12.05.2025

O futuro da HUMANIDADE

Thomas Malthus foi um economista britânico que abalou o mundo, em 1798, com sua teoria demográfica. Seus estudos apontavam que, enquanto a população crescia em escala geométrica, a produção de alimentos aumentava em escala aritmética. Isso indicava que, em um futuro próximo, não haveria comida suficiente para todos, e então viria o caos.

Os escritos de Malthus influenciaram Charles Darwin, que atribuiu ao economista a razão de sua teoria. Se a seleção natural consistia na sobrevivência dos mais aptos, as previsões de Malthus implicavam na extinção daqueles menos capazes de competir por recursos alimentares.

Para alívio geral, a teoria estava errada. Malthus não tinha conhecimento dos recursos disponíveis para a humanidade, tampouco das reservas naturais de energia fóssil e da revolução industrial que garantiria um crescimento exponencial da produção de alimentos, compatível com a demanda decorrente do crescimento populacional ou até superior a ela.

Nos 180 anos seguintes, o otimismo prevaleceu entre os cientistas. No entanto, recentemente, outros estudiosos têm reconsiderado se Malthus estava completamente errado. Embora a opinião não seja unânime, há cautela suficiente para admitir que talvez estejamos à beira de uma crise de recursos.

Nesse contexto, surge um controverso experimento da década de 1960, conduzido pelo etólogo americano John B. Calhoun. Ele submeteu uma população de ratos a um ambiente controlado, gradualmente restringindo o acesso à comida. Os camundongos, inicialmente dóceis e socialmente organizados, transformaram-se em criaturas agressivas, predatórias e canibais. O quadro era tão terrível que levou o cientista a interromper o experimento antes que a população de ratos se autodestruísse.

Muitos dizem que isso é sensacionalismo e alarmismo. Pode ser. Mas a Bíblia prevê um tempo em que o Espírito Santo não atuará mais no coração humano, permitindo que a impiedade se manifeste livremente. Que Deus nos ajude, caso estejamos vivos neste tempo, a mantermos um caráter inabalável, demonstrando bondade e permanecendo fiéis, ainda que caiam os céus.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-futuro-da-humanidade/

12.04.2025

CONGRESSO exige exame toxicológico PARA MOTORISTAS DE CATEGORIAS A e B

Obrigatoriedade se deu por derrubada de veto durante apreciação da LDO.

O Congresso Nacional manteve na íntegra três vetos presidenciais e derrubou apenas um após acordo entre governo e oposição nesta quinta-feira (4). Em um quinto veto analisado, deputados e senadores mantiveram um e rejeitaram três dos dispositivos vetados.  

Os vetos foram incluídos como extrapauta durante sessão marcada exclusivamente para apreciar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.

Ao rejeitar um dos vetos, o Parlamento estabeleceu a obrigatoriedade de exame toxicológico para primeira habilitação dos motoristas das categorias A e B da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As categorias A e B são destinadas para motoristas de carros, vans e motos de passeio. Até então, o exame toxicológico era exigido apenas para os motoristas das categorias C, D e E, que são aqueles que fazem transporte de carga ou de passageiros.

Com a derrubada deste veto, todos os tipos de motorista devem apresentar exame toxicológico negativo para adquirir a primeira CNH. No caso dos motoristas das categorias C, D e E, o exame é exigido ainda na renovação da habilitação.

O veto derrubado foi aplicado na sanção da Lei 15.153 de 2025 que destina o uso de multas de trânsito para financiar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único do governo federal.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Um dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantidos pelo Parlamento foi o que barrou o dispositivo que limitava a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) apenas nos casos de deficiência consideradas moderadas ou graves. O BPC é pago aos idosos de baixa renda ou pessoas com deficiência em situação de pobreza.

Com a manutenção do veto, fica permitida a concessão do BPC também para pessoas com deficiência considerada leve. O veto foi o referente à Lei 15.077 de 2024, que altera normas ligadas a assistência social, previdência e programas de transferência de renda.

