5.06.2026

Advogado AMEAÇA deputado na Câmara

A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados da terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: Sua sorte é ser idoso”.

A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia.

A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente.

Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político.

Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou.

Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas.

SESSÃO JULGAVA DEPUTADOS ENVOLVIDOS EM MOTIM BOLSONARISTA

O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025.

O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura.

Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa.

O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos.

Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado.

Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4.

SUSPENSÃO AINDA PASSARÁ PELA CCJ E PLENÁRIO

A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis.

Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/

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