9.14.2026

FUTEBOL - Renato retorna ao GRÊMIO com metas no contrato

Treinador acerta volta ao Imortal após demissão de Luís Castro.

Horas depois de anunciar a demissão de Luís Castro, o Grêmio acertou a contratação do técnico Renato Gaúcho que retorna ao Imortal após quase dois anos. O anuncio oficial deve acontecer nas próximas horas e o Band.com.br teve acesso aos detalhes do novo contrato do ídolo tricolor.

Para esta passagem, Renato Gaúcho e sua comissão técnica receberão cerca de R$ 1,5 milhão por 4 meses de contrato, já que o vínculo atual é apenas até o final desta temporada, e os valores podem aumentar caso as metas previstas em contrato sejam cumpridas.

Para esta passagem, Renato Gaúcho e sua comissão técnica receberão cerca de R$ 1,5 milhão por 4 meses de contrato, já que o vínculo atual é apenas até o final desta temporada, e os valores podem aumentar caso as metas previstas em contrato sejam cumpridas.

A reportagem apurou que ainda existem alguns ajustes a serem feitos em relação a comissão técnica que virá com o treinador. Em sua equipe são dois auxiliares, porém apenas um teve sua confirmação até o momento.

QUAIS SÃO AS METAS CONTRATUAIS:

Permanecer na Série A;

Chegar à final da Copa do Brasil;

Vencer a Copa do Brasil.

Renato Gaúcho deve fazer a sua estreia na competição nesta quarta-feira (16), contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, às 19h30 (horário de Brasília), no Nilton Santos. É nesta competição, inclusive, que o Imortal vive a situação mais delicada já que está na 16ª colocação, com 28 pontos, e é o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Renato Gaúcho é considerado um dos maiores ídolos da história do clube tanto pelo que fez dentro de campo quanto à beira dele.

Como treinador, soma cerca de 552 partidas em quatro passagens pelo Grêmio. Entre suas principais conquistas estão a Copa do Brasil de 2016, a Libertadores de 2017 e a Recopa Sul-Americana de 2018, além de títulos estaduais.

Fonte: https://www.band.com.br/esportes/futebol/times/gremio

9.13.2026

JUSTIÇA - Escalada da CRISE OFUSCOU DEBATE sobre propostas de campanha

Crise institucional prejudica debate eleitoral, avaliam entidades.

A menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, a escalada da crise político-institucional ofuscou o debate sobre as propostas de campanha e os problemas estruturais brasileiros. Para entidades da sociedade civil ouvidas pela Agência Brasil, ao extrapolarem o Supremo Tribunal Federal (STF) e envolverem outras instituições, as disputas entre ministros da Corte dominaram o noticiário, as redes sociais e as conversas cotidianas, desviando o foco dos desafios nacionais.

O debate eleitoral está prejudicado porque, no primeiro plano, as atenções estão todas voltadas para os reflexos da atual crise institucional do Poder Judiciário”, reconheceu a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro.

Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, a agenda pré-eleitoral foi tomada por temas que a sociedade não escolheu e que deveriam ser debatidos em conjunto com propostas de mudanças estruturais que estimulem o desenvolvimento nacional.

Há uma lacuna imensa em relação a outros temas fundamentais que deveriam estar no centro do debate político-eleitoral, como a ciência, que depende de regras estáveis, orçamento previsível e atenção. É como se [devido à proximidade das eleições] o país fosse obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou um projeto mais amplo de desenvolvimento nacional, quando estes dois temas fazem parte da mesma agenda”, comentou Francilene.

Os entrevistados concordam que os fatos vindos à tona a partir dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal (PF), são graves. Eles defendem a apuração das suspeitas de envolvimento de autoridades com o dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro, mas sem tirar espaço do debate sobre as propostas de quem disputará um cargo executivo ou legislativo no dia 4 de outubro.

O coordenador honorário da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, considera as eleições deste ano as mais relevantes desde a Constituição Federal de 1988, "pois o mundo está vivenciando uma reorganização produtiva e uma série de conflitos".

"Apesar disso, os grandes temas que deveríamos estar discutindo – desenvolvimento econômico, soberania nacional, uma agenda que articule defesa, educação, ciência e tecnologia – estão escanteados. Não só do debate público e do noticiário, mas também dos programas de governo. Os candidatos parecem não compreender a situação que o Brasil está enfrentando”, completou o coordenador.

