6.22.2026

Sancionado PISO SALARIAL PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Lei publicada na sexta-feira (19) fixa o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para 2026, com reajuste de 5,4%, e nova metodologia de atualização vinculada ao Fundeb e à inflação.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.437/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. O texto foi publicado na sexta-feira, 19 de junho, no Diário Oficial da União e é assinado também pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

O novo piso salarial representa um reajuste de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação. O valor é válido para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, com efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026. As remunerações das demais jornadas devem ser proporcionais ao novo piso estabelecido. 

A legislação também amplia o alcance da política de valorização docente ao incluir entre os beneficiários do piso salarial nacional os profissionais do magistério da educação básica pública contratados temporariamente. 

A sanção da Lei consolida as mudanças introduzidas pela Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo Governo do Brasil em janeiro deste ano e aprovada pelo Congresso Nacional em maio. A medida adequou a legislação do piso salarial aos fundamentos constitucionais estabelecidos pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e às regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  

A MP determina que o percentual anual de atualização do piso salarial seja calculado pela soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. Como forma de ampliar a transparência do processo, a Lei também prevê a publicação anual, em plataforma de dados abertos, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial nacional do magistério. 

A norma estabelece ainda que o reajuste anual não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC, garantindo a preservação do poder de compra dos profissionais da educação. A atualização produzirá efeitos a partir do mês de janeiro de cada ano. 

Contexto – A atualização da legislação do piso salarial foi construída a partir de diálogo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, entre elas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas dos municípios. 

A medida está alinhada à Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, a fim de assegurar melhores condições de remuneração e fortalecimento da educação pública em todo o país. Com a nova sistemática de atualização, o piso salarial nacional do magistério passa a contar com um mecanismo permanente que busca não apenas preservar, mas também ampliar o poder de compra dos profissionais da educação ao longo do tempo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase). 

Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026

6.21.2026

Além da paçoca e do quentão: conheçam outras DELÍCIAS juninas BRASILEIRAS

Pensou em arraial, pensou em milho, amendoim, canjica, pamonha, cuscuz e quentão, certo? Essas delícias fazem, sim, parte do cardápio junino, mas basta viajar um pouco pelo mapa para perceber que tem outros pratos típicos.

Milho, mandioca e amendoim costumam ser oferecidos cozidos, assados, fritos, em bolos, doces, salgados e preparos de diferentes texturas. "Esses alimentos vão estar em todas as festas", diz Paula Martins Chueri, docente da área de Gastronomia do Senac São Paulo.

A diferença está no peso que cada um ganha conforme o lugar. O que aparece na quermesse, no "arraiá" ou nas grandes celebrações tem relação direta com a paisagem, o que se planta e os modos de preparo que cada região incorporou ao longo do tempo e ajudam a revelar as peculiaridades de cada pedaço do Brasil.

Em algumas cozinhas, o milho reina soberano. Em outras, a mandioca entra com mais força. Há ainda festejos que incluem peixes, castanhas, carnes curadas, embutidos, frutas, coco, pinhão, ervas e pratos que talvez não apareçam no repertório de quem cresceu frequentando apenas quermesses do Sudeste.

NÃO É SÓ RECEITA

O costume junino chegou ao Brasil ligado à tradição cristã trazida pelos portugueses. Por aqui, recebeu influências indígenas e africanas até se transformar na celebração que mistura santos católicos, fogueira, dança, música, folclore e comida. Mas expressões populares como o Bumba meu boi, muito presente no Maranhão, também ajudam a mostrar como a comemoração ganhou sotaques próprios.

Na cozinha, a mistura se revela de forma ainda mais concreta. As especiarias usadas no quentão e no vinho quente (ou vinhão, como é chamado mais ao Sul), o arroz-doce, o bom-bocado e o quindim remetem à presença portuguesa. Já preparações como bolo de fubá, pipoca, canjica, pamonha e o quentão feito com cachaça carregam marcas da culinária indígena e africana, elaboradas a partir do que havia disponível. "As influências constroem nossa identidade, incluindo a alimentar", lembra Chueri.

