“Quero que as pessoas saibam como é bom decidir fazer algo que parece impossível e alcançar aquele objetivo. É melhor do que qualquer coisa que o dinheiro pode comprar” Abigail Disney – Cineasta, filantropa e ativista.
“Quero que as pessoas saibam como é bom decidir fazer algo que parece impossível e alcançar aquele objetivo. É melhor do que qualquer coisa que o dinheiro pode comprar” Abigail Disney – Cineasta, filantropa e ativista.
Uma história fictícia narra o diálogo via rádio entre o operador de um farol na Espanha e o comandante de uma poderosa frota naval. Em sua última versão, que viralizou há alguns anos, o operador do farol pediu ao comandante da frota que desviasse seu curso 15 graus ao Sul para evitar uma colisão. Entretanto, o comandante, não querendo desviar sua rota, pediu ao operador que desviasse 15 graus ao Norte. O impasse persistiu até que o comandante perdeu a paciência e deu um ultimato:
“Sou comandante da marinha, a bordo do maior porta-aviões do mundo. Somos escoltados por couraçados, seis contratorpedeiros, cinco cruzadores, quatro submarinos e outros navios de apoio. Não sugiro, mas ordeno que mude seu curso 15 graus ao Norte. Caso contrário, seremos forçados a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança deste navio e desta força da coalizão. Por favor, obedeçam imediatamente a esta ordem e fiquem fora do nosso curso.”
O operador do farol espanhol respondeu da seguinte forma: “Juan Manuel falando! Somos, ao todo, duas pessoas. Nossa escolta é composta por um cachorro e um canário, que agora está dormindo. Temos o apoio da estação de rádio La Coruña e do canal 16 da Emergência Marítima. Não estamos navegando, pois estamos em terra firme. Falo do Farol da Fisterra, na costa da Galícia. Não temos nem ideia da posição que ocupamos no ranking de faróis da Espanha. Façam o que vocês quiserem e tomem as medidas necessárias para garantir a segurança de seu barco, que baterá a proa contra as rochas. Por isso, novamente insistimos que o melhor, mais seguro e recomendável é que desviem sua rota 15 graus ao Sul para evitar a colisão.”
Temos a tendência de querer que os outros se adaptem a nós, mas dificilmente reconhecemos quando precisamos mudar nosso curso de ação. O sucesso nos relacionamentos interpessoais depende da humildade, que evita contendas e naufrágios.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/porta-avioes-versus-farol/
As mudanças advindas no passado e as mais recentes mostram que algumas profissões deixaram de existir com a automação das coisas enquanto outras surgiram e continua a surgir com as novas tecnologias, bem como as tecnologias das comunicações.
Mostraremos aqui três profissões, entre tantas outras, que se tornaram obsoletas e desnecessárias para os dias atuais dos “sistemas de inteligência”, vejamos:
DATILÓGRAFO – Antes dos computadores existirem e se popularizarem pessoas faziam curso de datilografia e assim alguns eram, em parte, pagas para datilografar documentos e textos diversos na antiga máquina de escrever (Esse é um dos certificados que tenho);
ATENDENTE DE LOCADORA – Antes da era atual dos streamings, alugar um filme exigia sair de casa e ir até uma locadora e escolher entre milhares de opções, um ou mais filmes para assistir sozinho ou entre amigos e familiares, na prateleira e quando era em fita tinha que devolver rebobinado (lembro aqui da Esperança Vídeo do colega agente de trânsito Roberto, que agora tem a loja Esperança Acessórios);
TELEFONISTA – Eram profissionais responsáveis por conectar ligações telefônicas entre as pessoas a partir de um painel central, antes dos celulares. Daí surgiu também as telefonistas atendentes de postos telefônicos, credenciados pela companhia de telefone do Estado para prestar o serviço de telefonia a comunidade local que não possuía telefone em casa, para fazer ligações interurbanas com o olho no cronometro para registrar os minutos falados por cliente para cobrar a ligação depois de concluída (A amada da minha alma, Rejane, foi uma dessas telefonistas de posto em nossa cidade). Como vimos essas profissões não existem mais, porém novas surgiram e entende-se que as novas gerações foram e são agraciadas com as novas tecnologias e suas novas profissões.
