10.02.2026

ONZE MIL METROS de profundidade

Em O Rei Nasceu, Leo Van Dolson conta a história de um ancião que, embora não tivesse uma boa educação formal, era um cristão fervoroso e amava profundamente o Senhor. Independentemente de onde estivesse, ele sempre louvava a Deus, e na igreja, especialmente, era comum ouvir seu forte “amém” sempre que se dizia algo que glorificasse ao Senhor.

Um médico, membro daquela igreja, começou a se incomodar com a frequência e a intensidade com que o ancião dizia “amém”. Certa vez, o ancião procurou o médico devido a uma doença que, embora não fosse grave, exigia cuidados. No entanto, o médico, mais interessado em impedir que o ancião continuasse repetindo “amém” do que em curá-lo, disse:

– Demorarei alguns minutos para atendê-lo. Aqui está um livro sobre explorações científicas. Se encontrar algo que o faça dizer “amém”, fale em voz alta, como faz na igreja, para que eu possa ouvi-lo do meu consultório.

Mal o médico se afastou, ouviu um forte “amém”. Correu até a sala de espera e perguntou ao ancião:

– O que encontrou nesse livro para gritar “amém”?

– Bem, eu li neste livro que uma expedição no Pacífico Ocidental descobriu um lugar em que o oceano tem uma profundidade de 11 mil metros. Louvado seja o Senhor!

– E por que isso o alegra tanto?

– Porque a Bíblia diz que Deus lança todos os meus pecados nas profundezas do mar. Há 11 quilômetros de água sobre eles. Louvado seja o Senhor!

Que bela expressão de fé, não é mesmo? Mas há algo ainda mais profundo que esses 11 quilômetros de água: nossos pecados estão cobertos pelo sangue de Cristo. Quando Ele nos perdoa, Ele os esquece.

Não sei por quais caminhos você tem andado. Não conheço as memórias tristes que carrega nem os traumas que o acompanham ao longo de sua jornada. Mas sei de uma coisa: Deus o ama e quer transformar sua vida. Ele pode lhe dar um novo coração agora mesmo. Você deseja permitir que Deus lance seus pecados nas profundezas do mar?

Ele voltará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Miqueias 7:19

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/onze-mil-metros-de-profundidade/

10.01.2026

Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Lula assinaram COMPROMISSO CONTRA TRABALHO ESCRAVO

Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT) endossaram a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, afirmando que estabelecem como prioridade de seus mandatos o combate a esse crime e ao tráfico de pessoas, caso sejam eleitos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais candidatos foram convidados a aderir, mas declinaram ou não responderam até a data-limite, nesta segunda-feira (28).

O compromisso é organizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), que reúne, desde 2003, organizações da sociedade civil e do Estado no combate a esse crime para organizar e monitorar a política de combate a esse crime.

Nesta eleição, a adesão ao documento tem um componente geopolítico, pois ocorre após o tarifaço erguido pelo governo Donald Trump a dezenas de países, inclusive o Brasil, por ocorrência de trabalho forçado em suas cadeias produtivas. Dessa forma, ele reforça à comunidade internacional o compromisso do Brasil em combater esse tipo de crime nas mercadorias que são produzidas e exportadas pelo país.

A iniciativa recolheu adesões de candidatos a cargos no Poder Executivo nas eleições de 2006, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2020, 2022 e 2024. Como resultado, políticas públicas tiveram origem no documento, como planos nacionais, estaduais e municipais, e foram implementadas leis e medidas para punir criminosos e atender às vítimas.

Neste ano, além das campanhas nacionais, candidatos ao governo de seis estados foram convidados a aderir. São unidades da federação que se destacaram como locais de origem e resgate de trabalhadores, entre 2003 e 2025, de acordo com dados da Inspeção do Trabalho.

Em Minas Gerais, aderiram Cleitinho (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD), Túlio Lopes (PCB) e Gabriel Azevedo (MDB).

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT); no Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) e Natasha Slhessarenko (PSD); no Pará, Daniel Santos (Podemos) e Araceli Lemos (PSOL); no Maranhão, Felipe Camarão (PT); e, em Goiás, Daniel Vilela (MDB). Todos os outros candidatos foram convidados a assinar, mas não aderiram.

Entre os compromissos está o de não promover empresas que tenham utilizado mão de obra escrava ou infantil e, por outro lado, apoiar aquelas que combatem a incidência desse crime em seus setores produtivos. Também está o de implantar atendimento jurídico e social aos trabalhadores migrantes brasileiros e estrangeiros e apoiar uma política de atendimento aos trabalhadores resgatados com ações específicas voltadas à assistência psicossocial, à educação básica e profissionalizante e à reintegração socioeconômica.

O compromisso também inclui a promessa de exonerar qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança e que vier a se beneficiar desse tipo de mão de obra.

Tarifaço global de Trump devido ao trabalho forçado

Usando a Seção 301 de sua Lei de Comércio de 1974, o governo Trump aplicou, em julho, uma tarifa de 12,5% sobre produtos de dezenas de países (Brasil, China, Índia, mas também aliados fiéis como Argentina, Israel e Japão) sob o pretexto de que eles seriam incapazes de barrar mercadorias feitas com trabalho forçado. Outros seis, como Canadá, México e União Europeia, levaram 10%.

Isso veio logo após o tarifaço de 25% contra o Brasil, motivado por outras razões (Pix, Big Techs, busca de privilégios a setores dos EUA e pressão contra o governo Lula na tentativa de influenciar as eleições brasileiras).

Ironicamente, o modelo brasileiro de enfrentamento a esse crime, que atua, inclusive, para punir de forma cirúrgica empregadores em cadeias produtivas, através da “lista suja” do trabalho escravo, é visto como mais eficiente até do que as políticas implementadas pelo governo dos EUA. A Casa Branca, aliás, reconhecia os esforços do Brasil nessa área e vinha apoiando o nosso sistema de combate à escravidão até o retorno de Trump ao poder.

Os Estados Unidos são o país com maior número de pessoas escravizadas no continente americano, com quase 1,1 milhão de pessoas nessas condições, de acordo com o Global Slavery Index (GSI), calculado pela Walk Free, em parceria com a OIT. Não só isso, como lideram o mundo em termos de importações de produtos em risco de terem sido feitos com trabalho escravo, batendo quase 170 bilhões de dólares.

Trabalho escravo contemporâneo no Brasil

A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade.

Desde a década de 1940, a legislação brasileira prevê a punição para esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar o trabalhador ao completo esgotamento, dada a intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costura, em bordéis, entre outras atividades, como o trabalho doméstico.

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/2026/09/

ONZE MIL METROS de profundidade

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