Enquanto a examinava, o doutor Milner levantou um lápis e perguntou: “Diana, o que é isto?” No início, Diana ficou confusa, mas depois fez algo extraordinário: estendeu a mão e pegou o lápis com precisão e naturalidade. Como ela conseguiu fazer isso se não enxergava corretamente?
Intrigado, Milner decidiu realizar outros experimentos. Ele deu uma carta a Diana e pediu que a colocasse na abertura de uma caixa de correio. Diana disse que não poderia fazê-lo porque não conseguia enxergar o recipiente. Milner insistiu: “Vamos, tente! Faça como se estivesse enviando uma carta pelo correio.”
Diana pegou a carta e a direcionou à caixa de correio. Em seguida, girou a mão para que o papel entrasse perfeitamente na abertura. Não foi uma coincidência. Diana, assim como outras pessoas com a mesma condição, conseguia alinhar objetos no espaço sem vê-los conscientemente.
Alguns cientistas chamam essa habilidade de “visão cega”. Eles acreditam que isso ocorre porque os diferentes elementos da visão (cor, profundidade, textura, movimento, orientação espacial, entre outros) são processados em áreas distintas do cérebro. Assim, em certos tipos de lesões, algumas pessoas perdem aspectos específicos da visão, mas não todos. Aparentemente, Diana não havia perdido a capacidade de orientação espacial.
A fé pode ser comparada à visão cega. Muitas vezes, Deus nos pede que façamos algo, mas hesitamos em Lhe obedecer porque não conseguimos ver como Ele cumprirá Suas promessas. No entanto, se confiarmos Nele e obedecermos à Sua orientação, mesmo sem “enxergar”, o Senhor cumprirá Sua palavra. Lembre-se: “Bem-aventurados são os que não viram e creram.” Decida, hoje, agir pela fé nas promessas de Deus e não se apoiar apenas no que seus olhos podem ver.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/visao-cega/

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