Profissões surgem, deixam de existir, outras mudam e outras permanecem, mas o problema atual não está nas profissões que deixarão de existir e nem no advento de novas. O problema da época presente com os seus “sistemas de inteligência” é ter pessoas com corpos humanos com inteligência artificial. Sabendo que já existem tantas pessoas desprovidas de inteligência natural, que se deixam levar por qualquer sensacionalismo político, religioso, social e econômico para viverem como que levados por quaisquer “ondas de vida” mesmo que o final seja trágico. É necessário, portanto, que nosso mundo, nossa sociedade, nossa comunidade, nosso lugar de pertencimento seja de pessoas com corpos humanos com inteligência humana também.
Kaká Lopes
Débora foi uma mulher de poder. Atuou como juíza em Israel. Ela também era profetisa e, em um tempo de opressão e angústia, atuou como uma mãe para a nação. Em seu ministério, guiou o povo de Deus em um conflito sangrento contra Jabim, um dos reis cananeus.
Quando a crise chegou, o povo a procurou, pois sabia que Deus atuava por intermédio dela. Ciente da missão que havia recebido do Céu, Débora se levantou e pôs em prática o plano divino para a libertação do povo. Naquele momento, Deus a usou como uma mãe protetora e sábia, cujo poder da influência o mais hábil guerreiro é incapaz de superar. Não é à toa que Ellen G. White escreveu: “Depois de Deus, o poder da mãe para o bem é a maior força conhecida na Terra” (O Lar Adventista, p. 193 [240]).
Débora persistiu quando a maioria já havia desistido. Motivada pela fé em Deus, inspirou o povo a também acreditar no braço do Todo-Poderoso. Como uma mãe piedosa, levou os filhos de Israel de volta para o Senhor dos Exércitos. Ela cumpriu a missão que havia recebido. “O dia de Deus”, escreveu Ellen G. White, “revelará quanto o mundo deve a mães piedosas pelos homens que têm sido inflexíveis defensores da verdade e reforma – homens que se têm mostrado ousados no aventurar-se, que permaneceram inamovíveis em meio a provas e tentações” (O Lar Adventista, p. 195 [243]).
Sem a coragem de Débora, Baraque teria recuado diante do desafio de liderar o exército de Israel. Deus honrou a fé e a bravura dessa nobre mulher, pois a vitória sobre Jabim garantiu 40 anos de paz para o povo. A Bíblia não menciona os filhos de Débora. Diz apenas que ela era esposa de Lapidote (Jz 4:4). Mas é provável que ela também tenha sido mãe.
Quando alguém realiza grandes feitos, essa pessoa geralmente recebe reconhecimento. No entanto, raramente os elogiadores param para pensar que, por trás dessa pessoa, houve uma mãe que não mediu esforços para cumprir zelosamente seu papel. Pense no que você já conquistou em sua vida. Quanto disso foi resultado da educação, do amor e do suporte que você recebeu de sua mãe? Saiba que Deus a colocou em sua vida para ser uma bênção!
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mae-em-israel/
O Senhor responde: “Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, porém, não Me esquecerei de você. Isaías 49:15
O cuidado de uma mãe por seus filhos, mesmo quando adultos, é algo surpreendente. Veja esta história publicada em 2017 por um jornal britânico. Ada Keating, na época com 98 anos, resolveu se mudar para um asilo em Liverpool, Inglaterra, para cuidar de seu filho Tom, de 80 anos. Ele, que nunca se casou e sempre morou com a mãe, começou a ter problemas de saúde devido à idade. Por isso, ele precisou se transferir para a casa de repouso Moss View, onde receberia cuidados diários. Um ano depois, Ada também se mudou para lá, a fim de ajudar nos cuidados do filho.
É claro que, sendo ela também idosa, sua “ajuda” consistia em pequenas ações, que representavam muito para Tom. “Eu dou boa noite para ele no quarto todas as noites e então vou dormir. No dia seguinte, dou bom dia e digo que vou esperá-lo para o café da manhã”, disse ela ao Jornal Liverpool Echo. “Quando saio para ir ao cabeleireiro, é o Tom que vai ao meu quarto saber quando estarei de volta. Quando chego, ele vem com os braços abertos ao meu encontro, tal qual fazia quando criança. Quando necessário, digo a ele para se comportar. Sabe como é, por mais que o tempo passe, você nunca deixa de ser mãe”, concluiu, emocionando a todos.