PEDÓFILOS E PREDADORES SEXUAIS

Também por acordo, foi mantido o veto do Executivo que derrubou o dispositivo que previa que os dados dos condenados no Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais ficariam disponíveis para consulta pública por 10 anos após o cumprimento da pena.

Com a manutenção do veto, a lista dos condenados por crimes sexuais fica aberta enquanto durar o cumprimento da pena. O veto mantido é referente à Lei 15.035.

EMBRAPA

Também por acordo, foi rejeitado o veto presidencial integral ao projeto de lei que isentava a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do pagamento de taxas e contribuições cobradas pelos órgãos reguladores em pedidos feitos pela estatal.

O governo alegou no veto que a medida previa benefício tributário sem apresentar medidas compensatória de impacto orçamentário, afetando o equilíbrio financeiro das entidades reguladoras.  

Por outro lado, os defensores do projeto defendem que a medida facilita inovação no setor agropecuário ao reduzir os custos da Embrapa. Com a derrubada do veto, a isenção do pagamento de taxas será sancionada como Lei. 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

DESPERDÍCIO DE ÁGUA no Brasil deixa de abastecer 50 MILHÕES DE PESSOAS

Imagine que você assa um bolo e, antes de servir, você pega quase metade dele e joga no lixo, sem pena. Ou que você chega ao fim do mês e de cada R$ 100 de salário conquistado, joga R$ 40 fora, sem uso. No âmbito cotidiano privado, a ideia pode parecer loucura ou inimaginável, mas essa é a realidade do tratamento e distribuição de água no Brasil – hoje, a cada cinco litros enviados às casas, dois vão direto para o ralo. Com tudo que se perde, seriam abastecidas nada menos que 50 milhões de pessoas – mesma quantidade de gente das regiões Norte e Sul somadas. E, acredite, já é assim há anos.

Os motivos variam. Vazamentos, fraudes, falhas de medição, etc. De acordo com o mais recente estudo do Instituto Trata Brasil (ITB), as perdas atuais das concessionárias de água são de 40,31%. O considerável “aceitável”, seria de 25%, ou seja, um quarto de tudo que se produz, ainda assustador. A redução da marca atual para a meta de 25% representaria uma economia coletiva de R$ 34,6 bilhões até 2033, graças à redução de custos operacionais e de obras emergenciais. Para se ter uma ideia, com esse valor seria possível construir 19 novas Unidades Básicas de Saúde no país.

O Brasil é frequentemente apontado por sua disponibilidade de água no cenário mundial, mas no que diz respeito à gestão hídrica, considerando as perdas da operação, o país ocupa a 86ª posição entre 139 nações, abaixo de quatro vizinhos sul-americanos: Equador, Bolívia, Chile e Argentina. O levantamento do ITB ajuda a lançar luz sobre a gravidade silenciosa enfrentada. Em Alagoas, estado com o maior volume de perdas no país, de cada 10 litros de água captada, tratada e distribuída, sete vão para o ralo. Na ponta oposta está Goiás, única unidade federativa na casa dos 25% de perdas.

Os dados, comparando o retrato do saneamento básico no país entre 2019 e 2023, mostra que a região Sudeste, maior centro econômico nacional, vem na contramão da evolução, aumentando suas perdas em 2,5 pontos percentuais. Em outras palavras, mesmo onde há mais investimentos e tecnologia, a situação tem piorado.

A Portaria 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional, define como meta para os municípios atingirem marcas de perdas operacionais inferiores a 25% até 2034. Essa seria uma condição para acesso a recursos federais. A dificuldade de que esse objetivo seja cumprido esbarra na prática: atualmente apenas 13 das 100 maiores cidades do país seriam consideradas aptas se a regra já estivesse valendo hoje – ao todo, são 5.570 municípios.

PERDAS E MAIS PERDAS: MAS POR QUE TANTA ÁGUA VAI PRO RALO?

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Pública, esse cenário é consequência de baixo investimento, ineficiência técnica e um modelo econômico que continua a priorizar o volume vendido, em vez da eficiência no uso da água.