Segundo a presidenta do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Rita Serrano, para a classe trabalhadora, são prioritários o fim da escala 6x1; a geração de emprego e renda; a regulamentação da negociação coletiva no setor público (Projeto de Lei 1.893/2026); a segurança pública e temas estratégicos para o desenvolvimento econômico e a preservação da soberania nacional, como o aproveitamento dos minerais críticos e estratégicos.

As centrais sindicais já vinham atuando no Congresso para convencer os parlamentares a aprovarem o fim da escala 6x1 e a regulamentação das relações de trabalho e da representação sindical no setor público. Até o fim de agosto, isso estava avançando. Aí o Brasil virou uma confusão. No momento, todos os Poderes parecem estar surpresos, e a sociedade assustada com o desenrolar desta crise institucional – que é gravíssima e jogou para segundo plano todos os outros temas”, disse Rita, revelando que as próprias entidades sindicais estão “tentando compreender o momento e pautar a discussão pré-eleitoral, que é mais ampla”.

Além de demonstrarem incômodo com o que entendem como “o sequestro da pauta eleitoral”, os entrevistados, concordam com a centralidade das mudanças climáticas.

Vimos o que aconteceu no Rio Grande do Sul e em outras partes do mundo. A seca na Amazônia e as enchentes no Sul do país. Vimos o quanto isso afeta a vida das pessoas e os custos para o orçamento público, devido ao atendimento às vítimas, à reconstrução de cidades arrasadas e à quebra de safras, por exemplo", comentou o secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini.

"Surpreendentemente, poucos candidatos citam a crise climática entre suas principais preocupações. Pior. Há candidatos que negam o problema. Estes, certamente, se eleitos, não tomarão nenhuma medida para enfrentar ou minimizar as consequências de um problema que não acreditam que existe”, criticou.

A exemplo da presidenta do Diap, outros entrevistados citaram a importância estratégica dos minerais críticos e das terras raras. Para eles, o futuro desenvolvimento econômico, tecnológico e científico e a própria soberania nacional estarão cada vez mais associados à exploração desses insumos, dos quais a produção industrial será a cada dia mais dependente.

O tema se torna ainda mais relevante devido à recente aprovação do projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos – já encaminhado para sanção presidencial.

Enquanto o setor produtivo foca no potencial avanço tecnológico da iniciativa, as organizações indígenas exigem salvaguardas socioambientais e o respeito à consulta prévia (como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, OIT) para evitar conflitos e a violação de territórios tradicionais. Uma discussão da qual a maioria dos candidatos passa ao largo, conforme apontou o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Alcebias Constantino.

Esse é um assunto que também nos interessa porque diz respeito a uma das nossas maiores lutas, pela demarcação e proteção dos nossos territórios, sem os quais não conseguimos garantir outros direitos, como à proteção, à educação e à saúde indígena”, disse Constantino.

Para garantir a real representação de seus interesses e tentar fortalecer a presença indígena nos espaços de decisão, o movimento decidiu lançar e apoiar 56 candidatos aos cargos de deputado estadual (33); deputado federal (19); senador (dois); governador (um) e suplência do Senado (uma).

Enxergamos o pleito eleitoral como uma importante ferramenta de garantia dos nossos direitos. Eleger uma bancada indígena é algo muito caro para o movimento e há tempos atuamos para conscientizar nossa base sobre a necessidade de ajudarmos a eleger quem tem compromisso com nossas prioridades. Se outros candidatos não nos oferecem isso, temos os nossos, que trazem propostas construídas coletivamente”, comentou Constantino.

Ele relativizou o impacto da crise institucional para as comunidades indígenas – habituadas a não verem suas prioridades acolhidas no debate eleitoral.

Lógico que tudo o que estamos vendo gera uma instabilidade que nos afeta e que pode nos prejudicar, mas, no sentido do trabalho de mobilização, até que não nos afeta tanto. Avaliamos nossas estratégias e, se necessário, as modificamos, mas seguimos com nossas ações. Até porque, como nossos territórios e nossos direitos estão sob ataque constante, aprendemos desde cedo que, passado tudo isso, o movimento vai enfrentar novos ataques e que a luta é constante”, finalizou o representante da Apib.

Fonte: Por Agência Brasil 

9.12.2026

Deus de MILAGRES?

Por Edileuza Romaneli Arnas Miguel

Minha filha Juliana foi atropelada quando tinha 20 anos de idade. O carro parou sobre as pernas dela. Se ele tivesse avançado um pouco mais, teria esmagado seu abdome, o que poderia ter sido fatal. Algumas pessoas se juntaram para levantar o veículo e retirar minha filha debaixo dele. Ao ser retirada, Juliana foi reconhecida por um amigo da faculdade que passava por ali, e então ele chamou o socorro.