Para entender por que a mesa muda tanto de um local para outro, a divisão por estados diz menos do que parece. "Quando analisamos a alimentação no Brasil é mais interessante pensarmos sob uma perspectiva de divisão pelos biomas brasileiros ao invés de uma divisão geográfico-política", destaca.

O BRASIL DE VÁRIOS ECOSSISTEMAS

Na Amazônia, essa leitura leva diretamente à floresta. A docente lembra que o bioma, que representa 49% do território brasileiro, oferece uma grande diversidade de raízes, castanhas e peixes.

No período junino, o Festival de Parintins é uma das grandes celebrações, com a mandioca como protagonista. Açaí, preparações com peixes, maniçoba, vatapá, tacacá e bolo de macaxeira entram nesse roteiro. A forte presença indígena, segundo a professora do Senac São Paulo, se reflete não só na alimentação, mas, da mesma forma, nas cores e na decoração.

O Cerrado traz outro desenho. Conservas, curas de carnes, carne-seca, carne de sol, pequi, castanha-de-baru, milho, mandioca e peixes de água doce compõem o repertório. A migração nordestina deixou marcas na culinária local. E, nesse caso, há um prato que Chueri trata como presença obrigatória: o empadão (também chamado empadão goiano).

A Mata Atlântica, dona de uma biodiversidade muito grande, amplia a oferta de frutas, enquanto o milho surge com força por causa do plantio presente nesse ecossistema. Como o bioma acompanha o litoral brasileiro, a culinária recebeu influência dos povos escravizados trazidos ao país. Pamonha, curau e milho cozido estão entre as presenças mais garantidas.

O CARDÁPIO MUDA DE ENDEREÇO

Na Caatinga, onde a festa encontra uma de suas maiores vitrines em Campina Grande, na Paraíba, milho e mandioca aparecem com destaque, acompanhados de carne-seca, baião-de-dois, cuscuz, pamonha e doces com coco e amendoim. Pé de moleque e mungunzá completam essa mesa marcada por heranças indígenas e africanas.

No Pampa, o legado europeu pesa mais no jeito de comer. Embutidos, polentas, carnes e ervas cultivadas no bioma fazem parte do repertório mencionado pela docente. Por ali, amendoim e pinhão são constantes no período junino.

No Pantanal, a presença indígena e a paisagem alagada ajudam a explicar a força dos peixes no cardápio. Mandioca e milho surgem em preparações como chipas e sopa paraguaia, tradicionais nos eventos juninos da região - sopa paraguaia, aliás, é uma torta de milho. O caldo de piranha também é lembrado por Chueri.

Essa variedade ajuda a explicar por que alguns pratos ficam mais associados a determinados pedaços do país. No Centro-Oeste, o cardápio junino recebe empadão goiano, pamonha doce ou salgada e sopa paraguaia. Em estados do Sudeste, bolo de milho e canjica (à base de milho branco) costumam estar entre os doces mais procurados. No Sul, arroz carreteiro e pinhão completam o arraial.

NEM TUDO ESTÁ NA MESA

Diante de tantas variações, a pergunta do título funciona mais como provocação do que como teste. Além das variações de nomenclatura —como a confusão que sempre rola com mugunzá, canjica e curau, cujos nomes mudam conforme a região —, mesmo quem conhece pamonha, milho cozido, cuscuz e bolo de fubá se surpreende ao encontrar maniçoba, tacacá, pequi, castanha-de-baru, chipa, sopa paraguaia, caldo de piranha ou arroz carreteiro no roteiro junino.

Nos eventos populares, essa lógica é identificada justamente porque a comida costuma seguir o mapa. "Dificilmente encontramos um hambúrguer, mas com certeza vamos encontrar pamonha", afirma a professora.

Fonte: https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2026/06/21

6.20.2026

A CAMINHADA DA VIDA

 


Na caminhada da vida, aprendi que nem sempre temos o que queremos. 

