3.31.2026

HISTÓRIA - Golpe Militar de 1964

Golpe Militar de 1964 redesenhou o panorama político, social, econômico e cultural brasileiros pelas duas décadas seguintes. Executado no dia 31 de março daquele ano, o golpe levou à deposição de João Goulart e fez se instalar no país uma ditadura militar que durou até o ano de 1985.

Apesar de ter ocorrido no ano de 1964, o golpe passou a ser desenhado desde as primeiras medidas de João Goulart, conhecido como Jango. O cenário de sua posse em 07 de setembro de 1961 já era conturbado: desestabilidade política, inflação, esgotamento do ciclo de investimentos do governo Juscelino Kubitschek, grande desigualdade social e intensas movimentações em torno da questão agrária. Diante desse cenário e de acordo com suas tendências políticas, declaradamente de esquerda, Jango apostou nas Reformas de Base para enfrentar os desafios lançados a seu governo.

As Reformas de Base propunham diversas reformas: urbana, bancária, eleitoral, universitária e do estatuto do capital estrangeiro. Dentre elas, três incomodavam de forma especial à direita. A reforma eleitoral colocaria novamente no jogo político o Partido Comunista e permitiria que analfabetos votassem, o que correspondia a 60% da população brasileira. Essas medidas poderiam provocar grandes mudanças no equilíbrio dos partidos políticos dominantes naquele contexto. A reforma do estatuto do capital estrangeiro também provocou polêmica ao propor nova regulamentação para a remessa de lucros para fora do Brasil e propunha a estatização da indústria estratégica. Mas nenhuma delas foi alvo de tantas especulações e mitos quanto a proposta de implementação da reforma agrária. Essa reforma mexeria com a histórica estrutura latifundiária brasileira que, em muitos casos, remontavam aos séculos de colonização.

Para os grupos economicamente hegemônicos, tais propostas eram alarmantes não apenas por serem defendidas pelo Presidente da República, mas porque naquele momento a esquerda encontrava-se unida e organizada, movimentando-se em todo o território nacional e mostrando sua cara e seus objetivos em passeatas, publicações e através de forte presença no meio político. Longe do imaginário do século XIX, a esquerda daquele momento era formada por uma grande diversidade de grupos, tais como comunistas, católicos, militares de diferentes ordens, estudantes, sindicalistas entre outros. Todos eles voltados para a aprovação das Reformas de Base e estendendo suas influências por diversos campos da vida pública.

Diante desse abismo entre os grupos de direita e de esquerda durante o Governo de Jango, o golpe começou a ser elaborado pelos grupos conservadores e pelas Forças Armadas em diálogo com os EUA (Estados Unidos da América) através da CIA (Central Intelligence Agency) pensando nas eleições de 1962 para o Congresso Nacional e para o governo dos estados da União. A composição que assumiria no ano seguinte seria de vital importância para os avanços das propostas da esquerda e, por isso, interessados na queda de Jango financiaram de forma ilegal campanhas de candidatos de oposição ao governo. Esse financiamento foi realizado pelo empresariado nacional e estrangeiro através do IBAD (Instituto Brasileiro da Ação Democrática). Os EUA também investiram nessa campanha através de fontes governamentais, como provam documentos e áudios da Casa Branca. Nesse contexto o diplomata Lincoln Gordon participou ativamente da conspiração, trabalhando juntamente ao IBAD e ao IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), responsáveis por diversas propagandas anticomunistas que contribuíram para a desestabilização de um governo que já enfrentava diversos desafios.

Em 1963, a votação favorável ao retorno do presidencialismo deu novos ânimos ao governo de Jango que, apesar das ações contrárias, ainda se mostrava com grande popularidade. Mesmo assim, o ano de 1963 foi marcado por intensa atuação da direita e da esquerda e esse embate começou a ser favorável a direita a partir da derrota da emenda constitucional que buscava viabilizar a reforma agrária. Outro fato que abalou Brasília em 1963 foi a Rebelião dos Sargentos na qual sargentos da Aeronáutica e da Marinha invadiram o Supremo Tribunal Federal em protesto contra a declaração de inelegibilidade dos sargentos eleitos em 1962.

O cenário ficou ainda mais conturbado após a entrevista concedida por Carlos Lacerda a um jornal norte-americano, no qual declarou que o cenário político brasileiro sob o governo de Jango era de incertezas, ato que foi visto com maus olhos pelo presidente e o levou a solicitar ao Congresso a instalação do estado de sítio. Sua atitude foi vista de forma negativa pelos governadores dos estados que lhe recusaram apoio. Uma nova coligação entre PTB, UDN e PSD mostrou ter a mesma posição, o estado de sítio não seria aprovado pelo Congresso. Desse embate, Jango saiu com seu poder abalado.