Minha filha sofreu oito fraturas, sendo que uma delas foi exposta. Ela necessitava de uma cirurgia de emergência, mas tudo foi muito demorado. Graças a Deus, uma amiga médica chamada Mariana soube daquela tragédia e foi até o hospital. Ao ver a gravidade da situação, ela assumiu o caso. Assim, iniciou-se uma batalha pela vida de Juliana.

Até aquele momento já haviam se passado 14 horas desde o acidente. Perguntei a Mariana se minha filha tinha condições físicas para ser submetida a uma cirurgia, pois estava visivelmente debilitada. Com tristeza, minha amiga me disse que não. “Ela vai morrer?”, perguntei. “Possivelmente, mas se não operá-la, ela certamente virá a óbito”, foi a resposta dela. Tudo o que poderia fazer era confiar em Deus!

Após cinco horas de muita oração e súplicas, a cirurgia chegou ao fim. Reconheci minha filha por seus olhos azuis, uma vez que seu rosto estava totalmente inchado. O médico da UTI me disse para esperar 72 horas, antes disso não poderia me dar esperança alguma. Ávida por boas notícias, fui surpreendida ao término daquele prazo pelo diagnóstico de embolia pulmonar gordurosa. Em outras palavras, precisávamos de mais um milagre.

Os dias se passaram, e uma nova radiografia revelou que os pulmões dela estavam bem. Mais uma vez, louvei a Deus, embora Juliana permanecesse fraca e não reagisse. Ainda que fosse consolada algumas vezes por familiares e amigos, questionava a Deus sobre o propósito de tudo aquilo.

Apesar de tudo, a recuperação de minha filha foi surpreendente. Até mesmo o médico da UTI reconheceu que havia sido um milagre. Depois de quatro meses de fisioterapia, Juliana reaprendeu a andar e não ficou com nenhuma sequela. Hoje, ela testemunha aos outros sobre os milagres que Deus realizou em sua vida.

Com essa experiência, aprendi que Deus realmente opera milagres e que, ao fazê-lo, o poder Dele é revelado àqueles que não O conhecem. Portanto, se você também precisa de um milagre em sua vida, busque ao Senhor e confie no poder e na soberania Dele

Tu és o Deus que realiza milagres; mostras o Teu poder entre os povos. Salmo 77:14

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com/

9.11.2026

REMÉDIO ANTIGO para enfermidade atual

A vida nos submete a grandes aflições, mas Deus providenciou um remédio para aliviar a tensão que elas causam. A experiência de Leonard Mulcahy ilustra bem isso. Ele trabalhava no Centro de Reabilitação Psiquiátrica da Universidade de Boston, em Massachusetts, onde ministrava cursos de aptidão física, bem-estar e recuperação. Em um artigo, Leonard contou sobre os dias felizes de sua infância e sobre sua família carinhosa. Relatou que era mentalmente saudável, praticava esportes e mantinha ótimas relações com seus amigos e familiares.

Enquanto estudava na universidade, porém, começou a experimentar sintomas de depressão. Passou por momentos de solidão, com ideias suicidas e até paranoia. Nesse período, a oração foi o ponto de apoio de sua vida. Ao contar sua história, ele diz: “Dediquei muito tempo a orar. Orei pelas pessoas que tinham necessidades especiais e por aquelas que estavam na rua, sem um lar. A oração foi a salvação de minha vida e me ajudou a encontrar um lugar para mim neste mundo.”

Quando os sintomas da depressão começaram a aparecer, Leonard disse à sua terapeuta que estava muito doente para orar. Ela, porém, o incentivou a alimentar sua vida espiritual. Leonard trabalhou como voluntário em um restaurante beneficente e participou regularmente de grupos de oração. Ele conclui seu testemunho dizendo: “Ao longo de minha experiência, a oração me sustentou, guiando-me pelo caminho correto de integridade espiritual, em vez da autodestruição e da morte. A oração me permitiu estar plenamente vivo e espiritualmente desperto, e isso foi o principal.”

A antiga enfermidade da dor e tristeza humana se modernizou e agora é chamada “depressão”, com suas manifestações físicas e espirituais. Mas Deus tem o mesmo remédio que sempre prescreveu para essa doença: a ajuda divina por meio da oração. O que você está esperando? Reserve tempo para um encontro com Deus. Conhecê-Lo mais profundamente pode provocar uma grande mudança em sua vida.

Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todas as pessoas. Orem em favor dos reis e de todos os que exercem autoridade, para que vivamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e respeito. 1 Timóteo 2:1, 2

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/remedio-antigo-para-enfermidade-atual/

9.10.2026

VITÍMA relata transmissão intencional de HIV por dentista

Jean José Dunga foi condenado a cinco anos de prisão e R$ 50 mil de indenização; MP afirma que ao menos quatro mulheres foram infectadas.

Maria*, nome fictício usado para preservar sua identidade, mantinha uma rotina ativa de exercícios quando começou a sofrer com febres, dores, infecções persistentes e cansaço. Após realizar exames, descobriu que havia contraído HIV e, posteriormente, que teria sido infectada intencionalmente pelo então namorado, o dentista Jean José Dunga, de 41 anos.

Com certeza posso afirmar que foi o momento mais triste e mais difícil da minha vida”, relata. O caso foi revelado pelo site G1.

Jean foi condenado em agosto a cinco anos de prisão e ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima. Nesta quarta-feira (9), a Justiça determinou uma nova prisão preventiva após pedido do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apontou risco de novas vítimas. Ele ainda responde a outros processos.

Segundo o MP-RO, o dentista é acusado de transmitir HIV intencionalmente a pelo menos quatro mulheres. A denúncia afirma que ele sabia do diagnóstico havia cerca de dez anos e teria optado por não aderir ao tratamento antirretroviral. O tratamento correto pode tornar a carga viral indetectável e impedir a transmissão sexual do HIV.

Maria conheceu Jean em um site de relacionamentos. Durante o namoro, com o agravamento dos sintomas, decidiu investigar possíveis infecções sexualmente transmissíveis e recebeu o diagnóstico positivo. Ao procurar atendimento médico, descobriu que Jean já era investigado e que outras mulheres relatavam situações semelhantes.

Eu era mais uma vítima do Jean”, afirma. “Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira.”

A vítima procurou o Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), do MP-RO, em 28 de maio. Jean foi preso em 10 de junho. Em 24 de agosto, acabou condenado a cinco anos em regime semiaberto pelo caso de Maria.

O MP-RO afirma que mais de quatro mulheres foram acolhidas pelo Navit. Jean foi denunciado por lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave e, em relação a duas mulheres, também por estupro.

Após a condenação, o Ministério Público pediu uma nova prisão preventiva, alegando que havia risco de novas contaminações. A Justiça aceitou o pedido nesta quarta-feira e Jean voltou a ser preso.

Antes da sentença, a defesa afirmou que Jean fazia tratamento antirretroviral e acreditava não haver risco de transmissão sexual do HIV.

Fonte: iclnoticias.com.br

9.09.2026

Um em cada cinco ESTUDANTES já fez aposta online, mostra pesquisa

 Entre crianças de até 11 anos de idade, a proporção é de 9,5% .

Um total de 20,4% de alunos nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas online, as bets, informou, nesta quarta-feira (9), a Frente Parlamentar Mista da Educação. O levantamento apontou, inclusive, que a proporção chega a quase metade dos pesquisados (49,7%) no 3º ano do ensino médio.

O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.  

Meninos apostam mais

No Brasil, é proibido que menores de idade tenham acesso a plataformas de apostas online. Outra informação do levantamento é que os meninos apostam mais (27,8%) - contra 12,6% das meninas. 

No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram mais que o dobro do registrado entre os do fundamental II (19%).  O levantamento ocorreu nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados. 

Desafios

A Frente Parlamentar divulgou ainda considerações do coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand. Segundo ele, soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema. 

Lichand considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir lembretes sobre perdas passadas como intervenções promissoras para moderar a prática. 

O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.

Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destacou.

Caminhos

Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.

A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Entre as recomendações feitas pelos organizadores do levantamento estão a adoção de medidas de proteção, como maior tributação sobre transações nas plataformas, restrições à publicidade e medidas de proteção especialmente voltadas a menores de 18 anos.

Fonte: Agência Brasil

9.08.2026

TREZE MINISTROS APOSENTADOS do STF pedem a Fachin sessão pública para RESOLVER CRISE

Signatários dizem confiar que o atual presidente da Corte tomará as medidas necessárias para levar o assunto ao plenário.

Uma carta assinada por 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) cobra uma reação institucional da Corte diante dos episódios que vêm abalando a imagem do tribunal. O grupo quer que o presidente do STF, Edson Fachin, convoque uma sessão pública do plenário para que os ministros discutam os fatos e decidam pela abertura de uma apuração.

