9.05.2026

O CICLISTA italiano que SALVOU centenas de JUDEUS DO HOLOCAUSTO

 Gino Bartali foi um dos grandes campeões do esporte – mas poucos sabiam das arriscadas missões que cumpria durante os treinamentos.

"Quero ser lembrado por minhas conquistas esportivas. Heróis de verdade são outros, aqueles que sofreram na alma, no coração, no espírito, na mente, que sofreram por seus entes queridos. Esses são os verdadeiros heróis. Eu sou só um ciclista."

Há mais 20 anos, a lenda italiana do ciclismo Gino Bartali morria de ataque cardíaco, aos 80. Ele vencera três vezes o Giro d'Italia e duas vezes a Tour de France — duas das competições mais importantes do esporte.

Foi só após sua morte que veio à tona a informação de que ajudar a salvar as vidas de mais de 800 pessoas durante a Segunda Guerra.

Mas como isso aconteceu? Como um dos mais famosos atletas da Itália conseguiu essa façanha? E a resposta está no tempo livre — do mesmo tipo que muitos esportistas puderam dispor nos tempos da pandemia da covid-19 por causa da suspensão de competições — que teve quando as grandes provas do ciclismo foram interrompidas pela Segunda Guerra Mundial.

O Giro teve uma pausa de cinco anos. A Tour, de sete. A interrupção impediu Bartali de ser ainda mais vitorioso no ciclismo em seu ápice físico — mas permitiu que ele se engajasse em uma arriscada tarefa para salvar centenas de judeus das garras dos nazistas.

Bartali é visto, até hoje, como um dos mais heroicos entre os ciclistas. Quando venceu sua primeira Tour de France, em 1938, era tratado como o "o segundo italiano mais famoso" do mundo, atrás apenas de Benito Mussolini, líder do Partido Nacional Fascista.

Mas a Era Mussolini foi um período difícil para os ciclistas profissionais na Itália, especialmente para aqueles que não queriam se envolver em política.

No Giro d'Italia de 1940, o último realizado antes da interrupção causada pela guerra, Bartali foi apresentado ao homem que se tornaria seu rival mais feroz: Fausto Coppi, um competidor esguio de 20 anos oriundo de uma família de agricultores no norte da Itália.

A rivalidade começou quando Coppi foi alçado a líder de equipe após Bartali ter se machucado em um acidente com um cão na segunda etapa do Giro.

Coppi surpreendeu a todos quando conseguiu vestir a Maglia Rosa (camisa usada durante as etapas pelo competidor que está liderando a competição) em sua primeira participação em um Grand Tour. Mas as etapas mais difíceis ainda estavam por vir — como a subida das Dolomitas (uma cordilheira nos Alpes orientais).

Na décima-sexta etapa, Bartali viu Coppi à beira da estrada sofrendo com problemas estomacais.

Com humildade, Bartali o convenceu a subir novamente em sua bicicleta. Os dois subiram as Dolomitas e continuaram como parceiros pelo restante do Giro.

Bartali conseguiu vencer outras duas etapas. Coppi venceu na classificação geral com uma vantagem de dois minutos e quarenta segundos.

"Algumas medalhas são penduradas na alma, não na roupa", disse Bartali certa vez.

O que não se sabia na época, é que Gino Bartali arriscou sua vida para entregar documentos falsos durante seus treinamentos — e desafiar o Partido Fascista.

Fausto Coppi e outros ciclistas haviam sido convocados para servir às forças armadas, mas foram autorizados a competir nas poucas corridas que ainda foram realizadas durante a guerra.

Bartali, cristão devoto, continuou a realizar seus longos treinamentos no norte da Itália.

Até 1943, a Itália era território seguro para os judeus. Então, os nazistas começaram a ocupar o país e a enviar tanto judeus quanto quaisquer outros que combatessem o regime fascista para campos de concentração.

Foi quando Bartali se juntou à organização clandestina Rede Assisi, operada por um setor da Igreja Católica, para proteger quem estivesse sob ameaça.