Por mais que alguns apontem uma relação edipiana nessa história, em que o filho mantém uma ligação exagerada com sua mãe, a cena continua bela e simbólica. Desafia até a teoria evolucionista de Darwin, pois, quando a mãe, que é mais forte, sucumbe para proteger o filhote, que é mais fraco, contraria-se a regra da sobrevivência do mais apto. Tal altruísmo é um milagre neste mundo que herdou de Adão o gene do egoísmo.
Difícil encontrar um substituto terreno para o amor de mãe. Mesmo que algumas falhem em seu papel, esse sentimento ainda continua sendo o modelo mais próximo do que seria o amor de Deus. Que o Senhor abençoe a todas que exercem o dom da maternidade biológica ou adotiva. Ainda que o mundo não reconheça o altruísmo materno de vocês, saibam que os anjos anotam cada gesto de amor e os transformam em partituras de louvor a Deus.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/amor-de-mae-3/
Daniel teve um sonho em que Deus lhe mostrou um mar agitado do qual saíam feras. Ele viu um leão com asas; um urso com um lado maior do que o outro; um leopardo com quatro cabeças e quatro asas; e um monstro que tinha dentes de ferro e dez chifres.
Cada um desses animais recebeu o domínio por um período, até que um Ser, semelhante a um filho de homem, Se aproximou do Ancião de Dias e recebeu o domínio perpétuo. Ao ouvir a interpretação do sonho, Daniel percebeu que o conteúdo de sua visão equivalia ao que já havia sido revelado a Nabucodonosor: a sucessão de impérios e o estabelecimento do reino de Deus.
No sonho do rei de Babilônia, essa sucessão de impérios foi revelada por meio de uma estátua, semelhante a um ídolo, feita de metais preciosos, que foi esmiuçada por uma pedra, aparentemente sem valor quando comparada aos materiais mais nobres da estátua. Deus usou uma imagem suntuosa para mostrar ao rei idólatra que os reinos deste mundo seriam suplantados por uma pedra que duraria para sempre. Já na visão de Daniel, os mesmos impérios foram representados por feras agressivas e impuras (Lv 11). Para o profeta, a luta por poder e domínio era tão estranha quanto aqueles animais.
Quando o Ser semelhante a um filho do homem foi apresentado recebendo o domínio, Daniel foi consolado com a promessa de que a ordem original estabelecida na criação seria restaurada. Como no Éden, as feras estariam sujeitas ao homem. Da mesma forma, como antes do pecado, nosso planeta estaria sob o domínio do Filho do Homem.
Um rei pagão e um profeta receberam, com símbolos diferentes, a mesma notícia sobre o fim da história deste planeta. Nabucodonosor ficou temeroso ao saber que seu império passaria, assim como os reinos que o sucederiam. Daniel, por outro lado, alegrou-se com a certeza de que os reinos humanos e a luta pelo poder seriam suplantados pelo reino pacífico do Filho do Homem.
Se você, como eu, está cansado de olhar para a confusão deste mundo, apegue-se à promessa de que Deus colocará um fim em todo o sofrimento.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/olhares-diferentes/
Você já percebeu como o bolsonarismo usou a fé para ampliar seu poder político? A relação entre Jair Bolsonaro e parte expressiva das igrejas evangélicas no Brasil não começou por acaso. Ela foi construída com estratégia, interesses e promessas.
O que parecia ser apenas uma aliança eleitoral virou um projeto teológico e político de longo prazo. Nesse cenário, líderes religiosos passaram a atuar como cabos eleitorais, donos de partidos, articuladores parlamentares e, em muitos casos, empresários da fé.
A formação da bancada da Bíblia
A ocupação dos espaços de poder por figuras religiosas não é nova. A diferença, no caso do bolsonarismo, é a centralidade que os pastores midiáticos assumiram no comando do projeto. Eles não só apoiaram a candidatura de Bolsonaro em 2018 e 2022 — como também direcionaram parte do seu discurso.
A promessa de defender a “família cristã” serviu de isca. O dízimo virou capital político. Os cultos, comícios.
Entre os mais ativos estavam:
Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo
José Wellington Bezerra da Costa, do Ministério do Belém
Samuel Câmara, da Assembleia de Deus em Belém (PA)
Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus
R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus
Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus
Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo
Bispo Rodovalho, da Sara Nossa Terra
Esses nomes controlam redes de televisão, rádio, editoras e canais no YouTube. Alguns têm representação direta no Congresso com familiares eleitos. Outros influenciam bancadas inteiras. A maioria atuou para transformar o bolsonarismo em doutrina e Bolsonaro em figura ungida.