A manifestação foi tornada pública nesta segunda-feira (7). No documento, os ex-integrantes do Supremo afirmam que o tribunal atravessa a “mais aguda crise” de sua história e alertam para os efeitos que a sucessão de acontecimentos pode provocar sobre a credibilidade da instituição.

Na avaliação dos signatários, a situação já ultrapassou os limites internos do Judiciário e passou a atingir a relação de confiança entre o Supremo e a sociedade, além de representar um risco para a estabilidade das instituições democráticas.

Entre os nomes que subscrevem o documento estão cinco ex-presidentes do STF: Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber.

Apoio a Fachin

Os aposentados fazem questão de registrar apoio à condução de Fachin e dizem confiar que o atual presidente da Corte tomará as medidas necessárias para levar o assunto ao plenário.

Sr. Ministro Presidente, Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”, afirmam os ministros aposentados na carta enviada a Fachin.
Pedido é por investigação, não por afastamentos
O documento não aponta um episódio específico que deveria ser investigado. Também não identifica ministros do STF como responsáveis por eventuais irregularidades.

A iniciativa tampouco apresenta pedido de afastamento de integrantes da Corte. O objetivo declarado é fazer com que o próprio plenário delibere sobre uma apuração, seguindo os procedimentos legais e garantindo o direito de defesa e as demais regras aplicáveis.

Os signatários defendem que Fachin convoque a sessão o quanto antes para que a questão seja tratada de forma colegiada e transparente.

Celso de Mello diz que carta não trata de casos específicos

Um dos signatários, Celso de Mello, procurou deixar claro que sua participação na manifestação não representa uma tomada de posição sobre episódios ou pessoas determinadas. A informação é do G1.

Segundo ele, a carta foi elaborada com “equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF, sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade” da instituição.

Em declaração posterior, o ex-ministro defendeu que qualquer suspeita de irregularidade seja submetida aos mecanismos institucionais de controle. Para ele, é necessário evitar que “eventuais condutas ilícitas” ou “comportamentos eticamente censuráveis” coloquem sobre o Supremo “a sombra corrosiva da suspeita”.

Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público”, escreveu.

Celso de Mello também argumentou que assuntos capazes de afetar o interesse coletivo e a própria credibilidade das instituições precisam ser examinados de maneira aberta. Segundo ele, “quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”.

O ex-presidente do STF reforçou ainda sua defesa da publicidade dos atos da Corte ao afirmar que “a Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo”. Na mesma linha, disse que o “segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário”.

Ao comentar especificamente a proposta apresentada pelos aposentados, Celso de Mello resumiu a ideia como um “julgamento colegiado pelo Plenário do STF, em ambiente e caráter públicos”.

Os 13 signatários

A carta encaminhada ao presidente do Supremo foi assinada pelos seguintes ministros aposentados:

Néri da Silveira
Francisco Rezek
Sydney Sanches
Celso de Mello
Carlos Velloso
Ilmar Galvão
Nelson Jobim
Ellen Gracie
Cezar Peluso
Ayres Britto
Joaquim Barbosa
Eros Grau
Rosa Weber

Leia a íntegra do comentário do ministro Celso de Mello:

Não nos referimos, na moção em causa, a qualquer episódio específico. O texto em questão guarda equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF , sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade de uma das mais importantes e históricas instituições da República!

Ministros, quaisquer que sejam, devem impedir que eventuais condutas ilícitas — ou mesmo comportamentos eticamente censuráveis — projetem sobre o Supremo Tribunal Federal a sombra corrosiva da suspeita.

Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público.

Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição.

O STF é maior do que todos e cada um de seus Ministros — e não pode ser convertido em escudo protetor de desvios individuais.

A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder.

Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos.

A Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo, pois o segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário.

A luz da publicidade não constrange a magistratura: protege-a, dignifica-a e recorda-lhe que, em uma democracia, nenhum poder é absoluto nem pode furtar-se à prestação pública de contas.

Daí a moção dos ex-Presidentes da Corte haver sugerido julgamento colegiado pelo Plenário do STF, em ambiente e caráter públicos !”

Celso de Mello, ex-Presidente do STF (biênio 1997-1999)

Fonte: https://iclnoticias.com.br/ministros-aposentados-do-stf-pedem-a-fachin/

FUTEBOL - Renato retorna ao GRÊMIO com metas no contrato

T reinador acerta volta ao Imortal após demissão de Luís Castro. Horas depois de anunciar a demissão de Luís Castro , o Grêmio acertou a c...