Fazendo treinos de longa distância, ele levava, escondidos na estrutura da bicicleta, documentos de identidade falsificados.

Os documentos, fabricados por uma rede clandestina na Itália, eram levados dentro dos tubos do guidão e do canote do selim. Bartali passava por pontos de controle sem grandes explicações, já que era apenas um campeão em treinamento.

Em uma ocasião, foi parado e interrogado pela polícia secreta fascista.

Ele pediu para não ser incomodado e explicou que mexer em sua bicicleta significaria atrapalhar o delicado ajuste aerodinâmico feito para um campeão do esporte.

Os policiais, então, não se atreviam a revistá-lo ou a mexer em sua bicicleta.

As famílias recebiam os documentos e conseguiam, assim, fugir da perseguição nazista.

Além de ajudar no transporte clandestino de documentos para facilitar a fuga de judeus, Bartali também escondeu seu amigo Giacomo Goldenberg e sua família em casa.

Era arriscado — quem fosse pego fazendo isso poderia ser morto.

O italiano foi reconhecido como Justo Entre As Nações — título concedido aos que atuaram salvando vidas de judeus durante a perseguição nazista — pelo Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém. O filho de Bartali, Andrea, visitou o memorial em 2013.

No fim da vida, Bartali contou a seu filho, em detalhes, o que fez durante a guerra. Pediu, ainda a Andrea que mantivesse a informação entre eles.

Bartali queria ser lembrado por sua carreira esportiva. Mas, quando perguntado sobre suas façanhas durante a guerra, dizia: "Fiz a única coisa que sabia fazer: pedalei". Às vezes, é o suficiente.

Fonte:https://esperancadoadvento.blogspot.com/2020/09/

9.04.2026

Aprender a APRENDER

 A vida de uma jovem estudante me ensinou profundas lições. Quando ainda era pequena, seus pais perceberam que ela manifestava uma limitação. Enquanto outras crianças da mesma idade podiam se comunicar facilmente, seu vocabulário se resumia a oito palavras. Depois de avaliá-la cuidadosamente, um grupo de especialistas recomendou que os pais não a matriculassem no programa regular da educação básica, pois ela não conseguiria terminá-lo. Em vez disso, sugeriram que fosse matriculada em um programa de educação especial, com expectativas reduzidas. Os pais, depois de muito pensar e orar, decidiram matriculá-la no curso regular. Mas os especialistas estavam certos. Depois de dois anos, os pais viram que, apesar de seu esforço e do empenho de seus professores, a confiança de sua filha havia despencado. Um dia, ela disse à mãe: “Não sirvo para a escola.”

Depois de orar muito, a mãe decidiu educá-la em casa. Ali aconteceu um milagre. No início, a menina levava de oito a dez horas para terminar seus trabalhos escolares todos os dias. Mas a atmosfera do lar a favoreceu. Sem pressa, competição ou distrações, ela encontrou um método para estudar. Três meses depois, disse à mãe: “Estou ficando cada vez mais esperta.” A menina estudou assim por vários anos até que foi diretamente para a universidade. Em 2020, ela se formou com louvor nos programas de Arqueologia e Francês da Universidade Andrews e recebeu uma bolsa integral para o programa de mestrado na Universidade Cornell, uma das 20 melhores dos Estados Unidos. Hoje ela é estudante bolsista integral com doutorado na Universidade de Nova York e é fluente em inglês, espanhol e francês. Também lê hebraico bíblico, hebraico moderno, grego, latim e acadiano, e está aprendendo alemão!

Às vezes, enfrentamos dificuldades que impedem nosso crescimento. Nessas circunstâncias, precisamos ser perseverantes, aprender a aprender e saber que, para Deus, nada é impossível.

Davi cingiu a espada sobre a armadura e tentou andar, pois jamais a havia usado. Então Davi disse a Saul: “Não posso andar com isto, porque nunca o usei.” E Davi tirou aquilo de sobre si. 1 Samuel 17:39.