Porque nem sempre o que queremos nos faz bem.

Foi preciso as dores, para que eu aprendesse com as lágrimas.

Foi necessário o riso, para que eu não me enclausurasse com o tempo.

Foi preciso as pedras, pra que eu construísse meu caminho.

Foram fundamentais as flores, para que eu me alegrasse na caminhada.

Foi imprescindível a fé, para que eu, não perdesse a esperança.

Foi preciso perder, para que ganhasse de verdade.

Foi no silêncio que fui ouvido com clareza.

Pois sem provas não tem aprovação.

E a vitória sem conquista é ilusão.

E a maior virtude dos fortes é o PERDÃO.

Autor desconheço

Colaboração: Carlos E. Della Justina

6.19.2026

O MAIOR presente

O ator Billy Crystal estava fazendo um filme em Manhattan no dia em que sua filha Lindsay completava 11 anos. Ele ligou para ela em Los Angeles e se desculpou por estar ocupado com o trabalho, mas lhe prometeu que logo ela receberia um pacote. A menina ficou chateada, mas lhe agradeceu o presente que iria receber.

Mais tarde, no mesmo dia, chegou um pacote muito estranho na porta de sua casa: uma caixa de papelão de uns dois metros de altura. Lindsay a abriu ali mesmo, e seu pai estava dentro do presente. Ele havia pegado um voo de Nova York a Los Angeles imediatamente depois de sua chamada telefônica. Lindsay abraçou repetidamente seu pai, sem acreditar que ele pudesse ter chegado de forma tão surpreendente. Aquele pai deu o presente mais valioso que poderia oferecer: ele mesmo.

O Céu nos deu, em Jesus, o presente de maior valor no Universo. Esse pensamento encheu o apóstolo Paulo de tanta satisfação, que ele proclamou: “Graças a Deus pelo Seu dom indescritível.” Por sua vez, João exclamou: “Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido” (1João 3:1). Sim, trata-se de um presente inestimável: “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, mas por todos nós O entregou, será que não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).

Quando o Pai concedeu Seu Filho, Ele nos deu o pacote completo. Todas as bênçãos do Céu são nossas. Deus nos oferece perdão, poder, força, sabedoria, autoestima, segurança, provisões para as necessidades diárias e muito mais. Tudo isso revela o amoroso caráter do nosso Senhor.

As bênçãos do Céu não têm fim. Jesus é a fonte de todas as bondades da vida. Nele, nada nos falta. Os alimentos que comemos provêm da abundância do Céu. O amor e o afeto que experimentamos fluem do coração de Deus. Podemos nos alegrar neste dia, pois todas as bênçãos do Céu estão reunidas em um único pacote: Jesus Cristo.

Essa segurança dá ao cristão razões para viver e o capacita a passar pelo fogo da provação.

Graças, Senhor, por nos dar Jesus. Porque Nele recebemos todas as bênçãos do Céu!

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-maior-presente/ 

Presidente assina decreto que PREVÊ BLOQUEIO DE RECURSOS DE BETs ILEGAIS

Valores serão transferidos para fundo de combate ao crime organizado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (19), decreto que prevê o bloqueio imediato de recursos financeiros de bets ilegais – empresas de apostas de quota fixa que funcionam irregularmente no mercado. Após o congelamento pelos bancos e o fim de um processo legal, o dinheiro será transferido para o Fundo Nacional de Segurança Pública, para ser utilizado no combate ao crime organizado no país.

O Decreto nº 13.033/2026 foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida foi possível com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção. Um dos mecanismos previstos é o “perdimento de bens”.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, desde 2025, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda solicitou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o bloqueio de quase 50 mil sites de apostas ilegais, de responsabilidade de cerca de 350 operadores, também bloqueados.

Esses 350 operadores utilizaram 37 instituições financeiras, em geral, fintechs e instituições de pagamento com baixa supervisão”, disse Durigan em entrevista coletiva à imprensa, explicando que há notificação sobre essas instituições em diversos órgão competentes.