O coordenador do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas) Amauri Pollachi avalia que o desperdício é resultado de uma falta de prioridade estrutural no combate às perdas, abandonado em nome da redução de custos e da maximização do lucro: “Se você reduz investimentos, atuação, atenção, a disponibilidade de gente capacitada, as perdas acabam crescendo. A rede envelhece, a pressão aumenta, o desgaste aumenta — e o desperdício só piora”.

Para o ecologista e presidente do Instituto Internacional de Ecologia (IIE), José Galizia Tundisi, o problema é essencialmente técnico, mas sua persistência revela também falhas de gestão e lentidão política. “Precisa ter a vontade política do setor público de resolver o problema das perdas e juntar o investimento que tem que ser feito para poder resolver tecnicamente o problema”, afirma Tundisi.

[O cenário] esbarra na lentidão e na falta de acesso à tecnologia. Um município de 50 mil habitantes, no interior, não tem técnicos competentes para fazer o trabalho. Nem curso técnico de tratamento de água [às vezes] existe”, avalia, antes de apontar como o problema passa à margem da percepção coletiva. “A verdade incômoda é que nós perdemos água e não percebemos essa perda. A população não percebe essa perda e os políticos não percebem a necessidade de uma legislação mais consistente para resolver esse problema”, complementa.

A presidente executiva do ITB, Luana Pretto, explica que para que o país avance para reduzir as perdas para níveis abaixo dos 25% seria necessário realizar a modelagem hidráulica dos sistemas de distribuição para compreender seu funcionamento, setorizar a rede – “para que a identificação dos vazamentos ocultos seja mais assertiva” – e, enfim, adotar controles de vazão e pressão. Em outras palavras, modernizar estrutura e gestão de um país com proporções continentais em que ainda não falta água. Ainda (Fonte: iclnoticias.com.br).

A tempo: Qual a realidade do município de Camocim sobre perdas de água, investimentos e lucros?

12.03.2025

CAMPANHA leva informação e convida POPULAÇÃO A COMBATER O CAPACITISMO

Pessoas com deficiência relatam formas de preconceitos vividas.

Uma campanha lançada no Brasil neste Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro, busca ampliar o debate sobre o capacitismo, uma palavra capaz de traduzir muitas formas de preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência. O lançamento foi nesta quarta-feira (3), em Brasília, durante a cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade).

A campanha, com o tema Discriminação contra Pessoas com Deficiência Tem Nome: Capacitismo!, inclui vídeos curtos com depoimentos de pessoas com deficiência sobre situações de capacitismo. O material foi desenvolvido com a assistência técnica da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), responsável pela cartilha Combata o Capacitismo.

Com informações precisas sobre as várias formas de discriminação contra indivíduos com deficiência, o material pretende estimular a participação direta da sociedade civil, por meio de coletivos e influenciadores. A ideia é que o conteúdo seja compartilhado em redes sociais e canais de comunicação com a hashtag oficial #CombataoCapacitismo, de forma a agregar o conteúdo e potencializar a divulgação.

A gente precisa furar a bolha e explicar para quem não conhece, para quem não convive com pessoas com deficiência, para que a gente desnaturalize praticas que, às vezes, não são nem intencionais de discriminação e violação dos Direitos Humanos contra pessoas com deficiência”, destaca a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Anna Paula Feminella.

Para a secretária nacional, tanto o Brasil, quanto a maioria dos países não reconhecem a presença das pessoas com deficiência, caracterizando o capacitismo como uma prática estrutural, igual ao racismo. “Há dificuldade estrutural de identificar e reconhecer quem são as pessoas com deficiência gerando invisibilidade e o que a gente pode chamar de epistemicídio, que é o apagamento não somente dos dados das pessoas com deficiência, mas também dos conhecimentos produzidos pelas pessoas com deficiência”

Entidades públicas, científicas e do sistema judiciário, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já estão engajadas na campanha. “Conhecimento é fundamental para que a gente consiga alterar a cultura política pela plena participação das pessoas com deficiência”, reforça.

CONADE

A campanha contra o capacitismo foi lançada durante a 142ª Reunião Ordinária do Conade, que iniciou nesta quarta-feira (3) com a posse dos novos conselheiros eleitos em novembro.