Por Félix Cortez

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/aprendendo-a-aprender/

9.03.2026

FIM DA ESCALA 6X1 passa na CCJ do Senado e vai a plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na quarta-feira (2) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a chamada escala 6x1 – seis dias de trabalho e um de repouso. A matéria vai a Plenário.

A PEC 221/2019, relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta fixa período de até oito horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto também estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

O texto original foi aprovado em votação simbólica (havia 27 senadores presentes), com votos contrários de Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS). Os senadores aprovaram requerimento para tramitação da PEC em calendário especial no Plenário, para abreviar os prazos regimentais.

Tendo como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC havia sido aprovada no Plenário da Câmara em maio deste ano. Na CCJ do Senado foram apresentadas 36 emendas, todas rejeitadas pelo senador Omar Aziz. O relator explicou que alterações retornariam o texto à nova deliberação dos deputados, mas salientou que serão, sim, necessários alguns ajustes a serem propostos em outras matérias.

Os senadores da CCJ rejeitaram destaque a uma emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho, que afirmou não ser razoável que o texto da Constituição defina jornada e escala de trabalho. Ele defendeu que “a escala possa ser mutável”, de forma que não seja imposta a todos uma escala única.

Rogério Marinho chegou a pedir vista regimental, após quase cinco horas de debate, o que levou a uma suspensão da reunião durante uma hora, concedida pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). Reiniciada a reunião, Omar Aziz alegou que qualquer alteração no texto original exigiria devolver a PEC à Câmara.

A PEC agora segue ao Plenário, onde tem que passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Para ser aprovada, precisa do voto de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 dos 81 parlamentares, em dois turnos de votação. Entre o primeiro e o segundo turno, deve ser cumprido o intervalo previsto pelo Regimento da Casa. Esses prazos podem ser reduzidos por acordo.

Apoio

Durante a leitura do parecer, o senador Omar Aziz rebateu críticas à PEC com relação a possíveis consequências para a economia brasileira. Ele lembrou que, em décadas passadas, a introdução do 13º salário e da redução da jornada semanal de 48 para 44 semanais não prejudicaram o país. Disse ainda que se estima que a nova jornada irá beneficiar mais de 37 milhões de trabalhadores, dos quais mais de 57% são mulheres, com jornada múltipla de atividades. O relator ressaltou ainda que pesquisas comprovam que “o trabalhador descansado rende mais e erra menos”.

Esse patamar [44 horas semanais] permanece inalterado há 38 anos, período ao longo do qual a economia brasileira passou por transformações profundas em produtividade, incorporação tecnológica e organização produtiva. A revisão do parâmetro constitucional não é, nesse contexto, ruptura, mas atualização há muito devida — expôs o relator.   

Assim como os senadores Teresa Leitão (PT-PE), Fabiano Contarato (PT-ES) e Rogério Carvalho (PT-SE), a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) também salientou que todas as vezes que o Congresso Nacional assegura direitos trabalhista, “o discurso é sempre o mesmo: de que a economia vai quebrar”.

Com a aprovação do fim da escala 6x1, nós vamos dar dignidade, nós vamos dar saúde mental, e nós vamos melhorar a produtividade no Brasil, nós vamos melhorar a produção do trabalho neste país— disse Eliziane.

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse ser imperiosa a redução da jornada de trabalho, que “conta com o com apoio de 70% da sociedade brasileira, além de ser uma tendência irrefreável no mundo todo”. O senador Weverton (PDT-MA) destacou países vizinhos que também estão fazendo alterações nas jornadas de trabalho, entre eles Chile, Colômbia e México.

Reverenciado por vários senadores pela luta de uma vida em prol dos trabalhadores, o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que foram promovidos dois debates temáticos sobre o tema no Plenário do Senado e pediu celeridade na aprovação da matéria no Plenário.

