“É a primeira vez na vida que experimento a verdade daquilo que tantos pensadores ressaltaram como a quintessência da sabedoria, por tantos poetas cantada: a verdade de que o amor é, de certa forma, o bem último e supremo que pode ser alcançado pela existência humana. Compreendo agora o sentido das coisas últimas e extremas que podem ser expressas em pensamento, poesia – e em fé humana: a redenção pelo amor e no amor! Passo a compreender que a pessoa, mesmo que nada mais lhe reste nesse mundo, pode tornar-se bem-aventurada – ainda que por alguns momentos – entregando-se interiormente à imagem da pessoa amada. Na pior situação exterior que se possa imaginar, numa situação em que a pessoa não pode se realizar através de alguma conquista, em que sua conquista pode consistir unicamente num sofrimento, com a cabeça erguida, nesta situação a pessoa pode se realizar na contemplação amorosa da imagem espiritual da pessoa amada que ela traz dentro de si. Pela primeira vez na vida entendo o que quer dizer: ‘Os anjos são bem-aventurados na perpétua contemplação, em amor, de uma glória infinita.’”
Talvez seja esse amor que tenha capacitado os mártires a cantar durante o martírio e morrer louvando a Deus. Esse é o amor que devemos buscar para amar a Deus com todo o nosso coração, nossa alma e nossa mente. Acredito que esse amor vem de Deus, mas também deve ser cultivado e praticado na vida cristã. Ele é o amor dos cristãos maduros, que conhecem a Deus profundamente. Busquemos mais esse amor hoje.
Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu. 1 João 3:1
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/uma-definicao-do-amor/

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