Tomaram posse 19 representantes de órgãos governamentais e 19 representantes da sociedade civil, incluindo a retomada da participação dos conselhos estaduais e municipais na formação do colegiado.

Segundo Anna Paula Feminella, a reconstrução do conselho criado em 1999 e extinto em abril de 2019 é mais um ato de luta pela garantia dos direitos e participação social das pessoas com deficiência.

Esse Conselho também enfrentou o capacitismo estrutural intensificado no governo anterior. Algo que pode ser exemplificado pela fala de um ex-ministro da educação que considerou que os estudantes com deficiência atrapalham o ambiente na sala de aula”, reforça.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

RACHA no PL e na FAMÍLIA DO EX-PRESIDENTE EXTRAPOLAM aliança com CIRO GOMES

Partido tem divergências sobre candidaturas em cinco estados e no DF e deve sofrer baixas para 2026.

O imbróglio da família Bolsonaro em torno do apoio a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará expôs um cenário de crises internas e disputas de poder dentro do PL que se estende para outros estados.

O partido, que convivia sob um duplo comando de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, viu os atritos se acirrarem com a prisão do ex-presidente, que cumpre pena em regime fechado desde o mês passado após a condenação no processo sobre a trama golpista.

Sem uma liderança coesa, a ex-primeira-dama Michelle, os filhos do ex-presidente, Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido alinhada ao centrão disputam espaços e tentam influir na formação dos palanques para 2026.

A cúpula do PL realizou uma reunião de emergência na terça-feira (2) para aparar arestas e definir uma rotina de decisões conjuntas. O resultado foi a suspensão do apoio a Ciro Gomes e iniciativa de mapear eventuais acordos fechados por Bolsonaro em outros estados.

O objetivo é evitar embates públicos como o protagonizado pela mulher e pelos três filhos de Bolsonaro na última segunda-feira (1º).

O impasse no clã Bolsonaro veio a público após a ex-primeira-dama criticar o apoio do PL a uma possível candidatura de Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB, ao governo do Ceará. Ciro foi adversário de Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, e tem um histórico de críticas duras ao ex-presidente.

Flávio (PL-RJ) respondeu às críticas e disse que a madrasta foi autoritária e atropelou o ex-presidente, que teria avalizado o movimento de aproximação com Ciro Gomes. Na terça, o senador falou em união do grupo e disse ter pedido desculpas a Michelle.

A briga tem a eleição para o Senado como pano de fundo. Michelle lançou para a disputa a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), mas a cúpula local do partido defende a candidatura de Alcides Fernandes (PL), pai do deputado André (PL-CE).

As candidaturas ao Senado são uma prioridade do partido liberal para as eleições de 2026.

Fonte/Base: iclnoticias.com.br

12.02.2025

Michelle VOLTA A SONHAR COM PRESIDÊNCIA E ENTRA EM GUERRA com filhos do ex-presidente

Flávio para Michelle: "Quem fala em nome do meu pai sou eu”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou em guerra com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os demais filhos do ex-presidente na disputa sobre quem representa o clã, agora que Jair está preso na Superintendência da Polícia Federal devido à condenação por tentar um golpe de estado.

Interlocutores da família avaliaram à coluna que, apesar do veto de Bolsonaro à candidatura de Michelle à Presidência da República, ela teria mantido viagens e eventos nos últimos meses devido a uma agenda própria e que ainda sonha com a possibilidade de disputar o cargo em 2026. O comportamento, porém, já foi identificado e ela começa a sofrer retaliações tanto dos enteados como de seus aliados.

Na semana passada, um episódio chamou atenção. Integrantes do PL se reuniram para discutir a situação depois da prisão do ex-presidente e Michelle discursou defendendo a união do grupo. Flávio chegou pouco depois que ela terminou e logo avisou: “Michelle, eu tô nisso desde 2002, coordenando as campanhas do meu pai. Então quem fala em nome do meu pai sou eu”.

