A União Europeia aprovou, por unanimidade, punições a indivíduos e organizações de extrema-direita, como o grupo Regavim, após o fim do bloqueio político da Hungria. As medidas, no entanto, não atingem diretamente o governo de Israel.
Nos últimos meses, a violência contra palestinos na região explodiu. Apenas no último fim de semana, registraram-se 20 ataques com incêndios a casas, veículos e plantações. Segundo a ONG israelense Yesh Din, o mês de março teve 305 ações violentas, uma média superior a 10 casos por dia.
O governo de Benjamin Netanyahu classifica as sanções europeias como antissemitas e alega que os episódios de violência são marginais. Contudo, o isolamento diplomático de Israel cresce: o apoio diminui nos Estados Unidos e, na Europa, pesquisas indicam que 60% da população tem opinião desfavorável ao país. Nações como Irlanda, Espanha e Eslovênia já defendem a suspensão de acordos comerciais com os israelenses.
O cenário tornou-se ainda mais crítico após as operações militares na Faixa de Gaza e no Líbano. Até os ataques ao Irã sofreram reprovação internacional majoritária. Apesar disso, Netanyahu não sinaliza mudanças; analistas apontam que o premiê utiliza o estado de conflito como estratégia para se manter no poder, dada a sua baixa popularidade antes da guerra.
Fonte: https://www.band.com.br/noticias
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