O bolsonarismo como religião paralela
A ideia de Bolsonaro como um enviado divino se espalhou. As redes sociais impulsionaram vídeos com supostas profecias, revelações e chamados à intervenção militar. Pastores passaram a falar do ex-presidente como se fosse um novo Davi.
O bolsonarismo virou um tipo de fé: quem questionava, era tratado como pecador. Não havia mais debate político. Havia guerra espiritual.
A mistura entre religião e bolsonarismo criou uma igreja paralela. Ela exorciza o “espírito de Paulo Freire”, despreza a Constituição de 1988 e celebra a autoridade de militares, pastores e empresários. A Bíblia deu lugar a banners com fotos de torturadores, gurus da internet e candidatos da extrema direita.
Teologia do domínio: a estratégia por trás da cruz
Esse movimento não é só brasileiro. Ele tem nome e método: teologia do domínio. É uma corrente fundamentalista que defende que cristãos devem governar todas as esferas da vida — política, justiça, economia, cultura. Michelle Bolsonaro disse isso com todas as letras: “Fomos negligentes, deixamos o mal ocupar o espaço”.
O que ela chama de “mal” é qualquer pensamento diferente da visão que ela defende. A consequência disso é clara: se quem pensa diferente é mau, então não há mais adversários. Há inimigos. A democracia vira obstáculo. A negociação vira pecado. A política vira guerra santa.
Silas Malafaia: pastor, empresário e general do bolsonarismo
Entre os líderes religiosos que abraçaram esse projeto, Silas Malafaia talvez seja o mais barulhento. Ele é presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, comanda programas de TV, influencia parlamentares e tem linha direta com Bolsonaro. Ele ajudou a articular o comando da Frente Parlamentar Evangélica, agindo para impedir que o grupo se aproximasse de Lula.
Malafaia também é um dos principais defensores da anistia aos golpistas de 8 de janeiro. Nos seus cultos, diz que o apoio a Bolsonaro é feito em nome de Jesus. Em entrevistas, critica o ex-presidente quando convém, mas não deixa de agir como seu aliado. Em São Paulo e no Paraná, chamou Bolsonaro de covarde por não se posicionar firmemente nas eleições municipais.
Mas isso não foi um rompimento. Foi cobrança. Pastor e político têm uma relação de troca. Um ajuda a manter o outro em cena.
Assembleia de Deus Vitória em Cristo e o projeto político
A igreja liderada por Malafaia funciona como base de apoio direto ao bolsonarismo. A conexão com Sóstenes Cavalcante, deputado federal e líder do PL na Câmara, garante presença no Congresso. A igreja não só apoia projetos como também interfere nas decisões políticas do país, seja para garantir isenção de impostos, seja para pressionar por leis que favoreçam seus interesses.
O púlpito é usado para defender anistia aos golpistas, atacar o STF, deslegitimar eleições. As mensagens são transmitidas em nome da fé. O dízimo financia a campanha. O rebanho vira eleito
A estrutura do bolsonarismo religioso
O bolsonarismo dentro das igrejas evangélicas não funciona no improviso. Existe uma lógica de funcionamento que combina fé, mercado e poder. Você pode observar isso em cinco frentes principais:
Controle territorial: os templos estão presentes onde o Estado quase não chega. Favelas, bairros periféricos, cidades pequenas. O pastor assume o papel de conselheiro, juiz, psicólogo e autoridade local. A igreja substitui o serviço público. É ali que se formam lealdades duradouras.
Mídia própria: os principais líderes bolsonaristas são donos de canais de TV aberta, rádios comunitárias, jornais impressos e redes sociais com milhões de seguidores. A mensagem circula em ciclos fechados: quem está dentro só ouve quem pensa igual.
Empresas paralelas: a fé virou negócio. Gravadoras, editoras, escolas, selos de certificação teológica, agências de turismo religioso e até serviços de coaching cristão compõem o ecossistema. Cada braço alimenta o outro. O dinheiro que entra na igreja não volta pra base. Gira entre os mesmos.
Representação política: filhos de pastores viram deputados. Líderes locais viram vereadores. E as candidaturas são lançadas no púlpito, como missão divina. O voto é apresentado como obediência espiritual. E a eleição, como cumprimento de propósito.
