2.28.2026

Período chuvoso leva CEARENSES A CAÇAR E COMER FORMIGAS ricas em proteínas

Inseto, consumido há décadas em cidades como Tianguá e Ubajara, é mais comum entre janeiro e março.

Comer insetos pode parecer incomum, mas não é um hábito distante. No Ceará, em cidades como Tianguá e Ubajara, por exemplo, caçar e comer formigas do gênero tanajura, também chamadas de saúvas, virou tradição entre gerações. 

Lembro de começar a procurar tanajura com meu avô, desde pequeno, eu tinha uns 6, 7 anos de idade. Ia com ele na bicicleta e a gente ia passando nos sítios”, conta o jovem tianguaense Douglas Santos, um entre os muitos que saem para caçar o inseto nesta época de chuvas mais frequentes no Estado.

Comum na Serra da Ibiapaba, o hábito não é encontrado apenas em solo cearense. Ele se mantém nas regiões interioranas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. No estado vizinho, o pernambucano João Gomes compartilhou a experiência de provar a formiga pela primeira vez. Incentivados, ele e a esposa, Ary Mirelle, comeram uma farofa de tanajuras.

Por aqui, a gente come com farinha, como tira-gosto”, explica Douglas, lembrando do preparo semelhante ao provado pelo artista. Sem temperos, com cuscuz, salgada ou em pratos elaborados, a formiga foi incorporada, com o passar do tempo, aos hábitos culturais das regiões e resiste até hoje.

Não à toa, é exatamente entre janeiro e março, período de chuvas no Ceará, que a caça por elas se torna mais ativa. Nessa época do ano, elas saem dos formigueiros após as precipitações em busca de espaços mais secos, criando, assim, a oportunidade ideal.

Toda vez que chovia, todo mundo já se reunia e ia atrás dos formigueiros para caçar tanajura. A gente pegava para assar mesmo em casa. Geralmente, pegamos elas nos formigueiros, e fica muita gente procurando. E aí, quando elas vão saindo, vamos pegando”, descreve o cearense.

O inseto, então, vira complemento de diversos pratos típicos, como no caso da farofa experimentada por João Gomes. Na serra, elas chegam a ser vendidas para turistas e moradores. 

Em casa, a gente limpa ela, tira as asas, o ferrão e coloca para assar. O modo é com água e sal. E aí você coloca ela na frigideira e vai esperando aquela água secar com a tanajura e o sal. Meu vô geralmente também bota farinha e aí serve como tira-gosto, e é muito comum aqui na minha cidade”, comenta Douglas.

ATENÇÃO NA HORA DO PREPARO

Antes de preparar qualquer prato com tanajura, como a farofa, é preciso ficar atento a algumas orientações. Segundo Marina Araujo, diretora do Mercado AlimentaCE, é necessário separar a cabeça e as asas do inseto antes do cozimento.

"A parte usada nas receitas é apenas a parte mais conhecida como 'bumbum', que na verdade é o abdômen da tanajura. Depois desse processo, a melhor forma de preparar é fritar em manteiga ou óleo para ressaltar o sabor terroso e gorduroso da iguaria", explica.

Para a receita da famosa farofa de tanajura, Marina afirma que são utilizados os seguintes ingredientes: alho, cebola, farinha de mandioca e sal. "Os temperos trazem um acompanhamento perfeito para a crocância e sabor do insumo”.

"A tanajura é um excelente tira-gosto. Quando mordida, a tanajura revela um sabor completamente particular: é terroso e gorduroso, além de ser rica em proteína e lipídio", destaca a diretora da instituição.

COMER TANAJURA É SAUDÁVEL?

Mesmo com o consumo presente nas tradições alimentares de determinadas regiões cearenses, há quem tenha dúvidas se a tanajura faz bem ou não ao corpo.

Segundo Yves Patric Quinet, professor do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e especialista em formigas, ingeri-la não só é saudável, como também é recomendável para a preservação do meio ambiente.

A tanajura é uma fonte de proteína altamente recomendada, que até poderia substituir a proteína de mamíferos, como as vacas, que têm muitos danos como consequência”, afirma. 

Cem gramas do inseto têm cerca de 356 calorias, com 45% da composição corporal de água e 20% de proteínas.

Segundo o pesquisador, a prática de consumir insetos também é incentivada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO): "Quando comemos insetos, estamos salvando o planeta do desmatamento, do gasto de água e da emissão de gases poluentes. Não há perigo algum em consumir esses animais, além de que esse é um hábito comum e muito antigo", diz.

O professor ainda destaca que a estrutura corporal da formiga é um dos grandes responsáveis pela popularidade da iguaria.

Durante a época da revoada, quando as tanajuras deixam suas colônias em busca de outros ambientes, o corpo delas se enche de reservas de energia essenciais para a sobrevivência no novo habitat.