A crise escalou com o último episódio no Ceará e o PL deve se reunir nesta terça-feira (2) para discutir a situação. No domingo, Michelle participou do lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) a governador e, no palco, criticou a aproximação do PL local com Ciro Gomes, articulação conduzida pelo deputado federal André Fernandes. No entanto, o acordo tinha aval do próprio Jair Bolsonaro e, com isso, os filhos do ex-presidente desautorizaram a madrasta publicamente.

O senador disse que o comportamento de Michelle foi “autoritário” e afirmou ao portal Metrópoles que “Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará”. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora.

O deputado Eduardo (PL-SP) acompanhou o irmão, em post no X: “Meu irmão Flávio está correto. Foi injusto e desrespeitoso com o André o que foi feito no evento. Não vou entrar no mérito de ser um bom ou mal acordo; foi uma posição definida pelo meu pai. O vereador Carlos (PL-RJ) foi na mesma linha: “Temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças”.

Por Juliana Dal Piva

Fonte: iclnoticias.com.br

12.01.2025

CONTRAN APROVA resolução que retira exigência de AUTOESCOLA PARA CNH

Custo para tirar o documento poderá cair em 80%.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, nesta segunda-feira (1º), a resolução que muda o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da obrigatoriedade de frequentar aulas de autoescola na preparação para os exames teórico e prático dos departamentos de Trânsito (Detrans).

Com isso, o custo para tirar o documento, que hoje chega a R$ 5 mil, poderá cair em 80%. 

Após passar por consulta pública, o texto proposto pelo Ministério dos Transportes foi aprovado por unanimidade pelo Contran e entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a pasta, o objetivo das mudanças é modernizar o processo de obtenção da CNH e tornar o documento mais acessível e barato para a população, especialmente nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito, 20 milhões de brasileiros já dirigem sem habilitação e mais 30 milhões têm idade para ter a CNH mas não possuem o documento.

Além de tornar o trânsito mais seguro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, argumenta que a proposta também busca promover a inclusão produtiva.

O Brasil tem milhões de pessoas que querem dirigir, mas não conseguem pagar. Baratear e desburocratizar a obtenção da CNH é uma política pública de inclusão produtiva, porque habilitação significa trabalho, renda e autonomia. Estamos modernizando o sistema, ampliando o acesso e mantendo toda a segurança necessária”, afirmou, em comunicado.

A resolução prevê que o candidato possa escolher diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios para a emissão da CNH. Ainda segundo Renan Filho, são esses exames que atestam se o condutor está devidamente capacitado para dirigir.

O novo modelo segue padrões internacionais adotados por países como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, onde o foco é a avaliação, não há quantidade de aulas”, explicou.

O QUE MUDA

A abertura do processo para tirar a CNH poderá ser feita diretamente pelo site do Ministério dos Transportes ou por meio da Carteira Digital de Trânsito (CDT). O cidadão ainda precisará comparecer presencialmente a etapas como coleta biométrica e exame médico.

A resolução prevê curso teórico gratuito e digital. O ministério disponibilizará o conteúdo online sem custos para o candidato mas, quem preferir, poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Também haverá flexibilização das aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos Detrans, aumentando as opções para o cidadão. O novo modelo retira a exigência de 20 horas-aula práticas. Agora, a carga horária mínima será de duas horas.

O candidato poderá escolher como fará sua preparação: contratando um centro de formação de condutores tradicional ou um instrutor autônomo. Nenhum profissional poderá atuar sem credenciamento oficial: todos passarão por fiscalização pelos órgãos estaduais, deverão cumprir requisitos padronizados nacionalmente e serão identificados digitalmente na CDT.

O texto também prevê a facilitação dos processos de obtenção da CNH para as categorias C (veículos de carga, como caminhões), D (transporte de passageiros, como ônibus) e E (carretas e veículos articulados) permitindo mais opções de formação, com o objetivo de tornar o processo mais ágil e menos burocrático.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

"O BRASIL NÃO CABE NO QUINTAL DE NINGUÉM", diz Lula em discurso na ONU

P residente defendeu a soberania dos paíse s. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando esp...