Com inflação anual na casa de 79,9%, um crescimento econômico tímido (1,5%) o Brasil passou a sofrer restrições dos credores internacionais. Nesse contexto, os EUA passaram a financiar o golpe através dos governos dos estados de São Paulo, Guanabara (atual Rio de Janeiro) e Minas Gerais. Frente às pressões sofridas nos meses que se seguiram, Jango articulou o Comício da Central do Brasil. Ocorrido em uma sexta-feira, 13 de março de 1964, o evento esteve cercado de simbologias que o ligavam a figura de Getúlio Vargas e mobilizou entre 150 e 200 mil pessoas por mais de 4 horas de duração. Como havia se comprometido em seu discurso, Jango encaminhou ao Congresso o pedido de convocação de um plebiscito para a aprovação das reformas sugeridas e a delegação de prerrogativas do Legislativo para o Executivo, o que foi visto como uma tentativa de centralização do poder nas mãos do presidente.

Em reação às ações de Jango, o Congresso passou a suspeitar de suas intenções e essa posição repercutiu nos meios de comunicação em um tom que indicava que o presidente poderia a qualquer momento dissolver o Congresso para colocar em prática as reformas na base da força. A partir desse clima de desconfianças e alardes, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, preparada pelo IPES sob a figura da União Cívica Feminina com o apoio de setores de direita. A Marcha reuniu cerca de 500 mil pessoas na Praça da República, na capital paulista, em protesto contra o governo de Jango e suas pretensões, classificadas como comunistas. Sendo um movimento prioritariamente de classe média, a Marcha foi menosprezada pela esquerda, mas demonstrou seu poder em converter a opinião pública a respeito de João Goulart em diversas capitais, alastrando-se pelos estados com a contribuição dos meios de comunicação.

Ainda faltava a unificação das forças militares em favor do golpe, o que foi provocado pelas atitudes tomadas por Jango em relação aos marinheiros que participaram da Revolta dos Marinheiros, realizada em 25 de março. Ao anistiar os revoltosos e passar por cima das autoridades militares responsáveis, Jango deu o último elemento necessário à realização do golpe de 1964: o apoio das Forças Armadas. Os EUA já estavam a postos para colocar em prática a Operação Brother Sam e, em 31 de março de 1964, o pontapé foi dado pelos mineiros, sob a liderança do general Olympio Mourão Filho, que marchou com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro e iniciou o processo de deposição do presidente João Goulart com o apoio dos EUA e das Forças Armadas. O Golpe foi concluído na madrugada de 02 de abril de 1964, quando o Congresso, em sessão secreta realizada de madrugada, declarou a Presidência da República vaga.

Fonte: https://www.infoescola.com/historia/golpe-militar-de-1964/ 

3.30.2026

Em ano eleitoral, DEPUTADOS ACELERAM GASTOS COM AUTOPROMOÇÃO

O primeiro bimestre de 2026 já apresenta o maior gasto nominal com divulgação da atividade parlamentar de deputados federais desde 2008, quando essa informação começou a ser registrada.

Dados parciais indicam R$ 15,7 milhões pagos, contra R$ 14,9 milhões no mesmo período de 2025. Considerando os dados corrigidos pela inflação, o maior valor foi o de 2024, com R$ 16,2 milhões.
O valor de 2026, no entanto, deve aumentar e caminha para bater o recorde, já que os parlamentares têm até 90 dias para comunicar as despesas à Câmara dos Deputados.

GASTOS COM DIVULGAÇÃO PARLAMENTAR NO 1º BIMESTRE

A cada quatro anos, parlamentares que buscam a reeleição concentram esses gastos no primeiro semestre, em uma estratégia de visibilidade pré-eleitoral.

De acordo com as normas da cota para parlamentar, os deputados são proibidos de utilizar a verba para divulgação do mandato nos 120 dias anteriores ao primeiro turno —ou seja, têm até o início de junho para gastar promovendo suas ações.

Pela regra, nenhum dos gastos da cota pode ser feito com "caráter eleitoral".

Na prática, no entanto, os gastos são feitos principalmente para enaltecer os feitos dos deputados em suas redes sociais, o que acaba por configurar uma vantagem adicional para os parlamentares em relação aos concorrentes.

TENDÊNCIA DE MAIS GASTOS

Na prática, no entanto, os gastos são feitos principalmente para enaltecer os feitos dos deputados em suas redes sociais, o que acaba por configurar uma vantagem adicional para os parlamentares em relação aos concorrentes.

