Recomendação
é manter uma alimentação variada e equilibrada.
A sensação de raciocínio lento, confusão, dificuldade de concentração, pensamentos vagos e problemas de comunicação pode estar associada ao que especialistas chamam de névoa mental. Esses sintomas podem surgir em situações temporárias, como períodos de estresse e tensão. No entanto, quando persistem ou se agravam, podem indicar alterações cognitivas que merecem atenção.
A falta de diagnóstico e tratamento precoces pode contribuir para o declínio das funções cognitivas, afetando a memória de curto e longo prazo.
Um dos desafios é que os sintomas costumam ser semelhantes aos de outras condições, como estresse, distúrbios da tireoide, depressão e diabetes. Por isso, muitas pessoas deixam de procurar avaliação médica, o que pode atrasar o diagnóstico.
Pesquisas sugerem que esses sintomas podem estar relacionados a processos inflamatórios e alterações no fluxo sanguíneo cerebral. Um estudo publicado na revista científica Frontiers in Neuroscience apontou que a luteolina, um flavonoide com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, pode contribuir para a redução da inflamação cerebral e do estresse oxidativo, fatores associados ao declínio cognitivo. A substância está presente em alimentos como vegetais, nozes e alguns chás de ervas.
Alimentação equilibrada e saúde cerebral
Especialistas destacam que não existe um alimento capaz de prevenir sozinho o declínio cognitivo ou regenerar completamente o cérebro. A principal recomendação é manter uma alimentação variada e equilibrada.
Segundo a nutricionista Mercedes Engemann, a dieta exerce influência direta sobre o funcionamento cerebral. A informação é do jornal La Nacion, da Argentina.
Ela explica que uma alimentação rica em gorduras saturadas e trans, e pobre em vitaminas e minerais, favorece a produção de radicais livres, moléculas que podem causar danos celulares e contribuir para o declínio cognitivo.
A neurologista Lucia Zavala ressalta que a alimentação vai além do fornecimento de energia ao organismo e desempenha papel importante na manutenção da saúde neurológica.
As evidências científicas indicam que os alimentos mais benéficos para o cérebro são, em grande parte, os mesmos associados à proteção de outros sistemas do organismo, como o cardiovascular e o imunológico.
Alimentos fermentados
Uma revisão de 45 estudos sobre alimentos fermentados concluiu que eles podem trazer benefícios para a saúde cerebral, incluindo melhora da memória e possível desaceleração do declínio cognitivo.
Produzidos por meio da fermentação de carboidratos em álcool ou ácidos, esses alimentos incluem opções como iogurte, queijo, pão, kombucha, kefir e vinagre.
De acordo com Zavala, parte desses benefícios pode estar relacionada aos probióticos presentes em alguns alimentos fermentados, que contribuem para a saúde intestinal e podem influenciar positivamente a função cerebral.
Folhas verdes e vegetais
Vegetais folhosos e outros alimentos de origem vegetal são fontes importantes de antioxidantes, vitaminas e compostos bioativos.
Engemann destaca que o brócolis, por exemplo, possui elevada concentração de vitamina K, nutriente associado à manutenção das funções cognitivas, especialmente em pessoas mais velhas.
Esses alimentos também fornecem folato, uma forma natural da vitamina B9 essencial para a formação de glóbulos vermelhos e para a produção de neurotransmissores. Estudos indicam que a deficiência de folato pode estar relacionada a alguns problemas neurológicos.
Além disso, por serem ricos em antioxidantes, fibras e flavonoides, ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, fatores associados ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
Peixes ricos em ômega-3
De acordo com um relatório da Harvard Medical School, peixes gordurosos são importantes fontes de ácidos graxos ômega-3, nutrientes associados à saúde cerebral.
O documento aponta que o consumo regular desses peixes está relacionado a menores níveis sanguíneos de beta-amiloide, proteína associada à doença de Alzheimer. A recomendação é incluir peixe na alimentação pelo menos duas vezes por semana.
Para Zavala, os benefícios tendem a ser maiores quando hábitos alimentares saudáveis são adotados precocemente, mas mudanças na dieta podem trazer resultados positivos em qualquer fase da vida.
Fonte: iclnoticias.com.br

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