Não tem sentido não votar esse tema. É um suicídio político. Essa PEC tem de ser votada agora e não depois das eleições. Os empresários não terão prejuízo, pelo contrário. A história mostrou isso.  Por que agora ter tanto medo? — questionou.

A PEC também foi defendida pelos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Dra. Eudócia (PSDB-AL), Zenaide Maia (PSD-RN), Lourdinha Pereira (PSB-MA), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Cid Gomes (PSB-CE) e Cleitinho (Republicanos-MG).

O que diz a PEC

A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado se aplicam aos contratos vigentes, sem qualquer redução salarial — nominal, proporcional ou de outra natureza —, regra que também vale para os pisos salariais.

A transição ocorre em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas. Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.

Convenções coletivas também podem instituir compensação do repouso, desde que a média mensal garanta dois dias de folga por semana, com ao menos um dia a cada sete. Lei ordinária poderá prever regimes diferenciados de jornada e repouso, respeitados os limites constitucionais.

Cláusulas de acordos coletivos incompatíveis com as novas regras perdem validade dois meses após a publicação da emenda. A entrada em vigor da mudança não implicará redução proporcional das jornadas já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais, sem prejuízo do segundo dia de repouso semanal remunerado. Lei complementar poderá prever regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.

Regras especiais

As novas regras de duração e controle de jornada não valem para empregados com diploma superior que recebam ao menos 2,5 vezes o teto do RGPS — salvo por liberalidade do empregador ou previsão em acordo coletivo —, mantidas as regras de repouso. Também não se aplicam a servidores públicos de nenhum dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, cabendo à Justiça do Trabalho julgar disputas sobre o tema.

Em contratos vigentes da administração pública que envolvam mão de obra (inclusive concessões de serviços e obras), a redução de jornada só vale após aditamento contratual — a ser formalizado em até um ano —, para preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Já o segundo dia de repouso independe de aditamento e passa a valer dois meses após a publicação da emenda. Trabalhadores alocados nesses contratos passam a ter jornada reduzida na data do aditamento ou, no limite, ao fim de um ano, com garantia de irredutibilidade salarial.

Fonte: Agência Senado

9.02.2026

Mulher DESCOBRE que era FILMADA NUA EM BANHEIRO do trabalho

 Segundo a vítima, empresário admitiu ter escondido celular no banheiro para fazer as gravações; caso é investigado pela Polícia Civil.

Uma mulher de 26 anos descobriu que era filmada nua no banheiro da imobiliária onde trabalhava, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. Segundo a vítima, as imagens foram feitas pelo ex-patrão, Hélio Borges Júnior, de 53 anos. O caso foi registrado pela Polícia Militar em 29 de junho e é investigado como importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual.

A mulher contou que encontrou as imagens no celular do empresário quando ele pediu que ela utilizasse o aparelho para pagar uma marmita. Ao esbarrar em uma tecla, ela viu as abas abertas e encontrou uma pasta com fotos e vídeos em que aparecia nua.

Segundo o registro de ocorrência, Hélio admitiu que havia escondido um celular no banheiro para fazer as gravações. Ele afirmou, porém, que não divulgou as imagens e negou ter praticado outros atos contra a ex-funcionária.

Aproximação do ex-patrão

A mulher já havia trabalhado na imobiliária em 2024, por cerca de um ano. Ela deixou a empresa em agosto de 2025 e voltou aproximadamente dois meses depois, após ser convidada pelo empresário.

Segundo a ex-funcionária, depois do retorno, Hélio passou a tentar estabelecer uma relação de amizade e a pedir que ela o acompanhasse em atividades que antes realizava sozinho. Ela afirmou que tentava manter a relação estritamente profissional.

A mulher também relatou mudanças no ambiente de trabalho e disse que passou a perceber comportamentos que considerava estranhos. Segundo ela, o empresário e outro funcionário costumavam interromper o que faziam no celular quando ela entrava na sala.