Em 2025, o valor atingiu R$ 101 milhões, representando 42% do total da cota utilizada no ano passado —o maior percentual já registrado.

AUTOPROMOÇÃO JÁ É 42% DA COTA PARLAMENTAR

O único ano atípico recente foi 2022, quando a alta nos preços das passagens aéreas pós-pandemia deslocou temporariamente a "divulgação de atividade" do topo do ranking de despesas. Contudo, a autopromoção retomou a liderança logo em seguida.

O histórico das despesas revela uma mudança de padrões na Câmara: em 2008, os maiores gastos eram de telefonia (29%) e consultorias e trabalhos técnicos (18,6%).

Hoje, a telefonia é gasto residual, e as consultorias são majoritariamente realizadas pelo corpo técnico da Casa ou por secretários parlamentares, cujos salários são custeados pela verba de gabinete, e não pela cota.

EM QUE O DINHEIRO É GASTO

Desde o início da legislatura, em fevereiro de 2023, os deputados já gastaram R$ 310 milhões na divulgação do mandato.

Individualmente, a Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, foi a companhia que mais recebeu recursos (R$ 7,7 milhões), mas os valores estão pulverizados em mais de 6 mil empresas.

Os cinco deputados com maiores despesas em 2025 foram os seguintes:

MOSES RODRIGUES (UNIÃO-CE),

ALBUQUERQUE (REPUBLICANOS-PR),

SILVA CRISTINA (PP-RO),

ANTÔNIA LÚCIA (REPUBLICANOS-AC) e

CLEBER VERDE (MDB-MA).

Em resposta à reportagem, os parlamentares disseram que os recursos são aplicados de forma regular, de forma a dar transparência e informar a população da ação dos deputados. A única que não respondeu à reportagem foi a deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC). Leia aqui a íntegra das manifestações.

O UOL analisou um conjunto de 372 notas fiscais apresentadas por esses cinco deputados em 2025.

A transparência sobre os serviços prestados é limitada. A maioria das notas não tem descrição pormenorizada. É possível verificar a partir das notas, no entanto, pagamentos relacionados aos seguintes serviços:

redes sociais: 41% do valor foi para notas fiscais que citam as mídias sociais;
conteúdo para rádio: 30% do valor;
conteúdo para blogs ou jornais digitais: 23%;
vídeo: 20%;
assessoria de imprensa: 19%;
peças gráficas e impressos (folders, panfletos, etc): 19%

A soma supera 100% porque uma única nota fiscal pode listar múltiplos serviços sem o devido detalhamento de custos individuais. Alguns registros mais detalhados especificam com mais clareza o material pago com os recursos da cota parlamentar.

Um exemplo é uma publicação de maio de 2025 no Instagram, em que o deputado Albuquerque (Republicanos-RR) anuncia R$ 8 milhões de emendas para o município de Mucajaí (RR).

A divulgação, diz o deputado, é prestação de contas para o eleitor do estado.

Em outro post financiado pela cota parlamentar, o deputado Robinson Faria (PP-RN) comemora recursos de emenda destinados a uma associação voltada ao atendimento de pessoas com autismo. Faria diz que a divulgação da destinação de emendas é uma ferramenta de transparência essencial.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/tiago-mali

3.29.2026

Festa em Recife celebra 30 MIL ALFABETIZADOS EM PROGRAMA SOCIAL

Educandos assistiram ao lançamento do Cadastro Único da EJA.

Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde do sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.

Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.

É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.

A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.

Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.

Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Fonte: Agência Brasil

3.28.2026

RESPEITO AO FRACO, RESPEITO A DEUS

Não é segredo para ninguém. A lei do mais forte impera nos mais diversos contextos sociais. Desde o início da escolarização, as crianças mais altas e mais fortes costumam usar o tamanho para intimidar as menores. Conse­guem os melhores lugares na fila, tomam o lanche dos colegas, obrigam um aluno mais inteligente a fazer o dever de casa delas e assim por diante.

Na aula de educação física, então, as diferenças ficam ainda mais eviden­tes. Ninguém quer ser escolhido por último. Mas também ninguém quer o "pior" jogador no time. Assim, desde cedo, os tipos menos atléticos são alvo de zombaria e piadas. É a natureza humana mostrando que o pecado contami­nou a todos, crianças e idosos, ricos e pobres.

