Do apito final do jogo Ceará x Palmeiras, em 2025, quando o clube foi rebaixado em plena Arena Castelão em um cenário completamente impensável durante todo o Campeonato até a presente data, os dias têm sido diferentes para os torcedores do Alvinegro. Uma clara quebra se estabeleceu ali, uma ferida que se abriu e não foi fechada até o momento.
Seis meses depois, no dia do aniversário do Vovô, que completa 112 anos de fundação, o cenário ainda é o mesmo daquele apito final. Terra abalada de um time sem treinador, em crise política e financeira, com mais dúvidas que certezas.
O aniversário do Ceará acontece em um dos piores momentos que o clube atravessa em sua longa trajetória vencedora. E não é o momento futebolístico que mais preocupa, em que pese o vice-campeonato estadual contra o maior rival, a eliminação precoce na Copa do Nordeste e Copa do Brasil e a posição mais próxima da zona de rebaixamento do que da zona de classificação na Série B.
O que realmente preocupa no Vozão é a falta de perspectiva do clube para sair das situações de crise que o futebol impõe e também do cenário financeiro que foi estabelecido no último ano. O balanço apresentado no último mês, com déficit de R$ 85 milhões, é preocupante e exige da atual gestão alvinegra algum tipo de plano pra minimamente estancar a sangria.
No futebol, a saída de Mozart foi inevitável, mas fica claro o clube se encontra atualmente sem também um plano definido com relação à gestão de futebol. Treinador, contratações. São grandes incógnitas para o torcedor.
O único alento é que a história do Ceará é grande demais e a torcida também é gigante ao ponto de suportar tamanha crise. Certo é que dela, em algum momento, o clube há de se reerguer. A receita sempre será a mesma. A força da torcida que empurra e que fará o clube voltar aos dias de glória.
Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada

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