O que a Lei Antifacção nos permitiu? [..] Um novo documento, que vai ser apurado pela SPA, vai ser enviado diretamente aos bancos e às instituições financeiras com ciência do Banco Central. Uma vez que a instituição financeira receber essa nova notificação, a obrigação legal passa a valer, e a instituição financeira tem que bloquear todas as contas que ela tiver identificado por onde passou recurso dessas bets ilegais. É um bloqueio administrativo imediato”, explicou.

Passo a passo

Como autoridade reguladora e supervisora das bets, a SPA, ao identificar um operador não autorizado, formalizará a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.

Emitido o auto, a secretaria notifica as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem, em até 24 horas, os valores existentes em contas relacionadas à empresa irregular e interrompam novas transações. As instituições devem reportar o cumprimento da medida em até 48 horas.

O Banco Central também será comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores.

Já a instauração e a condução dos processos administrativos caberão à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que notificará a parte envolvida para apresentar defesa. Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas.

Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.

Após a decisão administrativa final que declara o cabimento do perdimento de bens, o Ministério da Justiça e Segurança Pública remeterá os autos à Advocacia-Geral da União (AGU) com os elementos necessários ao ajuizamento da ação judicial. Após a abertura da ação, os valores bloqueados serão convertidos, então, em depósito judicial para que permaneçam à disposição do resultado da ação.

Responsabilidade solidária

Na quinta-feira (18), o Ministério da Fazenda também publicou a Portaria nº 1.766/2026, que regulamenta a responsabilidade tributária solidária das instituições financeiras que derem movimentação a recursos de bets ilegais.

A gente estende essa responsabilidade solidária, evidentemente com o intuito de desincentivar que instituições financeiras deem guarida a essas bets ilegais, dado que hoje o mercado está muito bem regulado pela SPA. Então, a bet que não tem autorização, ela é claramente ilegal, não deve ter essa guarida das instituições financeiras”, disse Durigan.

Fonte: Agência Brasil 

6.18.2026

PF e PM/PR apreenderam ARMAS, MUNIÇÕES e DROGAS

Ação ocorreu após monitoramento de travessia clandestina; cinco pessoas foram conduzidas à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Uma ação da Polícia Federal e da Polícia Militar do Paraná resultou na apreensão de armas de fogo, munições, drogas e outros materiais ilícitos em Foz do Iguaçu, após o monitoramento de uma travessia clandestina proveniente do Paraguai.

Durante vigilância realizada às margens do Rio Paraná, policiais visualizaram uma embarcação oriunda do lado paraguaio atracando em um porto clandestino localizado na margem brasileira, com os ocupantes da embarcação seguindo em direção a uma residência.

Imediatamente, duas equipes deslocaram-se para a região. Ao chegarem ao endereço monitorado, os policiais visualizaram um veículo em alta velocidade, com quatro ocupantes. O automóvel foi acompanhado e abordado por uma das equipes.

A outra equipe permaneceu na residência de onde o veículo havia saído e localizou uma mulher no imóvel. Durante as buscas, foram apreendidas 3 pistolas calibre 9 mm, 6 carregadores, 111 munições, um kit Roni (instrumento usado para potencializar pistolas comuns), cerca de 40 g de haxixe, uma balança de precisão, duas balaclavas, joias e a quantia de R$ 5.069,25 em espécie.

Os cinco envolvidos, o veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, juntamente com os aparelhos celulares encontrados com os detidos, para a realização dos procedimentos de polícia judiciária.

Fonte: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/06/ 

ALIMENTOS que ajudam no COMBATE À CONFUSÃO MENTAL e ao RACIOCÍNIO LENTO

Recomendação é manter uma alimentação variada e equilibrada.

A sensação de raciocínio lento, confusão, dificuldade de concentração, pensamentos vagos e problemas de comunicação pode estar associada ao que especialistas chamam de névoa mental. Esses sintomas podem surgir em situações temporárias, como períodos de estresse e tensão. No entanto, quando persistem ou se agravam, podem indicar alterações cognitivas que merecem atenção.