O desrespeito a quem tem necessidades especiais se tornou uma epidemia na sociedade. É só olhar para o estacionamento de supermercados e shoppings. Ali, nas vagas reservadas a cadeirantes ou idosos, vemos pessoas jovens e sem qualquer problema de mobilidade parando o carro sem um pingo de vergonha.

Entretanto, esse tipo de comportamento não passa despercebido aos olhos de Deus. No início da Bíblia, ele já orienta contra o desrespeito e a zombaria. Manda seus filhos não amaldiçoarem o surdo, que não poderia ouvir para se defender, nem colocar pedra de tropeço para o cego, só para vê-lo cair. E o mais interessante é a declaração que vem em seguida: o Senhor diz que, ao seguir esses conselhos, estamos demonstrando respeito por ele. (Não amaldiçoe um surdo, nem ponha na frente de um cego alguma coisa que o faça tropeçar. Tenha respeito para comigo, o seu Deus. Eu sou o SENHOR. Levítico 19:14) É isso mes­mo! Quando ignoramos ou tratamos mal alguém mais frágil ou com necessi­dades especiais, estamos ignorando e maltratando o próprio Deus, faltando com o respeito a ele.

Às vezes, temos dificuldade de entender o conceito de respeitar a Deus. Achamos que se resume a ficar em silêncio na igreja, durante os cultos. Em­bora a reverência no templo seja uma demonstração de respeito excelente e válida, não se resume a isso. Respeitar a Deus é tratar com amor cada um de seus filhos, principalmente aqueles que são mais frágeis.

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/

3.27.2026

Fenômenos EDITORIAIS

O escritor Dan Brown é um dos autores com maior número de exemplares vendidos das últimas décadas. Seus livros costumam ser verdadeiros fenômenos editoriais. Somente O Código Da Vinci vendeu 100 milhões de cópias, foi adaptado para o cinema e arrecadou milhões de dólares nas bilheteiras.

Ross Douthat, colunista do New York Times, afirma que, para entender esse fenômeno, é preciso compreender o estado da religião nos Estados Unidos. Ele diz que não se trata apenas de Dan Brown saber como manter os leitores virando as páginas de seus livros – isso é necessário para vender 1 milhão de exemplares. Mas, para vender 100 milhões, é preciso mais do que entreter. É preciso pregar. Ou seja, apresentar uma ficção que seja lida como fato, ao mesmo tempo em que promete revelar os segredos da história, do Universo e de Deus.

Brown expressa essa missão de forma clara. Ele diz que os emocionantes argumentos e o suspense de suas tramas têm o propósito de fazer com que a didática do livro cumpra seu objetivo com facilidade. Assim, o leitor não percebe até o final que aprendeu algo desde o início.

Dan Brown segue a linha de ideólogos como Ayn Rand e o guru religioso Deepak Chopra. Embora escreva romances, o que ele realmente vende é teologia. Sua mensagem, em muitas de suas obras, é de que as religiões são uma farsa e nenhuma delas pode reivindicar a posse da verdade. O que ele ensina é uma espiritualidade pós-moderna, desconectada de qualquer religião tradicional.

Por trás disso, percebe-se a intenção de minar os fundamentos da fé cristã e promover inspirações enganosas e doutrinas diabólicas, anunciadas para os últimos dias. Livros como os de Brown, aliados à série Harry Potter e muitas outras, doutrinam o mundo. Sem perceber, as pessoas aprendem, por meio de técnicas didáticas muito envolventes e eficazes, as doutrinas antigas – “o vinho de Babilônia” que embriagará novamente o mundo. Diante disso, devemos prestar atenção ao conselho do apóstolo Paulo: “Cuide de você mesmo e da doutrina” (1Tm 4:16).

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/fenomenos-editoriais/

MEGAOPERAÇÃO DE COMBATE a preços ABUSIVOS em POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Polícia Federal atua na fiscalização de postos de combustíveis em 11 estados e no DF. Objetivo é coibir eventuais práticas abusivas de mercado que possam acarretar prejuízos ao consumidores referentes ao aumento de preços.

A Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis, composta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pela Polícia Federal, em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou, nesta sexta-feira (27/3), a Operação Vem Diesel, com foco na fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional.

Estão sendo realizadas ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no DF por equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons e da PF.

As medidas visam identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais condutas abusivas que possam acarretar prejuízos ao consumidor.

Possíveis irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização, que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo, serão encaminhadas à Polícia Federal para a devida apuração de autoria e de materialidade delitiva. (Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/03)

Ação busca combater reajustes indevidos nos preços dos combustíveis, em meio à guerra no Oriente Médio. As irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.

Estão sendo realizadas ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.

PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

Nos últimos dias, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

O governo, nas últimas semanas, anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

Fonte: iclnoticias.com.br

3.26.2026

Aprovado pelo Senado, NOVO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO

O Senado aprovou na quarta-feira (25) o novo Plano Nacional de Educação. O texto, do Poder Executivo, traz diretrizes, metas e estratégias que devem orientar a política educacional brasileira pelos próximos dez anos. Aprovado com mudanças de redação, o projeto (PL 2.614/2024 segue para a sanção presidencial.

Enviado pelo Poder Executivo ao Congresso em 2024, o texto foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2025. No Senado, foi analisado e aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (CE) na manhã da quarta-feira (25) e enviado com urgência para o Plenário.

PLANO

O texto do novo PNE contém 19 objetivos, com acompanhamento das metas a cada dois anos nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

O plano foi elaborado pelo Ministério da Educação, com contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação, além de sugestões feitas durante a Conferência Nacional de Educação (em janeiro de 2024).

Antes mesmo da chegada do texto ao Senado, a CE fez 23 audiências públicas para discutir o conteúdo do plano, em 2024 e 2025. Outras audiências haviam sido feitas pela comissão antes da apresentação do plano pelo governo.

Uma das inovações do texto aprovado pelo  Congresso foi a ampliação dos investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do produto interno bruto (PIB), para 7,5% em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio.

PRAZO

O prazo do PNE que está em vigor se encerraria no final de 2024. O texto encaminhado pelo Executivo determinava que o período do próximo plano seria 2024-2034, mas o começo da vigência teve de ser adiado, até que o projeto fosse aprovado pelo Congresso. Com isso, o novo PNE deverá valer por 10 anos a partir da publicação da lei.

MUDANÇAS

Entre as mudanças de redação feitas pelo Senado no projeto estão ajustes para preservar os prazos previstos no texto aprovado pela Câmara, adequando esses prazos ao tempo que foi necessário para aprovar o projeto no Senado e evitando incongruências no calendário do PNE, que abrange planos dos estados e os planos de ação bianuais.

Também foram feitos ajustes para adequar o texto a dispositivos já existentes nas leis, correções em termos e em técnica legislativa e ajustes gramaticais. 

(Fonte: Agência Senado)

VEJA PRINCIPAIS OBJETIVOS

Acesso à Educação Infantil: ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola.

  • Qualidade da Educação Infantil: garantir a qualidade da oferta de educação infantil.

  • Alfabetização: assegurar a alfabetização e nível adequado de aprendizagem em matemática, ao final do segundo ano do ensino fundamental, a todas as crianças, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Acesso, Trajetória e Conclusão no Ensino Fundamental e no Ensino Médio: assegurar que crianças, adolescentes e jovens em idade escolar obrigatória concluam o ensino fundamental e o ensino médio na idade regular, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Aprendizagem no Ensino Fundamental e no Ensino Médio: garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e no ensino médio, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades, visando à sua superação.

  • Educação Integral em Tempo Integral: ampliar a oferta de educação integral em tempo integral para a rede pública, assegurando sua qualidade e a intencionalidade pedagógica das atividades.

  • Conectividade, educação digital e integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) à educação: promover a educação digital com a garantia de conectividade de alta velocidade para fins pedagógicos, inclusive com redes internas wi-fi, e dos conteúdos das três dimensões estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — pensamento computacional, mundo digital e cultura digital —, para aprendizagem das suas competências e habilidades de forma segura, responsável, ética, crítica e criativa, e a integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) à educação, para melhoria da aprendizagem, equidade e inclusão.

  • Sustentabilidade socioambiental na Educação: promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças do clima em todos os estabelecimentos de ensino.

  • Educação Escolar Indígena, Educação do Campo e Educação Escolar Quilombola: garantir o acesso, a oferta e a permanência em todos os níveis, as etapas e as modalidades na educação escolar indígena, na educação do campo e na educação escolar quilombola, observados os padrões nacionais de qualidade, com redução das desigualdades regionais.

  • Educação Especial Inclusiva e Educação Bilíngue de Surdos: garantir, ao longo da vida, o acesso e a permanência na Educação Especial, assegurando a oferta de Atendimento Educacional Especializado de qualidade e a aprendizagem dos estudantes que são o público da educação especial e o público da educação bilíngue de surdos, em todos os níveis, as etapas e as modalidades.

  •  (Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/)

HISTÓRIA - Golpe Militar de 1964

O  Golpe Militar de 1964  redesenhou o panorama político, social, econômico e cultural brasileiros pelas duas décadas seguintes. Executado ...