Descoberta das imagens

A descoberta aconteceu em 29 de junho. O empresário deixou o celular pessoal com a funcionária enquanto saiu para fumar. Ao acessar as abas abertas sem querer, ela encontrou as imagens.

Segundo a mulher, os vídeos e fotos foram feitos enquanto ela utilizava o banheiro da imobiliária. Após perceber o que havia acontecido, ela fotografou a tela do aparelho com o próprio celular e deixou o local.

Desesperada, a mulher procurou ajuda e foi orientada a chamar a polícia. Antes de ir à Polícia Militar, porém, voltou à imobiliária para pegar as chaves e decidiu confrontar o ex-patrão.

Segundo ela, durante a discussão, Hélio deu um tapa em seu rosto. Os dois entraram em luta corporal, e o ex-namorado da mulher chegou ao local e separou a briga.

Celulares apreendidos

Conforme o boletim de ocorrência, seis celulares foram apreendidos e encaminhados para investigação. A mulher entregou à polícia os aparelhos que conseguiu pegar do ex-patrão.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o caso está sob segredo de Justiça e, por isso, não pode fornecer mais informações.

A mulher afirmou que passou a fazer acompanhamento psicológico e deixou Santa Juliana por medo. Segundo ela, outras mulheres que já trabalharam com o empresário também teriam relatado situações de assédio.

O g1 procurou o advogado de Hélio, Cássio Ernani Costa, mas não havia recebido resposta até a última atualização da reportagem.

Fonte: iclnoticias.com.br

9.01.2026

Jogador David Corrêa é INVESTIGADO POR TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS

O atleta, atualmente no Vasco, é alvo de operação da Polícia Civil.

O atacante David Corrêa, ex-Fortaleza e atualmente no Vasco, é alvo de investigação por tráfico interestadual de drogas e armas. Agentes da 14ª Delegacia de Polícia (DP) do Rio de Janeiro estiveram na casa do atleta, na manhã da segunda-feira (31/08), com mandado de busca e apreensão.

A movimentação de segurança, intitulada de “Operação A Tropa”, é conduzida por agentes do Espírito Santo e apura o envolvimento de jogadores profissionais com as organizações criminosas.

Segundo o ge, um atleta do Santos foi preso - o nome não foi revelado. Ao todo, três mandados foram expedidos, com o CT do Vasco sendo um local para essa investigação.

Aos 30 anos, David é natural de Serra, no Espírito Santo. Revelado pelo Rio Branco-ES, acumula passagens por equipes como Vitória-BA, Cruzeiro, Internacional e São Paulo.  

Passagem pelo futebol cearense

Conhecido pela torcida do Fortaleza como “DVD”, o atleta atuou pelo clube cearense entre 2020 e 2021. Ao todo, teve 112 jogos, com 25 gols e 12 assistências, sendo titular na Série A do Brasileiro.

A chegada ocorreu após investimento de R$ 5 milhões junto ao Cruzeiro, sendo a maior compra da história do futebol cearense na época. Na saída, foi negociado por R$ 10,8 milhões ao Internacional.

No recorte, foi bicampeão cearense (2020 e 2021). No Vasco desde 2024, tem 36 partidas em 2026.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada

8.31.2026

Pauta da CCJ reúne ESCALA 6X1, SEGURANÇA E REGRA DE TRÂNSITO

 O fim da escala de trabalho 6x1 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). O colegiado reúne-se às 9h, em semana de esforço concentrado, para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A proposta tem parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM).

De acordo com a proposta, a jornada máxima de trabalho semanal cai de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.

O relator rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.

Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública é outra matéria de peso pautada para deliberação da CCJ. O relator da PEC 18/2025, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto da Câmara, rejeitando as primeiras quatro emendas. O projeto recebeu outras 42 sugestões de mudança que aguardam análise.

A proposta insere o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e cria o Sistema de Políticas Penais. A PEC também cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias.