A falta de diagnóstico e tratamento precoces pode contribuir para o declínio das funções cognitivas, afetando a memória de curto e longo prazo.

Um dos desafios é que os sintomas costumam ser semelhantes aos de outras condições, como estresse, distúrbios da tireoide, depressão e diabetes. Por isso, muitas pessoas deixam de procurar avaliação médica, o que pode atrasar o diagnóstico.

Pesquisas sugerem que esses sintomas podem estar relacionados a processos inflamatórios e alterações no fluxo sanguíneo cerebral. Um estudo publicado na revista científica Frontiers in Neuroscience apontou que a luteolina, um flavonoide com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, pode contribuir para a redução da inflamação cerebral e do estresse oxidativo, fatores associados ao declínio cognitivo. A substância está presente em alimentos como vegetais, nozes e alguns chás de ervas.

Alimentação equilibrada e saúde cerebral

Especialistas destacam que não existe um alimento capaz de prevenir sozinho o declínio cognitivo ou regenerar completamente o cérebro. A principal recomendação é manter uma alimentação variada e equilibrada.

Segundo a nutricionista Mercedes Engemann, a dieta exerce influência direta sobre o funcionamento cerebral. A informação é do jornal La Nacion, da Argentina.

Ela explica que uma alimentação rica em gorduras saturadas e trans, e pobre em vitaminas e minerais, favorece a produção de radicais livres, moléculas que podem causar danos celulares e contribuir para o declínio cognitivo.

A neurologista Lucia Zavala ressalta que a alimentação vai além do fornecimento de energia ao organismo e desempenha papel importante na manutenção da saúde neurológica.

As evidências científicas indicam que os alimentos mais benéficos para o cérebro são, em grande parte, os mesmos associados à proteção de outros sistemas do organismo, como o cardiovascular e o imunológico.

Alimentos fermentados

Uma revisão de 45 estudos sobre alimentos fermentados concluiu que eles podem trazer benefícios para a saúde cerebral, incluindo melhora da memória e possível desaceleração do declínio cognitivo.

Produzidos por meio da fermentação de carboidratos em álcool ou ácidos, esses alimentos incluem opções como iogurte, queijo, pão, kombucha, kefir e vinagre.

De acordo com Zavala, parte desses benefícios pode estar relacionada aos probióticos presentes em alguns alimentos fermentados, que contribuem para a saúde intestinal e podem influenciar positivamente a função cerebral.

Folhas verdes e vegetais

Vegetais folhosos e outros alimentos de origem vegetal são fontes importantes de antioxidantes, vitaminas e compostos bioativos.

Engemann destaca que o brócolis, por exemplo, possui elevada concentração de vitamina K, nutriente associado à manutenção das funções cognitivas, especialmente em pessoas mais velhas.

Esses alimentos também fornecem folato, uma forma natural da vitamina B9 essencial para a formação de glóbulos vermelhos e para a produção de neurotransmissores. Estudos indicam que a deficiência de folato pode estar relacionada a alguns problemas neurológicos.

Além disso, por serem ricos em antioxidantes, fibras e flavonoides, ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, fatores associados ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Peixes ricos em ômega-3

De acordo com um relatório da Harvard Medical School, peixes gordurosos são importantes fontes de ácidos graxos ômega-3, nutrientes associados à saúde cerebral.

O documento aponta que o consumo regular desses peixes está relacionado a menores níveis sanguíneos de beta-amiloide, proteína associada à doença de Alzheimer. A recomendação é incluir peixe na alimentação pelo menos duas vezes por semana.

Para Zavala, os benefícios tendem a ser maiores quando hábitos alimentares saudáveis são adotados precocemente, mas mudanças na dieta podem trazer resultados positivos em qualquer fase da vida.

Fonte: iclnoticias.com.br

Sancionado PISO SALARIAL PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

L ei publicada na sexta-feira (19) fixa o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para 2026, com reajuste de 5,4%, e nova metodologia de ...