Ministério Público confirmou ter recebido o vídeo do vereador, o que gerou a abertura de um procedimento chamado notícia de fato. Acrescentou que a Promotoria de Justiça responsável “vai requisitar esclarecimentos” à prefeitura.

O vereador Camasão afirmou à reportagem que, se não houver resposta do Ministério Público, ele deve articular uma ação de inconstitucionalidade para tentar derrubar a lei municipal.

Outras medidas adotadas pela prefeitura já tinham ganhado repercussão no passado, como o fechamento do Restaurante Popular, as novas regras para distribuição de marmitas e a internação involuntária de pessoas em situação de rua com dependência química.

Em novembro, uma declaração do prefeito sobre a oferta de passagens de ônibus para quem não tem como comprar um bilhete também acabou sendo alvo da Defensoria Pública. Ao falar sobre o posto de atendimento na rodoviária ligado à área de assistência social, Topázio disse que “Florianópolis não quer ser depósito de pessoas em situação de rua”.

Fonte: iclnoticias.com.br

3.03.2026

Gonet limita pagamento de PENDURICAHLOS no após decisão do STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou aos demais ramos do Ministério Público uma recomendação para que o pagamento de penduricalhos retroativos respeite o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Penduricalhos são benefícios, que, somados ao salário, ultrapassam o teto constitucional.


A informação está em uma manifestação enviada nesta segunda-feira (2) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão presidido por Gonet, ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Na última sexta-feira (27), Mendes reafirmou sua decisão que proibiu o pagamento de penduricalhos a membros Ministério Público e dos Tribunais de Justiça e vetou a realização de reprogramações financeiras para acelerar os repasses retroativos.

Além disso, o ministro também determinou que o CNMP preste esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão.

Nos esclarecimentos, a corregedoria do conselho informou que a recomendação é para que não sejam feitos pagamentos extrateto.

A recomendação estabelece que o somatório dos pagamentos retroativos não poderá ultrapassar o limite mensal de R$ 46.366,19, devendo o pagamento ser interrompido após o prazo de 45 dias fixado na ADI n. 6.606/MG, ficando vedada a antecipação de verbas programadas para meses subsequentes, bem como a realização de qualquer reprogramação financeira destinada a concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos”, afirmou o conselho.

Na semana passada, o Supremo adiou para 25 de março a votação definitiva das decisões de Gilmar Mendes e de Flávio Dino que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes. 

Fonte: Agência Brasil

3.02.2026

Resultado das eleições suplementares em POTIRETAMA, CHORÓ E SENADOR SÁ

Eleitorados de três municípios do Ceará escolheram ocupantes das prefeituras ontem, domingo 1° de março, as eleitoras e eleitores dos municípios de Potiretama, Choró e Senador Sá, foram às urnas para eleger ocupantes dos cargos de prefeito e vice-prefeito em eleições suplementares. Os candidatos eleitos exercerão os mandatos até 31 de dezembro de 2028. As eleições foram convocadas pela Justiça Eleitoral devido aos afastamentos dos eleitos no pleito de 2024.  

RESULTADOS

Potiretama

Em Potiretama, Solange Campelo (PT) foi eleita prefeita, com 52% dos votos válidos (2.681).  Já Cleverlandio Pereira (PP) obteve 48% dos votos (2.474). Os votos nulos representaram 0,78% (41) e, em branco, 0,57% (30).  

Choró  

O eleitorado de Choró escolheu Paulinho (PSB) para a prefeitura. Ele foi eleito com 62,8% dos votos válidos (5.900). Professor Antônio Delmiro (PT) recebeu 32% dos votos (2.802). Os votos nulos representaram 3% (281) e, em branco, 1,3% (121).  

Senador Sá 

Em Senador Sá, apenas uma chapa concorreu aos cargos de prefeito e vice-prefeito. Sabrina do Bel (PP) foi eleita prefeita, com 100% dos votos válidos (3.891). A vice na chapa é a Professora Maria (PP). Os votos nulos equivaleram a 6,2% (295) e, em branco, 11,5% (544).  

JUSTIFICATIVA

As eleitoras e eleitores que não apresentaram justificativa no dia da eleição suplementar deste domingo devem justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou apresentar um requerimento de justificativa, no prazo de 60 dias após o pleito, pelo sistema Justifica ou no cartório eleitoral. 

ELEIÇÕES SUPLEMENTARES

As eleições suplementares são reguladas pela Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral). Elas ocorrem quando há nulidade de votos que atinja mais da metade da votação para os cargos majoritários de presidente da República, governador e prefeito. 

Também poderão ser convocadas novas eleições quando decisão da Justiça Eleitoral resultar em indeferimento do registro, cassação do diploma ou perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário, independentemente do número de votos anulados. Nesta última hipótese, o pleito será direto, exceto se a vacância ocorrer a menos de seis meses do fim do mandato. 

Fonte: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026

3.01.2026

Brasil registra 88 casos de MPOX EM 2026; saiba com evitar a doença

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

O QUE É MPOX E QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

COMO A MPOX É TRANSMITIDA?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo; contato boca com boca; ou contato boca e pele, ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

ENQUANTO TEMPO A DOENÇA SE MANIFESTA?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

QUAL É O TRATAMENTO?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

MPOX PODE MATAR?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

Fonte: Agência Brasil

Palavras de INCENTIVO

O menino Osmar morava em um sítio no interior de São Paulo. Quando a mãe lhe pedia que fosse comprar algo na loja mais próxima, a três quil...