Para financiar as ações, o texto destina 30% da arrecadação líquida das "bets" e 10% da sobra financeira (superávit) anual do Fundo Social do pré-sal para a segurança pública, com transição gradual entre 2027 e 2029.

Trânsito

Também estão na pauta dois projetos que alteram o Código de Trânsito Brasileiro. O primeiro aumenta as penas para quem causar morte ou lesão grave ao dirigir sob efeito de álcool ou drogas.

O PL 4.668/2020, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), tem parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e facilita a prisão preventiva nesses casos.

Já o segundo torna obrigatório o teste do bafômetro ou exame clínico para motoristas envolvidos em acidentes ou parados em blitz.

O PL 1.229/2024, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), conta com parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Como tramita em caráter terminativo na comissão, se for aprovada na CCJ, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário do Senado.

Fonte: Agência Senado

8.30.2026

Quatro DEPUTADOS FEDERAIS CEARENSES não estarão na Câmara em 2027

A bancada do Ceará na Câmara dos Deputados terá pelo menos quatro mudanças na próxima legislatura. Luizianne Lins (Rede), Júnior Mano (PSB), Eunício Oliveira (MDB) e José Guimarães (PT) não estão entre os deputados que tentarão renovar o mandato na Câmara.

Os quatro chegam ao fim desta legislatura depois de movimentos diferentes, mas que se cruzaram durante a montagem da chapa governista para as eleições deste ano. Em momentos distintos, Luizianne, Eunício, Guimarães e Júnior Mano estiveram envolvidos nas articulações pelas duas vagas ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT).

No fim, Luizianne conseguiu uma delas. Júnior Mano entrou na chapa como primeiro suplente de Cid Gomes (PSB). Eunício ficou fora da disputa após meses de articulação para viabilizar a candidatura e enfrentar problemas de saúde. Guimarães, que também pretendia concorrer ao Senado, mudou os planos após aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a articulação política do Governo Federal.

Maioria fica no jogo

Enquanto os quatro parlamentares seguiram outros caminhos, os demais 18 deputados federais em exercício pelo Ceará registraram candidatura à reeleição. Isso significa que 81,82% da atual bancada tentam permanecer na Câmara.

Os dados foram conferidos pelo PontoPoder a partir dos registros de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 292 registros de candidatura foram apresentados para as 22 vagas do Ceará na Câmara. O número final de registros deferidos, porém, ainda pode mudar, já que os pedidos passam pelo julgamento da Justiça Eleitoral.

Por trás das quatro saídas já definidas, houve meses de negociações. A formação da chapa governista para o Senado passou por mudanças, disputas internas e rearranjos que só foram fechados perto das convenções.

Planos mudaram

José Guimarães passou boa parte do período pré-eleitoral com o nome colocado para o Senado. O agora ministro defendia a candidatura e trabalhava para ocupar uma das duas vagas na chapa majoritária de Elmano de Freitas.

Os planos mudaram em abril deste ano, quando o presidente Lula chamou Guimarães para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do Palácio do Planalto com o Congresso. Para aceitar o convite, o cearense precisou deixar de lado o projeto eleitoral.

Na época, ao falar sobre a decisão, Guimarães admitiu que a mudança envolveu um sacrifício político. O petista vinha construindo o caminho para disputar o Senado, mas disse ter atendido a um apelo de Lula para assumir a função no Governo Federal.

A ida para o ministério também fechou a possibilidade de Guimarães tentar mais um mandato na Câmara. Ele assumiu a SRI em abril, quando já havia passado o prazo de desincompatibilização para que ministros pudessem concorrer nas eleições deste ano.

Mesmo fora das urnas, Guimarães continuou participando das articulações eleitorais no Ceará. Na reta final da montagem da chapa governista, o ministro esteve em parte das conversas com Lula sobre a definição dos nomes para o Senado que definiu a indicação de Luizianne para a chapa do governador.