Essas tanajuras são cheias de proteínas de alto valor, além de gorduras insaturadas e vitamina B12. Elas acumulam reservas durante a revoada. Primeiro, os músculos do tórax ficam muito mais potentes para ela poder voar. Depois vêm as gorduras, porque quando ela vai começar a fundar uma colônia, ela vai sozinha, então precisa sobreviver até surgirem as outras formigas”

Yves Patric Quinet

Professor de Ciências Biológicas na Uec

PRÁTICA DE COMER TANAJURA VEM DOS INDÍGENAS

Engana-se quem pensa que o hábito de comer tanajuras se popularizou nas últimas décadas. Pesquisas indicam a prática recorrente no Brasil ainda no século 17, entre tribos indígenas.

No Ceará, o surgimento teria ocorrido na tribo Tabajara, que até hoje habita a Serra da Ibiapaba, e está descrito no livro "Lendas, contos e mitos da Ibiapaba", do escritor João Bosco Gaspar. 

Por Paulo Roberto Maciel* e Mylena Gadelhaproducaodiario@svm.com.br

Fonte:https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

Quando não DÁ PARA ESCONDER

Há coisas que é bem difícil esconder. Uma gravidez, por exemplo. Embo­ra haja algumas raras histórias de mulheres que conseguiram esconder a gravidez até o nascimento do bebê; em geral, depois que a barriga aponta, não tem jeito - todos ficam sabendo. O desempenho ruim na escola também não permanece oculto por muito tempo. Dá até para enrolar os pais por um período, dizendo que está tudo bem, mas se a situação não mudar, chegará o fim do ano e a reprovação será conhecida.

No entanto, existem algumas pessoas de quem não queremos ou não conseguimos esconder as coisas. Quando temos um amigo de verdade, não sentimos vontade de esconder o que vivemos. Ficamos até meio culpados se precisamos, por algum motivo, guardar segredo. Para essas pessoas especiais e íntimas, abrimos o coração e contamos nossos problemas. Elas sabem quando estamos bem ou mal, animados ou desanima­dos. Não sentimos vergonha de ser exatamente quem somos ao lado delas. Como é bom ter um amigo assim!

A Bíblia conta a história de uma amizade como essa: a amizade entre Deus e Abraão. Os dois eram tão amigos que Deus foi fazer uma visita à casa do patriarca, com dois outros seres celestiais. Deu uma passadinha lá, parou para fazer uma refeição e continuar o propósito de sua vinda à Terra. Enquanto comiam, o Senhor reforçou a promessa de um filho por meio de Sara e disse que no ano seguinte, em sua próxima visita, o bebê já estaria por ali. Sara, incrédula, até riu.

No entanto, quando estava para ir embora, Deus não conseguiu esconder de Abraão o real motivo de estar ali. As cidades de Sodoma e Gomorra estavam prestes a ser destruídas. O Senhor se questionou: "Esconderei de Abraão o que estou para fazer?" E decidiu revelar esse juízo a seu servo. Foi então que Abraão intercedeu pelo livramento das cidades, caso houvesse pelo menos dez justos ali.

Essa mesma amizade profunda que Abraão tinha com Deus está disponível para cada um de nós. O Senhor também deseja nos revelar cada detalhe de sua vontade. Precisamos buscá-lo e permitir que essa intimidade se desen­volva em nossa vida.

Fonte: https://esperancadoadvento.blogspot.com

2.27.2026

O MAIOR livro

Os livros, como quase todas as coisas, têm um período de vida: nascem, crescem, envelhecem e morrem. Na história da humanidade, existem livros surpreendentemente longevos e influentes. Um dos mais extraordinários é o Almagesto.

Cláudio Ptolomeu de Alexandria (astrônomo, matemático e geógrafo) terminou de escrevê-lo no ano 150 d.C. Como manual astronômico, serviu de guia de observações para pesquisadores árabes e europeus até o século 17. Você consegue imaginar? O Almagesto permaneceu relevante por quase 15 séculos! Seu título original, em grego, é Mathematike Syntaxis [Composição Matemática], pois estabelece a trigonometria necessária que permitiu a Ptolomeu explicar e prever os movimentos do Sol, da Lua, dos planetas e de 1.022 estrelas. O nome Almagesto é uma adaptação do seu nome árabe, que significa “o maior”.

Almagesto tinha um defeito. Ele argumentava que a Terra estava no centro do Universo e que o Sol girava ao redor dela. Quando Nicolau Copérnico demonstrou exatamente o contrário em sua obra Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes, escrita entre 1507 e 1532, o Almagesto recebeu a ferida fatal.

Há um livro ainda maior. A Bíblia foi concluída um pouco antes do ano 100 d.C. Também é um manual, mas não para nos ensinar a observar e entender os movimentos das estrelas, e sim para viajar além delas. Deus é o seu autor final. Portanto, a Bíblia nunca será superada.

Nenhum livro foi tão publicado ou lido. De acordo com o site oficial da Sociedade Bíblica do Brasil, somente em 2023 foram distribuídos 152 milhões de textos bíblicos impressos, incluindo Bíblias completas, Novos Testamentos, Porções e Escrituras para crianças. Certamente, você tem alguns exemplares em sua casa.