Influência legislativa: a bancada evangélica no Congresso atua em blocos. Em votações importantes, fecha questão. Pressiona o governo. Negocia cargos. Troca apoio por benefícios institucionais, como emendas, isenções e nomeações.
Essa estrutura garante estabilidade ao projeto. E permite que o bolsonarismo religioso funcione mesmo fora do governo. Enquanto houver púlpito, haverá base. Enquanto houver base, haverá força eleitoral. O discurso fala em salvação. Mas o mecanismo é de dominação. E ele não depende de fé para funcionar.
A fé como escudo para o discurso de ódio
Muitos pastores bolsonaristas fazem dos seus microfones instrumentos de ataque. Criticam direitos humanos, defendem torturadores, atacam o STF, espalham desinformação. Dizem que falam em nome de Jesus, mas o conteúdo lembra mais um panfleto de campanha do que uma pregação religiosa.
Para João Cezar de Castro Rocha, a eleição virou apenas mais um episódio da guerra cultural transformada em modo de vida. Se Bolsonaro perde, o problema não é político. É espiritual. Quem não aceita, vira traidor. Quem pensa diferente, deve ser eliminado.
O 8 de janeiro não surgiu do nada
Os ataques aos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, não foram um surto isolado. Eles foram preparados por meses.
Nos cultos, nas lives, nas mensagens de WhatsApp, os fiéis foram sendo levados a acreditar que Bolsonaro era o último obstáculo contra o mal. Oraram na frente dos quartéis. Levaram a Bíblia para justificar atos violentos. Alguns rezaram para pneus. Outros declararam: “Bolsonaro é o meu pastor e nada me faltará”.
A violência foi sendo normalizada. A mentira virou verdade. A fé virou escudo.
Reações internas
Nem todo mundo ficou calado. Pastores como Aquias Santarém criticaram publicamente a transformação da igreja em comitê político. Ele apontou o que muita gente já sentia: que o cristianismo pregado por esses líderes não tem nada a ver com Jesus. É um cristianismo de poder, de dinheiro, de vaidade. Onde só os filhos dos pastores viram deputados. Onde o pobre serve para votar e ofertar.
Outras lideranças começaram a denunciar o uso da igreja como negócio. Mostraram como pastores viraram empresários que abrem templos como quem monta franquias e faz da fé um produto.
Nacionalismo cristão: o próximo passo
Michelle Bolsonaro deixou claro que o projeto continua. A aposta agora é no nacionalismo cristão. Um discurso que mistura Bíblia, militarismo e política. Ela disse que a separação entre política e religião foi um erro. E que agora é hora de “retomar o espaço que o mal ocupou”.
Na prática, isso significa ampliar o domínio evangélico nas escolas, nos conselhos tutelares, nas câmaras municipais e no Congresso. Já há mobilização para as eleições de 2026. O objetivo é restaurar Bolsonaro ou alguém do seu círculo — como Michelle — como opção eleitoral com apoio maciço das igrejas.
E onde fica o Estado laico?
A pergunta que você precisa fazer é: onde entra o Estado nisso tudo? Quando pastores tentam convencer outras pessoas a apoiarem uma determinada ideologia, partido político ou candidato nos cultos, recebem isenção fiscal e, ainda assim, operam como partidos — o que sobra de separação entre Igreja e Estado?
O risco é claro: a fé virou instrumento de poder. E esse poder atua contra a democracia.
O que você pode fazer?
Questione o uso político da sua fé
Converse
com pessoas próximas que foram capturadas pelo discurso religioso
bolsonarista
Estude sobre teologia do domínio e nacionalismo
cristão
Apoie movimentos religiosos que defendem a democracia e os direitos humanos
Exija do Estado o cumprimento da laicidade
Não se trata só de religião
O bolsonarismo evangélico é mais do que uma aliança eleitoral. É um projeto de poder com base teológica, estrutura de comunicação, apoio popular e objetivos políticos claros. Ele não pretende apenas influenciar. Ele quer governar.
Você não precisa ser evangélico para entender o que está em jogo. Quando a fé é usada para justificar violência, mentiras, golpes e retrocessos, todo mundo é afetado. É disso que se trata. O que está em disputa é o futuro da democracia.
Fonte: https://iclnoticias.com.br/atg/bolsonarismo/
P residente defendeu a soberania dos paíse s. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando esp...