Virada com Cid

Júnior Mano também passou boa parte do período pré-eleitoral olhando para o Senado. Durante as articulações, Cid Gomes trabalhou para que o deputado fosse o nome do PSB para uma das duas vagas.

Naquele momento, Cid dizia que não pretendia disputar um novo mandato e defendia Júnior Mano para ocupar o espaço do partido na chapa. O deputado, então, passou a trabalhar para entrar na disputa majoritária em vez de buscar mais quatro anos na Câmara.

O cenário mudou perto do fechamento das alianças. Cid, que até então resistia a concorrer novamente, acabou entrando na disputa pela reeleição ao Senado.

A mudança também alterou os planos de Júnior Mano. Em vez de ser o candidato do PSB ao Senado, o deputado passou a integrar a chapa como primeiro suplente de Cid.
O próprio senador relatou que Lula participou dessa costura e fez um apelo para que Júnior Mano aceitasse a suplência.

O arranjo foi fechado na reta final das articulações e manteve os dois na disputa: Cid como candidato ao Senado e Júnior Mano como suplente. Depois dessa articulação só restava mais uma vaga na chapa e muita gente na disputa por ela.

Eunício tentou até o fim

Eunício Oliveira foi um dos que passaram meses trabalhando para voltar ao Senado. O deputado colocou o nome à disposição, buscou apoio político e tentou garantir ao MDB uma das vagas da chapa de Elmano.

A movimentação ganhou força ao longo do primeiro semestre. Eunício reuniu manifestações de apoio de prefeitos e lideranças municipais e manteve publicamente a intenção de disputar o cargo que ocupou entre 2011 e 2019.

O projeto continuou mesmo depois de o parlamentar precisar se afastar temporariamente das atividades políticas. Em junho, Eunício informou que havia sido diagnosticado com anemia profunda e que passaria por tratamento. Naquele momento, ainda reafirmou a intenção de concorrer ao Senado.

Durante o afastamento, aliados continuaram movimentando as redes sociais em defesa da candidatura. Após receber alta, o deputado voltou às atividades políticas e permaneceu nas negociações por espaço na chapa governista.

A desistência veio apenas na reta final. Na convenção estadual do MDB, em agosto, Eunício anunciou que não disputaria as eleições e relacionou a decisão às condições de saúde após o tratamento.

Com a decisão, Eunício ficou fora da disputa pelo Senado e não tentou renovar o mandato na Câmara.

Luizianne na chapa

Foi nesse cenário de mudanças que a candidatura de Luizianne Lins ao Senado acabou se consolidando. A movimentação da ex-prefeita, porém, havia começado meses antes e ainda dentro do PT.

Em abril, depois de 37 anos de filiação, Luizianne deixou o PT e se filiou ao partido Rede. A mudança de partido, no entanto, não significou um rompimento com o grupo governista no Ceará. A deputada manteve o apoio a Elmano e continuou trabalhando para levar sua candidatura ao Senado para dentro da chapa.

As definições vieram na reta final. Com Guimarães fora das urnas, Cid de volta à disputa pelo Senado, Júnior Mano acomodado como suplente e Eunício fora da eleição, Luizianne foi enfim confirmada como o segundo nome da chapa governista para o Senado após interferências do presidente Lula na montagem da chapa no Ceará.

A confirmação encerrou uma movimentação que passou pela saída do PT, a filiação à Rede e meses de negociação para permanecer no mesmo campo político, mas agora na disputa por uma vaga na Casa Alta.

Com os quatro movimentos, as cadeiras hoje ocupadas por Luizianne, Júnior Mano, Eunício e Guimarães necessariamente terão novos titulares em 2027. Nas outras 18, porém, estar na cadeira hoje não significa estar nela em 2027, afinal, a composição final dependerá do resultado das urnas.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/pontopoder

O CICLISTA italiano que SALVOU centenas de JUDEUS DO HOLOCAUSTO

  G ino Bartali foi um dos grandes campeões do esporte – mas poucos sabiam das arriscadas missões que cumpria durante os treinamentos. ...