A Bíblia é um livro extraordinário. Leia-a, estude-a e guarde-a em seu coração. Ela é o seu guia para uma jornada que vai além das estrelas! Permita que ela transforme sua vida, preparando-o para uma viagem além do Sol e das galáxias. Comece hoje seu preparo.

Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, é luz para os meus caminhos. Salmo 119:105.

Fonte:https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-maior-livro/

2.26.2026

Juiz de Fora: DESASTRE REFLETE negligência com AQUECIMENTO GLOBAL

Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.

Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tem sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses."

Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas e os eventos extremos tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.

A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.

Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF  sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o Poder Público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.

O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.

Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir.”

O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais, verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.

Levantamento realizado pelo jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que os recursos para a Defesa Civil estadual caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.

As políticas de resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.

A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a Agência Brasil relatou um resgate.

COMBINAÇÃO DE RISCOS

A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque o município é um dos que mais recebem alertas do Cemaden.  A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.

De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou.

Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.

Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou.

Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.

O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”, analisou. Como conter inundações e deslizamentos é mais difícil, ele considera que o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.

Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.

RESILIÊNCIA NAS CIDADES

Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.

Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do Vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.

Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.  

Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.

Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções.”  

Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.

No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado,  é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.

A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.

As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.

Fonte: Agência Brasil

2.25.2026

Operação Vassalo da PF mira EX-SENADOR DA REPÚBLICA E FILHOS

PF deflagra operação para combater crimes licitatórios, corrupção e lavagem de dinheiro

Operação Vassalos cumpre 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, de Goiás e no Distrito Federal.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Vassalos, com o objetivo de apurar a prática de crimes licitatórios diversos, como a frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e a fraude em licitação e contrato, além de peculato, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, de Goiás e no Distrito Federal.

A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e na ocultação de patrimônio. (Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/02)

PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre desvio de emendas.

Grupo investigado pode ter movimentado bilhões de reais em recursos públicos.

Entre os alvos, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus filhos: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União-PE).

Segundo a PF, a organização criminosa teria direcionado processos licitatórios para empresas vinculadas ao grupo, utilizando verbas oriundas de emendas parlamentares. Parte dos recursos obtidos com os contratos, ainda segundo a investigação, seria desviada para pagamento de propina e para ocultação de bens e valores. (Fonte: https://iclnoticias.com.br/pf-ex-senador-fernando-bezerra-desvio-emendas/)

2.24.2026

Proposta que acaba com a JORNADA DE TRABALHO 6x1

Após aprovação, nova jornada entra em vigor 360 dias após publicação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou na segunda-feira (9), em Brasília, que encaminhou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria (PEC 8/25). Se for aprovada, segue para análise de uma comissão especial.

O texto - de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) - acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso, e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

HORÁRIOS COMPENSADOS

A proposta da deputada também faculta a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Motta disse que apensou à PEC outra proposta de idêntico teor, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto também reduz a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou Motta por meio de suas redes sociais

Fonte: Agência Brasil

2.23.2026

SENADORAS REPUDIAM decisão do TJMG em CASO DE ESTRUPO de MENINA DE 12 ANOS

A Bancada Feminina do Senado Federal divulgou nota de repúdio e indignação com a decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, sob o argumento de “vínculo afetivo consensual”. Composta por 16 senadoras, a bancada é liderada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). 

A manifestação foi publicada nas redes sociais oficiais do colegiado no sábado (21). 

No texto, as senadoras afirmam que a legislação brasileira é clara ao tipificar como estupro de vulnerável qualquer ato sexual praticado com menor de 14 anos. Segundo a nota, consentimento, relacionamento ou anuência familiar não afastam a caracterização do crime. As senadoras sustentam que a relativização dessa proteção compromete o princípio constitucional da proteção integral de crianças e adolescentes.

"A lei brasileira é inequívoca: qualquer ato sexual com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável. Consentimento, relacionamento ou anuência familiar não afastam o crime", diz o texto.

A Bancada Feminina também afirma que nenhuma criança pode consentir juridicamente com violência sexual e declara que seguirá atuando na defesa dos direitos de meninas e adolescentes.

"Seguiremos vigilantes e firmes na defesa intransigente nos direitos de meninas e adolescentes." 

O TJMG, por meio da 9ª Câmara Criminal, entendeu que o réu e a vítima tinham um "vínculo afetivo consensual" e derrubou, na sexta-feira (20), a sentença de primeira instância que havia condenado o suspeito a nove anos e quatro meses de prisão.

O caso envolve um homem de 35 anos e uma menina que, na época do início do processo, tinha 12 anos. Segundo as investigações, a adolescente estava morando com o homem, com autorização da mãe, e tinha deixado de frequentar a escola. O suspeito, que tem passagens policiais por crimes como homicídio e tráfico de drogas, foi preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024, quando estava com a vítima.

Fonte: Agência Senado

Período chuvoso leva CEARENSES A CAÇAR E COMER FORMIGAS ricas em proteínas

Inseto, consumido há décadas em cidades como Tianguá e Ubajara, é mais comum entre janeiro e março. Comer insetos   pode parecer incomum, ...